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Prova História da África (2)

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Acadêmico: Chelsea Lima Macena da Silva (863361) 
Disciplina: História da África (HID02) 
Avaliação: Avaliação II - Individual Semipresencial ( Cod.:432855) ( peso.:1,50) 
Prova: 8065270 
Nota da Prova: 10,00 
Gabarito da Prova: Resposta Certa Sua Resposta Errada 
1. Até o final da Segunda Guerra Mundial, os estudos sobre a África se amparavam nas 
classificações e subdivisões das pessoas em categorias sociais que colocaram os 
povos africanos, de acordo com Cordova (2010, p. 61), "[...] nos últimos degraus da 
evolução das raças humanas". Naquele momento, o pensamento histórico 
desconsiderava a história vivenciada pelos povos africanos, isto porque grande parte 
das sociedades que viviam abaixo do Saara não conheciam os códigos escritos. Com 
relação à predominância da tradição oral no continente africano, assinale a 
alternativa CORRETA: 
 
FONTE: CORDOVA, Tânia. História da África. Indaial: UNIASSELVI, 2010. 
FONTE: DUARTE, Zuleide. A tradição oral na África. Estudos de Sociologia. 
Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE. v. 15. n. 2, p. 181-
189. Disponível em: 
<http://www.revista.ufpe.br/revsocio/index.php/revista/article/viewFile/.../86>. 
Acesso em: 20 jan. 2017. 
 a) Nas sociedades tradicionais africanas que viviam acima do Saara, predominavam 
as narrativas orais que respondiam pela atualização constante dos ensinamentos, 
tornando-se um exercício vivo e interativo entre os membros da sociedade. 
 b) Nas sociedades tradicionais africanas, as narrativas orais configuram os pilares 
onde se apoiam os valores e as crenças transmitidas pela tradição e, 
simultaneamente, previnem as inversões éticas e o desrespeito ao legado ancestral 
da cultura. 
 c) A narrativa ou texto oral transmitia o legado das sociedades africanas através de 
exemplos que visavam a desfazer os laços entre os membros do grupo. 
 d) O visual, o mímico, o imaginativo e o encantatório não faziam parte da narrativa 
oral que transmitia o legado mais íntimo das culturas locais da África. 
 
2. A produção de conhecimentos fora da África sobre os povos africanos e sua 
diversidade cultural negava os movimentos próprios desse continente. De acordo 
com Ki-Zerbo (1972, p.10-11), em 1830, em seu curso Filosofia da História, Hegel 
declarou que "[...] a África não é parte histórica do mundo" e ainda, que a sua parte 
setentrional pertencia ao mundo europeu ou asiático. Outro exemplo foi o manual 
L'historie de I'Afrique Orientale, escrito por Coupland em 1928. Segundo esses 
escritos, "a África propriamente dita não teve história". Isto porque a maior parte dos 
seus habitantes teria permanecido por um longo período "mergulhado na barbárie", 
estagnados no tempo "sem avançar ou recuar". Na concepção de Ki-Zarbo, essas 
visões desfocadas sobre a história da África explicam-se a partir do movimento 
científico do século XIX, quando as classificações científicas provenientes das 
concepções do Darwinismo social e do Determinismo Social categorizaram os povos 
africanos nos últimos degraus da evolução das "raças humanas". Com relação a essas 
concepção e às distinções acerca do racialismo e racismo, analise as sentenças a 
seguir: 
 
I- O Filósofo ganês Kwame Anthony Appiah (1997) estabeleceu uma distinção entre 
racialismo e racismo. O racialismo no seu entender seria simplesmente a concepção 
de que existem grupos humanos - raças - essencialmente diferentes entre si, por 
algumas características físicas que são parte de um conjunto. Além disso, em sua 
concepção, essa noção também estabelece juízo de valor ou gradação moral entre as 
raças. 
II- O filósofo Appiah (1997) configura o racismo como uma crença em que cada raça 
tem um lugar determinado e um valor intrínseco, geralmente estabelecendo-se uma 
hierarquia entre elas. 
III- Baseado no discurso racial biológico que fundamentou os estudos científicos do 
século XIX, e no conceito do racismo, um "grupo racial" passou a ser considerado 
superior em relação ao outro. Nesta perspectiva da "evolução" das "raças humanas", 
os povos africanos foram categorizados como atrasados, primitivos, incapazes de 
aprender a fazer, incapazes de evoluir. O racismo negou a inteligência, portanto, a 
plena humanidade dos africanos e dos seus descendentes. 
IV- Darwinismo social é a teoria da evolução da sociedade. Recebe esse nome uma 
vez que se baseia no Darwinismo, que é a teoria da evolução desenvolvida por 
Charles Darwin (1808-1882), no século XIX. 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
 
FONTE: CORDOVA, Tânia. História da África. Centro Universitário Leonardo da 
Vinci. Indaial: UNIASSELVI, 2010. 
 a) As sentenças I, II e III estão corretas. 
 b) As sentenças I e IV estão corretas. 
 c) As sentenças II, III e IV estão corretas. 
 d) As sentenças I, II e IV estão corretas. 
 
3. As referências religiosas e espirituais das populações são bastante diversas; em meio 
às tradições africanas eram previstas intermediações e comunicação com seres e 
entidades sobrenaturais, que eram realizados por meio de ritos e cerimônias 
sagradas; fato que aos olhos de outras tradições religiosas foi responsável por atribuir 
pouca credibilidade e respeito em meio às tradições de pensamento lógico e racional 
do Ocidente. Com relação a outros elementos e componentes das práticas mágico-
religiosas africanas, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: 
 
( ) As práticas mágico-religiosas tinham como finalidade intervir, favorecer ou 
impor obstáculos no curso das coisas e da vida. 
( ) Os infortúnios que acometiam os mais diferentes integrantes da comunidade 
eram remediados por meio da consulta de oráculos, a fim de obter orientação e 
soluções. 
( ) Os rituais e as poções eram manipulados pelos feiticeiros europeus e não pelos 
sacerdotes, médiuns, curandeiros, adivinhos africanos, como é comumente 
defendido. 
( ) As entidades sobrenaturais eram entendidas como as provedoras dos recursos 
naturais reconhecidas nos deuses locais e espíritos de ancestrais e chefes fundadores. 
 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
 a) V - F - V - V. 
 b) V - V - F - V. 
 c) V - V - V - F. 
 d) F - V - V - V. 
 
4. O historiador é um investigador que trabalha com vestígios e sinais emitidos do 
passado. Sendo assim, não pode tomar o mundo e suas representações na sua 
literalidade. Dizemos isto porque, na condição de historiadores ou professores 
pesquisadores, precisamos estar atentos às produções historiográficas que enfocam a 
história do Continente Africano dentro de um contexto macro, portanto, bem distante 
das especificidades, diferenças e particularidades que perpassam as histórias dos 
diferentes povos africanos, dentro de cada contexto. Com relação às abordagens 
historiográficas sobre a África, analise as sentenças a seguir: 
 
I- Desde a década de 1970, existe a circulação e a difusão de uma intensa produção 
historiográfica com o objetivo de re(construir) e re(significar) a historicidade desse 
continente e projetá-lo no espaço mundial. Várias correntes africanistas se difundem 
em diversos países. 
II- O Continente Africano, ao longo dos séculos, foi representado nas abordagens 
historiográficas como ator principal, sendo que seus principais estudiosos são 
africanos, dentre os quais se destaca Joseph Kio-Zerbo. 
III- A historiografia sobre a África padeceu, por muito tempo, dos preconceitos 
racistas dos estudiosos. São inúmeros os casos de historiadores que simplesmente 
não conseguiam acreditar que os povos africanos fossem capazes de criar culturas 
originais e civilizações sofisticadas. 
IV- Por muitos anos, os estudiosos da história da África