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RESENHA DO FILME COBAIAS

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Luma Rios Leorne – 022 
RESENHA DO FILME: “COBAIAS”
O filme “Cobaias” conta a história do famoso caso Tuskegee, focalizando nas experiências que foram feitas a vários homens, esses negros, pobres e sem instrução daquilo que se seguia. Os testes têm uma conformação do tipo nazista, haja vista serem feitos sem nenhum protocolo de segurança e, pior ainda, sem o consentimento dos indivíduos envolvidos. Tais ações serão referente à doença sífilis, conhecida na época como “doença do sangue ruim”, e como ela age em pessoas negras. É notório o teor racista vinculado ao filme, tendo por uma das cenas, logo de início, a diferenciação de locais que pessoas brancas e “pessoas de cor” deveriam usar determinado serviço. 
A cidade de Tuskegee é o lugar escolhido para a realização dos experimentos, em vista que é perceptível a precariedade da saúde e a falta de humanização dos médicos em questão. É comum notar casos que destoam do real dever da medicina, o qual é cuidar e buscar sempre o melhor ao paciente, como o caso de uma criança que sofre uma asfixia e o médico, de pronto, relata a não possibilidade de fazer algo, só tenta algum procedimento após a persistência da enfermeira em querer ajudar o infante, esse que volta a respirar após a realização de uma punção pulmonar. 
Com a chegada de um novo médico para ajudar no hospital de Tuskegee ocorrem diversas mudanças, dentre elas um acordo com o Governo de Chicago em prol de diminuir as elevadas taxas de sífilis na população local. O novo profissional busca internalizar na cidade o teste de Wassermann, este que é utilização para a detecção da doença aqui citada anteriormente. 
Após haver o anúncio da ajuda governamental no tratamento dos doentes, há propagandas do Governo no intuito de incentivar o tratamento das pessoas negras. Por motivos de medo, alguns se recusavam ao tratamento por, simplesmente, não confiar ou por medo dos efeitos colaterais. 
Assim, era perceptível a melhora de muitos pacientes, mas, infelizmente são cortadas as ajudas de Chicago e o médico chefe da unidade acaba aceitando uma proposta de militares de realizar um estudo de seis meses em negros, para que fossem adquiridos dados com 400 pessoas, e, posteriormente, haveria um apoio monetário à instituição. Por fim, é sabido que não foi dessa forma que ocorreu.