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apelação seção 4

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EX CEL EN T ISS IMO SE N HOR DOUT OR JUIZ DE DIRE ITO DA VA RA DE REGIS TRO S
P UBL ICOS DE BELO HORIZON T E, E S TA DO DE MINA S GERA IS
P ROT OCOLO N º: 123456789321-2017
REQUEREN TE : B reno Santos B ernardes e Ma rta Gui ma rã es B erna rdes
REQUERIDO: Jul i a na Fari a R odri g ues e Rai mund o D utra R odri g ues
Bren o Sa nt os Bern ard es e Mar t a Gu imar ães Bern ard es, qua l i fi ca dos na a çã o
ordi ná ri a , pr oces s o em epí g rafe, que m ove e m fa ce de Julian a Fa ri a Rod r igu es e
Raimu n do Du tr a Rod r igues, ta m m qual i fi c a dos nos autos , vêm p or mei o de s eu
proc ura d or q ue es ta s ubs creve, nã o a cei tando a r. s ente nça p roferi da ás fls . xx,
interp or o pres ente
RECURS O DE A PE L AÇÃO
C om ba s e nos a rts . 1.009 a 1.0 14, a m bos do C PC /1 5, re que re nd o, na opo rt uni da de,
que o rec o rri do s eja i nti ma d o para , q ue ren d o, ofe r a a s con t rar ra z ões e, a to
con tí nu o, s eja m os a ut os , c om as ra z ões a nexa s , reme tid os ao E g rég i o T ri b unal de
Jus tiç a do Es tad o de Mi nas Gera i s para os f i ns de mi s ter.
DA TE MP E S TIVIDADE
C onfo r me p os to , a s entença foi p ubl ic a da n o dia 10/04 /201 7 . O pra zo pa ra a
inte rp os i ç ão de recu rs o de a pela çã o é de 15 ( qui nze) dias confo r me
arti g o 50 8, C ódig o de P roces s o C i vil , por tan to é t empes tiv o.
Ter mos em que, ped e o defe ri men t o.
Bel o Hori zo nte , 01 de ma i o de 2 017
PRSCIL A AUL I STA S IME ÃO
O AB 222.852

N OT VEL TRIBUN A L DE JUS TIÇA DO E S TA DO DE MIN A S GERAIS ,
COL EN DA CÂMARA .
EMÉ RITOS DES EMBA RGADO RE S ,
RAZ Õ ES RECURS A IS
AP ELA N TE : B reno Santos B ernardes e Ma rta Gui ma rã es Bernardes
AP ELA DA: Jul i ana Faria R odrig ues e R aimund o Dut ra R odri g ues
ORIGEM: PRO C E SSO XXXXXXX-XX. XXX X.XX X.XX XX, da VARA D E R EGISTR O S
PUB L IC O S D E B ELO HO R IZO NTE
I- BREVE S IN TES E DO P ROCESS O
A demanda f oi propos ta i nicia lmente por J ul i a na em fa c e do ex-ma ri do, de
Breno e s ua es pos a Ma rta , com o objetiv o de des c ons ti tui çã o do negóci o
jurídic o me di a nte a nul a ç ã o do c o nt ra to pa rticula r de p ro mes s a de comp ra
e venda e c a ncela mento d o res pecti vo reg i s tro i mobi l i á ri o.
Pos teri o rme nte, Bren o e s ua es posa Ma rta ajuizara m a Açã o de Us uca piã o
de be m i móvel , ora a pela nte, re que r q ue s ej a recon heci do o j us to títul o de
pro pri etá ri os , onde o i m óvel foi a dq ui ri do por mei o de c ont rato pa rti cula r
de pro mes s a de c ompra e venda de vi da me nte q uitado, e q ue a pos s e s obre
o bem e ra exerc ida há ma i s de 10 (dez) anos , tendo e m vi s ta que não
cons eg uem a escri tura defi ni tiva pela aus ência de outorga de Jul ia na .
Em s ede de con tes taçã o, o requeri d o, ora a pelado, al eg ou q ue co ns is tia na
inexis tênc i a de jus to tít ul o, haja vis ta que o s req uere ntes ex erc i a m a p os s e
s obre o be m im óvel la s trea do em p romes s a de compra e venda, q ue a
des pei to da pos ã o ma jori tári a da do ut ri na e ta m bém da juri s pru dênc ia ,
nã o s eri a títul o hábil para ens eja r a tra ns ferência da propriedade, ma s sim
um c o nt ra to p rel i mi nar q ue ex ig e a la vra tura de es c ri tura definitiva para o

s eu cump rime nto. Ai nda c omo arg u men to f oi expos to a prop os itura de
ã o pos s ess ória , s ufici ente pa ra interr omper o ex e r c i o da pos s e de forma
ma nda e paci f ic a .
Se m êx i to a ten tativa de ac o rdo, pa s s ou-s e a ins trução, o nde fora m
ouvi da s a s tes temu nha s d o a uto r e d o réu, às fl s xx , e, fi nd os os deba tes
ora i s , o n ob re mag is tra do p r ola tou a s ente nça , j ulg a n do t otal me nte
imp r ocede ntes os pe di d os f or mula dos pel o re q uere nt e. N o en ta n to, c o mo
s erá de mo ns t rado a s eg uir, a s e nte nç a nã o me rec e p r os pe ra r, de v en do
s er refo r ma da .
II- RAZ Õ ES DA REFORMA
A r. Se nte nç a p r ofe ri da p el o j ui z a quo na Açã o de Us uca pi ão do be m
imó vel p r op os ta pel a a pel a nte em fa ce d o a pela do, j ulg and o o s eu pedi do
imp r ocede nte, de ve s er m o difi c a da in to tum , u ma ve z q ue a i m por nci a
rei vin dica da na i ni ci a l pro pos ta pel o a pela n te t rad uz-s e e m u ma o b ri g ã o
de ú nica e intei ra res po ns abil i dade d o c om p rad or para a f or ma ç ã o de
tí tul o hábi l e reg ul a ri za r a s i t uaçã o pera nte o C a rt ó rio de R eg is tro de
Imóveis c ompe ten te, c o nfo r me p re vis ão c ont ra t ua l.
A af i rma ç ã o ac i ma evi dencia da, nos te r mos dos d ocu me nt os acos tados
aos a utos , e nco nt ra res pal d o no fa to de q ue vig o ra m no di rei t o b ra s i l ei ro,
como vig a s mes tras de s us te ntaçã o das rel ões j urí di ca s , os pri ncípios da
li berdade de c on tra tar e do efei t o vi nc ula n te d os cont ra t os , en ten dimen to
es te corrobo ra d o pel a ju ri s p ru dênci a pát ri a , i n ve r bi s:
“E m havendo estip ul ação c ont ra tu al ob ri ga ndo o c omp ra do r, o cabe
dec l araçã o de i ndé bito, uma vez q ue deve pre valec e r o broc ar do
latino p acta s un t se rv an da”.
Pela teo ri a g era l dos c ont ra t os , fa culta -s e ás partes a cel ebra çã o de
con tra to p rel i mi nar. T ra ta -s e de a venç a a s s ec ura ri a do negóci o j urí dic o,
na q ual s ã o e nceta dos os te r mos da avença e, g e ra l me nte , pactua do o
pa g a men to d e u m s i nal pa ra a g a ra n tia da c el e b ra ç ã o definiti va . No