História da Filosofia 6   De Nietzsche a Escola de Frankfurt   Giovanni Reale; Dario Antiseri

História da Filosofia 6 De Nietzsche a Escola de Frankfurt Giovanni Reale; Dario Antiseri


Disciplina<strong>filosofi</strong>5 materiais
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G. Reale - D. Antiseri 
HISTORIA 
DA FILOSOFIA 
6 De Nietzsche i Escola de Frankfurt 
PAULUS 
Dados internacionais de Catalogaplo na Publicapio (CIP) 
(Clrnara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 
Reale. G. 
Historia da filosofia, 6: de Nietzsche a Escola de Frankfurt 1 G. Reale, D. Antiseri: [traduplo 
Ivo Storniolo]. - S l o Paulo: Pauius, 2006. - (ColepBo historia da filosofia: 6) 
Titulo original: Storia della filosofia, volume Ill. 
ISBN 85-349-2431-7 
1. Filosofia - Historia 1. Antiseri, D. II. Titulo. Ill. Serie 
indices para catalog0 sistematico: 
1. Filosofia: Historia 109 
Titulo original 
Storia della filosofia - V o l u m e 111: Dal Romanticismo a i giorni nostri 
0 Editrice LA SCUOLA, Brescia, Italia, 1997 
ISBN 88-350-9273-6 
Tradu@o 
Ivo Storniolo 
Revisao 
Zolferino Tonon 
lmpressi3.0 e acabamento 
PAULUS 
0 PAULUS - 2006 
Rua Francisco Cruz, 229 041 17-091 Sao Paulo (Brasil) 
Fax (1 1) 5579-3627 Tel. (1 1) 5084-3066 
www.paulus.com.br editorial@paulus.corn.br 
ISBN 85-349-2431 -7 
Existem teorias, argumentacdes e dis- 
putas filosoficas pelo fato de existirem pro- 
blemas filosoficos. Assim como na pesquisa 
cien tifica ideias e teorias cien tificas sdo 
respostas a problemas cienti'ficos, da mes- 
ma forma, analogicamente, na pesquisa 
filosofica as teorias filosoficas sdo tentativas 
de solucdo dos problemas filosoficos. 
0s problemas filosoficos, portanto, 
existem, sdo inevitd veis e irreprimiveis; 
envolvem cada homem particular que 
ndo renuncie a pensar. A maioria desses 
problemas ndo deixa em paz: Deus existe, 
ou existiriamos apenas nos, perdidos neste 
imenso universo? 0 mundo e um cosmo ou 
um caos? A historia humana tem sentido? 
E se tem, qual e? Ou, entdo, tudo - a glo- 
ria e a miseria, as grandes conquistas e os 
so frimentos inocen tes, vitimas e carnifices 
- tudo acabara no absurdo, desprovido 
de qualquer sentido? E o homem: e livre 
e responsavel ou e um simples fragment0 
insignificante do universo, determinado 
em suas acdes por rigidas leis naturais? A 
ci6ncia pode nos dar certezas? 0 que e a 
verdade? Quais sdo as relacdes entre razdo 
cienti'fica e fe religiosa? Quando podemos 
dizer que um Estado e democratico? E 
quais sdo os fundamentos da democracia ? 
E possivel obter uma justificacdo racional 
dos valores mais elevados? E quando e que 
somos racionais? 
Eis, portanto, alguns dos problemas 
filosoficos de fundo, que dizem respeito 
as escolhas e ao destino de todo homem, 
e com os quais se aventuraram as mentes 
mais elevadas da humanidade, deixando- 
nos como heranca um verdadeiro patrimb- 
nio de ideias, que constitui a identidade e 
a grande riqueza do Ocidente. 
A historia da filosofia e a histdria dos 
problemas filosofico~, das teorias filoso- 
ficas e das argumenta~des filosoficas. E 
a historia das disputas entxe filosofos e 
dos erros dos filosofos. E sempre a his- 
toria de novas tentativas de versar sobre 
questdes inevitaveis, na esperanca de 
conhecer sempre melhor a nos mesmos e 
de encontrar orientacdes para nossa vida 
e motivacdes menos frageis para nossas 
escolhas. 
A historia da filosofia ocidental e 
a historia das ideias que informaram, 
ou seja, que deram forma a historia do 
Ocidente. E um patrimbnio para ndo ser 
dissipado, uma riqueza que ndo se deve 
perder. E exatamente para tal fim os pro- 
blemas, as teorias, as argumentacbes e 
as disputas filosoficas sdo analiticamente 
explicados, expostos corn a maior clareza 
possivel. 
* * * 
Uma explicacdo que pretenda ser clara 
e detalhada, a mais compreensivel na me- 
dida do possivel, e que ao mesmo tempo 
ofereca explica~des exaustivas comporta, 
todavia, um &quot;efeito perverso&quot;, pelo fato 
de que pode ndo raramente constituir um 
obstaculo a &quot;memoriza~do &quot; do complexo 
pensamento dos filosofos. 
Esta e a razdo pela qual os autores 
pensaram, seguindo o paradigma clas- 
sico do Ueberweg, antepor a exposicdo 
analitica dos problemas e das ideias dos 
diferentes fildsofos uma sintese de tais 
problemas e ideias, concebida como 
instrumen to didatico e auxiliar para a me- 
moriza~ao. 
Afirmou-se com justeza que, em 
linha geral, um grande fildsofo e o g&io 
de uma grande ideia: Platdo e o mundo 
das ideias, Aristoteles e o conceit0 de Ser; 
Plotino e a concepcdo do Uno, Agostinho 
e a &quot;terceira navegacao&quot; sobre o lenho da 
cruz, Descartes e o &quot;cogito&quot;, Leibniz e as 
&quot;m6nadas&quot;, Kant e o transcendental, Hegel 
e a dialetica, Marx e a alienacdo do traba- 
Iho, Kierkegaard e o &quot;singular&quot;, Bergson e 
a &quot;duracao&quot;, Wittgenstein e os &quot;jogos de 
linguagem&quot;, Popper e a &quot;falsificabilidade&quot; 
das teorias cientificas, e assim por diante. 
Poi' bem, os dois autores desta obra 
propdem um lexico filosofico, um diciona- 
rio dos conceitos fundamentais dosdiversos 
filoso fos, apresen tados de maneira dida- 
tica totalmen te nova. Se as sin teses iniciais 
sdo o instrumento didatico da memoriza- 
C ~ O , o lexico foi idealizado e construido 
como instrumento da conceitualiza@o; e, 
juntos, uma especie de chave que permita 
entrar nos escritos dos filosofos e deles 
apresentar interpretacdes que encontrem 
pontos de apoio mais solidos nos proprios 
textos. 
* * * 
Sin teses, analises, Iexico ligam-se, 
portanto, a ampla e meditada escolha dos 
textos, pois os dois autores da presente 
obra estdo pro fundamente convencidos 
do fato de que a compreendo de um fi- 
losofo se alcanca de mod0 adequado ndo 
so recebendo aquilo que o autor diz, mas 
lancando sondas in telectuais tambem nos 
modos e nos jargdes especificos dos textos 
filoso ficos. 
* * * 
Ao executar este complexo tracado, 
os autores se inspiraram em csnones psico- 
pedagogicos precisos, a fim de agilizar a 
memorizacdo das ideias filosoficas, que 
sdo as mais dificeis de assimilar: seguiram o 
metodo da repeti~do de alguns conceitos- 
chave, assim como em circulos cada vez 
mais amplos, que vdo justamente da sintese 
a analise e aos textos. Tais repeticdes, re- 
petidas e amplificadas de mod0 oportuno, 
ajudam, de mod0 extremamente eficaz, a 
fixar na atencao e na memoria os nexos 
fundantes e as estruturas que sustentam 
o pensamen to ocidental. 
Buscou-se tambem oferecer ao jovem, 
atualmente educado para o pensamento 
visual, tabelas que representam sinotica- 
mente mapas conceituais. 
Alem disso, julgou-se oportuno enri- 
quecer o texto com vasta e seleta serie de 
imagens, que apresentam, alem do rosto 
dos filosofos, textos e momentos tipicos da 
discussdo filoso fica. 
* * * 
Apresentamos, portanto, um texto cien- 
tifica e didaticamente construido, com a 
intencdo de oferecer instrumentos adequa- 
dos para introduzir nossos jovens a olhar 
para a historia dos problemas e das ideias 
filosoficas como para a historia grande, 
fascinante e dificil dos esforcos intelectuais 
que os mais elevados intelectos do Ociden- 
te nos deixaram como dom, mas tambem 
como empenho. 
[ndice de'homes, XVII 
Indice de conceitos fundamentais, XXI 
Primeira parte 
A FILOSOFIA 
DO SECULO XIX 
AO SECULO xx 
Capitulo primeiro 
Friedrich Nietzsche. 
Fidelidade a terra 
e transrnuta~iio 
de todos os valores 3 
1. A vida e a obra, 5; 2. 0 &quot;dionisiaco&quot;, 
o &quot;apolineo&quot; e o &quot;problema Socrates&quot;, 6; 
3. 0 s &quot;fatos&quot; szo estupidos e a &quot;satura@o 
de historia&quot; C um perigo, 8; 4 . 0 afastamen- 
to em rela@o a Schopenhauer e Wagner, 8; 
5 . 0 anuncio da &quot;morte de Deus&quot;, 10; 6 . 0 
Anticristo, ou o cristianismo como &quot;vicio&quot;, 
10; 7. A genealogia da moral, 12; 8. Niilis- 
mo, eterno retorno e &quot;amor fati&quot;, 13; 9. 0 
super-homem C o sentido da terra, 15. 
MAPA CONCEITUAL -DO dionisiaco ao super- 
homem, 16. 
TEXTOS - F. Nietzsche: 1. A sublime ilusiio 
metafisica de Sdcrates, 17; 2. 0 anuncio da 
morte de Deus, 18; 3. A &quot;moral dos senho- 
res&quot; e a &quot;moral dos escravos&quot;,