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1. Conhecimentos Gerais Nordeste Prof. Joanilson

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Von 
Humboldt), floresta pluvial, floresta ombrófila e, por fim, 
floresta amazônica. 
O elemento de maior destaque dessa floresta é, 
sem dúvidas, a sua biodiversidade que chega a intrigar 
pesquisadores de todo o mundo quanto à 
impossibilidade de catalogar um número tão significativo 
de espécies. 
No Brasil, ocupa a quase totalidade da região 
norte, a porção setentrional de Mato Grosso e a porção 
ocidental do Maranhão. Características de clima quente 
e superúmido, essa floresta é extremamente 
heterogênea e densa, quase impossibilitando a 
circulação de pessoas no seu interior. 
 
•CERRADO 
 
Essa formação ocupava originalmente cerca de 
25% do território brasileiro, sendo a segunda maior 
cobertura vegetal do país. 
É caracterizado pelo domínio de pequenas 
árvores e arbustos bastante retorcidos com casca grossa 
(cortiça), que retém mais água, geralmente caducifólias e 
com raízes profundas. Muito parecido com a savana 
africana. A origem dos cerrados ainda é uma incógnita. 
Para alguns ele resulta do clima, já que a alternância 
entre as estações úmida e seca é muito forte. Para 
outros sua origem está ligada ao solo extremamente 
ácido e naturalmente pobre. Ocorre no Brasil nas áreas 
de menor umidade, como é o caso do Planalto Central 
(Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, 
além de trechos do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, 
Bahia, Maranhão e Piauí. 
 
•MATA DOS COCAIS 
 
Esta formação vegetal está encravada entre a 
floresta amazônica, o cerrado e a caatinga. É, portanto, 
uma mata de transição entre as formações bastante 
distintas, constituída por palmeiras ou palmáceas, com 
grande predominância do babaçu e ocorrência 
esporádica de carnaúbas. Tanto o extrativismo do 
babaçu como o da carnaúba não implicam em 
devastação, pois aproveitam-se apenas os cocos e as 
folhas, que são continuamente reproduzidas pelas 
palmeiras. No entanto, a expansão pecuarista 
particularmente nos estados de Tocantins e do 
Maranhão, tem produzido grande destruição da 
vegetação com a criação de áreas de pasto. Isso tem 
levado ao agravamento das condições de vida de 
milhões de pessoas, que dependem do extrativismo. 
O óleo de babaçu é utilizado na fabricação de 
sabões e sabonetes, além de seu uso como lubrificantes 
nas indústrias de aparelhos de alta precisão – como, por 
exemplo, na indústria de balanças. Depois de retirado o 
óleo da semente, esta constitui um excelente alimento 
para o gado. 
 
•CAATINGA 
 
Típica do sertão nordestino é uma vegetação 
xerófila, adaptada ao clima semi-árido, na qual 
predomina um estrato caducifoliado e espinhosos; 
ocorrem também cactáceas. Na época das secas, muitas 
plantas da caatinga perdem suas folhas para diminuir a 
transpiração e evitar, assim, a perda de água 
armazenada, produzindo uma paisagem seca e 
desolada. Algumas palmeiras e o juazeiro, que possuem 
raízes bem profundas para absorver água do subsolo, 
não perdem as folhas. Outras plantas possuem um 
mecanismo fisiológico, o xeromorfismo, produção de 
uma cera que reveste os tecidos e faz com que percam 
menos água na transpiração. Um exemplo é a 
carnaubeira, que já foi denominada “árvore da 
providência”, pois dela tudo se aproveita. Melhem Adas, 2000, p. 
136. 
 
•FLORESTA TROPICAL (MATA ATLÂNTICA) 
 
Essa floresta é também uma formação 
exuberante que se assemelha bastante à floresta 
equatorial. É heterogênea, intrincada, densa e aparece 
em diferentes pontos do país, de temperaturas elevadas 
e alto teor de umidade. Floresta latifoliada, ela é assim 
definida porque apresenta folhas grandes e largas e está 
situada ao longo do litoral oriental intertropical brasileiro, 
que vai do Rio Grande do Norte até o norte de São 
Paulo, onde entra para o interior. Nas áreas de maior 
presença de umidade é denominada floresta latifoliada 
úmida de encosta. Essa formação foi altamente 
devastada ao longo da história do Brasil. 
 
•CAMPOS 
 
Formações rasteiras ou herbáceas, constituídas 
por gramíneas que atingem até 60cm de altura. Sua 
origem pode estar associada a solos rasos ou 
temperaturas baixas em regiões de altitudes elevadas, 
áreas sujeitas a inundação periódica ou ainda solos 
arenosos. 
 
•VEGETAÇÃO LITORÂNEA 
 
Nas praias e dunas, é muito importante a 
ocorrência de vegetação rasteira, responsável pela 
fixação da areia, impedindo que seja transportada pelo 
vento. A restinga é uma formação vegetal que se 
desenvolve na areia com predomínio de arbustos e 
ocorrência de algumas árvores como o chapéu-de-sol, o 
coqueiro e a goiabeira. Os mangues são nichos 
ecológicos (porção restrita de um habitat onde vigoram 
condições especiais de ambiente). Não se trata de 
conceito de lugar, mas da posição particular que a 
espécie ocupa na comunidade devido às suas 
adaptações estruturais, seus ajustamentos fisiológicos e 
aos padrões de comportamento responsáveis pela 
reprodução de milhares de espécies de peixes, moluscos 
e crustáceos. Delza Menin. In: Ecologia de A a Z, 2000. 
 
POLUIÇÃO LITORÂNEA 
 
A poluição do litoral nordestino é um dos graves 
problemas ambientais da região. Inúmeras indústrias 
químicas costumam jogar seus detritos no mar, alguns 
deles extremamente nocivos a fauna marinha. 
Dos nove estados nordestinos, oito têm capitais 
litorâneas, o que implica em ocupação humana na orla 
marítima que degrada os recursos através do 
lançamento de lixo e esgotos no oceano, destruição da 
vegetação litorânea (mangues, coqueirais, matas de 
restinga). 
 
OCUPAÇÃO E DEGRADAÇÃO AMBIENTAL 
 
Profs.: Italo Trigueiro / Joanilson Jr. GEOGRAFIA DO NORDESTE – BNB 
 
 
7
 
 
Fonte: Atlas geográfico escolar . Rio de Janeiro: IBGE, 2007. 
 
 
 
HIDROGRAFIA 
 
BACIA ÁREA DRENADA (km2) PARTICIPAÇÃO NA REGIÃO (%) 
São Francisco 394.914,5 25,30 
Nordeste 857.388,1 54,92 
Leste 277.697,8 17,79 
Tocantins-Araguaia 31.177,4 1,99 
Fonte: Anuário Estatístico do Brasil, IBGE, 1996. 
 
O Nordeste possui importantes bacias 
hidrográficas, aparecendo algumas classificações 
diferenciadas de acordo com alguns órgãos 
governamentais. O mapa e a tabela mostram a divisão 
mais difundida, a do IBGE: 
 
 
Fonte: Baseado no Atlas Nacional do Brasil, IBGE, 2000. 
 
•Bacia do Atlântico Nordeste Ocidental: situada entre 
o Nordeste e o Norte, fica localizada, quase que em sua 
totalidade, no estado do Maranhão. Algumas de suas 
sub-bacias constituem ricos ecossistemas, como 
manguezais, babaçuais, várzeas, etc. 
 
•Bacia do Atlântico Nordeste Oriental: ocupa uma 
área de 287.384 km², que abrange os estados do Ceará, 
Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. 
Os rios principais são o rio Jaguaribe, rio Piranhas-Açú, 
rio Capibaribe, rio Acaraú, rio Curimataú, rio Mundaú, rio 
Paraíba e rio Una. 
 
•Bacia do Atlântico Leste: compreende uma área de 
364.677 km², dividida entre 2 estados do Nordeste 
(Bahia e Sergipe) e dois do Sudeste (Minas Gerais e 
Espírito Santo). Na bacia, a pesca é utilizada como 
atividade de subsistência. 
 
•Bacia do Parnaíba: é a segunda mais importante, 
ocupando uma área de cerca de 344.112 km² (3,9% do 
território nacional) e drena quase todo o estado do Piauí, 
parte do Maranhão e Ceará. O rio Parnaíba é um dos 
poucos no mundo a possuir um delta em mar aberto, 
com uma área de manguezal de, aproximadamente, 
2.700 km². 
 
•Bacia do São Francisco: 
 
O rio São Francisco, eixo principal da bacia, é o 
maior rio totalmente brasileiro, com 2.700 km de 
extensão. Sua bacia ocupa 640.000 km² unindo as terras 
do Sudeste e do Nordeste do país, daí a denominação 
de rio da unidade nacional. O “velho Chico” como é 
conhecido não é nordestino, ainda que ele percorra 
grandes extensões nessa região de secas. Ele nasce na 
Serra da Canastra em Minas Gerais e deságua no 
Atlântico, na divisa entre Alagoas e Sergipe,

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