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Água de Lastro

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Água de Lastro
Universidade Federal da Bahia
Instituto de Química
Alunos: Karine Souza
Filipe Moreira
Transporte Marítimo
De extrema importância para o intercâmbio de pessoas e mercadorias ao redor do mundo;
Movimenta mais de 80% das mercadorias do planeta.
Transporte Marítimo
Um dos modais mais importantes para a indústria e a logística no Brasil.
O setor movimenta mais de 350 milhões de toneladas ao ano;
Responsável por 95% de todo o comércio exterior do país;
Suporta grande quantidade e variedades de produtos, por um custo relativamente baixo, em relação a outros meios de transporte, por exemplo, o aéreo;
 Precariedade dos portos, fiscalização, burocracia, dentre outros.
Lastro
Quando não estão completamente carregados, os navios dependem do uso de lastro para manter a estabilidade e a integridade estrutural.
Até 1880 utilizaram-se pedras ou areia para lastrear as embarcações. 
Água de Lastro
Água de Lastro
	É a água do mar captada pelo navio para garantir a segurança operacional do navio e sua estabilidade. Em geral, os tanques são preenchidos com maior ou menor quantidade de água para aumentar ou diminuir o calado dos navios durante as operações portuárias.
Água de Lastro
Durante a operação de lastreamento do navio, junto com a água também são capturados pequenos organismos que podem acabar sendo transportados e introduzidos em um outro porto previsto na rota de navegação. 
O Problema
O transporte de microrganismos, plantas e animais através de ÁGUA DE LASTRO DE NAVIOS representa um vetor significativo de invasão de espécies exóticas e nocivas.
Este fenômeno tem atingido proporções alarmantes à medida que os navios tornaram-se mais numerosos, velozes e com maior volume de casco e carga, necessitando de maior lastramento. 
O Problema
As espécies invasoras podem causar modificações profundas em diferentes compartimentos do ecossistema, alterando as relações tróficas da cadeia alimentar, competindo com espécies nativas, ou introduzindo substâncias tóxicas ou novas doenças, que afetam os organismos residentes e as populações humanas (PESCA, CULTIVO, SAÚDE).
Impactos Ambientais
Principais impactos negativos causados pela introdução de espécies exóticas por água de lastro:
O desequilíbrio ecológico das áreas invadidas, com a possível perda de biodiversidade; 
Prejuízos em atividades econômicas utilizadoras de recursos naturais afetados e consequente desestabilização social de comunidades tradicionais; 
A disseminação de enfermidades em populações costeiras, causadas pela introdução de organismos patogênicos.
Impactos Ambientais
 Acredita-se que a cólera tenha sido introduzida no Brasil, em 1991, via água de lastro proveniente do Peru.
Impactos Ambientais
 As áreas portuárias são particularmente vulneráveis às bioinvasões.
As seguintes condições observadas nos portos também podem favorecer a introdução, estabelecimento e dispersão de espécies invasoras:
Similaridade ambiental entre portos de origem e destino;
Disponibilidade de nichos ecológicos;
Ausência de organismos competidores, predadores ou parasitas;
Forte influência antropogênica;
Disponibilidade de substratos duros artificiais; e
Ambientes protegidos (baías, estuários, enseadas)
Exemplos
mexilhão-zebra (Dreissena polymorpha), nativo da Europa, invadiu e se estabeleceu nos Grandes Lagos, ao norte dos Estados Unidos, provocando gastos de milhões de dólares por ano para sua remoção (onde já se incrustou) e seu controle.
Exemplos
O ctenóforo (um tipo de invertebrado marinho) Mnemiopsis leidyi, endêmico da costa atlântica na América do Norte, teve sua primeira ocorrência registrada nos mares Negro e de Azov, ao sul da Ucrânia e da Rússia, em 1982. Hoje, a espécie está estabelecida nesses mares interiores e ocorre em massa. Os ctenóforos nativos foram totalmente extintos e a pesca de enchovas e espadartes na região caiu drasticamente.
Exemplos
introdução na Austrália de uma estrela-domar(Asterias amurensis) e de outras espécies como a alga Undaria pinnatifida (oriunda do Japão), o caranguejo Carcinus maenas (oriundo da Europa), o verme poliqueto Sabella spallanzani (oriundo da Europa) e dinoflagelados (microalgas) tóxicos dos gêneros Gymnodinium e Alexandrium (oriundos do Japão) prejudicou a pesca e a aqüicultura industrial.
Exemplos
Na costa brasileira já existe o relato da introdução de pelo menos três espécies de caranguejos e cinco de camarões. Destes, só o caranguejo-aranha Pyromaia tuberculata se estabeleceu no Brasil: já foi detectado no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná. Originária da Califórnia, essa espécie foi introduzida na baía do Panamá e levada por navios para o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia. Sua descoberta no Brasil foi o primeiro registro de ocorrência no Atlântico ocidental.
Exemplos
Um macho do siri, Charybdis hellerii, originário dos oceanos Índico e Pacífico e do mar Mediterrâneo, foi coletado em 1995 na baía de Todos os Santos (BA). Posteriormente, mergulhadores capturaram nove indivíduos, incluindo adultos, fêmeas ovadas e juvenis, na baía de Guanabara (RJ).
Exemplos
O mais recente caso de invasão com sucesso no Brasil é o do mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei). Esse molusco bivalve chegou à América do Sul em 1991, estabelecendo-se no rio da Prata, na região de Buenos Aires, na Argentina. No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 19 de janeiro de 1999, na praia de Itapuã e em Porto das Pombas, situados no município de Viamão (RS), ao sul do lago Guaíba.
Diretrizes e Ações Internacionais
Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), agência das Nações Unidas (ONU) que regula o transporte e as atividades marítimas com relação à segurança, à preservação do meio ambiente e a outros aspectos legais, propõe algumas medidas básicas. 
Diretrizes e Ações Internacionais
A IMO recomenda – em sua Resolução A.868(20) – que não se deve lastrar nas seguintes situações:
Em locais onde tenham sido registrados organismos tidos como “perigosos”ou onde esteja ocorrendo florescimento de algas; 
Em portos com grande acúmulo de sedimentos em suspensão; 
Em áreas com descarga de esgoto ou com conhecida incidência de doenças; 
À noite, quando alguns organismos planctônicos migram para a superfície.
Diretrizes e Ações Internacionais
A adoção de medidas preventivas ou remediadoras, porém, cabe a cada nação.
Estados Unidos – análise de salinidade nos tanques de lastro;
Panamá – é proibida a descarga de água de lastro nos portos;
Buenos Aires – cloração da água de lastro dos navios que chegam ao porto;
Chile - determinou, em 1995, que todos os navios vindos de outros países troquem as águas de lastro a 12 milhas náuticas da costa;
Israel – no porto de Haifa, é necessário trocar a água de lastro em águas oceânicas, antes do deslastro.
Legislação Nacional
No Brasil, o gerenciamento da água de lastro é tratado pela NORMAM-20/2005 da Diretoria de Portos e Costas, pela Resolução ANVISA-RDC no 72/2009 e na Lei no 9.966/2000. 
De acordo com a legislação nacional, além de possuírem o Plano de Gerenciamento da Água de Lastro e de realizarem a troca oceânica caso haja intenção de deslastrar, os navios devem fornecer à Autoridade Marítima e à ANVISA o Formulário sobre Água de Lastro devidamente preenchido.
Controle Sobre Água de Lastro
Com o propósito de conscientizar os governos dos países que integram a ONU, a IMO lançou em1998, na 42ª Reunião do Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, o Programa Global de Gerenciamento de Água de Lastro (GloBallast). 
O Brasil foi convidado a participar desse projeto, junto com China, Índia, Irã, África do Sul e Ucrânia.
Controle Sobre Água de Lastro
O objetivo do projeto é promover ações coordenadas, nesses seis países em desenvolvimento, que assegurem a eles proteção efetiva contra as consequências negativas da transferência de espécies indesejáveis através da água de lastro. Para isso,