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Portfólio   INSTRUMENTALIDADE DO SERVIÇO SOCIAL e INSTRUMENTAIS TÉCNICO OPERATIVOS NO SERVIÇO SOCIAL

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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL - UNINTER
BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL
ALUNA: MARIA LUIZA BRANDT RU: XXXXX
NOME DO TUTOR LOCAL: XXXXX
RELATÓRIO DE PESQUISA DE PORTFÓLIO
CICLO II - MÓDULO B - FASE II
DISCIPLINAS: INSTRUMENTALIDADE DO SERVIÇO SOCIAL e INSTRUMENTAIS TÉCNICO OPERATIVOS NO SERVIÇO SOCIAL
XXXX, XXXX
2018
ALUNA: MARIA LUIZA BRANDT RU: XXXX
CICLO II - MÓDULO B - FASE II
DISCIPLINAS: INSTRUMENTALIDADE DO SERVIÇO SOCIAL e INSTRUMENTAIS TÉCNICO OPERATIVOS NO SERVIÇO SOCIAL
Relatório do Portfólio do Ciclo
 II
 Módulo
 B
 Fase 
II 
apresentado para fins de avaliação nas disciplinas
: 
Instrumentalidade do Serviço Social e, 
Instrumentais Técnico Operativos
 no Serviço Social,
 do Curso de Bacharelado em Serviço Social do Centro Universitário Internacional
 - 
 
UNINTER.
Tutor Local:
 
XXXXXX
Polo
 (PAP):
 
XXXXX
 - 
XX
XXXXX, XXXX 
2018
INTRODUÇÃO 
O presente relatório tem como objetivo demonstrar o resultado da pesquisa realizada pela presente acadêmica do curso de Bacharelado em Serviço Social, cuja investigação enseja métodos de pesquisas de âmbitos: teórico e de campo. 
A pesquisa teórica se refere à Instrumentalidade do Serviço Social e os Instrumentais Técnicos Operativos do Serviço Social, ambos os temas referentes às disciplinas cursadas no presente momento no Curso de Bacharelado em Serviço Social e que proporcionam o conhecimento necessário para a compreensão dos processos utilizados para a devida prática profissional do Assistente Social.
Ademais, a pesquisa de Campo consiste em entrevista realizada junto ao Conselho da Comunidade de Mafra- SC, através de sua Assistente Social, J.K., cuja experiência profissional na área permite fazer um elo analítico entre a teoria acadêmica e a prática profissional.
DESENVOLVIMENTO
2.1 Debate Teórico
O Serviço Social caracteriza-se por uma atividade profissional de caráter interventivo e mediativo. Isto significa que através do uso de determinados instrumentos e métodos o Assistente Social pode intervir na realidade social de determinados indivíduos usuários destes serviços para que, de forma ampla e específica, possa modificar sua realidade cotidiana no que se refere às questões sociais, ou ainda, pode promover formas de mediação da transformação desta realidade, promovendo coesão social.
Ora, para que ocorra a mudança positiva no cenário social do usuário, é necessário que o Assistente Social seja capaz de visualizar a realidade do indivíduo, sua família, seu trabalho, lazer, cultura, estrutura material, condições de saúde, entre outras características que compõe o contexto no qual o usuário está inserido, para então realizar uma análise das melhores formas de promover a aproximação, diálogo e intervenção/mediação, tendo como base o conhecimento teórico científico somado ao conhecimento tácito do Assistente Social.
Os mecanismos usados para a efetiva realização de todo este processo necessitam de uma determinada gama de conhecimentos e experiências que tornam isto possível. É neste contexto que se destaca a chamada Instrumentalidade do Serviço Social, que de acordo com Guerra (2000, p.29 apud CARMONA, 2018, p.03) é:
 “[...] a categoria reflexiva capaz de apontar as diversas formas de inserção da profissão nos espaços sócio-ocupacionais e as competências e requisições profissionais, de modo a demonstrar o concreto particularizado das formas de operar da profissão, ou as mediações”
Portanto, a Instrumentalidade do Serviço Social, está diretamente ligada á capacidade teleológica do Assistente Social, ou seja, sua aptidão, habilidade e conhecimento para visualizar suas finalidades ou causas finais sendo, portanto, uma forma de mediação entre o cenário do tempo presente e o resultado final a ser buscado.
É através da instrumentalidade que as ações efetivadas no exercício profissional do Assistente Social são planejadas e implementadas. Guerra (2000, p.35 apud CARMONA, 2018, p.03) afirma que reconhecer a instrumentalidade como mediação “significa compreender que a profissão é uma totalidade constituída pelas dimensões teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa”.
Neste sentido, Carmona (2018, p.03) define que:
“[...] a instrumentalidade no Serviço Social é um campo de mediação, espaço para se pensar nos valores subjacentes às ações, no nível e na direção das respostas que estamos dando e pelas quais a profissão é reconhecida, questionada ou requisitada socialmente.
Desta forma, destacam-se aqui, neste ínterim, as três dimensões que compõe o processo de trabalho do assistente Social, quais sejam, aqui já citadas: teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa, cujas características somadas entre si tornam possível a efetiva intervenção/mediação profissional do Assistente Social. “Essas dimensões constituem níveis diferenciados de apreensão da realidade da profissão, mas, são imanentes entre si, formando uma unidade, apesar de suas particularidades”. (GUERRA apud VIDIGAL, 2018, p.04). Neste contexto é importante definir as características de cada dimensão, sendo a primeira, a dimensão teórico-metodológica. 
A dimensão teórico-metodológica é a que se caracteriza como a própria nomenclatura sugere, pelo contexto abstrato do Serviço Social, elencando a teoria e a metodologia que pautam toda a gama de conhecimento teórico científicos necessários para o pleno desenvolvimento desta atividade profissional.
De acordo com Carmona (2018, p.05) “[...] a teoria permite que o profissional apreenda seu objeto de ação, seu movimento, constituindo-se como uma importante ferramenta que auxilia o conhecimento sobre as determinações que envolvem o objeto”.
No entanto, embora a teoria constitua parte importante do seguimento profissional de Serviço Social, é útil apenas quando integrada às outras duas dimensões desta atividade. É neste sentido que pode-se apontar a dimensão ético-política cuja essência está diretamente ligada aos valores do profissional.
A atuação do profissional de Serviço Social está diretamente ligada à visão e análise da realidade que o cerca e na qual está inserido o indivíduo usuário deste serviço para que então seja realizada a intervenção ou mediação. Diante disto, considerando que há uma ação prática por parte do Assistente Social durante a realização de seu trabalho e que, tal ação possui efeito de cunho relevante na sociedade, é possível afirmar que a dimensão ético-política é parte inerente desta atividade profissional. Carmona (2018, p.06) assim expõe:
É importante lembrar que as ações profissionais estão imersas por valores e princípios que fazem com que o assistente social realize escolhas teóricas, técnicas, éticas e políticas, sendo o cotidiano o espaço no qual o profissional se depara com as demandas, interesses contraditórios, limites e possibilidades.
Diante disto, considerando a gama de conhecimentos teórico-metodológicos e valores éticos-políticos necessários ao pleno desenvolvimento da atividade profissional Serviço Social, resta relacionar a dimensão técnico-operativa cujo enfoque, consiste necessariamente na prática profissional.
É através da dimensão técnico-operativa que o Assistente Social poderá colocar em prática as outras duas dimensões e é neste momento que sua instrumentalidade é colocada em prática, quando a demanda de seus serviços se torna necessária e; não somente pela natureza do serviço em si; mas também pela capacidade e habilidade analíticas de visualizar o contexto no qual irá atuar e promover a intervenção/mediação.
É neste ponto que os fundamentos teleológicos são necessários ao desenvolvimento da prática profissional, pois, de acordo com Santos (2013, p.21 apud Carmona, 2018, p.06): “[...] lançar mão do instrumental técnico-operativo sem entender o conjunto de mediações necessárias faz com que a ‘resposta’ profissional fique aquém das possibilidades de uma ação consciente, crítica e competente”.
É na dimensão técnico-operativa
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