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Resumo Filosofia do Direito   Alysson Mascaro 6

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RESUMO DO LIVRO “FILOSOFIA DO DIREITO” 
DE ALYSSON MASCARO 
 
2ª FASE TJ/SP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILOSOFIA DO DIREITO – ALYSSON MASCARO1 
Sumário 
FILOSOFIA GRECO-ROMANA. SÓCRATES. ..................................................................................... 4 
Sócrates. .................................................................................................................................... 4 
FILOSOFIA GRECO-ROMANA. PLATÃO. ..................................................................................... 5 
FILOSOFIA GRECO-ROMANA. ARISTÓTELES. ............................................................................. 7 
FILOSOFIA MEDIEVAL. ................................................................................................................... 9 
Santo Agostinho. ..................................................................................................................... 10 
São Tomás de Aquino. ............................................................................................................. 11 
FILOSOFIA MODERNA.................................................................................................................. 12 
Contextualização ..................................................................................................................... 12 
Thomas Hobbes. ...................................................................................................................... 17 
John Locke. .............................................................................................................................. 18 
Jean-Jacques Rousseau. .......................................................................................................... 19 
KANT ........................................................................................................................................ 20 
JEREMY BENTHAM .................................................................................................................. 28 
Hegel ....................................................................................................................................... 30 
Karl Marx ................................................................................................................................. 36 
A Filosofia do Direito de Marx (1818 — 1883) – Sobre Marx ..................................................... 36 
FILOSOFIA DO DIREITO CONTEMPORÂNEA ................................................................................ 43 
Filosofia do direito Juspositivista ............................................................................................ 46 
Miguel Reale (1910-2005) ................................................................................................... 46 
Kelsen (1881-1973) ............................................................................................................. 49 
HABERMAS .......................................................................................................................... 54 
Filosofia do Direito não positivista .......................................................................................... 55 
Heidegger ............................................................................................................................ 55 
Gadamer .............................................................................................................................. 60 
Schimitt ............................................................................................................................... 65 
Filosofia do Direito Crítica ....................................................................................................... 70 
Gramsci (1891 a 1937) ........................................................................................................ 70 
Escola de Frankfurt .............................................................................................................. 73 
 
1 Organizado por Bibiana Veríssimo Bernardes 
Lukács (1885 – 1971) ........................................................................................................... 77 
BLOCH (1885-1977) ............................................................................................................. 80 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILOSOFIA GRECO-ROMANA. SÓCRATES2. 
Introdução. Nascido em Atenas, Sócrates 
é tradicionalmente considerado um marco 
divisório na história da filosofia grega. Por 
isso os filósofos que o antecederam são 
chamados de pré-socráticos e os que o 
sucederam, de pós-socráticos. Sócrates, 
no entanto, não deixou nada escrito. O 
que dele e de seu pensamento se sabe 
vem de textos de seus discípulos e de seus 
adversários. 
 
Período pré-socrático. O período pré-
socrático foi dominado, em grande parte, 
pela investigação da natureza 
(cosmologia). Nessa especulação inicial, 
muito ligada à physis, à natureza, buscava-
se entender a relação do homem com os 
deuses, o funcionamento do mundo, o 
ciclo da vida etc. 
 Os gregos, porém, não se 
limitavam ao pensamento da natureza. 
Ocupavam-se de questões sociais. O 
homem não é considerado como algo 
diferente do mundo. Ele está mergulhado 
indissociavelmente no mundo. Assim, a 
cosmologia não é uma reflexão somente 
da natureza física, mas também é uma 
preocupação sobre os arranjos e 
princípios políticos e sociais dos homens. 
 
Sofistas. Seguiu-se a esse período uma 
nova fase filosófica, caracterizada pelo 
interesse no próprio homem e nas 
relações do homem com a sociedade. Essa 
nova fase foi marcada pelos sofistas, que 
etimologicamente significa “sábio”. 
Entretanto, com o decorrer do tempo, 
 
2 Por Henrique... 
ganhou sentido de “impostor”, devido, 
sobretudo, às críticas de Platão. 
 As lições dos sofistas tinham como 
objetivo o desenvolvimento do poder de 
argumentação, da habilidade retórica, do 
conhecimento de doutrinas divergentes 
etc. Eles transmitiam, enfim, todo um jogo 
de palavras, raciocínios e concepções que 
seria utilizado na arte de convencer as 
pessoas, driblando as teses dos 
adversários. 
 Todas essas características dos 
ensinamentos sofistas favoreceram o 
surgimento de concepções filosóficas 
relativistas sobre as coisas. Para os 
sofistas, as opiniões humanas são 
infindáveis, diversas e não podem ser 
reduzidas a uma única verdade. Não 
existem valores ou verdades absolutas. 
 Sócrates se recusa a considerar os 
sofistas filósofos, justamente pelo 
desamor destes aos conceitos e ideias, na 
medida em que possibilitavam a venda das 
próprias ideias. Tal moralidade socrática, 
que considera a filosofia como o amor ao 
saber, e, portanto, orienta a busca 
filosófica das argumentações, sempre foi 
muito apreciada pela filosofia medieval e 
moderna. 
 
Sócrates. 
(469-399 aC) 
Desenvolvia o saber filosófico em praças 
públicas, conversando com as pessoas. 
Contrariamente aos sofistas, ele se 
opunha ao relativismo em relação à 
questão da moralidade e ao uso da 
retórica para atingir interesses 
particulares. 
 O essencial, para Sócrates, é a sede 
de razão, a busca pela consciência 
intelectual e consciência moral. É isso que 
distingue o ser humano dos outros seres 
da natureza. “Conheça-te a ti mesmo” era 
a recomendação básica de Sócrates. 
 Sua filosofia era desenvolvida 
mediante