Apostila PROVA II PCI III 2014.1
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Apostila PROVA II PCI III 2014.1

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APOSTILA PCI III PROVA II 2014.1

Aula 13 – Relação de Ajuda – Profª Elen
O que é Relação de Ajuda?

“Uma relação na qual pelo menos uma das partes procura promover na outra o

crescimento, o desenvolvimento, a maturidade, um melhor funcionamento e uma maior

capacidade de enfrentar a vida” (ROGERS, 1978, p.179).

“O papel do enfermeiro é oferecer ao cliente, sem os impor, os meios

complementares que lhes permitam descobrir ou reconhecer os recursos pessoais a

utilizar como quiser para resolver o seu problema.”(LAZURE)

OBJETIVOS DA RELAÇÃO DE AJUDA

₪Abordar os problemas presentes.
₪Identificar o problema principal ( que por vezes se encontra menos claro).
₪Abordar os problemas com realismo.
₪Considerar diferentes soluções de ajuda para ultrapassar o problema
₪Ensinar novos modelos de comportamento
₪Comunicar, expressar sentimentos, estabelecer contato
₪Encontrar a motivação necessária para ajudar a viver com coragem a dificuldade

física ou psicológica.
Os objetivos da relação de ajuda têm por base ajudar a pessoa cuidada a:

• Colocar a sua dificuldade em palavras a fim de que ela possa perceber-se como
uma interveniente ativa na sua própria situação;

• Aceitar a dor ou as dificuldades de uma situação com mais serenidade;
• Ver o seu problema mais claramente, de maneira mais realista, nas suas justas

proporções, e modificar as suas perspectivas sobre o assunto, em caso de necessidade;
• Apresentar à enfermeira o seu problema como se lhe coloca, enquanto ser único

nas condições que lhe são particulares;
• Compreender e comunicar às pessoas que ajuda as diferentes ligações entre os

acontecimentos da sua vivência e as diferentes relações de força que se exercem entre
as pessoas-chave da sua vida para chegar a uma melhor compreensão de um problema
ou de um conflito;

• Expressar os seus sentimentos e as suas opiniões, mesmo se são negativos;

•Libertar a sua tensão;
• Sentir-se escutada, aceite tal como é, e compreendida, para que em seguida seja

capaz de se aceitar a ela própria tal como é;
• Abrir-se aos outros e sentir-se mais à vontade para comunicar;
• Ter em conta os outros e tornar-se consciente das suas responsabilidades;
• Estabelecer uma relação significante com uma enfermeira que servirá de

trampolim para o estabelecimento de outras relações interpessoais;
• Desenvolver uma autoimagem mais positiva;
• Modificar certos comportamentos que prejudicam a sua adaptação;
• Encontrar um sentido para a sua dificuldade;
• Adaptar-se a uma situação à qual não se poderia adaptar sem ajuda;
• Conhecer os recursos pessoais de que dispõe para resolver as suas dificuldades;
• Ver a vida de forma mais confiante e mais positiva, e a formular objetivos de vida,

suas dificuldades na sua vida e resolvê-las se possível;
• Enfrentar a morte com dignidade e serenidade.

Relação enfermeiro/paciente
É a essência do propósito da Enfermagem. Os seres humanos são racionais,

sociais e singulares e são mais diferentes do que semelhantes.

Em razão dessas e de outras premissas, Joyce Travelbee descreveu a Teoria da

Relação Interpessoal, destacando a noção de que, em uma relação, um dos seres

humanos necessita de ajuda e o outro a propõe.

Os pressupostos básicos desta teoria são relativos às capacidades dos indivíduos
em enfrentar estresse por um período prolongado, propondo a ideia de que o sofrimento é
uma experiência que encontram em algum momento da vida, particularmente relativa à
doença, cujo significado o enfermeiro pode ajudar a esclarecer.
 Para a teórica, a Enfermagem é um processo interpessoal e um serviço
comprometido com a mudança e a influência de outros.
O enfermeiro deve ser capaz de fornecer a assistência de que o cliente está
necessitando, pois este profissional tem um corpo de conhecimento especializado e
capacidade de utilizá-lo, com o objetivo de manter o máximo grau de saúde possível.

Para isto acontecer, precisa ter uma percepção desenvolvida a partir de suas
experiências como ser humano que enfrenta a dor e o sofrimento.
Fases

•Fase do encontro inicial ou original – estabelece o primeiro contato com o
indivíduo.

•Fase das identidades emergentes ocorre quando os indivíduos expressam
identidade pessoal, valores e significado um ao outro, de modo que se estabelecem
relações interpessoais.

•Fase da empatia ocorre quando o profissional e o indivíduo expressam o desejo
de estabelecerem um processo de ajuda mútua, por encontrarem receptividade no outro.

•Fase da simpatia ou solidariedade, acontece o estabelecimento da confiança na
enfermeira para ajudar o paciente a alcançar seus objetivos, bem como progredir no
tratamento prescrito pela equipe de saúde.

•Última fase é a do rapport, que acontece quando ambos (enfermeira e paciente)
avaliam o relacionamento interpessoal e os resultados da terapia proposta.

CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA O ESTABELECIMENTO DE UMA RELAÇÃO DE

AJUDA: DIMENSÕES
- Congruência: ser congruente é colocar-se de maneira integrada na relação, expressar
os sentimentos e atitudes de forma autêntica. Implica em que as pessoas sejam
verdadeiras em suas interações. Tal conduta favorecerá o estabelecimento de confiança.

Semelhança ou equivalência de características; de essência correspondente;
conformidade. Igualdade ou exatidão ao propósito que se destina. Semelhança entre as
partes de um todo; coesão, harmonia. Conexão com alguma coisa; identidade e/ou
propriedade.

Pessoa Incongruente
•É aquela que está mal consigo
• Não harmoniza o coração, a razão, a filosofia de vida, os papéis que

desempenha e os seus comportamentos.
•Esconde-se por trás de uma máscara ( poder do papel que desempenha)

→ Atitude positiva: expressa-se pelo afeto, pelo interesse, aceitação e respeito pelo
cliente. Implica em ver no outro suas potencialidades para se desenvolver e encontrar os
meios para resolver seus problemas com autonomia; compreender os sentimentos que o
ajudado está experienciando; apreender o sentido que a pessoa dá às suas vivências.

→ Empatia: adotar uma atitude empática significa ouvir com sensibilidade, perceber os
sentidos expressos em palavras e gestos; perceber o mundo interior do outro. Jean
Watson refere-se à empatia como sendo a tentativa que as enfermeiras fazem para entrar
em sintonia com os sentimentos de seus clientes. A enfermeira aceita os sentimentos do
cliente sem demonstrar reações de raiva ou de medo.

Capacidade de se colocar no lugar do outro , de modo a sentir o que se sentiria
caso estivesse em seu lugar.
O QUE É NECESSÁRIO PARA SER EMPÁTICO?

- Afastar preocupações pessoais…
- Secundarizar o seu quadro de referência (Interiorizando o do paciente)…
- Centrar-se no paciente e no conteúdo das suas mensagens…
- Comunicar-lhe o que entendeu dos seus problemas (utilizando o quadro de

referências do cliente)….

CONFRONTAÇÃO
Capacidade de perceber e comunicar ao outro certas discrepâncias ou

incoerências em seu comportamento.
Sugere comparação, aproximação, sem vencedor nem vencido.

CONFRONTAÇÃO exige:

- Delicadeza
- Habilidade
- Não permite julgamento
- Não permite acusações nem represálias
Pode não haver uma reação positiva imediata

•Aceitação incondicional ou respeito:

Capacidade de acolher o outro integralmente, sem que lhe sejam colocadas
quaisquer condições e sem julgá-lo pelo que sente, pensa, fala ou faz.
Coerência :

 - Capacidade de ser real, de se mostrar ao outro de maneira autêntica e genuína,
expressando, através de palavras e atos, seus verdadeiros sentimentos.
Imediaticidade:

- Capacidade de trabalhar a própria relação terapeuta – cliente, abordando os
sentimentos imediatos que o cliente experimenta pelo terapeuta e vice-versa.
Concreticidade: