PRÁTICA DE ENSINO: INTEGRAÇÃO ESCOLA X COMUNIDADE (PE:IEC) Postagem 2
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PRÁTICA DE ENSINO: INTEGRAÇÃO ESCOLA X COMUNIDADE (PE:IEC) Postagem 2


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LICENCIATURA EM SOCIOLOGIA
PRÁTICA DE ENSINO: INTEGRAÇÃO ESCOLA X COMUNIDADE (PE:IEC)
POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 PROJETO DE INTEGRAÇÃO ENTRE A ESCOLA E A COMUNIDADE
MATHEUS DE SOUSA NERES (RA: 1776388)
POLO PATOS DE MINAS
2017
MATHEUS DE SOUSA NERES (RA: 1776388)
POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 PROJETO DE INTEGRAÇÃO ENTRE A ESCOLA E A COMUNIDADE
Projeto apresentado à Universidade Paulista \u2013 UNIP, do curso de SOCIOLOGIA, como um dos requisitos para a obtenção da nota na disciplina Prática de Ensino: Integração Escola x Comunidade, ministrada pelo (a) Prof. (a).SIRLEI PIRES TERRA.
POLO PATOS DE MINAS
2017
SUMÁRIO
1 - INTRODUÇÃO
Ódio discriminatório é, desde os primórdios da civilização, onipresente. Lamentavelmente, o bullying se tornou, hodiernamente, uma realidade dolorosa na vida de milhares de crianças e adolescentes em todo o mundo. Alunos mais inteligentes, menos sociáveis e com sobrepeso são os preferidos dos valentões. Os agressores em muitos casos utilizam de força física, além das ofensas verbais, apelidos baixos e exclusão durante atividades escolares, tudo isso com o único objetivo de constranger a vítima e torná-la alvo de chacota. 
Segundo pesquisa feita pela Intel no ano de 2015, com a participação de 507 crianças e adolescentes com idades entre 8 e 16 anos, 14% admitiram falar mal de uma pessoa para outra, 13% afirmaram tirar sarro da aparência de alguém, 7% marcaram pessoas em fotos vexatórias, 3% ameaçaram alguém, 3% assumiram zombar da sexualidade de outra pessoa, 2% disseram já terem postado intencionalmente sobre eventos em que um colega foi excluído, entre outros casos. 
Assim como muitas vítimas de terror psicológico, crianças que sofrem com o bullying, durante qualquer parte da infância, tendem a desenvolver, com o passar dos anos, uma vasta gama de doenças tais como: depressão, fobia social e escolar, transtorno do pânico, transtorno de ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, anorexia e bulimia.
No século XXI, os sucessivos avanços tecnológicos e industriais trouxeram consigo uma plataforma fácil de propagação do bullying: a internet. O que antes era restrito a vida real passou a integrar também a vida online. Surge nesse ínterim, o cyberbullying que se caracteriza pela utilização da vasta gama de comunicação virtual para agredir moralmente a honra de uma ou várias pessoas. Como pontua SILVA, Ana Beatriz:
novas formas de bullying surgiram através da utilização de aparelhos e equipamentos de comunicação (celular e internet), que são capazes de difundir, de maneira avassaladora, calúnias e maledicências. Essa forma de bullying é conhecida como cyberbullying.
Tais redes se tornaram as favoritas dos bullys, pois oferecem à possibilidade de utilização de perfis anônimos ou falsos. A falta de legislação específicas para o combate efetivo do bullying no campo virtual, impede a pressão judicial sob empresas tecnológicas para que essas liberem informações acerca dos autores das ofensas, tornando a punição dos responsáveis uma tarefa árdua e bastante rara. 
Em detrimento da citada dificuldade de punição dos responsáveis, vítimas de cyberbullying costumam conviver com agressões diárias e incessantes por um longo período de tempo. Grande parte dos casos não chega a ser denunciados pela falta de assistência, outros levam anos até que se chegue a um resultado conclusivo. Situações assim prolongam a dor das vítimas para níveis indescritíveis. O desfecho, em casos graves, então, acaba surgindo das próprias vítimas que vêem no suicídio uma forma de colocar fim ao sofrimento.  
Em detrimento da necessidade moral e social do tema, propõe-se uma intervenção psico-social-pedagógica, com a finalidade de elaborar ações práticas para evitar a prática do bullying e do cyberbullying dentro da comunidade citada.
Por isso, propõe-se o seguinte questionamento para determinação do plano pedagógico: Que ações sociais e coletivas podem ser empregadas para mudar a realidade daqueles que são diariamente vitimas do bullying e do cyberbullying?
2 - OBJETIVOS
2.1 - Objetivos Gerais 
Promover com os estudantes do ensino médio a conscientização e o estudo dos impactos psicossociais da prática do bullying na vida daqueles que são constantemente agredidos. Para tal, terá como base temas específica como Antropologia, Multiculturalismo, Modernismo, Ética, Globalização e Identidade Cultural, presentes na grade curricular das disciplinas de História, Geografia e Sociologia. Com o devido apelo emocional, espera-se conscientizar os alunos quanto a necessidade de respeito ao próximo.
2.2 Objetivos Específicos
Compreender os aspectos subjetivos por trás da prática do bullying e do cyberbullying dentro daquela escola em específico.
Entender os efeitos sociais nos alunos apontados como vítimas de bullying e cyberbullying.
Entender o processo social por trás dos motivos oriundos da prática do bullying e do cyberbullying.
Estudar medidas possíveis de conscientização dos alunos, pais, professores e comunidade local a respeito da prática do bullying e do cyberbullying.
3 - Desenvolvimento
3.1 - Revisões bibliográficas
Pode-se dizer que apesar da blindagem de caráter ser marca da sociedade contemporânea, a prática do bullying é algo culturalmente sedimentado. Os estudos pioneiros sobre bullying são relativamente recentes e o interesse pelo assunto surgiu apenas nas ultimas décadas. OLWENS (1996) é o primeiro pesquisador a realizar pesquisas específicas sobre o bullying. 
Segundo MARTINS caput LOPES NETO, 2005, o bullying pode ser classificado como
 direto físico, que consiste em bater, tomar ou estragar pertences; direto verbal que consiste em insultos, apelidos pejorativos que ressaltam defeitos ou deficiências e atitudes de discriminação; e indireto que se refere à conduta de excluir alguém da turma por motivo de discriminação ou espalhar boatos como forma de destruir a reputação de alguém.
Para BALDRY e FARRINGTON, 2000, o que difere o bullying de outras formas de violência é sua repetição, não se trata de um ato isolado, mas decorre de atitudes diárias de violência contra uma mesma vitima. Entre os gêneros, o bullying é mais comum entre os meninos do que as meninas.
4 \u2013 Método
A população de referência para o estudo deve ser composta por no mínimo 30 alunos na faixa etária de 11 a 17 anos, matriculados em turmas regulares do ensino fundamental e médio do Colégio Tiradentes da Policia Militar do Estado de Minas Gerais Unidade Patos de Minas.
Os procedimentos adotados devem ser: observação comportamental em sala de aula, teste sociométrico e questionários para os educadores. Na observação deve ser adotada a técnica de registro cursivo, utilizando para as anotações, o Protocolo de Observações, seguindo o modelo de Danna e Matos (2006), onde cada ato agressivo, seguindo a categoria de comportamentos adotados pelos agressores e vítimas do bullying citados por Fante (2005), deve ser anotado. Para a preservação da identidade do aluno deve ser adotados códigos de identificações nos registros dos comportamentos. 
O questionário para os educadores, contendo 26 questões, teve como objetivo verificar qual a percepção que os mesmos têm a respeito do bullying. O questionário foi dividido em três partes: a parte A foi destinada a questões inerentes às características pessoais dos educadores; a parte B refere-se a questões sobre os problemas, comportamentos e relacionamentos entre os alunos da turma pesquisada; a parte C destina-se à opinião pessoal dos educadores a respeito do tema proposto.
Ao final, tendo como norteador os resultados colhidos na fase de observação comportamental, elabora-se propostas de intervenções sociopedagogicas visando à conscientização da comunidade escolar.
5 \u2013 RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se na fase de observação colher resultados suficientes sobre alunos que possam estar sendo alvo de agressões por partes dos
Karla
Karla fez um comentário
vc tem as postagens do trabalho trajetória da práxis?
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