Aula 04
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Disciplina:Psicologia do Ensino e Aprendizagem36 materiais164 seguidores
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Au l a 04 Proce ss os Psi col ógi cos Bási cos Parte II
f amili ari zar-se com os proce ss os psi col ógi cos: pe nsame n to, li nguage m, ate nção e
de se mpenho;
e nte n de r como ocorre o desenv ol vi me nto de ex pe rti se.
Pe nsame n to e li nguage m
Se gun do Cho msky , li nguage m é a propri edade da e s ci e humana que não te m nada de
análo go no re stante do rein o ani mal : uso de si gnos l i nguísti cos para a l ivre e x p re ssão do
pe ns amento di s ti ngue o homem dos ani mais e das máquinas. É a proprie dad e re spon sável por
te rmos hi s tóri a, cul tura e di ve rsi d ade.
A faculdade de l inguage m é conside rada "um órgão da men te " ( the l an guage organ) tal como o
si s te ma vi s ual , o apare lho di gestivo, o si ste ma imu nol ógi co ou qualq ue r outro órgão,
de corre nte portanto, de uma dotação genética espe fi ca e e x cl usi v a da e spé cie humana.
Como todos os de mai s órgãos, é um si ste ma inte rname n te compl ex o, com subsi ste mas
i nte rnos di s ti ntos (fo nol o gi a, si ntaxe, se mânti ca, pragmáti ca, e tc.) .
O estado i ni ci al da f acul dade de li nguage m - Language A cqui sition De vi ce ( LAD) é
comp artil hado por toda a es ci e humana.
A criança, i natamente dotada do Me cani smo de A quisi ção de Linguage m, exp osta à l íngua que
é fal ada ao seu red or, utili za o LAD para i nte rpre tar os dados l inguísti cos aos quai s é ex pos ta.
Da i nte ração e ntre os dados e o LAD a criança deduz a gramática d a l íngua particul ar d a sua
comuni dade (po rtuguê s, i nglês , japonê s etc.).
A cai x a pre ta, aí, é a Gramáti ca Uni ve rsal , mas o se u i n put (dado s primári os ) e o output
( gramáticas das l ínguas parti cul ares) e stão di spo ve i s para o e studo , o que pe rmite i nfe ri r
mui ta coi sa sobre o estado ini ci al que me dei a e ntre os dados e a l íngu a pronta.
A te ori a sobre o conhe ci me nto i nte rnali zado de uma l íngua se chama gramáti ca d a l íngua.
Dizemo s qu e a gramáti ca d e uma l íngua ge ra as exp re s sõe s possívei s na língua, e daí provêem
o termo gramáti ca ge rati va.
O núme ro de arranj os de uni d ade s pos síve i s como senteas, e m qual que r l íngua, é infi ni to.
Cada express ão ge rada pel a gramáti ca te m som e signifi cado. Cada uma contém i nstruçõe s
sobre como efe tu ar a pronúnci a e a i nte rpre tação concei tual .
Os subsi ste mas que se rve m para sabe r como pron unci ar e como compree nde r se chamam
si s te mas de de se mpe nh o (pe rformance ).
A gui nada f undame n tal dada p or Chomsky nos anos 50 aos e stu dos de li nguage m,
coi n cidentemente com a chamada “rev ol ução cogni ti va”, mud ou a vi são de l íngua de obj e to
e x te rno à men te para “obje to i nte rno à mente , uma abordage m me ntali sta, que se propõe a
e stud ar um obje to real no mundo, o cé re bro, em se us e stados e funçõe s. Conve rgê nci a e ntre
e stud o da mente e ciê ncias biol ógi cas.
Atenção e de se mpe n ho
O transtorno do défi ci t de ate nção e hipe rati vi dade (TDA H) repe rcute na vi da da cri ança e do
adole sce nte le vando a prej u ízos e m múl tiplas áre as, como a adaptação ao ambie nte
acadê mi co, rel õe s inte rpe ss oai s e de se mpe nho escol ar. Este s são de nomi nados sintomas
não- cardi nais do TDAH, ou seja, emborao imp re s cindíve i s para o di agnós ti co,
f requentemente , f aze m parte das quei x as do portador.
As repe rcussões do mau de se mpenho escol ar ( MDE) na vi da do al uno com TDAH, como
ne cessi dade de turmas es pe ci ai s de apoio, sof rimento pe s soal e f amili ar, be m como a
i nfluê nci a na v ida adul ta, justifi cam o in ve sti me nto no di agnósti co e mane j o pre coces do
proble ma.
O trabal ho de Pastura procura re vi sar o s dados da li te ratura a re spei to da rel ão e ntre
de se mpenho escol ar e transtorno do défi ci t de ateão e hi pe rativ i dade ( TDAH), com o
obje tivo de forne ce r i nf ormaçõe s aos prof issi onai s da áre a de saúde e noções atuali zadas .
Os dados da l i te ratura de monstram que o TDAH, pri ncip almente o ti po de s ate n to e stá
rel aci onado a mau de se mpenho e scol ar. Segundo a concl usão do autor, crianças com TDAH
e stão sob ri sco de mau de se mpe nho escol ar e devem recebe r cui d ados espe ci ais.
Galv ão estud a a rel ão e ntre cogni ção e músi ca, objeti vando l ançar novas pe rspe ctiv as para
uma i de i a a mui to te mpo prese nte na pe squ isa psi col ógi ca, de que a ati vi dade mus i cal tem
i mportan tes conse quên ci as para o desenvol vi me nto emo ci onal e cogni ti vo da pe ss oa.
Estas novas pe rspe cti v as, no e ntanto, o são sempre posi tivas, j á que proce ss os de
aprendi zage m mu si cal , da forma co mo são tradi ci on almente de se nvol vi d os, podem tam m
l evar à frustração e ao adoe cimento tanto f ísi co como psíqui co.
Os temas apre se n tados ante riorme nte , têm como foco a apre ndi zage m e x pe rt de
i ns trumentos musi cai s da tradi ção cl ássi ca como uma apre ndiz age m pe rmane n te . Isto envol ve
o dese nvo lvimen to e re fi name nto constante de habi li dad e s me tacogni ti vas e
autorre gul adoras, be m como uma capaci dade para s upe rar obstácul os e moci onai s ori undo s do
ti po de in ve s ti me nto ne cessário ao alcance e manute n ção da e xpe rti se musi cal.
O estudo de um i ns trume nto musi cal pare ce en vol ve r, e ntre outras di me n e s, um pl ano
cogni ti vo e uma práti ca f ísi ca para sus te ntá- lo e promovê -l o. Um proce ss o de apre n di zage m
de ste tipo é um típi co exe mpl o da res ol ução de probl emas e m nível ex pe rt.
Mús i cos apl i cam di fe re n te s es tra gi as para resolve r p roble mas , cri am re pres entações
e l aboradas e desenvol ve m suas habili dade s por meio de e studo inte ns o e prol o ngado .
Se us processos de memori zação e stão e m acordo com a te ori a do s níve i s de proce ssamento.
Procedime ntos de agrupame n to e stão na base da apre ndi zage m e o subj ace nte s a
res ul tados de e s tudo.
No e stud o delibe rado de um i nstrume nto mu si cal, a preocupação com a cri ão de uma
regra proce di me ntal capaz de pe rmi ti r a e xecução de uma pass agem do co me ço ao fim como
uma unidade . Isto é atingido gradual me nte a partir da re solução de problemas e s pe fi cos, qu e
i nte rme di am a u nif i cação da pass agem.
Se gun do o autor uma me móri a de produ ção que se ri a re sponsável pe l a automatização de
movi me ntos. Conhe ci me nto, que é ini ci al me nte de cl arati vo, torna -se procedi me ntal por me io
de um proce sso de procedi me ntal ização que e nv ol ve uma re dução em ve rbali zação na medida
e m que a automati zação aume nta.
A me móri a proce di me n tal ambarca e strutu ras de obje ti v os hie rarqui camen te organi z ado s
que por sua vez codifi cam pl anos de ão. As si m, o obje ti v o parti cul ar de tocar uma sequê nci a
musi cal a torna u ma fonte f orte de ati vação, que vai de e ncontro às re gras de produção
ori entando a ão como um todo, pre sci n di n do da ação di ri gida.
Deve -se, no entanto, de stacar que , no mome nto, teori as de ex pe rti se , model os
compu tacionai s e si mbóli co in te raci oni stas de te rceira ge ração ofe re ce m re spos tas som e nte
parci ai s para o fe nôme n o da ex pe rti se musi cal.
A e scol ha de estraté gi as de e studo pare ce i nfl ue nci ada por si gni fi cados parti cul ares que pe ças
m para músi cos. Este s são a certo po nto cogni ti v os, mas pare cem i nte ragi r com re po stas
i ntui ti v as sobre o qu e sabe mos mui to pou co.
Isto implica i nve stigar o conhe ci men to e m um outro vel cuj a nature za pode se r mai s afe ti va
do que cogni ti v a. Devi do às suas de mandas físi cas, afe tivas e cogni ti v as, a apre ndi zage m da
músi ca i nstrumental tal ve z se j a uma das mai s complexas ave nturas humanas, o que
ce rtamen te te m i mpl i caçõe s para o de se nvol vi me nto cognitivo, cu jos li mi te s ainda não somos
capaze s de apontar.
V imos ne sta aul a que e stud ar um in strume nto e nv ol ve uma ex pe ri ênci a human a mul tif ace tada
e mul tidime ns ional . Comp ree nde r as dive rsas di me nsõe s que come m tal proce sso de
aprendi zage m pode f aze r avançar não some n te o nosso conhe cimento sobre si ca, mas
sobre a me nte humana como um todo.
É a propri e dade da e spé cie humana que não tem nada de anál ogo no restante do rei no ani mal .
É a propri e dade re sp onsável por te rmos hi stóri a, cul tura e di ve rsidade . LIN GUA GEM