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Direito Penal II   Teoria de Pena   completo

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representação	�
140Representação (artigo 100§1º)	�
141Prazo:	�
141Quem pode representar?	�
141Ação penal condicionada à requisição do Ministro da Justiça	�
142Ação Penal Privada	�
142Princípios da ação penal privada	�
142Princípio da Oportunidade ou conveniência	�
142Disponibilidade	�
142c.	Renúncia	�
143d.	Perdão	�
144e.	Perempção	�
144Indivisibilidade (artigo 48, CPP)	�
144Prazo:	�
145Ação penal privada subsidiária da pública ou supletiva;	�
145​A ação penal no crime complexo	�
145Observações finais	�
146MÓDULO XVII	�
146DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE	�
146Hipóteses legais de extinção da punibilidade	�
146I - pela morte do agente;	�
147II - pela anistia, graça ou indulto;	�
148III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;	�
148IV - pela prescrição, decadência ou perempção;	�
148V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada;	�
148VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;	�
148VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)	�
149VIII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)	�
149IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.	�
151MÓDULO XII	�
151DA PRESCRIÇÃO	�
151Hipóteses de imprescritibilidade:	�
151Espécies	�
151Prescrição da pretensão punitiva	�
151Prescrição antes de transitar em julgado a sentença	�
152Prescrição das penas restritivas de direito	�
153Prescrição da pretensão executória	�
153Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória	�
153Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional	�
153Prescrição superveniente, intercorrente ou subsequente	�
154Prescrição retroativa	�
154Prescrição em caso de medida de segurança	�
155Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final	�
156Termo inicial da prescrição após a sentença condenatória irrecorrível	�
156Prescrição da multa	�
156Redução dos prazos de prescrição	�
157Causas impeditivas da prescrição	�
157Causas interruptivas da prescrição	�
159Prescrição no caso de concurso de crimes	�
159Perdão judicial	�
159Módulo especial	�
159Questionário primeiro bimestre	�
165MÓDULO ESPECIAL	�
1652º Bimestre	�
�
Módulo I
Funções da pena
Observações preliminares
Diferença entre criminologia, política criminal e dogmática penal
Criminologia: Estudo das causas e conseqüências do crime, do criminoso, da vítima e do controle social
Política criminal: Programa oficial de controle social do crime e da criminalidade. Visões:
Direito penal máximo: Movimento Lei e Ordem, Direito Penal do Inimigo, etc.
Abolicionismo (Louk Hulsman): Proposta de solidariedade com os condenados, com as vítimas, com o conjunto de pessoas que vivem em uma sociedade e com as pessoas que asseguram o funcionamento do sistema penal.
Direito Penal Mínimo: Direito penal como ultima ratio. Princípio da subsidiariedade do Direito Penal. 
Direito Penal (Dogmática Penal): Sistema de normas que define crimes, comina penas e estabelece os princípios de sua aplicação.nononin
Situação brasileira: Política criminal como Política penal?
Questões:
O crime é uma realidade social construída ou pré-constituída?
A política criminal deve ou não incluir políticas públicas de emprego, salário, escolarização, moradia, saúde e outras medidas complementares?
Na Corte Europeia de Direitos Humanos se discute se o presídio da Romênia deve atender a preferência alimentar de preso que é vegetariano�
2. FUNÇÕES DA PENA
2.1. Discurso oficial:
2.1.1. Pena como retribuição da culpabilidade e prevenção especial e geral
Sentido religioso: Expiação dos pecados
Sentido Jurídico: Compensação da culpabilidade. O mal justo da pena contra o mal injusto do crime para restabelecer o Direito.
Explicações para sua permanência:
Psicologia popular regida pela lei de talião.
Tradição judaico-cristã: imagem retributivo-vingativa, especialmente do Velho testamento.
Filosofia ocidental é retributiva. (Kant: todo aquele que mata deve morrer, para que cada um receba o valor de seu fato e a culpa do seu sangue; Hegel: Crime é a negação do direito e a pena é a negação da negação, ou seja, reafirmação do direito)
Previsão legal (art. 59 do CP)
Críticas
A retribuição não é democrática nem científica, pois o poder deve ser exercido em nome do povo e não em nome de Deus. Além disso, o objetivo do direito penal não é realizar vinganças e sim proteger bem jurídicos.
É um ato de fé, porque parte de um dado indemonstrável: A liberdade da vontade, pressuposta no juízo de culpabilidade.
Dworkin: Não importa se é livre, importa concluir se ele tem a capacidade de entender que é livre.
Roxin: Culpabilidade não é pressuposto da pena, mas sim seu limitador
2.1.2. A pena como prevenção especial
Dominante no Direito penal dos séculos XIX e XX. Tem como foco os momentos de aplicação e execução da pena.
2.1.2.1. Prevenção especial negativa: 
Segurança social por meio da neutralização do condenado que não poderá cometer crimes fora da prisão:
Prisão produz segurança social com a incapacitação seletiva de indivíduos perigosos
E o uso dos telefones celulares?
2.1.2.2. Prevenção especial positiva: 
Correção ou ressocialização do condenado com vistas a propiciar o retorno harmônico a sociedade.
Ortopedia moral...
Crítica:Como a pena preserva todos os direitos não atingidos pela privação da liberdade, deve-se respeitar a autonomia do preso, ou seja, a participação em programas de ressocialização deveriam ser limitados a casos voluntários?
O Estado tem o direito de “melhorar” as pessoas segundo critérios morais próprios.
2.1.3. Pena como prevenção geral
Prevenção geral negativa: 
Coação psicológica (Feurbach). O Estado precisa desistimular pessoas a praticarem crimes pela ameaça da pena
Críticas: 
Não seria a gravidade da pena e sim a certeza da punição que desestimularia. Análise econômica do direito.
Falta de critério limitador daria ensejo a terrorismo estatal, como alega ter acontecido com a lei de crimes hediondos.
Natureza exemplar da punição violaria dignidade da pessoa humana, pois acusados reais são punidos para influenciar condutas de acusados potenciais, ampliando a punição.
Prevenção geral positiva: 
Roxin: Proteção de bens jurídicos baseada na confiança ma ordem jurídica na busca do reforço da fidelidade jurídica, confiança do cidadão e pacificação social. 
Jakobs: Afirmação da validade da norma, uma reação contra a violação da norma realizada às custas do responsável.
As teorias unificadas
Fusão das funções declaradas da pena, quais sejam, retribuição, prevenção especial e prevenção geral da pena.
Predomínio nas legislações, a exemplo do Código Penal brasileiro.
Prevenção geral negativa: Cominação; Retribuição e prevenção geral positiva: Aplicação judicial. Prevenção especial positiva e negativa: execução penal. 
2.2. O discurso crítico da teoria criminológica da pena
2.2.1. A crítica materialista/dialética: 
A pena não seria a sobrevivência da vingança retaliatória ou da expiação ou compensação da culpabilidade, mas sim um FENÔMENO SÓCIO-ESTRUTURAL ESPECÍFICO DAS SOCIEDADES CAPITALISTAS.
Todo sistema de produção tende a descobrir a punição que corresponde as suas relações produtivas, ou seja, há uma relação mercado de trabalho e sistema de punição.
Exemplo: se a força de trabalho é insuficiente, o sistema punitivo adota métodos de preservação da força de trabalho. E se for excedente, adota métodos de destruição da força.
Controle diferenciado da criminalidade. Punição das camadas sociais subalternas e imunidade das elites.
A estrutura material das relações econômicas do capitalismo se baseia na retribuição. Trabalho pelo salário, mercadoria pelo preço, então, a pena privativa é o valor de troca do crime, medido pelo tempo de liberdade suprimida.
A eficácia estaria justamente na manutenção do status quo, já que as funções declaradas são ineficazes.
A pena como