Introdução Adubação Foliar
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Introdução Adubação Foliar


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P1 - OLERICULTURA
Olericultura:
Características de p lantas consideradas hortaliças:
não lenhosa, intensas exigências de tratos culturais,
ciclo curto e cultivada em pequenas áreas. Algumas
hortaliças são cultivadas em grandes áreas,
exemplo, batatas, tomates, cebola, alho, melão,
etc.
Tipos de exploraçõe s oleícolas:
Exploração diversificada:
Com finalidade comercial;
Áreas pequenas, vária s culturas;
Produtor vende para o varejista ou ele é o próprio
varejista;
Típica de cinturões verde s, proximidade a centros
urbanos;
Com o tempo tende a entrar em competi ção co m
rendimentos imobiliário s.
Exploração especializada:
Finalidade comercial;
Menor número de hortaliça s (1 a 4);
Tecnologia de produção mai s avançada;
Áreas maiores;
Comercialização via atacadista, normalment e,
longe do local de pro dução;
Empresário mais predispost o a assimilar novas
tecnologias.
Exploração com finalidade in dustrial:
Finalidade comercial;
Abastecer agroindústria;
Culturas em gran des áreas, plan tadas de maneira
mais extensiva;
Totalmente mecanizada;
Processada em pouca s horas;
Custo de produção p or área em geral menores.
Hortas domesticas, educ ativas e recreativas:
Finalidade não comercial ;
Visa subsistências, suplementação alimentar ou
educativa/recreativa;
Horta localiza-se próxima a habitação,
escola/creche;
Bastante intensiva a mão d e obra;
Evita uso de agrotóxicos.
Classificação das hor taliças: alto valor nutritivo;
Classificação pelas partes comestíveis: reúne
plantas que tem características comum quanto a
pós-colheita, e frequentem ente qu anto a aspectos
agronômicos.
Hortaliças tuberosas: partes utilizáveis desenvolve-
se dentro do solo. Rica s em carboidratos e outras
substancias de reserva.
Tubérculo: batata;
Rizoma: inhame;
Bulbos: cebola, a lho;
Raízes tuberosas: cenoura, beterraba, rab anete.
Hortaliças herbáceas: partes utilizá veis são
suculentas e novas, de senvolve-se acima do solo.
Folhas: alface, couve, espin afre;
Talhos e hastes: aspa rgo;
Flores e inflorescências: couve-flor.
Hortaliças fruto s: frutos ou pseudofrutos colh idos
imaturos ou maduros.
Alliaceae: cebola, alh o;
Apiacea: cenoura, salsa, coen tro;
Asteracea: alface, ch icória;
Brassicaceae: couve, repolho, couve-flor, brócolis,
repolho, mostarda, rab anete, rúcula;
Fabaceae: ervilha;
Solonaceae: batata, tomate, berinjela, jiló,
pimentão, pimentas.
Critério popular: legumes, verduras.
Exigências climáticas:
Temperatur a:
Principal fator climático que influencia a produção
comercial de hortaliças ;
Exerce inf luência no desenvolvimento vegetativo,
no florescimento, n a frutificação, na formação d as
partes tuberosas ou bulbosas e na prod ução de
sementes;
Cada hortaliça possui uma faixa termoclimatica
mais propicia;
Algumas hortaliças submeti das a te mperaturas
abaixo do n ível ótimo aum enta o ciclo (abób ora,
melão, pimentão) ou ocorre o florescim ento
prematuro (repolho, cou ve-flor, cenou ra);
Quando submetidas a te mperaturas acima do nível
ótimo, a qualid ade do produto é reduzida.
Germinação de sementes:
Aumento da temperatu ra: termo inibição ou termo
dormência;
Diminuição da temperatura: reduz a velocidade de
germinação e emergência d e plântulas;
Maior incidência de microrganismos do solo
causadores de tombamento ( dumping off”);
Cultivares da mesma espécie p odem responder de
maneira bastante diferente a temperatura. Ex.:
cenoura, alface.
Classificação das h ortaliças em fun ção das
exigências termoc limaticas:
Hortaliças de clima quen te: não to leram frio,
prejudica ou inibe produção; exigem el evadas
temperaturas diurnas e noturnas. Ex.: abob ora,
pepino, melão, melancia, ch uchu, qu iabo.
Hortaliças de clima ameno: prod uzem melhor sob
temperaturas amenas, po rém toleram
temperaturas mais baixas, próximas e acima de 0°C,
geralmente não suportam geadas. E x.: al face,
batata, cebola, cenoura, tomate, couve-flor.
Hortaliças de clima frio: se desenvolvem bem sob
temperaturas b aixas, suportan do geadas leve s. Ex.:
beterraba, alho, a spargo, repolho.
Exemplos da influência da temperatura no
desenvolvimento e p rodução:
Alface:
Temperaturas amenas favorecem o seu
desenvolvimento vegetativo e elevadas reduzem o
ciclo cultural e a prod utividade;
Altas te mperaturas indu zem sabor amargo (inicio
do florescimento).
Luz:
Fotossíntese;
Alta intensidade luminosa, alta at ividade
fotossintética, au menta hidratos de carbono e a
massa seca;
Baixa lumino sidade garan te maior alonga mento
celular, estiolamento;
Fotoperíodo influencia no crescimento vegetativo,
floração e a produ ção de algumas hortaliças;
Estação do ano e latitude;
Exemplos de como a luz influencia no
desenvolvimento de algum as hortaliças:
Alface:
Alta temperatura associada a fotop eríodo longo,
induz a emissão do pend ão floral.
Umidade:
Agua: 90% do peso da maior ia das hortaliças;
Geralmente muito exigente - agua disponível;
No solo - irrigação aci ma de 60% da C.C;
Do ar - difícil contro le - doenças fúngica s e
bacterianas.
Excesso de agua no solo:
Falta de O2;
Distribuidor fisiológico;
Morte das plantas.
Período crítico d e falta de agua:
Alface: antes da colheita;
Batata: floração e tu berização;
Melão/melancia: floresci mento a colheita;
Tomate: florescimento e desenvolvimento d os
frutos.
Propagação e implantação das culturas: suma
importância, consequência d urante todo o ciclo.
Propagação sexuada: mai oria das hortaliças,
origem, qualidade, cu ltivar.
Dar preferência a sementes produzid as na própria
região;
Cultivo orgânico- cu ltivares rústicos;
Propagação por semeadura direta, mudas em
sementeiras ou mudas e m bandejas.
Semeadura dire ta:
A grande maioria das espécies podem ser semeadas
diretamente no campo;
Formação de mudas - técnica tradicional;
Facilidade: tratos cultu rais, no início do
desenvolvimento (capinas, regas, controle de
pragas e doenças), un iformidade após transplante;
Avanços tecnológi cos dos insu mos e equipam entos,
mão de obra escassa: semeadu ra direta e torna
cada vez mais comu m;
Herbicidas seletivos; sistema de irrigação;
semeadura de alta precisão ; sementes peletizadas ;
uniformidade; sanidad e e desenvolvimento das
plantas no campo.
Facilitar implantação: to mate, ervilha, beterraba,
melancia e rabanete.
Algumas não toleram o transplante: cu curbitáceas
(pepino, melão, abobora, chuchu), faboceas (feijão,
milho, quiabo e cenou ra);
Sementes pequ enas ou de formato irregular, como
alface, cebola e cenoura: difícil de se adequar a
semeadura direta - pel etizada;
Aumento do custo da semente - p orém diminuição
da mão de obra e t ratos culturais;
Preparo do solo - cu idados.
Produção d e sementeira:
Canteiros especiais: tran splantadas para o local
definitivo após o de senvolvimento ideal;
Sementeira: exposta aos raios solares, boa
disponibilidade de agua e de preferência próximo
ao local de plantio definitivo;
100 x 120 cm p or 5 m de comprimento e co m 15-20
cm de altura. Distância de 3 0 cm entre elas;
Solo: textura media - boa drenagem;
Solo destorroado e desagregado - facilita a
germinação e emergência d e plântulas;
Adubação o rgânica: 15 dias a ntes do plantio - 1 5L
de esterco de curral curtid o;
Fertilidade: analise de solo;
Semeadura em sulcos transversais distanciado s de
10-15 cm e com 1 -1,5 cm de profundidad e;
Cobrir as sementes com o próprio solo, vermicula
ou casca de arroz carb onizada;
Irrigação; controle de plantas daninhas; praga s e
doenças;
Selecionadas e transplanta das.
Produção d e mudas em recipientes:
Mudas de exc elente qualidad e, a u m custo
reduzido;
Várias espécies oleícola s;
Vantagens: menor n úmero d e injurias ao siste ma
radicular; maior pega mento; maior uniformidade;
Recipientes: copos, tubetes de plástico/argila,
bandeja de plástico/isopor; bandejas são as mais
utilizadas pois tem facilidade de transporte e
comercialização; medida 68x34, 128, 200 ou 2 88
células.
Substrato: uniforme, baixa densidade, poroso, boa
capacidade de retenção de agua, alta CTC, livre de
pragas/doenças e prop águlos de plantas daninhas,
fácil manuseio e economicamente viá vel.
Vermicomposto mistu rado com casca de arroz
carbonizado ou fibra de coco (teste e comparação
com o substrato co mercial);
Bandeja est erilizada: agua sanitária a 2% e
posteriormente seca no a r;
Enchimento: substrato le vemente umedecido;
Régua: e spelhar e preench er as células, leve
compactação;
Perfurador: furos uniformes no centro d as células,
máximo de 2 sementes por célula, cobrir com o
próprio substrato;
Semente peletizada: uma por célula;
Empilhar por dois dias: uniformizar a germinação -
levada para a casa de v egetação;
Estufa tradicional: túnel alto - cobertura -
interceptar a chuva;
Cobertura com plásti co transparente e te la
antiafideos nas laterais;
Suportes tra nsversais e fios de arame: suporte as
bandejas;
Irrigação diária: varias - leves - durante o d ia;
Desbaste do excesso de mud as;
Transplante: siste ma radicular bem formado -
formação de um bloco firme com o substrato;
Irrigar antes da retirada d as mudas.
Produção d e mudas em cubos de material por oso:
É recomendad o principalmente em culti vo
hidropônico d e hortaliças;
Mercado: cubos de espuma fenólica e de lã de
rocha, fornecidos em p lacas;
Nutrientes fornecidos por uma fina ca mada de
solução nutritiva no fun do das placas;
Vantagens: i senção de patógenos e pragas, fácil
manuseio, possibilidade de permanecerem
aderidas às raízes após o tra nsplante;
Espuma fenólica: lavagem previa com agu em
abundan cia para retirada dos resíduos ácido s do
processo de fabricação;
de rocha: 1600°C rocha balsatica - carbonato de
cálcio - rotação - f ibras;
Semeadura: pequenos orifícios 0,5 -1 cm, cobrir
manualmente;
Placas disposta s em taqueados ou mantidos úmidas
por subirrigação de agua até a emergência (solução
nutritiva);
Tamanho ideal: transplante para o local definitivo
de cultivo hidropônico .
Transplante de m udas:
Tempo e tamanho depend e da espécie;
Aclimatação - redu zir irrigação - suportar melhor o
estresse;
Mudas de sementeiras - raízes nuas;
Mudas de recipientes - torrão;
Tamanho ideal - sanidade - injurias.
Propagação assexuada:
Extraída da planta mãe: viveiro e/ou locai s
definitivos;
Perfilho, rebento s, ramas, bulbilho s, tubér culos e
estolhos...
Principais espécies: b atata, alho, couve-flor, inhame
e taioba;
Motivos: não prod ução de plantas idênticas;
Seleção: agrade m o con sumidor, vigor vegetativo e
sanidade;
Desvantagens: acumulo de fitopatógenos, grande
volume de material pa ra implantação;
Estruturas do mesmo taman ho;
Enxertia: resistência a doença do solo;
Recente no Brasil: culturas d e tomate, pim então,
berinjela, melancia, melão, p epino e abobora.