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v.1 obras selecionadas de lutero,  os primordios, escritos de 1517 a 1519

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Martinho Lutero 
Obras Selecionadas 
Volume 1 
Os Primórdios 
Escritos de 1517 a 1519 
Editora Sinodal 
Siio Leopoldo 
Concórdia Editora 
Porto Alegre 
Edição coordenada pela Comissão Iriterli<rerana de Literiiti<rn, foriiiada pela Igreja 
Evangélica dc Confissão Lutermo no Brasil e Igreja EvliiipClica Liiterana do Brasil, 
através das editoras: 
EDITORA SINODAL CONC~KLI IA EDITORA LTDA. 
C m a Postal 11 Caixa Postal 3230 
93001 - Sdo Leopoldo - RS 90001 -Porto Alegrc - RS 
(0512) 92-6366 (0512) 42-2699 
Coriiissão Interluterana rle I,iterUtl<i.u: 
Bcrtholdo Weber Johaiinçs F. Hasenack 
Gerhard Grasel Martim C. Warth 
Ilson Kayser Martioho L. Hoffinann 
Comissão "Obras de Lutero": 
Donaido Schulcr Martini C. Warlh 
Joacliim Fischer hlartin N. Drehcr 
Tradutores: 
Anncmaxie Hohn Luís M. Saidcr 
Ilson Kayser Martinbo L. Hasse 
Walter O. Schlupp 
Redapio E revisãoJi?lal: Puginafão: 
Luís M. Sander Roberto Francisco 
Supervisão geral: Coordenação editorial: 
Ilson Kayser Editora Sinodai 
,Yetninario Concórdia 
Biblioteca 
Sumário 
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 
Introdução Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 
Debate sobre a Teologia Escolástica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 
Debate para o Esclareciniento do Valor das Indulgências . . . . . . . . . . . . . . . 21 
Um Sermão sobre a IndulgEncia e a Graça. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 
O Debatc de Heidelberg . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 
Explicações do Debate sobre o Valor das Iiidulgências . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 
Scrmão sohre o Poder da Exconiunháo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191 
Relato do Fr. Martinlio Lutero, Agostiniano, sobre o Encontro 
com o Sr. Legado Apostólico em Augsburgo . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199 
Apelação do Fr. Martinho Lutero ao Concílio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 
Uma Breve Iiislrução sobre Como Devemos Confessar-nos . . . . . . . . . . . . . 233 
Sermão sobre as Duas Espkcies de Justiça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241 
Um Semião sobre a Conteinplação do Santo 
Solrimento de Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249 
Debatc e Defesa do Fr. Martinhn Lutero contra as 
Acusações do Dr. João Eck . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 257 
Comentário de Lutero sobre a 1 3 T e s e a respeito do 
Poder do Papa (Enriquecido pelo Autor) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 267 
Comentários de Lntero sobre suas Teses Debatidas em Leipzig . . . . . . . . . . . 333 
Um S e m i o sobre a Preparação para a Morte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 385 
Sermões sobre os Sacramentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 399 
Uni Sermáo sobre o Sacramento da Penitência . . . . . . . . . . . . . . . . . 401 
Uin Sermão sobre o Santo, Vencrabilíssimo Sacramento do Batismo . . . 413 
Uni Semião sobre o Venerabiiíssimo Sacramento do Santo e 
Verdadeiro Corpo de Cristo c sobre as Irniandades . . . . . . . . . . 425 
fii<licis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 447 
Apresentação 
Umd temeridade, sem dúvida. Duas pequenas editoras eclesiásticas se arriscam a 
lançar Obras de Lutero. Mas n5o foi uma temeridade a viagem do monge agostiniano 
para Worms? 
Quem abraçou a idéia de oferecer ao mundo de fala portuguesa as principais 
obras de Lutcro foi a Con~issão Intcrluterana de Literatura - um gmpo de seis pes- 
soas - então sob a presidência do I'. Leopoldo Hcimann que lhe deu os primeiros e 
importantes impulsos. 
Desde o início a proposta foi a produção de uin trabailio de alto nível. Para al- 
cançá-lo a CIL cercou-sc da Comissão "Obras de Lutero" integrada exclusivamente 
por pcritos em matéria de História da lgrcja. Buscaraii-se tradutores - e como 6 difí- 
cil encontr&los! -que estivcsseiu à altura da dificuldade <Ia tarefa e identificados com 
ela. E os recursos financeiros, de onde os obteríamos? Abrirani-se portas tamb$n 
nesta &a. A Anerican Lutkeran Churck e a Lutkerari Ckurck Missouri Synod, par- 
ceiras da Igreja Evangélica de Confissão Lutcrana no Brasil e da Igreja EvangClica 
Luterana do Brasil respectivamcnle, e o SI. Daniel Krebs colocaram verbas à disposi- 
ção. E por caminhos tortos -estes maravilhosos caninhos de Deus que se entendem 
somente "pelas costas", como Lutero gosta de se expressar - pudemos contar tam- 
bém, para a rcta fmal da rcdação deste primeiro volume, com um competente redator 
e revisor geral. 
Que nos resta dizer ainda, quando a Comissão "Obras de Lutero" inclusive nos 
poupou da tarefa de oferecermos detalhes t6cnicosY Resta uma coisa: o nosso agrade- 
cimento. 
.$L&,, 7 2 CL . - 
São Leopoldo, julho de 1987. Pela Comissão Interluterana de Literatura 
Introdução Geral 
Martiiiho Lutero é um dos grandes personagens que marcaram profundamente o 
curso da história moderna do Ocidente. Abalou os fundamentos medievais de seu 
mundo e abriu novos horizontes a seus contemnorâneos. Já foi colocado. com boas 
razoes, ao lado dos famosos navegadores Crist&ão Colombo e Vascn da Gama, bem 
como de João Gutenberg, o célebre inventor da imvrensa com t i ~ o s móveis. 
Lutero era um homém profundamente religiosõ, consciente, da presença de Deus 
na história humana. De modo semelhante a Jacó, do qual nos faia o Antigo Testa- 
mento em Gênesis 32.22-30, lutou com Deus até compreendê-lo como o Senhor sobe- 
rano que tem amor profundo para com suas criaturas, mesmo caídas. Sua pregação da 
justificasão do pecador somente pela fé por causa de Jesus Cristo transformou Igreja 
e sociedade. Dela vieram significativas contribuiçdes para o desenvolvimento da hu- 
manidade. A influência de Lutero não se restringiu à vida da fé, o campo que lhe era 
mais familiar por tradiqão e educação. Fez-se sentir também em setores como educa- 
cão. volitica. economia e outros. O imnacto de sua obra sobre cultura e costumes foi . . . 
grande em todas as camadas da população. Já em sua época era impossivel não tomar 
~os i ção frente à causa aue ele colocara no centro das reflexdes e discnssdes. Também 
. . 
500 anos após o seu nascimento, Lutero não perdeu nada de seu significado histórico, 
como mostraram as solenidades comemorativas realizadas em 1983. 
A produção literária de Lutero é vastissima: prédicas, interpretaçdes biblicas (sua 
"~rofissão" era ~rofessor vara a interpretacão da Saprada Escritura!), escritos teoló- 
. ~ 
gicos eruditos, polêmicos e-pastorais, a tradufão da ~ i b l i a para al ingiade seu povo, o 
alemão, pareceres sobre as mais diversas auestdes. cartas e muito mais. A edicão com- 
pleta de suas obras abrange mais de 100 võlumes. Porém apenas um número reduzidis- 
simo de seus escritos foi traduzido para a lingua portuguesa. O registro dessas tradu- 
sdes (até o ano de 1982) não ocupa nem sequer duas páginas. Nos países de faia ponu- 
guesa era praticamente impossível tomar conhecimento do pensamento profundo e ri- 
co deste "evangelista de Jesus Cristo". 
A Comissão Interluterana de Literatura (CIL), constituída e mantida pela Igreja 
Evangélica Luterana do Brasil (IELB) e pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana 
no Brasil (IECLB), aproveitou a oportunidade das comemoraçdes dos 500 anos do 
nascimento de Lutero. ein 1983. oara oromover a oublicacão de "obras selecionadas 
. . . 
de momentos decisivos da Reforma", todas elas de autoria de Lutero. Convocou um 
grupo assessor de qiiatro membros, a Comissão "Obras de Lutero" (COL), para pre- 
parar o volume Pelo Evangelho de Cristo, publicado então em 1984'. O livro possibili- 
ta um conhecimento consideravelmente