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Relatório de dissecação Anatomia - Abdome

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE – DARCY RIBEIRO
MEDICINA VETERINÁRIA
	
TRABALHO DE MIOLOGIA
 RELATÓRIO DE DISSECAÇÃO DOS MÚSCULOS ADBOMINAIS 
Alunos:
Helen Lavareda Silva
Jennifer Oliveira Melo
João Victor Andrade
Campos dos Goytacazes, 09 de julho de 2018.
INTRODUÇÃO
 Os músculos abdominais representam lâminas musculares largas e relativamente finas que, juntamente com suas aponeuroses, formam, com o músculo reto do abdômen, a base músculo-tendínea da parede abdominal. Os músculos abdominais originam -se na margem cranial da pelve, da região lombar e da parte caudal do tórax, e formam a parede lateral e ventral do corpo. Inserem -se na mediana da linha alba, bem como no tendão pré-púbico e no ligamento inguinal. Esses músculos apresentam funções múltiplas. Basicamente, assumem, como parte da construção do tronco do corpo, funções estático -dinâmicas de suspensão, de apoio e sustentação das vísceras. Esses músculos participam na fase final da expiração de modo bastante ativo, principalmente na respiração de esforço. Eles participam também na locomoção do animal, servem para a fixação da coluna vertebral durante a locomoção; havendo contração unilateral, o tronco flexiona; havendo tensão bilateral, ocorre uma flexão do dorso.
OBJETIVOS:
 O trabalho de dissecção realizado tem como objetivo principal o estudo da morfologia dos músculos estriados esqueléticos do abdômen, evidenciando suas origens, inserções e funções. Os músculos do abdômen são compostos por músculos superficiais e profundos, porém, alguns músculos profundos não serão abordados pois não foi possível visualizá-los. 
MATERIAIS
Cabo de bisturi número 4
Lâminas de bisturi número 24
Tesoura de ponta romba (15cm)
Pinça de dissecação anatômica sem dente (16cm)
Pinça de dissecação com dente de rato (16)
Luvas de procedimento 
Jaleco
METODOLOGIA
Para o estudo foi utilizado uma cadela sem raça definida (SRD) que já havia passado anteriormente por um processo de dissecção do antímero esquerdo onde foram removidos os membros do animal. A cadela foi posicionada em decúbito lateral esquerdo para que pudéssemos utilizar o antímero direito. Ao iniciar a dissecção do abdômen, o pescoço e cabeça já haviam sido dissecados. O trabalho foi realizado do dia 04 de junho de 2018 a 06 de julho de 2018 e a conservação foi feita em formol e na geladeira. 
DESENVOLVIMENTO
Inicialmente rebatemos a pele e, após, retiramos o tecido adiposo e fáscias presente para que pudéssemos evidenciar os músculos. Os primeiros músculos a serem visualizados são os mm. superficiais do tronco: m. cutâneo do tronco que após rebatido, identificamos o m. grande dorsal que também foi rebatido desde a sua aponeurose deixando visível toda região abdominal. 
Os próximos músculos evidenciados são os três da parede abdominal grupo ventrolateral: m. oblíquo abdominal externo que foi rebatido até a sua aponeurose (que na região inguinal se divide em duas partes as quais formam uma abertura: o anel inguinal superficial). Após rebatido visualiza-se o m. oblíquo abdominal interno (que possui uma faixa caudal que se destaca formando o m. cremaster). Ao rebater o m. oblíquo interno, expomos o m. transverso do abdome. Os três músculos se estendem até sua inserção por uma aponeurose. 
 Abaixo do m. oblíquo abdominal externo podemos visualizar o m. reto do abdome onde situa-se dentro de uma bainha do m. reto que é formada pelas aponeuroses dos outros mm. abdominais já citados. Outro músculo que podemos visualizar é o m. intercostal externo onde foi realizado uma incisão de aproximadamente 5cm na borda cranial da penúltima costela rebatendo até a borda caudal da costela anterior evidenciando m. intercostal interno. 
 Outros músculos evidentes da região abdominal são músculos que partem da região dorsal que se estendem até a região abdominal: m. longuíssimo parte lombar e lateralmente a ele temos o m. ileocostal parte lombar. Temos também os mm. serráteis dorsais caudais que estão entre a região torácica e abdominal. 
RESULTADOS: 
 Pudemos visualizar os seguintes músculos que possuem suas respectivas origens, inserções, funções e especificidades: 
M. cutâneo do tronco: cobre a parede lateral, ventral e dorsal do tórax e do abdome e na parte abdominal tem como função realizar tensão e contrair a pele. É auxiliado pela fáscia superficial do tronco.
M. grande dorsal: posicionado sobre a parede lateral do tórax, sua origem se estende do terço médio das costelas por meio de uma aponeurose até a fáscia toracolombar. Insere-se por meio de um curto tendão na tuberosidade redonda maior. Quando o membro está livre, este músculo puxa-o para trás auxiliando na adução, com o membro fixo auxilia no deslocamento cranial do tronco.
M. oblíquo abdominal externo: é o mais superficial, largo e delgado que cobre tanto a parede abdominal quanto parte da parede torácica. Suas fibras são no sentido caudoventral mais horizontalmente. Sua origem é na superfície lateral das costelas e fáscia lombar, e sua inserção é na linha branca e ligamento inguinal através de uma aponeurose (que se funde com a aponeurose do m. oblíquo abdominal interno formando a lamela externa da bainha do m. reto do abdome). Na região inguinal, a aponeurose se divide em duas partes as quais formam uma abertura, o anel inguinal superficial. 
M. oblíquo abdominal interno: é largo, situa-se abaixo do m. oblíquo externo, tem origem na tuberosidade coxal e, com exceção do equino, nos processos transversos das vértebras lombares e fáscia toracolombar. Se insere na linha branca através da sua aponeurose, sua parte carnosa tem a forma de um leque e suas fibras se orientam em um ângulo reto em relação às fibras do m. oblíquo externo. Em machos possui uma faixa caudal que se destaca formando o m. cremaster que se insere na túnica vaginal que reveste os testículos com a função de levantar essa túnica em resposta as baixas temperaturas. 
M. transverso do abdome: constitui a camada mais profunda e menor da parede abdominal. Suas fibras são transversais e sua origem é nas superfícies externas das últimas costelas e processos transversos das vértebras lombares. Sua aponeurose não se prolonga até o canal inguinal, passa na lateral do m. reto do abdome e consiste na lamela interna da bainha do m. reto. Sua inserção é na linha branca e o mesmo não se prolonga além da altura da tuberosidade coxal. 
M. reto abdominal: se estende desde o esterno e se insere no tendão pré-púbico. Fica na parte ventral da parede abdominal e não forma aponeurose como os outros músculos abdominais. O músculo inteiro situa-se dentro de uma bainha, a bainha do m. reto, formada pelas aponeuroses dos outros músculos abdominais de forma variáveis conforme a espécie - as aponeuroses dos dois mm. oblíquos formam a lamela externa da bainha a qual cobre a parte central do músculo, dorsalmente o m. reto é coberto pela lamela interna da bainha, que é formada pela aponeurose do m. transverso do abdome. As duas lamelas se unem na linha branca. Esse plano se refere a ruminantes e equino, e se limita à região do umbigo no suíno e carnívoros. 
M. intercostal externo e interno: ocupam os espações entre as costelas e compreendem um mínimo de duas camadas, a interna que é mais profunda e tem a função de retrair as costelas e contrair o tórax (expiração), e a externa que é mais superficial e tem como função projetar as costelas e amplia o tórax (inspiração). 
M. longuíssimo parte lombar: se origina do íleo e dos processos espinhosos das vértebras sacrais e lombares e se insere nos processos transversos e costelas. A parte lombar é onde o músculo é mais espesso e tem como função fixar e projetar a coluna vertebral e elevar a parte cranial do corpo. É coberto pela fáscia toracolombar e lateralmente pelo m. ileocostal. 
M. íleo costal parte lombar: tem origem na crista ilíaca e processos transversos das vértebras lombares

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