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A Meta e a Teoria das Restrições   4° semestre

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A Meta e a Teoria das Restrições 
 
 
Jouce Vanessa da Silva Valdameri 
Tatiane Priscila Fortunatto 
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI 
Gestão Comercial (GCO0025) – Prática do Módulo IV 
14/06/12 
 
 
RESUMO 
 
O livro "A Meta" foi escrito na forma de um romance e mostra a dificuldade de um gerente de 
fábrica em administrar sua empresa. No desenrolar da história o gerente vai descobrindo e 
aplicando os princípios da teoria de Goldratt ou seja a Teroia das Restrições e a empresa começa 
a recuperar sua competitividade. Essa teoria foi desenvolvida na busca de ferramentas auxiliares 
na tomada de decisões, um método de uso gerencial cuja premissa é a identificação de restrições 
que limitem a capacidade da empresa no alcance de sua meta. 
 
Palavras-chave: Teoria das restrições, Eficiência, Liderança. 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Em função das constantes mudanças no mercado, dos avanços tecnológicos e a competitividade 
entre as empresas, torna-se fundamental a busca de ferramentas adequadas que auxiliem no 
planejamento, controle dos custos e na tomada de decisões, pois os métodos tradicionais utilizados, não 
estão acompanhando as mudanças no comportamento e constituição dos custos. 
Vários métodos e teorias foram criados para sanar esta carência, dentre eles surgiu o Sistema de 
Administração da Produção desenvolvido pelo físico israelense Eliyahu M. Goldratt, que se tornou um 
software Production Tecnology – OPT. 
Com o crescimento do OPT foram criados princípios com base na produção otimizada, que deu 
origem na década de 80 à Theory of Contraints – TOC (Teoria das Restrições), através da publicação do 
livro “A meta” de autoria de Goldratt juntamente com Jeff Cox. Esta teoria é também conhecida como 
Contabilidade de Ganhos, pois valoriza o enfoque nos ganhos e não nos custos como é normalmente 
abordado. A utilização da TOC dá ênfase as restrições que são os obstáculos do sistema, para que estes 
não venham a prejudicar a lucratividade geral da empresa e o alcance de suas metas. 
 
2. DESENVOLVIMENTO 
 
A obra que retrata os acontecimento vivenciados pela empresa de montagem UniWare do 
Grupo da UniCo, gerenciada por Alex Rogo que narra os acontecimentos, após uma visita do vice 
presidente da corporação onde esse fez recomendações restritas quanto um pedido: 41427 e deu um 
prazo de três meses para a empresa recuperar a competitividade, caso contrário seria fechada. 
A Fábrica deveria realizar os processos de melhorias e ganhar dinheiro, além de, sair do 
vermelho. 
A equipe concorda em enfrentar esse desafio com a colaboração Jonah físico israelense, esse 
questiona e dá conselhos quanto ao processo produtivo da UniWare, e chegam à conclusão de que 
produtividade é o ato de fazer uma empresa ficar mais próxima de sua meta. Onde todas as ações 
que fazem com que a empresa fique mais próxima de sua meta são produtivas. E procuram 
estabelecer que a meta seja produzir com o máximo de eficiência. 
Nessa incansável busca por qual é a meta da fabrica eles passam a trabalhar dentro do 
processo da Teoria das Restrições. 
A Teoria das Restrições parte do pressuposto de que toda entidade possui uma restrição que 
limita o desempenho de suas atividades no alcance de suas metas, tendo em vista que a meta principal 
de toda empresa é a lucratividade e que se não existissem as limitações os ganhos seriam infinitos. 
Uma restrição é qualquer coisa numa empresa que a impede o movimento em direção aos 
seus objetivos. É claro que a aplicação da TOC exige definição dos objetivos a serem atingidos. 
Para a maior parte das empresas, o objetivo principal é o lucro e estabilidade no futuro. Existem 
dois tipos básicos de restrições: físicas e não-físicas. As restrições físicas na maior parte das vezes 
estão relacionadas a recursos: máquinas, equipamentos, veículos, instalações, sistemas etc. As 
restrições não-físicas podem ser a demanda por um produto, um procedimento corporativo ou 
mesmo um paradigma mental no encaminhamento de um problema. 
Guerreiro (1996, p. 14), expõe que existem dois tipos de restrições: a primeira é a física, 
“engloba mercado, fornecedor, máquinas, materiais, pedido, projeto, pessoas e é 
denominada de restrição de recurso”, e a segunda é a restrição política, “formada por 
normas procedimentos e práticas usuais do passado”. 
Numa empresa industrial, a TOC envolve três indicadores de desempenho que permitem 
avaliar se o conjunto das operações está se movendo em direção aos objetivos (lucro): 
 Rentabilidade: é a taxa pela qual a empresa constrói seu lucro através da 
comercialização de seus produtos. 
 Despesas operacionais: todo o dinheiro gasto pela empresa na conversão de 
seus estoques em margem de contribuição. 
 Estoques: todo o dinheiro imobilizado pela empresa em coisas que podem ou 
poderiam ser comercializadas. Os estoques incluem não apenas os itens convencionais 
(matérias-primas, produtos em processamento e produtos acabados), mas também edifícios, 
terras, veículos, equipamentos. 
A Teoria das Restrições parte do pressuposto de que toda entidade possui uma restrição 
que limita o desempenho de suas atividades no alcance de suas metas, tendo em vista que a meta 
principal de toda empresa é a lucratividade e que se não existissem as limitações os ganhos 
seriam infinitos. 
 
2.2. Método Tambor Pulmão e Corda 
 
No desenvolvimento de sua teoria, Goldratt comparou o processo produtivo a uma corrente 
que apresenta rompimento sempre no elo mais fraco. Na ótica empresarial este elo é considerado a 
restrição do sistema, também conhecido como recurso “gargalo”. 
 
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
“A Meta” demonstra a dificuldade do gerente em administrar sua unidade, que está prestes a 
entrar em processo de falência. Alex é estimulado com o intuito de salvar sua empresa enfocando as 
restrições, fortalecendo os elos fracos da corrente, melhorando o fluxo de resultado e aumentando o 
lucro. Descobriu que identificar as restrições do sistema e administrar a fábrica de acordo com estas 
restrições era o objetivo. 
 Através da técnica da combinação da produção, denominada tambor-pulmão-corda, formou 
um ritmo para toda linha de produção. O tambor é o principal recurso restrito, ditando o ritmo da 
produção; o pulmão, sendo os estoques temporários colocados estrategicamente para o 
abastecimento ser contínuo e, finalmente a corda, obriga os demais componentes do sistema a 
manter o ritmo determinado pelo tambor. 
A ênfase fundamental das ideias do autor é o alcance que ele denomina meta da 
organização, ou seja, ganhar mais dinheiro através de uma adequada gestão da produção. O ponto 
focal da sua teoria é que toda a empresa, no processo de atingir a sua meta, apresenta sempre uma 
ou mais restrições. Se assim não fosse, a empresa teria lucro infinito. A restrição é definida como 
qualquer coisa que limita um melhor desempenho de um sistema, como o elo mais fraco de uma 
corrente, ou ainda, alguma coisa que a empresa não tem o suficiente. Agindo dessa forma, Alex 
Rogo conseguiu vencer o prazo com resultados inesperados, conquistando a confiança do mercado e 
o convite para gerenciar a produtividade em uma divisão da grande fábrica, proporcionando, 
inclusive satisfação pessoal ao ser reconhecido. 
Uma das grandes contribuições do livro é o seu processo de otimização contínua (que é à 
base de todos os aplicativos da Teoria das Restrições). Esse processo de otimização contínua citada 
na pág. 289, contém cinco etapas que mostram o seguinte: 
IDENTIFICAR a restrição do sistema. 
Decidir como EXPLORAR a restrição do sistema. 
SUBORDINAR tudo o mais às decisões acima. 
ELEVAR a restrição do sistema. 
Se num passo anterior