NEOPLASIA DE BEXIGA   rod
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NEOPLASIA DE BEXIGA rod


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Rodrigo Duarte Machado \u2013 7º P 
 
NEOPLASIA DE BEXIGA 
- É o segundo tumor que mais acomete o trato urinário, sendo que 85% estão confinados à bexiga no 
momento do diagnóstico. 
- Afeta principalmente homens brancos a partir dos 40 anos, com pico aos 65 anos. 
\u2022 São mais agressivos em negros 
- Possui alguns fatores de risco relacionados: 
Genéticos \u2013 mutação p53 Irradiação pélvica \u2013 CA de próstata e colo de útero 
Idade > 50 anos Extrofia vesical 
TABAGISMO Uso de ciclofosfamida e analgésicos 
Fatores ocupacionais: exposição a aminas 
aromáticas e anilinas 
Cistite crônica \u2013 cálculos, sondas, S. haematobium 
 
- PATOLOGIA 
\u2022 Carcinoma de céls. transicionais \u2013 responsável por 95% dos casos. Se dissemina por contiguidade, 
via hematogênica e linfática apresentando metástases para fígado, pulmão e ossos 
\u2022 Carcinoma espinocelular 
\u2022 Adenocarcinoma 
\u2022 Sarcomas e tumores anaplásicos de pequenas células 
- SINAIS E SINTOMAS 
\u2192 HEMATÚRIA macroscópica indolor que pode conter coágulos de sangue. A hematúria microscópica não 
é muito frequente, mas pode acontecer em 2 % dos casos 
\u2192 Sintomas irritativos como cistite, disúria, polaciúria e urgência urinária são comuns 
\u2192 Dor em flanco, edema de extremidades, perda de peso, massa pélvica, etc. 
- DIAGNÓSTICO 
\u2794 CISTOSCOPIA: exame mandatório, porque é capaz de identificar lesões neoplásicas que não 
podem ser vistas por métodos de imagem (tumores superficiais e pequenos) 
o Devem ser feitas múltiplas biópsias com fragmentos que atinjam até a camada muscular 
\u2794 USG (rins e vias urinárias), TC (abdome com e sem contraste), RNM (pelve): métodos de imagem 
usados para avaliar presença de lesão vesical e/ou invasão da gordura perivesical, estruturas 
adjacentes, útero, linfonodos pélvicos e lesões hepáticas 
\u2794 RAIO X DE TÓRAX: avaliar possível acometimento pulmonar 
\u2794 CINTILOGRAFIA ÓSSEA: realizada em casos de dor/sintomas ósseos 
- ESTADIAMENTO 
T1 - Invasão da submucosa ou lâmina própria 
T2 - Invasão da camada muscular 
\u2022 T2a \u2013 invasão da metade superior 
\u2022 T2b \u2013 invasão da metade profunda 
T3 - Invasão além da muscular, atingindo gordura perivesical 
\u2022 T3a \u2013 invasão microscópica da gordura 
\u2022 T3b \u2013 invasão macroscópica da gordura 
T4 - Invasão de órgãos/estruturas adjacentes 
\u2022 T4a \u2013 invasão da PVUC (próstata, vagina, útero e colon) 
\u2022 T4b \u2013 invasão da parede abdominal ou pélvica 
N N1 \u2013 < 2 cm em 1 linfonodo 
N2 \u2013 2-5 cm ou em vários linfonodos < 5 cm 
N3 \u2013 única ou múltipla > 5 cm 
Rodrigo Duarte Machado \u2013 7º P 
 
- A avaliação HPL fornece o grau de diferenciação que é importante uma vez que quanto mais 
indiferenciado for o mesmo, maior o seu potencial de invasão. 
\u2022 G1: bem diferenciado 
\u2022 G2: moderadamente diferenciado 
\u2022 G3: indiferenciado 
- TRATAMENTO 
- São tumores que possuem grandes chances de cura