Qualidade de Água em Reservatórios Unidade I
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Qualidade de Água em Reservatórios Unidade I


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UNIDADE 1: RESERVATÓRIOS
AUTOR: ALEXANDRE MEES
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SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS...........................................................................................
LISTA DE TABELAS..........................................................................................
1. POR QUE CONSTRUÍMOS RESERVATÓRIOS?.........................................
1.1. Conceitos.....................................................................................................
1.2. Controle de Cheias......................................................................................
1.3. Aproveitamento Hidrelétrico.........................................................................
1.4. Sistemas de Irrigação..................................................................................
1.5. Mananciais de Abastecimento.....................................................................
1.6. Usos Indiretos: Recreação, Turismo, Entre Outros Usos Múltiplos.............
2. HIDRÁULICA E MORFOLOGIA DE RESERVATÓRIO.................................
2.1. Tempo de Residência..................................................................................
2.2. Diferença Entre Pequenos e Grandes Reservatórios.................................
2.3. Circulação Interna de Reservatórios...........................................................
2.4. Conceitos Básicos de Assoreamento e Cálculo de Vida Útil.......................
3. REGIME OPERACIONAL E CONTROLE.....................................................
3.1. Diversidade de Tipos Operacionais de Reservatórios.................................
3.2. Variação de Nível (cota) e as Possíveis Consequências no 
Comportamento da Qualidade da Água.............................................................
3.3. Princípios Gerais Sobre Outorga.................................................................
3.4. ONS (Operadora Nacional de Sistema)......................................................
3.5. Produtores Independentes de Energia........................................................
4. RESERVATÓRIO E BACIA DE DRENAGEM................................................
4.1. Conceitos Básicos.......................................................................................
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4.2. Princípios Básicos da Influência do Uso e Ocupação da Bacia na 
Qualidade da Água.............................................................................................
REFERÊNCIA....................................................................................................
GLOSSÁRIO......................................................................................................
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Componentes Básicos de um Reservatório
Figura 2 - Efeito do Reservatório no Amortecimento de Cheia 
Figura 3 - Perfil Esquemático de um Aproveitamento Hidrelétrico 
Figura 4 - Aproveitamento Hidrelétrico com Trecho de Vazão Reduzida 
Figura 5 - Fluxo de Entrada no Reservatório 
Figura 6 - Curvas-Guia num Reservatório de Múltiplos Usos 
Figura 7 - Integração Hidroenérgica Entre Bacias Hidrográficas 
Figura 8 - Ciclo Hidrológico 
Figura 9 - Exemplo de Imagem de Satélite para a Classificação dos Tipos de Uso de 
Solo
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Tipos de reservatórios: vantagens, desvantagens e caso de aplicação 
Tabela 2 - Exemplos de Reservatórios Destinados aos Usos Múltiplos 
Tabela 3 \u2013 Categoria de Reservatórios Quanto ao Seu Volume e Área
Tabela 4 \u2013 Os Dez Maiores Reservatórios Quanto ao Volume
Tabela 5 \u2013 Os Dez Maiores Reservatórios Quanto ao Volume
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1. POR QUE CONSTRUÍMOS RESERVATÓRIOS?
1.1. Conceitos
O reservatório em primeira instância tem a função de armazenar água que escoa em 
um curso d´água, porém a finalidade deste armazenamento pode ter distintos 
objetivos para beneficiar a sociedade.
Quase sempre o interesse na construção de um reservatório é de caráter público-
social, já que geralmente os benefícios estendem-se para uma parcela de cidadãos, 
quando não para todos de uma nação, como é o caso da geração de energia 
alimentando um sistema de transmissão que interliga todas as suas regiões.
As principais finalidades pelas quais são construídos reservatórios são:
\u2022 Abastecimento da população;
\u2022 Irrigação;
\u2022 Navegação;
\u2022 Controle de cheias;
\u2022 Geração de energia hidrelétrica.
Entretanto, a construção de reservatórios impacta em um conjunto de aspectos, que 
devem ser mensurados, analisados e discutidos. Alguns destes impactos são:
\u2022 Prejuízos à fauna e flora do rio e de suas margens devido à 
modificação do regime de vazões;
\u2022 Desapropriação e remoção de habitantes dentro da zona de inundação 
do reservatório causando um prejuízo social;
\u2022 Interrupção parcial do transporte de sedimentos e nutrientes para 
jusante;
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\u2022 Perdas pelo aumento do volume evaporado pelo espelho d\u2019água do 
reservatório.
Os principais elementos de um reservatório são (figura 1):
\u2022 Barramento;
\u2022 Vertedor;
\u2022 Lago;
\u2022 Comporta;
\u2022 Casa de forças (no caso de ser uma usina de geração hidrelétrica);
\u2022 Afluente(s) de entrada de vazão (cursos d\u2019água contribuintes ao 
reservatório).
Figura 1 - Componentes Básicos de um Reservatório
Fonte: Nota do autor
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A água uma vez ingressada no reservatório tem 3 alternativas de efluência (saída), 
pelo descarregador de fundo ou turbina, pelo vertedor durante eventos extremos ou 
então, evaporar para a atmosfera. A evaporação é tanto maior quanto maior for a 
área da superfície de água do reservatório, podendo ter volumes anuais 
significativos caso a região seja de grande insolação, temperatura e vento, como é o 
caso do nordeste brasileiro.
Outras especificações importantes de um reservatório são as cotas de níveis 
característicos:
\u2022 Nível d\u2019água mínimo operacional
É o nível mínimo necessário para a operação adequada do reservatório, 
normalmente este nível é definido acima do limite superior da estrutura de tomada 
d\u2019água (tomada d\u2019água para casa de força, por exemplo) de modo a evitar a 
formação de vórtices nesta entra e evitar o ingresso de ar no conduto forçado.
\u2022 Volume morto
O volume morto corresponde à parcela do volume total do reservatório inativa ou 
indisponível para fins de captação de água. Corresponde ao volume do reservatório 
compreendido abaixo nível mínimo operacional.
\u2022 Nível d\u2019água máximo operacional
Corresponde ao nível máximo permitido para operação normal do reservatório (sem 
vertimento). Este nível normalmente corresponde à cota da crista do vertedor ou à 
borda superior das comportas vertedor. Este nível define o limite máximo do volume 
útil do reservatório.
\u2022 Volume útil
É o volume disponível para operação do reservatório, ou seja, ao atendimento das 
diversas demandas de água, sendo este volume compreendido entre os níveis 
máximo e mínimo de operação do reservatório.
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\u2022 Volume de espera
É o volume para controle de cheias, corresponde à parcela do volume útil do 
reservatório destinada ao amortecimento de ondas de cheia, visando ao 
atendimento das restrições de vazão a jusante do barramento. Estas restrições são, 
em geral, adotadas em função da capacidade de escoamento do canal a jusante e 
pelo não comprometimento de infraestruturas existentes, como pontes, rodovias ou 
áreas urbanas em zonas de inundação.
O volume de espera pode ser variável de acordo com a época do ano, uma vez que 
a probabilidade de ocorrência de vazões intensas