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Nessahan Alita   Como lidar com mulheres (Ed. 2008)

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59. Faça-a rir raramente. 
60. Aponte suas virtudes quando se manifestarem. 
61. Alterne severidade com doçura. 
62. Alterne silêncio com falas breves que a estimulem e acalmem. 
63. Beije-a subitamente na boca. 
64. Diga-lhe de vez em quando que a ama (mas não sempre). 
65. Não se deixe possuir por sentimento de inferioridade com 
relação a outros homens. 
66. Concorde com sua tendências comportamentais errôneas e 
estimule-as, empurrando-a na direção das mesmas11. Por 
exemplo: quando ela quiser sair com um decote exagerado, diga 
que o decote ainda está fechado e que deveria abrir mais; quando 
ela usar uma saia muito curta, diga que está comprida e que 
deveria ser mais curta. Vá com ela até o limite extremo para 
descobrir que tipo de mulher você realmente tem ao lado. Se ela 
se recusar e voltar atrás, é adequada a um compromisso mais 
sério. 
 
11
 Por tan to , jama is t en te repr imí - la . Qua lquer t en ta t iva de pro ib i r ou repr imi r o compor tamento 
femin ino ofe rece mot ivos imed ia tos pa ra e f ic ien tes p rotes tos v i t imi s tas . Você se rá t achado de 
c rue l , d i tador , op ressor e tc . Não dê mot ivos , apenas devolva conseqüênc ias . Tenha como meta 
pessoal a adap tação absolu ta à rea l idade . 
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5. Sobre o desejo1 da mulher 
O desejo feminino é algo muito controverso e desconcertante. Muita 
confusão reina a respeito. Estas se devem, principalmente, à oposição entre 
o que é consciente e inconsciente. Tal oposição leva as mulheres a dizerem 
o oposto do que sentem e do que são2. Não se pode descobrir os fatores que 
as enfeitiçam e submetem por meio de perguntas, entrevistas etc. porque 
seremos enganados. Saiba que quase tudo o que ouvimos as espertinhas 
dizerem a respeito do que buscam em uma relação é mentira e, além disso, 
costuma ser exatamente o contrário do que realmente desejam. Vou agora 
expor o que elas tentam esconder e jamais admitem3. 
A sexualidade humana é semelhante à dos cavalos, zebras e jumentos 
selvagens. As fêmeas espontaneamente se dirigem ao território de um 
garanhão, que se instala próximo às melhores fontes de alimento e água 
(recursos materiais), e oferecem-lhe seu sexo à vontade. Os demais machos, 
secundários, são obrigados a errarem em bandos compostos apenas por 
indivíduos do sexo masculino, ficando sem se acasalar por anos a fio, até 
que consigam substituir algum garanhão que esteja velho. As fêmeas não 
rivalizam entre si e aceitam a infidelidade do garanhão com naturalidade 
(como acontece com as fãs de qualquer artista famoso, mafioso, bilionário 
ou político). O garanhão pode se relacionar com qualquer égua de seu 
harém sem o menor problema enquanto for capaz de manter feras e machos 
secundários assediadores afastados. Em outras palavras: os homens 
considerados "machos alfa" agem como os garanhões selvagens e as 
mulheres que os perseguem agem como suas fêmeas4. Por outro lado, os 
 
1
 Es te capí tu lo se re fe re a dese jos inconsc ien tes mas que se fazem sent i r penosamente na 
consciênc ia do homem por seus e fe i tos concre tos . Mais uma vez , não devemos genera l iza r . As 
conclusões aqui descr i tas se l imi tam a uma pe rspec t iva a mai s da rea l idade a se r cons iderada . 
Devo lembrar ao le i to r que o inconscien te , em ambos os sexos , é a fon te de onde bro tam os 
pesade los do in fe rno e os sonhos maravi lhosos do céu. 
2
 O p rópr io Freud confessou sua impotência perante es te problema. 
3
 Ent re t an to , es ta ocul tação nem sempre é consc iente . Pa rece -me que na ma ior ia das vezes a 
p rópr ia mulhe r as nega para s i mesma . 
4
 A comparação com out ros mamífe ros parece-me inevi tável . Podemos ident i f ica r semelhança 
em compor tamen tos de gênero en t re os vár ios mamí fe ros , pa r t i cu la rmente ent re os pr ima tas e o 
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homens excluídos do critério seletivo das mulheres são como os cavalos 
rejeitados que jamais se acasalam. Algo muito semelhante acontece entre 
leões, entre os gorilas e outros animais. 
Por ser o complemento e o pólo contrário do homem, a mulher tem 
uma estrutura psíquica inversa. 
 Queremos o máximo de sexo e tentamos transar enquanto nos 
restarem forças, até o último momento. Para nós, o sexo vem em primeiro 
lugar e o amor em segundo. Para elas, o contrário ocorre: o amor vem em 
primeiro lugar. Mas entenda-se bem: na maioria das vezes, não querem dar 
amor, querem apenas recebê-lo dando em troca somente o mínimo 
necessário para nos manterem presos pelo desejo, pelo sentimento e pela 
paixão. Possuem um desejo duplo. Desejam a servidão dos fracos e a 
proteção dos fortes. Querem dominar os débeis e carentes para explorá-los 
como maridos criadores de sua prole ao mesmo tempo em que sonham obter 
a afeição dos insensíveis que possuem haréns e se destacam na hierarquia 
dos machos. Os fracos, quando aprisionados, recebem sexo, carinho e amor 
em quantidades mínimas, apenas o suficiente para serem mantidos presos. 
 Elas não nos amam em simples retribuição automática ao nosso amor, 
ou seja, simplesmente por as amarmos ou desejarmos. Desejam nossas 
características atraentes e não nossa pessoa em si. Isto se explica pelo fato 
de que suas necessidades estão muito além do acasalamento: necessitam 
criar e proteger a prole. Logo, não sentem falta dos machos em si mas 
apenas de suas atitudes em contextos utilitários. Nós, ao contrário, as 
amamos em si mesmas, isto é, de forma direta pois nossa meta existencial é 
acasalar. Queremos transmitir nossos genes contra os genes de outros. As 
amamos em corpo, de forma direta. Somos amados indiretamente, em termos 
 
homem. O mesmo compor tamento aqui descr i to ent re os eqüinos é a t r ibu ído por DOBZHANSKY 
(1968) aos homin ídeos ances t ra i s do home m. Dobzhansky ac rescenta a inda que , nesses casos , os 
machos -be ta f i cam à margem do grupo, à espe ra do momento em que possam a taca r o macho-
a l fa e des t roná - lo . Uma h ipótese mui to próx ima foi defendida por Freud (1913/1974) . 
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de função e utilidade. Nossa falta não é sentida fora de um contexto 
util itarista. 
A meta existencial masculina é acasalar, fecundar e garantir a 
transmissão da herança genética contra machos rivais. A meta existencial 
feminina é a criação da prole, a qual passa diretamente pela formação da 
família. Para nós o sexo é fim e para elas é meio pois o fim é a criação dos 
filhotes. Em outras palavras: o amor feminino é destinado aos filhos e não 
aos machos. Nietzsche afirma que a meta das mulheres é a gravidez: 
"Na mulher tudo é um enigma e tudo tem uma só solução: chama-se gravidez . 
Para a mulher o homem não passa de um meio. O fim é sempre o fi lho. Mas o 
que é a mulher para o homem? 
O homem verdadeiramente homem quer duas coisas: per igo e jogo. Por i sso quer 
a mulher que é o br inquedo mais per igoso. 
O homem deve ser educado para a guerra e a mulher para o prazer do guerre iro. 
Todo o res to é loucura. 
O guerre iro não gosta de frutos doces demais . Por isso ama a mulher . A mulher 
mais doce é sempre amarga." (NIETZSCHE, 1884-1885/1985) 
Querem o melhor macho do bando, o melhor reprodutor e protetor: o 
vencedor, o rico, o famoso, o destacado em relação aos outros machos. 
Nesse aspecto, não diferem das macacas, eqüinas selvagens