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PARECER DE AUDITORIA

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PARECER DE AUDITORIA
É a opinião manifestada ou declarada pelo auditor em decorrência de seus exames sobre as demonstrações contábeis. Através dele, o auditor informa aos administradores, sócios, investidores e demais interessados nas informações contábeis, de forma clara e objetiva, se concorda ou não com os fatos divulgados, apresentando as respectivas razões.
O parecer de auditoria deve expressar de maneira clara e objetiva se as demonstrações contábeis auditadas, em todos os aspectos relevantes, na opinião do auditor, representam adequadamente ou não, consoante as peças orçamentária, patrimonial e financeira; o resultado das operações; as mutações do patrimônio líquido; as variações patrimoniais e as origens e aplicações de recursos.
De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, as demonstrações financeiras devem ser apresentadas com os valores do ano imediatamente anterior. Neste caso, o auditor deve emitir seu parecer abrangendo os dois exercícios sociais. Na hipótese dele não ter examinado as demonstrações financeiras do ano anterior (auditadas por outros auditores ou não auditadas), esse fato deverá ser revelado em seu parecer sobre as demonstrações financeiras atuais.
O parecer representa o produto final do trabalho do auditor. O parecer padrão ou limpo compreende os seguintes parágrafos:
- Parágrafo referente à identificação das demonstrações contábeis e à definição das responsabilidades da administração e dos auditores; 
- Parágrafo referente à extensão dos trabalhos;
- Parágrafo referente à opinião sobre as demonstrações contábeis
O termo parecer é normalmente utilizado no Brasil e recomendado pelo IBRACON. Devem ser evitadas expressões tais como: certificado, atestado, etc.
O parecer deve ser dirigido à diretoria, ao conselho de administração ou aos acionistas. Deve-se evitar seu envio a pessoas da companhia.
No parecer deve constar a mesma data do término do serviço de auditoria e este deve ser assinado pelo contador responsável. No caso de companhias abertas, o contador deverá estar registrado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
Cabe ressaltar que, em pareceres de auditoria normalmente encontra-se a palavra “adequadamente” e nunca a palavra “exatamente”, haja vista que, a característica dos trabalhos de auditoria é a seleção por amostragem, e não há a verificação de 100% das informações da companhia. Por isso, ao emitir o parecer, o auditor não estará expressando sua opinião sobre as demonstrações financeiras, mas estará avaliando a adequação das demonstrações em relação ao critério estabelecido para sua elaboração, ou seja, as práticas contábeis adotadas no Brasil que compreendem as normas emanadas de:
- Legislação societária (Lei das S.A.´s – Lei 6.404/76 e 11.638/07), aplicável às demais sociedades;
- Normas Brasileiras de Contabilidade, emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, aplicáveis a todas as empresas;
- CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - aplicáveis às companhias abertas;
- BACEN (Banco Central do Brasil) - aplicáveis às instituições financeiras;
- Órgãos reguladores, como ANEEL, ANATEL - aplicáveis às companhias sujeitas à fiscalização destas entidades.
Para facilitar a análise de interpretação do parecer, sua redação é padronizada e regulamentada pelas Normas Brasileiras de Contabilidade emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, as NBC – T – 11, NBC – T – 11 – IT – 05, e resolução CFC 953/03.
Estrutura dos Pareceres de Auditoria 
Destinatário e data de emissão
O parecer é destinado a quem contratou os serviços de auditoria. No caso de companhias abertas, o parecer é destinado aos sócios. Como será publicado juntamente com as demonstrações contábeis, será de livre acesso a toda sociedade.
O primeiro parágrafo do parecer deve identificar as demonstrações financeiras que foram auditadas e a responsabilidade assumida pelo auditor. O texto padronizado pela NBC – T – 11 (Normas Brasileiras de Contabilidade), alterado pela resolução CFC 953/03, deve ser redigido da seguinte forma:
“Examinamos os balanços patrimoniais da empresa ABC, levantados em 31 de dezembro de 200A e de 200B, e as respectivas demonstrações de resultado, das mutações do patrimônio líquido e das demonstrações de fluxo de caixa (DFC, que substituiu a DOAR – demonstração de origem e aplicação de recursos, correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaborada sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras.”
Caso o trabalho de auditoria tenha abrangido apenas um exercício social, deverá ser mencionado que demonstrações de outras datas apresentadas, juntamente com as demonstrações auditadas, foram ou não auditadas por outros auditores.
Parágrafo de extensão dos trabalhos
Neste parágrafo, o auditor deve mencionar que o exame foi efetuado de acordo com as normas de auditoria e que apesar de ter sido realizado em base de testes, foi efetuado na extensão necessária e suficiente para a conclusão e emissão da opinião.
O texto padronizado pela NBC – T – 11 deve ser redigido no seguinte padrão:
“Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da entidade; 
b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgadas;
 c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.”
Caso tenha havido qualquer limitação no trabalho que possa comprometer a opinião a ser emitida, o auditor deve acrescentar no início do parágrafo a expressão “Exceto pelo mencionado no parágrafo 3º., nossos exames...”
A limitação da extensão do exame pode ter vários motivos, dentre eles:
- O não acompanhamento da contagem física dos estoques por parte dos auditores;
- A não solicitação de confirmação de saldos (circularização);
- Demonstrações contábeis de controladas ou coligadas não auditadas, representativas de investimentos relevantes na entidade auditada;
- Registros contábeis inadequados;
Parágrafo de ressalva
Após o parágrafo sobre a extensão dos trabalhos e antes do parágrafo de opinião, devem ser redigidos tantos parágrafos quantas sejam as ressalvas que afetarão a opinião a ser emitida. A ressalva pode ser devido à extensão na execução dos trabalhos, ou por discordância das demonstrações contábeis em relação às práticas contábeis adotadas no Brasil.
Ressalva por limitação na extensão dos exames de auditoria
A ressalva por limitação na extensão do exame de auditoria deve identificar o procedimento de auditoria que não foi realizado e o efeito da limitação sobre o exame efetuado e as demonstrações contábeis auditadas.
Exemplo: Ressalva por limitação devido à época de contratação do serviço de auditoria.
“Pelo fato de termos sido contratados pela empresa ABC após 31 de dezembro de 200B, não acompanhamos os inventários físicos dos estoques de 31 de dezembro de 200B e de 200A, nem foi possível firmar juízo sobre a existência dos estoques por meio de procedimentos alternativos de auditoria.”
Todas as ressalvas emitidas deverão ser mencionadas no parágrafo de opinião, conforme apresentado no tópico a seguir:
Parágrafo de opinião
No parágrafo de opinião, o auditor deve fazer referência às demonstrações contábeis auditadas e expressar sua opinião sobre a adequação ou não destas demonstrações para representar a situação patrimonial e financeira da empresa, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
O parágrafo de opinião também deverá ser emitido de acordo com as normas da NBC – T – 11. Veja exemplo a seguir:
“Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas representam (ou não)

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