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Análise economico_Monografia_Faria Neto

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meio dos 
aluguéis; para os acionistas, por meio dos dividendos e juros sobre o capital próprio. 
 Segundo Marion (2010), a DVA é uma demonstração bastante útil, inclusive 
do ponto de vista macroeconômico, uma vez que, conceitualmente, o somatório dos 
valores adicionados (ou valores agregados) de um país representa, na verdade, seu 
Produto Interno Bruto (PIB). Essa informação é tão importante que, além de sua 
utilização pelos países europeus, alguns países emergentes só aceitam a instalação 
e a manutenção de uma empresa transnacional, se ela demonstrar qual será o valor 
adicionado que irá produzir. 
 Para os investidores e outros usuários, essa demonstração proporciona o 
conhecimento de informações de natureza econômica e social, e oferece a 
possibilidade de melhor avaliação das atividades da entidade dentro da sociedade 
na qual está inserida. A decisão de recebimento por uma comunidade (Município, 
Estado e a própria Federação) de investimento pode ter nessa demonstração um 
instrumento de extrema utilidade e com informações que, por exemplo, a 
demonstração de resultado, por si só, não é capaz de oferecer. 
 
 
 
 
 
29 
 
 A seguir apresenta-se um exemplo da Demonstração do Valor Adicionado, 
segundo a NBC TG 09: 
 Demonstração do Valor Adicionado – EMPRESAS EM GERAL 
 
DESCRIÇÃO 
Em Milhões 
20X1 
1 – RECEITAS 
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços 
1.2) Outras receitas 
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição) 
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS 
 
 (inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS e COFINS) 
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos 
2.4) Outras (especificar) 
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) 
4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) 
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 
6.1) Resultado de equivalência patrimonial 
6.2) Receitas financeiras 
6.3) Outras 
7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6) 
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*) 
8.1) Pessoal 
8.1.1 – Remuneração direta 
8.1.2 – Benefícios 
8.1.3 – F.G.T.S 
8.2) Impostos, taxas e contribuições 
8.2.1 – Federais 
8.2.2 – Estaduais 
8.2.3 – Municipais 
8.3) Remuneração de capitais de terceiros 
8.3.1 – Juros 
8.3.2 – Aluguéis 
8.3.3 – Outras 
8.4) Remuneração de capitais próprios 
8.4.1 – Juros sobre o capital próprio 
8.4.2 – Dividendos 
8.4.3 – Lucros retidos / Prejuízo do exercício 
8.4.4 – Participação dos não-controladores nos lucros retidos (só p/ consolidação) 
Figura 7 – Demonstração do Valor Adicionado Fonte: NBC TG 09 (2011). 
30 
 
 Segundo a NBC TG 09 (2011), em seu item 10, a DVA está fundamentada em 
conceitos macroeconômicos, buscando apresentar, eliminados os valores que 
representam dupla-contagem, a parcela de contribuição que a entidade tem na 
formação do Produto Interno Bruto (PIB). Essa demonstração apresenta o quanto a 
entidade agrega de valor aos insumos adquiridos de terceiros e que são vendidos ou 
consumidos durante determinado período. Existem, todavia, diferenças temporais 
entre os modelos contábil e econômico no cálculo do valor adicionado. A ciência 
econômica, para cálculo do PIB, baseia-se na produção, enquanto a contabilidade 
utiliza o conceito contábil da realização da receita, isto é, baseia-se no regime 
contábil de competência. Como os momentos de realização da produção e das 
vendas são normalmente diferentes, os valores calculados para o PIB por meio dos 
conceitos oriundos da Economia e os da Contabilidade são naturalmente diferentes 
em cada período. Essas diferenças serão menores, quanto menor forem as 
diferenças entre os estoques inicial e final para o período considerado. Em outras 
palavras, admitindo-se a inexistência de estoques inicial e final, os valores 
encontrados com a utilização de conceitos econômicos e contábeis convergirão. 
 
2.3 Indicadores Econômico-Financeiros 
 
 O principal instrumento utilizado para a análise econômico-financeira de uma 
empresa é o índice, ou seja, o resultado da comparação entre grandezas. Os índices 
estabelecem uma relação entre contas e grupos de contas dos Demonstrativos 
Financeiros, visando evidenciar determinado aspecto da situação econômico-
financeira de uma empresa, servindo assim, como um termômetro na avaliação da 
saúde financeira dela. 
 
2.3.1 Instrumentos preliminares de análise 
 
 Para Assaf Neto (2010), o montante de uma conta ou de um grupo 
patrimonial, quando tratado isoladamente, não retrata adequadamente a importância 
do valor apresentado e muito menos, seu comportamento ao longo do tempo, desta 
31 
 
forma, a comparação dos valores entre si e com outros de diferentes períodos, 
oferecerá um aspecto mais dinâmico e elucidativo a posição estática das 
demonstrações contábeis. Esse processo de comparação, indispensável ao 
conhecimento da situação de uma empresa, é representado pela Análise Horizontal 
e pela Análise Vertical. 
 A análise horizontal das demonstrações financeiras corresponde ao estudo 
comparativo, em períodos de tempo consecutivos, da evolução das contas que 
compõem as demonstrações financeiras em análise. As variações, ocorridas ao 
longo dos anos, permitem que o analista avalie as estratégias adotadas pela 
empresa no passado. É feita com base em números-índices, em que se considera o 
valor de 100 na data-base para a conta em análise e, por meio de uma simples regra 
de três, apura-se o valor da conta no período seguinte, conforme apresentado na 
figura a seguir: Ano 1 Ano 2
Duplicatas a Receber 74.493 55.678
Ajuste Horizontal (AH) 100 x = 55.678 x 100 = 74
75.493
ANÁLISE HORIZONTAL DA CONTA DUPLICATAS A RECEBER
 
Figura 8 – Análise Horizontal Fonte: FGV Management (2011). 
 Pode-se concluir pela análise horizontal que a conta de duplicatas a receber 
sofreu uma queda de 26% (74-100). A informação básica extraída da análise 
horizontal é a evolução individual de cada conta em relação à evolução de uma 
conta-padrão. 
 Com relação à Análise Vertical, a mesma trata-se da metodologia de análise 
que mostra a participação percentual de cada um dos itens das demonstrações 
financeiras em relação ao somatório do seu grupo. A análise vertical das 
demonstrações financeiras tem como objetivo verificar a evolução ao longo do 
tempo, da composição percentual das principais contas do balanço patrimonial e da 
demonstração de resultados do exercício. 
 O procedimento para fazer a análise vertical, consiste em colocar em sentido 
vertical as contas do ativo e do passivo (no caso do balanço patrimonial), nos 
exercícios em análise. Em seguida, fazendo igual a 100 o total do ativo e do passivo 
32 
 
em cada exercício, calcula-se o percentual de cada conta em relação ao total do 
ativo e do passivo. 
 As análises, horizontal e vertical, não são excludentes, ou seja, ao se 
processar um estudo comparativo das demonstrações contábeis de uma empresa, é 
importante que sejam utilizadas tanto a análise horizontal como a vertical, a fim de 
melhor identificar as várias mutações sofridas por seus elementos contábeis (ASSAF 
NETO, 2010). 
 
2.3.2 Estrutura Patrimonial 
 
 Os índices de estrutura patrimonial avaliam a segurança que uma empresa 
oferece aos capitais alheios e revelam sua política de obtenção de recursos e de 
alocação dos mesmos nos diversos itens do

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