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Teoria Geral dos Recursos

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Teoria geral dos recursos
Processo Civil VI Nível VIII
Teoria geral dos recursos
DEFINIÇÃO de José Carlos Barbosa Moreira
“O REMÉDIO VOLUNTÁRIO IDÔNEO A ENSEJAR, DENTRO DO MESMO PROCESSO, A REFORMA, A INVALIDAÇÃO, O ESCLARECIMENTO OU A INTEGRAÇÃO DA DECISÃO JUDICIAL QUE SE IMPUGNA”
conceito
Recurso é o meio de impugnação das decisões judiciais, de caráter voluntário, posto à disposição das partes, do Ministério Público e do terceiro prejudicado, interno à relação jurídica processual em que se forma o ato judicial atacado, submetendo-o a um reexame, por um órgão distinto, via de regra, tendo como objeto a reforma ou anulação.
característica
Não se confundem com as ações autônomas;
Servem para impedir ou retardar a preclusão e a formação da coisa julgada;
Substitutividade do acórdão- o Tribunal pode receber ou não o recurso e dar provimento ou negá-lo.
 classificação
Quanto à extensão do inconformismo:
 Os recursos podem ser TOTAIS ou PARCIAIS (art.1002 do CPC);
 Quanto aos tipos de vícios:
Os recursos podem ser de FUNDAMENTAÇÃO LIVRE (basta o inconformismo) ou VINCULADA ( um prejuízo específico) EX: Resp e RE.
	Quanto ao reexame da causa :
Total ( com reexame de provas, questões novas) são os recursos Ordinários;
Os que não admitem reexame total são os recursos extraordinários (Recurso Especial e Extraordinário);
Recursos principal e adesivo (art.997 § 1º e 2º)
	
Princípios CONSTITUCIONAIS
Princípio do duplo grau de jurisdição (implícito art. 102,II e art. 105. II da CF);
Princípio da colegialidade- o juiz natural no ambito das decisões nos Tribunais é um órgão colegiado (art.1021 do CPC);
Princípio da reserva de plenário (art.97 da CF) e art.93, XI , prevê que só o colegiado (órgão especial) pode declarar inconstitucionalidade de lei
Princípios (infraconstitucionais)
Princípio da TAXATIVIDADE significa que somente a lei federal pode criar recursos;
 Princípio da UNIRRECORRIBILIDADE (SINGULARIDADE OU UNIDADE) Significa que cada decisão jurisdicional desafia um só recurso;
Princípio da fungibilidade ( quando gerar dúvida no caso concreto, salvo hipótese de má fé e erro grosseiro).
Princípios (infraconstitucionais)
Princípio da voluntariedade ( o recorrente deve ter interesse e legitimidade para recorrer) porque a decisão lhe trouxe um gravame.
Princípio da Dialeticidade (demonstrar as razões do seu inconformismo);
Princípio da consumação- no prazo o recorrente deve apresentar as razões do seu inconformismo.
Princípio da proibição da reformatio in pejus. (reforma para pior)
Pressupostos recursais
 são os requisitos preliminares de admissibilidade dos recursos, divididos em intrínsecos e extrínsecos:
Intrínsecos ( relativos à existência do direito)
a) cabimento;
b) legitimidade;
C) Interesse recursal
Pressupostos recursais
Extrínsecos (relativos ao exercício do direito)
A) tempestividade;
B) Preparo;
C) regularidade formal
D) inexistência de fato impedititivo do direito de recorrer (renúncia, desistência)
efeitos
DEVOLUTIVO- Devolve ao Tribunal a rediscussão da matéria impugnada;
SUSPENSIVO- suspende a produção imediata dos efeitos da decisão sujeita à reforma ou anulação.
INTERRUPTIVO, no recurso de Embargos, interrompem o prazo do recurso principal
REGRESSIVO- Devolve ao mesmo órgão jurisdicional o reexame da matéria.
ATIVO: antecipação dos efeitos da tutela recursal

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