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ECG - apostila

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agrupar os bloqueios atrioventriculares em dois grandes grupos: os congênitos e os adquiridos. Essa classificação abrange ampla e complexa variedade de condições e processos patológicos com seus respectivos graus de bloqueio, caráter evolutivo e prognóstico, e foge ao objetivo desse capítulo. 
	
C - Bloqueio de Ramo: Tem como causa o bloqueio de um dos ramos do feixe AV, seja o direito ou o esquerdo. Assim, um ventrículo se despolariza pouco depois do outro, fazendo com que dois QRS se juntem. Neste caso, o QRS é largo e observam-se duas onda R ( R e R’) (figura 23). Determina-se o lado bloqueado através das derivações V1 V2 para o lado direito e V5 e V6 para o lado esquerdo.
 
Figura 23 – Bloqueio do ramo direito e esquerdo do feixe
5.2.3 - Eixo
O eixo se refere à direção da despolarização que se difunde através do órgão cardíaco para estimular a contração das fibras musculares. Podemos representar a direção deste caminho elétrico por um vetor. O impulso elétrico de despolarização se transmite a todas as áreas do endocárdio vindo do Nodo AV pelo feixe AV, para a superfície externa dos ventrículos através da espessura da parede ventricular em todas as regiões ao mesmo tempo. Podemos usar vetores pequenos para demonstrar a despolarização ventricular que começa no endocárdio (linha interna) e prossegue através da parede ventricular (figura 24). Se somarmos todos os vetores pequenos da despolarização ventricular, teremos um gde vetor médio do QRS que representa a direção geral da despolarização ventricular ( figura 24). Observe que a parede ventricular esquerda tem vetores maiores (parede mais espessa) e o vetor médio do QRS aponta levemente para o lado esquerdo (figura 24).
 
 
 Figura 24 – Vetor médio do QRS
De agora em diante, Vetor significa vetor médio do QRS. Visualize sempre o vetor sobre tórax do paciente e lembre–se que ele sempre começa no nódulo AV, pois o centro do coração é o nodo atrioventricular (figura 25)
 
	Figura 25 – Vetor médio dos QRS e os vetores das derivações
O eixo serve para verificar se a movimentação de ondas do coração está no sentido normal. Se o individuo tem um infarto em uma determinada área cardíaca, há um espaço morto naquele local. Neste caso, a onda não repercute neste espaço, e sim desvia, desviando o eixo.
Para a determinação do eixo, o procedimento básico inicial é observar as derivações D1 e aVF, que são derivações que estão direcionadas para o sentido normal da despolarização cardíaca. Se QRS for positivo (para cima) em D1, o vetor aponta para o lado positivo (esquerdo do indivíduo). Se QRS for positivo em aVF, o vetor aponta para baixo na metade positiva da esfera (figura 26). Neste caso, a localização do vetor será na faixa normal de 0 a 90º (figura27). Qualquer situação diferente desta, haverá um desvio de eixo (figura 26 e 27). 
 Figura 26 - Representações dos eixos: Normal e seus desvios
 
Figura 27 - Essas são as 4 áreas possíveis para onde o vetor médio do QRS pode apontar. Visualize isto sobre o tórax do paciente.
5.2.3.1- Algumas condições ventriculares que causam desvio de eixo.
A- Hipertrofia ventricular: Quando um ventrículo apresenta hipertrofia acentuada, o eixo é desviado na direção do ventrículo hipertrofiado por duas razões: 1) maior músculo, o que faz com que ocorra geração excessiva de potencial elétrico nesse lado; 2) é necessário mais tempo para que a onda de despolarização passe pelo ventrículo hipertrofiado (complexo QRS alargado). O vetor médio sofre um desvio para o ventrículo hipertrofiado: esquerdo (figura 28) e direito (figura29).
 
Figura 28 - Desvio de eixo para esquerda em um coração com hipertrofia ventricular esquerda. Complexo QRs discretamente alargado.
 
Figura 29 – Desvio de eixo para direita - hipertrofia ventricular direita-paciente com estenose de valva pulmonar.
Na hipertrofia ventricular esquerda podemos observar onda S em V1 + R em V5 maior que 35 mm; desvio de eixo para esquerda; QRS largo; onda T declina lentamente e sobe rapidamente (invertida). Na hipertrofia ventricular direita a onda R maior que S em V1, com R tornando-se menor de V1 para V6; onda s persistente em V5 e V6 e QRS largo. A maioria das informações relativas a hipertrofia das cavidades cardíacas se obtém em V1(onda P e S) e V5 (onda R). Na hipertrofia atrial direita o componente da onda P apresenta-se maior enquanto na hipertrofia atrial esquerda parte terminal da onda p grande e larga.
B- Infarto
C - Isquemia, lesão e Infarto do Miocárdio
5.2.3.2- Outras condições que alteram o traçado do ECG (para estudo)
A- Efeitos pulmonares: enfisema pulmonar e infarto pulmonar
B- Distúrbios eletrolíticos: hipercalemia, hipocalemia, hipercalcemia e hipocalcemia.
C- Sobrecarga hemodinâmica: sobrecarga de pressão e sobrecarga de volume.
D- Efeito de drogas: Digitálicos, Quinidina, halotano, adrenalina, atropina.
Referência Bibliográficas 
GUYTON, Arthur C & HALL, Jhon E. Tratado de Fisiologia Médica. 11a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
WIDMAIER, Eric P; RAFF, Hershel; STRANG, Kevin T. Fisiologia Humana, os mecanismos das funções corporais. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
A
B
Batimento bloqueado
Derivação III
Derivação II
Derivação I
��
Linha hemi-clavicular
Linha axilar anterior
Linha axilar média
1
2
3
4
5
A
B
C
A
B
C
B
A
A
B
 C
�
O infarto associado com a necrose tecidual cardíaca se traduz no ECG com aparecimento de onda Q patológicas.
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