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Análise economico_Monografia_Faria Neto

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1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA 
 
1.3.1 Geral 
 
Analisar a situação econômico-financeira da Petrobras, com base nas 
informações das demonstrações contábeis, compreendidos no período de 2012 a 
2014, através dos indicadores: patrimonial, liquidez e endividamento. 
 
1.3.2 Específicos 
 
 Realizar um estudo bibliográfico, na busca de adquirir o maior conhecimento 
sobre o assunto; 
 Calcular os indicadores, comparando os diversos índices e cruzando as 
informações ao longo dos três anos; 
 Analisar e interpretar todos resultados obtidos, para responder a problemática 
da pesquisa. 
 
 
 
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
Sendo as demonstrações contábeis a base da análise econômico-financeira, 
pode-se afirmar que tal atividade é tão antiga quanto à própria Contabilidade. Se nos 
reportarmos para o início da Contabilidade (4000 a.C.), em sua forma primitiva, 
encontraremos os primeiros inventários de rebanhos (o homem que voltava sua 
atenção para a principal atividade econômica: o pastoreio) e a preocupação da 
variação de sua riqueza, a variação do rebanho (MARION, 2010). Como no início 
exigia-se apenas o Balanço Patrimonial para a análise, introduziu-se a expressão 
Análise de Balanços para a atividade que visa observar as variações e índices das 
demonstrações contábeis, visando um parecer quanto às características econômicas 
e financeiras de uma empresa. A análise de forma mais sólida e consistente remonta 
ao final do século XIX, onde os banqueiros americanos solicitavam as 
demonstrações contábeis das empresas que desejavam contrair empréstimos. 
A medida ganhou aceitação ampla quando, em 9 de fevereiro de 1895, o 
Conselho Executivo da Associação dos Bancos no Estado de New York resolveu 
recomendar aos seus membros que solicitassem aos tomadores de empréstimos 
declarações escritas de seus ativos e passivos, mas foi Alexander Wall que 
apresentou em 1919, um modelo de análise de balanço através de índices, e 
demonstrou a necessidade de considerar outras relações, além de Ativo Circulante 
contra o Passivo Circulante. No Brasil, até 1968, a Análise de Balanços era ainda 
um instrumento pouco utilizado na prática, e nesse mesmo ano foi criado a 
SERASA, empresa que passou a operar como central de Análise de Balanços de 
bancos comerciais (MATARAZZO, 2010). 
 
2.1 Aspectos da Análise Econômico-Financeira 
 
 O processo de análise econômico-financeiro é direcionado conforme o 
interesse do usuário na informação contábil e financeira, ou seja, sob a ótica da 
empresa, os usuários das demonstrações contábeis são divididos em dois grupos: 
usuários internos e externos. O usuário interno é a administração da empresa, ou 
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seja, os gestores responsáveis pelo processo decisório da organização, já os 
usuários externos, podem ser os credores, fornecedores de mercadorias, instituições 
financeiras, concorrentes, consumidores, empregados, entre outros. A abertura do 
capital por parte das empresas (Corporation-S.A), possibilitando a participação de 
pequenos ou grandes investidores como acionistas, leva-os à escolha de empresas 
mais bem sucedidas (MARION, 2010), desta forma a Análise Econômico-Financeira 
apresenta-se como um direcionador na tomada de decisão. 
A análise econômico-financeira objetiva extrair informações das 
demonstrações contábeis dos últimos anos de uma empresa, a fim de interpretar o 
efeito das decisões tomadas na mesma. Quando se analisa uma empresa em seus 
atributos econômicos e financeiros, é possível verificar através de índices (resultado 
entre comparação de grandezas) seu desempenho quanto à competitividade no 
segmento em que atua, bem como sua capacidade de pagar suas obrigações. 
Quanto a performance de uma empresa, deve-se sempre compará-la com as demais 
participantes de seu setor econômico. Não se pode analisar uma empresa 
observando somente um único índice, pois tal atitude pode proporcionar uma 
conclusão oposta da realidade da organização. O relatório de análise não deve se 
basear em um ou outro índice, mas sim num conjunto deles, relacionados entre si, 
para que se possa entender o que vem ocorrendo com a empresa (CARVALHO, 
COSTA, GONÇALVES & LIMEIRA, 2010). 
Através das demonstrações contábeis, pode-se constatar a posição 
econômico-financeira da empresa, as causas que determinaram a evolução 
apresentada e as tendências futuras. A análise das demonstrações contábeis é uma 
arte, pois, apesar das técnicas desenvolvidas, não há nenhum critério ou 
metodologia formal de análise válido para diferentes situações e aceitos 
unanimemente pelos analistas, dessa maneira é impossível sugerir-se uma 
sequencia metodológica ou um instrumento científico capazes de fornecer 
diagnósticos sempre precisos das empresas (ASSAF NETO, 2010), assim é preciso 
que se delimite o objetivo da análise, para definir quais indicadores e índices utilizar. 
A partir dos índices pode-se desenvolver a análise da empresa, destacando o 
desempenho econômico-financeiro dos últimos anos, desempenho que pode ser 
afetado pelas tendências das vendas nos últimos anos, investimentos em expansão 
e modernização, financiamentos de planos de expansão (recursos próprios e 
recursos pleiteados), compatibilidade das fontes de recursos e investimentos. 
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Conforme conceitua Matarazzo (2010), a análise das demonstrações 
contábeis, deve entre outras informações, demonstrar a situação financeira, 
econômica e desempenho da empresa, onde se aplica o raciocínio científico de 
forma a extrair os índices das demonstrações financeiras, comparar os índices com 
os padrões, ponderar as diferentes informações e chegar a um diagnóstico ou 
conclusão, e por fim tomar a decisão. 
Escolha de 
Indicadores
Comparação com 
padrões
Diagnóstico ou 
conclusões
Decisões
ANÁLISE
 
Figura 1 – Processo de tomada de decisão. Fonte: MATARAZZO, 2010. 
 
 Quando a sequencia apresentada não é seguida, a análise das 
demonstrações contábeis pode ficar prejudicada devido à falta de padrões, ou por 
falta de conhecimento, deixa-se de fazer as comparações (MATARAZZO, 2010). 
 
2.2 Demonstrações Financeiras Úteis para Análise 
 
 A contabilidade brasileira vem passando pelo processo de convergência aos 
padrões Internacionais de Contabilidade (IFRS), começado a partir de 1º de janeiro 
de 2008, com a edição da Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que alterou a 
lei 6.404/76 (lei das sociedades por ações), tais mudanças, visam dar maior 
credibilidade as demonstrações contábeis frente ao mundo cada vez mais 
globalizado, onde a confiabilidade das informações é de suma importância, e sobre 
esse assunto Marion conceitua: 
Com a chegada da Lei nº 11.638/07 observamos a ênfase num modelo 
internacional de lei societária. As perspectivas para a profissão contábil, no 
contexto desta lei, num, mundo globalizado, levam a um reposicionamento 
das práticas e comportamentos tradicionais dos profissionais de 
Contabilidade. Uma nova estrutura de balanço foi apresentada com 
modificações introduzidas pela lei (2010, p. 49). 
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 Acompanhando a evolução do sistema contábil brasileiro em direção aos 
padrões IFRS, o Conselho Federal de Contabilidade editou a Resolução CFC nº 
1.185/09, que aprovou a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações 
Contábeis, onde descrimina a relação das demonstrações obrigatórias. Segundo a 
NBC TG 26, Item 9, as demonstrações contábeis são uma representação 
estruturada da posição patrimonial e financeira e do desempenho da entidade. O 
objetivo das demonstrações contábeis

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