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Abrangência das Ações de Saúde ( Módulo IV ) Unime 2018.2

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SUS. 
 
 
 8ª Conferência Nacional de Saúde 
 
 É nessa conferência que as propostas da reforma sanitária são discutidas 
 A 8ª CNS foi base para a elaboração do capítulo da Saúde para a construção da 
Constituição Federal de 1988 e para a construção do Sistema Único de Saúde (SUS), foi 
um grande marco para a saúde. E os principais assuntos debatidos foi a saúde como 
direito; a reformulação do Sistema Nacional de Saúde; e financiamento setorial. 
 
 
 8ª Conferência teve sua Comissão Organizadora presidida por Sergio Arouca, uma 
das principais lideranças do Movimento da Reforma Sanitária 
 Com a Conferência ficou evidente a necessidade de mudanças profundas na área da 
saúde, ampliando o próprio conceito de saúde. Ouve acordo para que ocorresse a 
separação entre Saúde e Previdência, para que existisse um financiamento por parte do 
governo para a área específica da saúde ( e que a saúde deveria ser para todos, 
independente da contribuição ) . 
 
 Constituição Federal ( Artigos 196 à 200 ) 
 
 Nessa constituição que serão instituídas as propostas discutidas na 8ª 
Conferência Nacional de Saúde. Nela saem algumas leis como : 
 1) A saúde é um direito de todos e dever do Estado , garantindo 
através de políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de 
doenças. 
 2) O Poder Público dispõe da regulamentação, fiscalização e controle 
das ações e serviços de saúde 
 3) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede 
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único 
 4 ) As instituições privadas podem participar de forma complementar 
do SUS, mediante contrato ou convênio, tendo preferência as entidades 
filantrópicas e sem fins lucrativos . 
 
 Sistema Único de Saúde – SUS 
 Princípios Doutrinários : 
Universalização: a saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e 
cabe ao Estado assegurar este direito, sendo que o acesso às ações e 
serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, 
raça, ocupação, ou outras características sociais ou pessoais. 
Equidade: o objetivo desse princípio é diminuir desigualdades ( Busca a 
Justiça Social) . Apesar de todas as pessoas possuírem direito aos serviços, 
as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em outras 
palavras, equidade significa tratar desigualmente os desiguais, investindo 
mais onde a carência é maior. 
Integralidade: este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo 
a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, 
incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a 
reabilitação. Juntamente, o princípio de integralidade pressupõe a articulação 
da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação 
intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e 
qualidade de vida dos indivíduos. 
 
 
 
 Princípios Organizativos 
Regionalização e Hierarquização: os serviços devem ser organizados em 
níveis crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada área 
geográfica, planejados a partir de critérios epidemiológicos, e com definição e 
conhecimento da população a ser atendida. A regionalização é um processo 
de articulação entre os serviços que já existem, visando o comando unificado 
dos mesmos. Já a hierarquização deve proceder à divisão de níveis de 
atenção e garantir formas de acesso a serviços que façam parte da 
complexidade requerida pelo caso, nos limites dos recursos disponíveis numa 
dada região. 
Descentralização e Comando Único: descentralizar é redistribuir poder e 
responsabilidade entre os três níveis de governo. Com relação à saúde, 
descentralização objetiva prestar serviços com maior qualidade e garantir o 
controle e a fiscalização por parte dos cidadãos. No SUS, a responsabilidade 
pela saúde deve ser descentralizada até o município, ou seja, devem ser 
fornecidas ao município condições gerenciais, técnicas, administrativas e 
financeiras para exercer esta função. Para que valha o princípio da 
descentralização, existe a concepção constitucional do mando único, onde 
cada esfera de governo é autônoma e soberana nas suas decisões e 
atividades, respeitando os princípios gerais e a participação da sociedade. 
Participação Popular: a sociedade deve participar no dia-a-dia do sistema. 
Para isto, devem ser criados os Conselhos e as Conferências de Saúde, que 
visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da política de 
saúde. 
RESOLUBILIDADE – É a exigência de que, quando um indivíduo busca o 
atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a 
saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrentá-lo e resolvê-
lo até o nível da sua competência. 
 
 
LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990 – Lei Orgânica da Saúde 
 
 Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, 
a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras 
providências. 
 Art. 1º Esta lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de 
saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, 
por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou privado. 
 Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado 
prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. 
 § 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução 
de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de 
outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso 
universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e 
recuperação. 
 
 
 § 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da 
sociedade. 
 Art. 3º A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, 
a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a 
renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; 
os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do 
País. 
 
 Unidade de Saúde da Família 
 
 Essas unidades são alternativas para desafogar os hospitais e UPA. Nelas ocorre a 
atuação de uma ou mais equipes multidisciplinares ( médico, enfermeiro , dentista, 
auxiliares , técnico de enfermagem , administrativo ) e devem se responsabilizar pela 
atenção à saúde da população. 
 Realiza o cuidado primário, privilegiando a promoção da saúde, prevenção da 
doença, com autonomia técnica – assistencial . 
 O atendimento pode ser através das demandas espontâneas ou agendadas e a unidade 
pode e deve realizar regulação para o Hospital, caso necessário. 
 É o primeiro contato com o paciente, deve está localizado no centro do bairro para 
facilitar que o paciente chegue até ele. 
 
 
 
 Normas Operacionais 
 
 Instrumento jurídico institucional, editado periodicamente por Portarias do Ministério 
da Saúde, após amplo processo de discussão com gestores em saúde e segmentos da 
sociedade , negociado e pactuado na Tripartite, aprovado no Conselho Nacional de 
Saúde para : 
 Aprofundar e reorientar a implementação do SUS; 
 Definir novos objetivos estratégicos, prioridades, diretrizes e 
movimentos tático—operacionais. 
 Regular as relações entre

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