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Aula 4   Ciclo Estral

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FISIOPATOLOGIA DA REPRODUÇÃO
Universidade Federal Rural Do Rio De Janeiro – Campus Seropédica
Medicina Veterinária - Jeferson Bruno Da Silva – Matrícula: 201406074-4
Ciclo Estral
Importância de estudar o ciclo estral.
Há um ponto de vista clínico, há um viés de produção e interesse econômico. 
Para manejar este ciclo é importante observar, reconhecer e manejar. Observar a fêmea, reconhecer os sinais relacionados ao ciclo e manejar de maneira que contribua para a produção.
Conceitos:
Ciclo menstrual x Ciclo estral x Ciclo ovariano
Ciclo menstrual é um ciclo mensal e a fêmea apresenta receptividade sexual na maior parte do ciclo, é comum em primatas e a menstruação é o período de sangramento que corresponde a descamação do endométrio. Cadelas NÃO menstruam.
Tem início com a menstruação, dura cerca de 28 a 30 dias. Ovulação na fase intermediária do ciclo.
Ciclo estral são fenômenose rítmicos observados em alguns mamíferos, nos quais há períodos regulares, mas limitados de receptividade sexual (cio), que ocorre em intervalos característicos para cada espécie. Compreende as modificações periódicas que sofrem as diversas partes do trato genital da fêmea.
Ciclo estral é marcado pelo estro (D0), com duração variando entre as espécies. Fêmea – puberdade – ciclicidade.
Ciclo ovariano é o intervalo entre duas ovulações sucessivas.
Ciclo estral.
A ovulação ocorre logo depois do início do estro. Esses eventos cíclicos continuam por toda vida adulta da fêmea e são interrompidos por:
Gestação, lactação, estação do ano, enfermidade, nutrição inadequada, estresse e castração.
O folículo começa a se luteinizar ele começa a liberar progesterona. Finalizando o estro a progesterona vai diminuindo caso não haja uma gestação. Tendo um novo pico de LH para que haja estimulação de um novo ciclo.
Conceitos importantes.
Concepção positiva: período de anestro finaliza após o parto e após involução uterina. Após lactação.
Concepção negativa: o animal pode ciclar de novo e entrar em estro.
Ovulação
Espontânea (porca, vaca, ovelha, égua e cobaia) X Induzida (coelha, gata, marta e furão fêmea).
Expontânea: o estro coincide com o início da ovulação; 
Induzida: é receptivo ao macho em qualquer momento, e a ovulação ocorre a intervalos variáveis após o coito: 10h para a coelha, 24-36h para gata, 30h para o furão-fêmea 
Contato entre os espículos penianos e a cérvix estimula a liberação de hormônios (ovulação)
Classificação dos animais Estação Reprodutiva
Monoéstricas - cadelas
Poliéstricas – égua, vaca, cabra, ovelha, porca, gata etc
Estacional – égua, cabra, ovelha, gata. 
Não estacionária - cadela, vaca, porca, macaca.
Efeitos da melatonina da pineal na Reprodução
Égua: comprimento do dia, a incidência da luz é percebida pela retina e a informação será levada para a glândula pineal que é transmitida pela queda de melatonina. Isso vai estimular o hipotálamo liberando GnRH, indo pra hipófise que libera FSH e LH que agem nas gônadas.
No caso de cabras e ovelhas é o inverso porque a baixa de melatonina faz supressão ativa ovariana. No Nordeste eles fazem uso hormonal para poder manter a produção.
Hormônios Reguladores do Ciclo Estral
GnRh liberado pelo hipotálamo e age na adenohipofise que vai liberar FSH. O FSH é o folículo estimulante porque estimula o crescimento desses folículos e conforme vão crescendo eles liberam o estrogênio e esse estrógeno influencia no aparecimento de diversos sinais de cio nas fêmea. O estrógeno faz um feedback positivo e leva a liberação de LH. O LH age sobre um dos folículos tornando-o dominante e esse folículo começa a liberar inibina, que faz um feedback negativo diminuindo a liberação de FSH pra que pare de estimular os folículos menores. Em contrapartida ele continua liberando estrogênio que faz a liberação de LH em maiores quantidades.
O pico de LH sendo liberado é o momento da ovulação. Sobre ação do LH o folículo começa a sofrer luteinização. Com a ovulação há liberação de progesterona que passa a preparar a fêmea para a gestação.
Qual o hormônio da Gestação?
Dosagem deste hormônio é um bom indicativo de gestação
Sem fecundação o útero retorna às funções normais e sendo preparado para um novo ciclo estral
Fases do ciclo estral
Fase Folicular 
Predominância do estrogênio.
Desde a regressão do CL até ovulação (exceto na vaca).
20% de todo ciclo estral. 
Desenvolvimento e maturação dos FLs ovarianos.
Fase Luteal
Predominância de progesterona.
Período após a ovulação até a regressão do CL.
Desenvolvimento, maturação e regressão do corpo lúteo.
80% do ciclo estral.
PROESTRO
Período que antecede o estro.
Modificações comportamentais – manifestações psíquicas. Demonstram tendência para aproximação a outros animais, salta sobre as companheiras, mas não aceita a monta. 
Niveis de progesterona começam a diminuir e o de estrógeno começa a aumentar.
Os folículos são recrutados para a ovulação.
Agitação, corrimento vulvar aquoso, emissão de grunhidos, vulva inchada (exceto égua) 
Ato de morder as barras da gaiola (porcas) 
Cadela – hemorragia porque há um aumento da vascularidade e alguns desses vasos se rompem causando o sangramento.
ESTRO / CIO
Domínio do estradiol (E2)
Comportamento - receptividade sexual.
Intensa hiperemia das mucosas genital, acúmulo de muco e canal cervical aberto.
SINAIS DE CIO: Deixam-se montar (exceto a égua), urina frequente, perda de apetite, excitação e emissão de grunhidos, procura o macho quando ele estar por perto, lombo arqueado, levanta cauda e balança em bandeira) fica imóvel na presença do macho, corrimento vaginal, égua expoem o clitóris (égua)
A cadela normalmente não apresenta mais sangramento, e aceita a monta pelo macho. Nesta fase é que ocorrerá a ovulação, o comportamento de aceitação e submissão ao macho é devido a diminuição do nível estrogênico e aumento do nível de progesterona. O início do estro se dá normalmente dentro de 1 a 2 dias antes do pico de LH.
A gata apresenta uma conduta sexual característica rolamento sobre si mesma, rastejamento e apresenta sua cauda elevada, num tipo de cortejo ao macho. 3 à 6 óvulos são liberados
Metaestro
Transição da dominância do estrógeno para dominância da progesterona.
Período entre a ovulação e aformação do CL.
Luteinização do FL ovulado.
Comportamento – pouco característico (Diminuição dos estrógenos).
Bovinos 12 a 14 horas após fim do cio (ovulação) muco sanguinolento
Diestro (progesterona alta)
Quando um CL ativo está presente.
Estágio mais longo do ciclo estral – 10 a 14 dias nas fêmeas poliéstricas.
Final ocorre quando o corpo lúteo sofre luteólise.
Comportamental – repouso sexual, mucosa vulvar pálida, pouco muco com baixa viscosidade.
Anestro
Gestacional
Lactacional – previne uma nova gestação antes da desmama.
Sazonal – prevenir a concepção durante um período do ano que as condições de desenvolvimento do embrião seriam baixas.
PARTICULARIDADES DAS ESPÉCIES
Ciclo estral da Vaca: poliéstricanão sazonal – ovulação espontânea.
Duração média do CE: 21 dias. Estro: 18 horas. Ovulação: 12 horas.
Sinais: descarga de muco claro pela vulva edema, micção e mugido frequentes, diminuição da produção de leite ACEITAÇÃO DE MONTA.
Ciclo estral da Búfala: poliéstrica não sazonal – ovulação espontânea.
Duração média do CE: 21 dias. Estro: 18 horas. Ovulação: 12 horas.
Sinais semelhantes ao da vaca e alguns pontos, mas o principal é que ACEITA A MONTA.
Cicloestral da Cabra: poliéstrica sazonal – dias curtos.
Ovulação espontanea, duração de 21 dias, estro de 30 a 35 hras e ovulação de 30-33 horas depois do cio.
Sinais: edema e hiperemia de vulva, procura o macho, abana a cauda repetidamente, aceitação de monta e possuem pseudogestação.
Ciclo estral da ovelha: poliéstrica sazonal – dias curtos.
Ovulação espontânea, 16-17 dias...
Sinais: inquietaçaõ, se afasta do rebanho, procura o macho e aceita monta.
Ciclo estral da égua: poliéstrica sazonal

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