5 pág.

Aula 03

Disciplina:Psicologia do Ensino e Aprendizagem36 materiais164 seguidores
Pré-visualização5 páginas
A ul a 03 A Ed ucação na I dade Mé di a e a Ori ge m dos Colégi os e o Humani smo P edagógi co
e xpli car o si gnif i cado de P ai dei a n a anti gui dade gre ga;
e stabel e ce r as pri nci p ai s caracte s ti cas da ed ucação ate nie nse ;
i de nti fi car o p rin ci p al obje ti v o da e d ucação espartana;
comp arar a e ducação de Atenas e de Esp arta em seu s princi pai s aspe ctos.
Mui to já de bate mos sob re a hi stóri a e as formas de transmi s são dos sabe res e ntre os pov os da
anti gui dade. N essa aul a, vamos con he ce r u m pou co do mund o fe udal e compre ende r c omo se
organi zou a edu cação ao l ongo de sse pe od o hi stóri co.
Esse con he ci mento é f undame ntal para q ue se po ssa rompe r com a tradi cion al i mage m que
caracteri zava a Idade Mé di a como a e ra das trev as, da e scuri dão, qu ando nada se cri o u ou se
de se nvol ve u.
A pe ri odi zação
A Era Me di eval se ini ci a com a de cadê n cia do mundo romano e a i nte nsi fi cação do proce sso de
mi graçõe s dos pov os nômade s. Ess as i nv asõe s contri b uíram para o aprof undamento da crise
do Impé rio Romano.
O fe ud ali smo
O mundo me diev al se de fine pe l a co nj ugação de f atore s e conômi cos, soci ai s e pol íti cos que
caracteri zam o contex to hi stóri co. A ausê nci a de unidade po l íti ca caracte ri za o fe ud ali smo.
Não havi a a f i gura d o Es tado que ce ntralizasse o p ode r, ne m a idei a de nação. O p ode r
con centrava- se no feudo que ao mesmo te mpo e ra a unidade econômi ca e soci al do pe od o.
O fe ud o con sti tuía- se na unidade te rritori al , onde as re l açõe s e conômi cas e sociai s
aconte ci am. Tinh a como centro o castelo , uma fortal eza mu rada, que ge ralme nte l o cali z ava- se
e m um te rre no el ev ado, de manei ra a facili tar a obse rvação de possívei s i nv as ores , e que e m
caso de ataque s prote gi a a f amília e os de pe ndentes do se nhor fe ud al. Hav i a ainda a área
rese rvada às atividade s e co mi cas.
O pastorei o e a agri cul tura e ram as princi pai s ati vi d ade s da ép oca, que se caracteri z av am pe l a
busca d e auto - suficiê nci a do fe u do, poi s as ativ idade s come rci ais e ram prati came nte
i ne xi s te nte s.
As moe d as caíram em de suso e, quando havi a ex ce de nte s, as trocas e ram re ali zadas com as
própri as me rcadori as.
Como as ci d ades tornaram-se pe rigosas, a partir da ação de bando lei ros e assal tantes, os
arte s ãos tamb ém se con ce ntravam no interi or do fe udo.
No s fe udo s vi vi am a mai o r p arte da po pul ão da é poca:
o sen hor fe ud al e su a família
os cav ale i ros
os arte sãos
os campone se s e f amíli as
Os campone se s trabal havam nas terras dos senhore s fe ud ai s, e eram os re spons áv ei s pelas
ativi d ade s agrope cuári as. Ele s de vi am obri gaçõe s como trabal ho obri gató rio nas terras do
se nh or, com o qu al ali me n tavam todos aquele s que o tr abal havam.
A caval aria e ra re spo nsável pe l a de fe sa da uni dade f eudal . Os cavalei ros me di evais, em troca
por sua bravura e co nqui stas, div i di am o re sul tado dos saque s e fe tuad os, al ém de re cebe r
parte, tamm, do fe udo do se n hor, que des sa mane i ra garanti a a ampliação do núme ro de
se us gue rre i ros, se mp re ne ce ssári o e m fun ção das cons tantes ex pe di ções e ataque s de
i nv as ores .
A Igrej a era a úni ca ins ti tui ção ce ntral izada e que se con solid ou, també m, co mo um
i mpo rtante se nho r feu dal ”, poi s e ra de te ntora de gran de ex te ns ão te rri tori al .
Isto se express ava atravé s das ord ens rel i gi osas e de seus represe ntante s cle ri cai s. Mantinha
um forte pode r s obre a me ntali dade e conseque nte me n te , sob re os proce ssos e ducacionais .
A Inqui si ção, tri bun al que jul gava home ns e mul he res cons ide rados como he reges; a tortura; e
a f ogue i ra, para ond e e ram le v ad os os condenados, tornaram- se símbol os de sse mome nto de
te rror.
Como vi mos, esse é um pe odo de mui tas transf o rmaçõe s soci ais e e conômi cas. Novas formas
de organi zação soci al e , por de corrênci a, nov os mode los esco l are s su bordi nados ao mundo
e spi ri tual, surgi ram n o fe ud alis mo.
Que r sabe r mais???
Se você se i n te res sar e qui se r aprofu ndar o s co nhe ci me ntos ace rca do fe ud alis mo, visi te a
pági na de um profe ss or da cadei ra de Id ade Mé di a d a UF ES: www.ri card ocosta.com
Focaliz amos ne ssa aul a o início da Idade Mode rna. O marco é a co nquista de Cons tanti nopl a,
i mpo rtante cid ade na rota para o Orie n te .
A i nv as ão e co nqui sta da ci dad e pel os turcos otomanos, no ano de 1453, de se stab ilizo u os
ne góci os obrigando os come rci ante s e uropeus a bu scarem um caminh o matimo para o
Ori ente em busca dos produto s e xóticos e das es pe ci ari as.
A busca po r u ma rota mati ma para al cançar os ce ntros come rci ai s na Índi a e Chi na, e s ti mul o u
as nave gaçõe s e as pesq ui s as sob re a que stão. Era a Europa al cançando nov as re gi õe s do
pl ane ta, i rradi ando- se e conqu i stando novos te rritóri os.
O his tori ador P ie rre Chaunu anal isou e sse mome n to da Hi stóri a e cunhou a ex pre ssão do
de se ncravamento pl an e tári o, ten tand o e xpli car q ue os descobrimentos o ape n as ampl i aram
o mundo sob o ponto de vi sta te rritori al , mas nas condi çõe s das co muni cões.
“Eram chamadas os grandes descobri mento s. Uma His tóri a apaix o nante, que foi sempre
e scrita no prese nte , de um pon to de vi sta inconsci entemente e uropocên trico. Es sa hi stóri a,
procuramos, outrora, de se ncra- l a, col ocar a Hi stóri a dos grande s de scob ri me ntos numa
Hi stóri a mai s ge ral da e n trada e m co muni cação”. ( CHA UN U, P. 287)
As mesmas condi çõe s hi stóri cas que propi ciaram as “grande s navegações , pe rmi ti ram o
surgi me nto do ren ascime nto , que te ve nas ci d ades i tal i anas - i mportante s áreas co me rci ais da
é po ca - co mo Ve ne za, Gê nova, Fl ore n ça Mi l ão e Roma, ce n tros dif us ore s de sse mov ime nto
cul tural - artísti co. Este foi um fenômeno essencial me n te urbano, poi s se fund ava na soci edade .
Defini ção de ren asci me nto
Costuma- se chamar de “Re n asci me nto” ao pe od o de e man ci pação i nte le ctual que se
produzi u nos cul os XV e XVI, sob a du pl a in fl uê ncia do aume nto do sabe r no e spaço e no
te mpo. Os de scobri me ntos real izados na Chi n a e no Ex tre mo Ori ente por v enezi anos, na Áfri ca
e nas Í ndi as por portugue se s, depois no Nov o Mun do pel os e spani s e todos os nav e gantes
da Europ a O ci de ntal ampl i aram os li mites do hori z onte te rres tre ao tempo que se aume ntou o
vôo da imagi nação e da audácia do pensame nto; ocorre u o me smo com a erudi ção pel a
reaparição da l i te ratura anti ga que uni a os sé culos presentes aos sé cul os passados por ci ma
das ori ge ns me smas da I grej a . A hu mani dade se en grande ceu dupl amente : por um l ad o tomou
posse de todo se u domíni o te rre stre sobre a re donde za comple ta do glob o e por ou tro
apode rou-se de sua he rança gre co- romana de sde as ori ge ns de su a hi stó ri a. Se me lhante é poca
be m me re ce se r d e si gn ad a de uma mane i ra espe cial na s ucess ão das i d ade s. ( RECLUS)
O Re nasci me nto
O re nasci mento das cidade s , su rgid as e m cons equê nci a da re cupe ração dos ne gócios e do
comé rcio, e de uma nov a classe so ci al a bu rgue si a - exi gi ram a presença de nov os
profi ssi onai s e o apare cimento dos colé gios.
Essas i nsti tui çõe s nasce m de s vi ncul adas da I grej a e dos concei to s reli gi osos v ol tadas para
f ormar e sse novo ho mem, que bus ca expli cação para f enôme nos além das re s postas rel igi osas.
Todas essas mud a as con ju g ad as permitir a m o a dv ento do rena s cimen to, mo v imento de
renova ção in telectual, cultura l e artís tico in iciad o n o século XI V q u e redescob riu os p ad rões
clá ss icos g reco- rom an o s, sob retudo na literatu ra e n a filoso f ia. O s er h um an o to rn av a- se o foco
princip al em con tra ste com o div in o do mu n do feud a l.
A preo cupação co m o se r humano se refleti a i ncl usi ve nas arte s, de monstrando que os arti s tas
buscavam conhe ce r o home m, se us sentimentos e sua conformação físi ca, estud ando e
rep rodu zindo o corpo humano.
As característi cas mai s imp ortante s do movi me n to ren asce nti s ta s ão:
Antropoce ntri smo - Em con traste com a postu ra medie val em que pre v aleci a o te ocentrismo,
o re nascimento colo ca o home m como o centro do uni ve rso.
He donismo - A busca pe l a f eli cidade humana, na me di da e m que o s e r humano re adqui re
i mpo rtância f re nte às que stõe s re li gi osas.
Indivi duali smo - A ex p re s são de pre pond e nci a d o i n di v íduo so bre o coletivo pre val e ce r.
Raci onalismo - O conhe cimento de ve ser e xpli cado à luz da razão, que se sobre e às
e xpli cações divinas e reli giosas.
Cl assi cismo - Rev al ori zação da cul tura gre co- romana, bu scando rompe r com o s padrõe s
me diev ai s. Os val ore s da anti gui dade se ex pre ssam nas pi nturas, na arqui te tura, nas
e scul turas, na f ilo sofi a e na li te ratura.
Franço i s Rabel ais e m P antagrue l ( 1532) e xpli ca o re n asci me nto assi m:
Todas as di sci pl inas são agora re ss usci tadas, as l ínguas e s tabel e ci das: Grego, se m o
con he ci me nto do qu al é uma ve rgonh a al gué m ch amar- se e rudi to, He brai co, Cal de u , Latim
( .. .) . O mundo i nte i ro e stá che io de acadê mi cos, pe dagogos al tamente cul ti vados, bi bl iote cas