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UNIP Apostila Metodos Alternativos de Solução de Conflitos 2018 2

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mediação.
20. O conciliador ou mediador escolhido pelas partes poderá ou não estar cadastrado junto
ao tribunal.
21. Inexistindo acordo na escolha do mediador ou conciliador, haverá distribuição entre
aqueles cadastrados no registro do tribunal, observada a respectiva formação.
22. Sempre que recomendável, haverá a designação de mais de um mediador ou conciliador.
23. O conciliador e o mediador, ressalvadas as exceções previstas na lei, receberão pelo seu
trabalho remuneração prevista em tabela fixada pelo tribunal, conforme parâmetros
estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça.
24. A mediação e a conciliação podem ser realizadas como trabalho voluntário, observada a
legislação pertinente e a regulamentação do tribunal.
25. Os tribunais determinarão o percentual de audiências não remuneradas que deverão ser
suportadas pelas câmaras privadas de conciliação e mediação, com o fim de atender aos
processos em que haja sido deferida gratuidade da justiça, como contrapartida de seu
credenciamento.
26. No caso de impedimento, o conciliador ou mediador o comunicará imediatamente, de
preferência por meio eletrônico, e devolverá os autos ao juiz da causa, ou ao coordenador
do centro judiciário de solução de conflitos e cidadania, devendo este realizar nova
distribuição.
27. Se a causa de impedimento for apurada quando já iniciado o procedimento, a atividade
será interrompida, lavrando-se ata com relatório do ocorrido e solicitação de distribuição
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para novo conciliador ou mediador.
28. O conciliador e o mediador ficam impedidos, pelo prazo de um ano, contado do término
da última audiência em que atuaram, de assessorar, representar ou patrocinar qualquer
das partes.
29. Será excluído do cadastro de conciliadores e mediadores aquele que agir com dolo ou
culpa na condução da conciliação ou da mediação sob sua responsabilidade; atuar em
procedimento de mediação ou conciliação, apesar de impedido ou suspeito.
30. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de mediação e
conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito
administrativo, tais como: dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da
administração pública; avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos,
por meio de conciliação, no âmbito da administração pública; promover, quando couber,
a celebração de termo de ajustamento de conduta.
31. O conciliador ou mediador, onde houver, atuará necessariamente na audiência de
conciliação ou de mediação, designada pelos juiz nas ações de Procedimento Ordinário.
32. Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não excedentes
a dois meses da primeira, desde que necessárias à composição das partes.
33. A autocomposição obtida pelo conciliador ou mediador será reduzida a termo e
homologada por sentença.
34. A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será organizada de modo a
respeitar o intervalo mínimo de vinte minutos entre o início de uma e o início da seguinte.
Conceito
É o procedimento onde pelo esforço de um terceiro (conciliador) na condução de um entendimento
põem fim a uma controvérsia. 
“Processo autocompositivo, informal porém estruturado, no qual um ou mais facilitadores ajudam as
partes a encontrar uma solução aceitável para todos.”
“Negociação assistida ou catalisada por um terceiro”
Característica: 
É a hipótese em que as partes não chegam a uma autocomposição, o conciliador propõe uma solução,
que a seu critério, é mais adequada para a controvérsia. Entretanto sem efeito vinculante as partes.
Fases:
• Sensibilização das partes para buscarem uma solução amigável para o litígio
• Delimitação dos critérios objetivos em que irão se basear os seus interesses
• Estabelecimento e discussão das bases da solução
• O fechamento da solução proposta e a formalização das responsabilidades e direito das partes
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Objetivos: 
Este processo voluntário e pacífico que cria um ambiente propício para as partes se concentrem na
procura de soluções criativas.
Princípios Básicos
 Princípio da Neutralidade e Imparcialidade de Intervenção; 
 Princípio da Aptidão técnica;
 Princípio da Autonomia de Vontades ou Consensualismo Processual;
 Princípio da Decisão Informada;
 Princípio da Confidencialidade;
 Princípio Pax est Querenda;
 Princípio do Empoderamento;
 Princípio da Validação;
 Princípio fundamentais dos juizados especiais (Informalidade, Simplicidade, Economia
Processual, Celeridade, Oralidade, Flexibilidade Processual)
Espécies:
• Preventiva ou pré-processual
• Sucessiva ou endoprocessual 
• Judicial
• Extrajudicial
• Genérica – órgão 
• Específica – órgão 
• Facultativa – não há necessidade de procedimentos
• Obrigatória
Estágios do Processo de Conciliação - Fases:
 Preparação
 A Sessão de Abertura
 Reunindo Informações
 Identificando Questões, Interesses e Sentimentos
 Como Estimular Mudanças de Percepções e Atitudes
 Sessões Individuais
 Sessão Conjunta Final
 A Construção do Acordo
 Orientando a Discussão
1. Preparando-se para a Conciliação 
Contatos iniciais com as partes
Planejando o formato
Estruturando o local
Reunindo-se com o co-facilitador
2. Iniciando a Conciliação
Apresentações
Declaração de abertura pelo conciliador
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3. Reunindo informações
Declarações das partes
Formulação de perguntas pelo conciliador
Escutando ativamente
4. Identificando questões, interesses e sentimentos
Sumário pelo conciliador: 
com enfoque nas necessidades
com enfoque prospectivo neutro
5. Esclarecendo a controvérsia e os interesses, reconhecendo os sentimentos
Formulação de perguntas pelo conciliador
Discussão da controvérsia
6. Resolvendo questões
Questões selecionadas para discussão pelo conciliador mediante o consentimento das partes
Avaliação pelas partes de possíveis métodos de resolução 
Análise das opções
7. Aproximando-se do acordo
Testando soluções
Confirmação do acordo ou, em caso de impasse, discussão dos passos a serem tomados
Decisão acerca da necessidade de um acordo escrito e, se considerado necessário, sua redação
8. Encerrando a sessão
Leitura e assinatura do termo
Em caso de impasse, revisão das questões e interesses das partes e discussão das opções
Validação do esforço e do trabalho das partes
9. Monitorando a implementação do acordo
Gestão de Qualidade
Conciliador: 
Importante auxiliar da justiça (judicial) sob supervisão do juiz, que colabora na agilização dos trabalhos,
esclarecendo sobre os inconvenientes de uma demanda judicial, aumentando as soluções forenses 
Objetivos do Conciliador
 Identificar o “tom” do caso e a base para as declarações
 Dar às partes oportunidade para ouvir o outro lado
 Ajudar as partes sentirem-se “ouvidas”
 Estabelecer confiança (em relação ao processo, ao conciliador e à outra parte)
Papel do Conciliador:
 Escutar ativamente
 Fazer perguntas abertas
 Fazer perguntas que permitam o esclarecimento de questões
 Administrar interações entre as partes
 Identificar as questões
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 Identificar interesses subjacentes (não necessariamente aqueles juridicamente tutelados)
 Reconhecer sentimentos
 Fazer