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Nessahan Alita   Como lidar com mulheres (Ed. 2008)

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eleitos. Não são inerentemente más, são apenas humanas, como nós. 
 Como tenho visto muitos homens sofrerem nas mãos dessas deliciosas 
criaturas, resolvi compartilhar o conhecimento que adquiri em duras 
experiências. 
Quando eu era jovem, não entendia porque certos filósofos e 
escritores diziam que necessitávamos nos desapegar das mulheres. Os 
considerava injustos e discordava. Hoje os entendo perfeitamente e 
concordo com boa parte do que disseram Nietzsche, Schopenhauer, Kant, 
Eliphas Lévi e outros sábios. As advertências da Igreja na Idade Média, do 
Alcorão, da Bíblia e de outros livros sagrados a respeito desses seres 
simultaneamente maravilhosos e malvados não são gratuitas. 
 O jogo da paixão é uma batalha de sentimentos em que a mulher tenta 
vencer usando as carências afetivas e sexuais do homem. A intenção é 
conquistar o nosso coração para dispor, deste modo, da subserviência que se 
origina do estado de apaixonamento. 
Os princípios que aponto se aplicam de forma geral às relações de 
gênero estáveis: à conquista, ao namoro e ao casamento, entre outras 
"modalidades" (e, portanto, destinam-se somente a adultos). As informações 
foram obtidas junto às obras de autores respeitáveis e pelo contato, 
observação e experiência pessoal. Nada posso afirmar a respeito do que não 
pertencer ao contexto experienciado por mim pois obviamente não conheço 
todas as mulheres da Terra. De maneira alguma nego que o superior e o 
inferior coexistam e que haja um aspecto maravilhoso, sublime e divino nas 
mulheres. Entretanto, suspeito que não sejam muitas, nesses tempos 
decadentes, aquelas que buscam se fusionar com sua parte positiva e 
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superior. Esta porção parece ter sido banida para o inconsciente1. Muitas 
parecem identificar-se com seu lado sinistro, com a face tenebrosa 
claramente apontada nas mitologias e foi isso o que me chamou a atenção. 
Podemos dizer que a culpa por nosso sofrimento é somente nossa e a culpa 
por elas serem assim é somente delas. Poderiam existir outros caminhos se 
fôssemos diferentes.. . Infelizmente a humanidade prefere o mal. Nossa 
parcela de responsabilidade por sofrermos nas mãos delas consiste na 
debilidade de nos entregarmos ao desenfreio de nossas paixões animalescas 
e ao sentimentalismo. Portanto, não temos e nem devemos ter nada contra as 
mulheres mas sim contra nós mesmos: contra nossa ingenuidade e 
ignorância em não enxergarmos a realidade e em nos iludirmos. 
Basicamente, me empenhei em descrever as estratégias femininas para 
ludibriar o homem no campo amoroso, acorrentando-o, os erros que 
normalmente cometemos e as formas de nos defendermos emocionalmente 
(nos casos em que a defesa for legítima e justificada). Espero não ter 
chocado o leitor por ter, como Maquiavel, tratado apenas das coisas reais e 
não das coisas ideais. A realidade do que normalmente entendemos por 
amor não é tão bela e costuma diferir do que gostaríamos que fosse. 
As intenções ao elaborar este trabalho foram: 1) fornecer um modelo 
que tornasse compreensível o aparentemente contraditório comportamento 
feminino; 2) fornecer um conjunto de conhecimentos que permitissem aos 
homens se protegerem da agressão emocional e, portanto, que tivessem o 
efeito de minimizar os conflitos de gênero2; 3) desarticular trapaças, 
artimanhas e espertezas no amor3. Não foi a minha intenção simplesmente 
“falar mal” deste ou daquele gênero. Não maldigo as mulheres: julgo e 
reprovo suas atitudes negativas no campo amoroso por saber que, na 
guerra do amor, a piedade não parece existir , infelizmente. Quanto ao seu 
 
1
 No campo es t r i tamente amoroso, obv iamente . 
2
 A d iminuição de conf l i t os in t ra -pessoa is repe rcur te na d iminuição dos conf l i t os in te r -pessoa is 
de gênero , o que , por sua vez , cont r ibu i rá pa ra enf raquece r o compor tamento vio len to ent re 
casa is . 
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lado positivo, não será tratado neste livro, apesar de existir e ser muito 
importante, simplesmente porque desviaria o foco de nosso interesse. Não 
as criei , apenas as descrevo como me parecem, sem máscaras ou evasivas. O 
complexo e confuso mundo feminino precisa ser abordado de forma crua, 
direta, realista e objetiva para ser compreendido. Entretanto, que o leitor se 
lembre que este é apenas um ponto de vista pessoal a mais e nada além 
disso. Não se trata de uma verdade acabada, inquestionável ou da qual não 
se possa duvidar; são idéias expostas à discussão para aprimoramento 
contínuo e não dogmas. As diversas discussões sucitadas pelas edições 
anteriores permitiram grande avanço e apontaram caminhos para 
aprofundamento. As críticas são sempre bem vindas. 
Não há neste livro argumentos em favor do sentimentalismo negativo. 
Argumentamos contra a paixão. 
Espero não ser confundido com um simples machista extremista e 
dogmático4. Também não recomendo o ressentimento, a promiscuidade ou a 
poligamia. O homem de verdade não necessita trair, não necessita de várias 
pois é capaz de conquistar uma mulher que o complete, de arrancar-lhe tudo 
o que necessita para ser fiel. Os promíscuos me parecem fracos, incapazes 
de suportar os tormentos de uma só esposa sem recorrer a outras amantes 
como muletas. Se você necessita de várias amantes, isto pode estar 
indicando que é incapaz de arrancar a satisfação de uma só. O macho 
superior transforma sua companheira em esposa, amante e namorada ao 
mesmo tempo, não lhe dando outra saída a não ser tornar-se uma super-
mulher, sincera, completa e perfeita ou decidir-se pelo fim da relação. 
 
3
 O que s igni f i ca que somente as mulhe res que se enca ixam no pe r f i l aqui descr i to te r iam 
a lguma razão pa ra se sen t i rem a lud idas . 
4
 Os machis tas esc la recidos são to t a lmente d i fe ren tes dos machis tas dogmát icos . Foram es tes 
ú l t imos responsáveis por vár ias d i s to rções de meus tex tos . Ao se depa ra rem com minha 
l inguagem d ive r t ida e i rôn ica , cu ja ún ica in tenção e ra a l iv ia r a descr ição de uma real idade 
dolo rosa , min imizando o impacto de sua t rag ic idade , ac red i t aram e les te r encont rado um 
escr i to r que respa ldasse suas v isões absurdas e t raumát icas . Um machis t a misógino e uma 
femini s ta androfóbica-misândr ica são, no fundo, idênt icos e caem nos mesmos e r ros : p ra t icam a 
in to le rânc ia in te lec tual e de gêne ro , a lém de adota rem uma pos tura un i la te ra l , f i xa e acr í t i ca . 
Nunca esc revi para essas pessoas . 
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Este não é um manual de sedução, mas sim uma reflexão filosófica 
sobre a convivência e o poder do homem (adulto) sobre si mesmo. É um 
ensaio bem humorado, mas que às vezes dá asas ao desabafo, sobre o 
comportamento feminino e sobre o auto-poder masculino. Se em alguns 
momentos forneço informações estratégicas sobre a conquista, o faço 
simplesmente para ajudar aqueles que sofrem dificuldades para obter ou 
manter uma companheira adequada, já que elas muitas vezes possuem um 
sistema de valores invertido que as leva a preferir os piores homens, fato 
que as prejudica. 
Em última instância, sofremos por nossa própria culpa e não por 
culpa delas. O que nos enfraquece, destrói, subjuga e aniquila são os nossos 
próprios desejos e sentimentos. A mulher simplesmente os aproveita 
utilizando-os como ferramentas para nos atingir. Logo, a solução é 
combatermos a nós mesmos, “dissolvendo-nos” psiquicamente por meio da 
morte dos egos, ao invés de tentarmos forçá-las a se enquadrarem