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1. Conhecimentos Gerais Nordeste Prof. Joanilson

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da renda e do 
comércio das regiões beneficiadas, redução de 
problemas trazidos pela seca, irrigação de áreas 
abandonadas e criação de novas fronteiras agrícolas, 
redução de doenças e óbitos gerados pelo consumo de 
água contaminada ou pela falta de água, obras de 
revitalização do rio, entre outros. 
 
ASPECTOS NEGATIVOS 
 
O grande empresário (carcinicultura, flores, frutas) 
e outras atividades agrícolas seriam os grandes 
beneficiados, não haverá a socialização da água, 
canalizações indevidas, incorporação de terra pelos 
latifundiários, impacto na produção de energia 
(diminuição da vazão do rio), água de má qualidade 
(80% da população não possuem saneamento básico e 
despejam todo seu esgoto nas águas do rio), dúvidas na 
relação custo/benefício, impactos ambientais dos mais 
diversos, entre outros. 
 
DESERTIFICAÇÃO NO NORDESTE 
 
 
Fonte: EMBRAPA. 
 
A desertificação é definida como a “degradação 
da terra nas zonas áridas, semi-áridas e sub-úmidas 
secas resultantes de fatores diversos tais como as 
variações climáticas e as atividades humanas”. Esta 
definição foi criada na Convenção de Combate à 
Desertificação em 1994 e delimita a problemática da 
desertificação a 33% da superfície terrestre. 
No Brasil as áreas susceptíveis localizam-se nas 
partes áridas, semi-áridas e sub-úmidas, secas do 
Nordeste brasileiro. Esta área do Nordeste compreende 
900 mil km², onde vivem aproximadamente 10 milhões 
de habitantes. Além do Nordeste, parte da região Sul do 
Brasil também sofre com a desertificação. 
 
REGIONALIZAÇÕES DO BRASIL 
 
Há outra divisão regional do território brasileiro 
que não acompanha os limites estaduais, havendo 
estados que possuem parte do território em uma região e 
parte em outra. Trata-se da divisão elaborada em 1967 
pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger. É uma 
classificação que considera a formação histórico-
econômica do Brasil e a recente modernização 
econômica, que se manifestou nos espaços urbano e 
rural, estabelecendo novas formas de relacionamento 
entre os lugares do território brasileiro e criando uma 
nova dinâmica no relacionamento entre a sociedade e a 
natureza. 
Assim, o oeste do Maranhão integra a Amazônia 
e o restante o Nordeste, com atuação, respectivamente, 
da SUDAM e da SUDENE. O norte de Minas Gerais 
(Vale do Jequitinhonha) integra o Nordeste, com atuação 
da SUDENE e do BNB e o restante o Centro-Sul. O norte 
do mato Grosso é amazônico e o restante dos territórios 
integra a região Centro-Sul. 
 
 
 
1-Amazônia. 
2-Centro-Sul. 
3-Nordeste. 
 
SUB-REGIÕES NORDESTINAS 
 
 
C. Garcia. O que é o Nordeste brasileiro? Brasiliense, 1984. 
 
Observando a região nordestina de Leste para o 
Oeste, temos Zona da Mata (extremamente úmida), 
Agreste (sub-úmido), Sertão (semi-árido) e o Meio Norte 
(bastante úmido). 
 
GEOGRAFIA DO NORDESTE – BNB Profs.: Italo Trigueiro / Joanilson Jr. 
 
 
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•ZONA DA MATA 
 
Corresponde à orla oriental atlântica, que se 
estende do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Foi o 
primeiro espaço agrícola a ser ocupado na região, com a 
cultura da cana-de-açúcar, que lá encontrou condições 
naturais favoráveis à sua expansão (como o fértil solo 
argiloso de massapê e o clima tropical, muito úmido). 
Predominam as grandes propriedades e a monocultura 
voltada para o mercado externo, particularmente nas 
áreas produtoras de cana-de-açúcar – ainda hoje o 
principal produto da região –, de maior expressão em 
Pernambuco. É importante ressaltar também a produção 
de cacau no sul da Bahia e o Recôncavo Baiano, 3º 
maior área de extração de petróleo do país. 
 
•AGRESTE 
 
Constitui uma faixa paralela à costa, entre a Zona 
da Mata e o Sertão (a leste do topo da chapada de 
Borborema), menos úmida que a primeira. Dominam as 
pequenas propriedades policultoras, dedicadas, 
sobretudo à produção de gêneros alimentícios: milho, 
mandioca, feijão, batata, frutas, café, fava etc. Planta-se 
também algodão e sisal ou agave (fibra têxtil). O Agreste 
apresenta importantes centros urbanos como Caruaru 
(PE), Campina Grande (PB) e Feira de Santana (BA). 
 
•SERTÃO 
 
O sertão, uma extensa área de clima semi-árido, 
chega até o litoral, nos estados do Rio Grande do Norte 
e do Ceará. As atividades agrícolas sofrem grande 
limitação, pois os solos são rasos e pedregosos e as 
chuvas, escassas e mal distribuídas. A vegetação típica 
é a caatinga. O rio São Francisco é a única fonte de 
água perene. É a área das mais baixas densidades 
demográficas e de economia baseada na agricultura e 
pecuária. 
 
O SERTÃO AGORA É ASSIM 
 
“Num bom pedaço do sertão nordestino, o cenário 
está mudando. Numa área formada pelas zonas do 
cerrado nordestino – do Maranhão, do Piauí, e da Bahia 
–, culturas de soja, milho e algodão cada vez mais se 
misturam à paisagem. Apelidada de ‘MAPITOBA’ 
(nomenclatura que indica as iniciais dos três estados 
nordestinos mais Tocantins) por alguns e ‘BAMATOPI’ 
por outros, a região já responde por 10% da soja 
produzida no país e desponta como uma das maiores 
potências no agronegócio. Com 2 milhões de habitantes, 
esse pedaço do Brasil ainda apresenta um PIB modesto: 
6 bilhões de dólares, equivalente ao de Belém. Mas a 
geração de riquezas está se acelerando. Os produtores 
de grãos estabelecidos há mais tempo são migrantes do 
Centro-Sul do Brasil, em sua maioria gaúchos e 
paranaenses. A eles se somou recentemente uma leva 
de investidores estrangeiros e empresas do agronegócio. 
Foram eles que fizeram 70% das aquisições de terras na 
região em 2008. A estimativa conservadora é que a 
economia do ‘MAPITOBA’ esteja crescendo à taxa de 
10% ao ano. 
A expansão é desordenada, algo muito visível em 
Balsas, cidade com 80 mil habitantes no sul do 
Maranhão. (...), fundada em 1918 como entreposto de 
negócios do sertão. (...) Em 2000 a região começou de 
fato a deslanchar. Hoje, quem percorre a rodovia BR-
230, no sul do Maranhão, vê bolsões de produção 
agrícola entremeando extensões com vegetação de 
cerrado. 
Balsas é caótica e paradoxal. Ao mesmo tempo 
em que boa parte das ruas não é asfaltada e a telefonia 
celular ainda é precária, um hipermercado e um 
restaurante japonês são ícones da chegada da 
modernidade. Enquanto bairros velhos estampam a 
pobreza, casas elegantes e jardins bem cuidados 
surgem em outros cantos (...). 
A movimentação de empresas abastecidas com 
dinheiro estrangeiro é grande na região. A Agrinvest, 
controlada pelo fundo americano Ridgefield Capital, 
comprou ano passado 20 mil hectares e arrendou mais 
43 mil para produzir grãos ao sul de Balsas.” Fabiane Stefano. 
O sertão agora é assim. Exame, 09/07/2009. 
 
 
 
CIDADES PÓLOS DE ATRAÇÃO 
 
 
Fonte: http://portalexame.abril.com.br 
 
O POLÍGONO DAS SECAS 
 
 
Fonte: INPE 
 
O Polígono das Secas compreende a área do 
Nordeste brasileiro reconhecida pela legislação como 
sujeita à repetidas crises de prolongamento das 
estiagens e, conseqüentemente, objeto de especiais 
providências do setor público. Constitui-se o Polígono 
das Secas de diferentes zonas geográficas, com 
distintos índices de aridez. Em algumas delas o balanço 
hídrico é acentuadamente negativo, onde somente se 
Profs.: Italo Trigueiro / Joanilson Jr. GEOGRAFIA DO NORDESTE – BNB 
 
 
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desenvolve a caatinga hiperxerófila sobre solos 
delgados. Em outras, verifica-se balanço hídrico 
ligeiramente negativo, desenvolvendo-se a caatinga 
hipoxerófila. Existem também áreas no Polígono, de 
balanço hídrico positivo e presença de solos bem 
desenvolvidos. Contudo, na área delimitada pela 
poligonal, ocorrem, periodicamente, secas anômalas que 
se traduzem na maioria das vezes em grandes 
calamidades, ocasionando sérios danos à agropecuária 
nordestina e graves problemas sociais.

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