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Exame Físico Tórax - Sistema Respiratório

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Thaís Pires 
 
1 Prova de Habilidades – Bloco IV 
Prova de Habilidades – Bloco IV 
• Exame Físico do Sist. Respiratório 
Inspeção → Palpação → Percussão → Ausculta 
1) Inspeção – divide-se em ESTÁTICA e DINÂMICA 
a. Estática – avaliar a FORMA DO TÓRAX, presença ou não DE ABAULAMENTOS E DEPRESSÕES – 
mesmo sem patologias, o tórax varia de acordo com o biótipo, a idade, o sexo 
i. Tórax Chato – reduzido diâmetro ANTEROPOSTERIOR, por isso as escápulas são 
sobressalentes – mais frequente em LONGILÍNEOS 
ii. Tórax em Tonel ou Barril – aumento no diâmetro ANTEROPOSTERIOR, praticamente igual 
ao diâmetro transversal 
iii. Torax Infundibuliforme / Pectus excavatum / Tórax de Sapateiro – depressão no TERÇO 
INFERIOR DO ESTERNO, podendo ser muito ou pouco acentuada 
iv. Tórax Cariniforme / Pectus Carinatum / Peito de Pombo – aquele o qual há uma ELEVAÇÃO 
ao nível do esterno 
v. Tórax em Sino / Piriforme – possui a região INFERIOR dilatada – em visceromegalias nessa 
região 
vi. Tórax Cifótico – resultado do ENCURVAMENTO POSTERIOR da coluna torácica 
vii. Tórax Escoliótico – tórax assimétrico pelo DESVIO LATERAL do segmento torácico da coluna 
viii. Tórax Cifoescoliótico – combinação do desvio posterior e latero-lateral do segmento 
torácico da coluna vertebral 
ix. Tórax Instável Traumático – quando há fratura de costelas, observa-se movimentos 
RESPIRATÓRIOS PARADOXAIS, i. e., na inspiração o tórax diminui e na expiração ele 
aumenta de volume 
x. Abaulamentos + Depressões – são indicativos de lesões nesse local – derrame pleural cursa 
com abaulamento do hemitórax correspondente, aneurisma da aorta com abaulamento 
anterossuperior, hipertrofia do VD com abaulamento do precórdio 
b. Dinâmica – avaliar o TIPO RESPIRATÓRIO, RITMO RESPIRATÓRIO, FREQUÊNCIA, AMPLITUDE DOS 
MOVIMENTOS, EXPANSIBILIDADE E TIRAGEM 
i. Tipo Respiratório – para tal, observa-se a movimentação do TÓRAX E ABDOME, buscando 
reconhecer se o tipo respiratório é: 
1. TORÁCICA – representada pela movimentação do gradil costal superior, sendo mais 
frequente em MULHERES 
2. TORACO-ABDOMINAL – movimentação principalmente do abdome, com utilização 
do diafragma – HOMENS 
• Decúbito dorsal – predomina a respiração abdominal 
ii. Ritmo Respiratório – é necessária a observação por, no mínimo, 2 MINUTOS a SEQUÊNCIA, 
FORMA, E AMPLITUDE DAS INCURSÕES 
1. Respiração Dispneica – sucessão de movimentos respiratórios AMPLOS e quase 
sempre DESCONFORTÁVEIS para o paciente 
2. Platipneia – dificuldade de respiração na posição ERETA, aliviada no decúbito dorsal 
3. Ortopneia – dificuldade de respiração até mesmo na posição DECÚBITO DORSAL 
4. Trepopneia – condição a qual a respiração é FACILITADA na posição de DECÚBITO 
LATERAL 
Thaís Pires 
 
2 Prova de Habilidades – Bloco IV 
5. Respiração de Cheyne-Stokes – incursões respiratórias progressivamente mais 
profundas até uma amplitude máxima, diminuindo progressivamente sua amplitude 
até uma apnéia (varia a apneia) 
6. Respiração de Biot – respiração de amplitude variável intercalada, de forma não 
periódica, por períodos de apnéia 
7. Respiração de Kussmaul – amplas e rápidas inspirações interrompidas por curtos 
períodos de apneia 
8. Respiração Suspirosa – é aquela a qual, interrompendo o ritmo respiratório normal, 
surgem inspiração demorada seguida de expiração demorada 
 
iii. Amplitude da Respiração – avaliar se a respiração é PROFUNDA ou SUPERFICIAL 
iv. Frequência Respiratória – varia de acordo com a idade, sexo 
1. Taquipneia – frequência respiratória acima dos limites normais 
2. Bradipneia – frequência respiratória abaixo dos limites normais 
3. Apneia 
4. Eupneia 
v. Tiragem – ligeiras 
depressões que aparecem 
na região axilar e infra-
axilar durante a inspiração 
– ocorre pela existência de uma pressão subatmosférica na região 
vi. Expansibilidade dos pulmões – é analisada na inspeção e na palpação 
vii. Inspeção do Pescoço – avaliar se há a utilização da musculatura acessória para a respiração 
 Forma do Tórax → Ângulo de Charpy 
 Estática 
 Abaulamentos ou Depressões 
Inspeção Tipo Respiratório Tiragem Amplitude dos Movimentos 
 Dinâmica Ritmo Respiratório Inspeção do Pescoço 
 Frequência Resp. Expansibilidade Pulmonar 
IDADE FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 
RN ??? 
Lactentes 22-37 irpm 
Pré-escolares 20-28 irpm 
Escolares 18-25 irpm 
Adultos 12-20 irpm 
Thaís Pires 
 
3 Prova de Habilidades – Bloco IV 
2) Palpação – durante a palpação, procura-se por ESTRUTURA DA PAREDE TORÁCICA, EXPANSIBILIDADE E 
FRÊMITO TORACOVOCAL 
a. Estrutura da Parede Torácica – avaliar a pele, tecido celular subcutâneo, músculos, cartilagens e 
ossos 
b. Expansibilidade – é avaliado, isoladamente, a expansibilidade do ÁPICE e da BASE do pulmão – 
ÁPICE: para tal, o examinador posiciona-se atrás do paciente, pousando ambas as mãos sobre o 
ápice pulmonar, de modo que os polegares quase se toquem, formando ângulo reto com as vétebras 
– BASE: para tal, posiciona-se as mãos a altura das apófises espinhosas da 9ª e 10ª costelas, 
englobando o máximo possível da base, com os polegares próximos // achados semiológicos: 
diminuição da expansibilidade UNI E BILATERAL 
c. Frêmito Toracovocal – repousar a mão sobre as regiões do tórax em que não haja contato direto 
com o esqueleto ósseo – repetir 33 – percorrer faces ANTERIOR, POSTERIOR E LATERAIS – nesse 
caso, avalia-se a INTENSIDADE DO FRÊMITO – em casos de anormalidades que impedem a 
transmissão do frêmito, essa intensidade é diminuída (derrame pleural, pneumotórax) 
3) Percussão – percussão das faces ANTERIOR e LATERAL (tanto faz a posição – decúbito dorsal ou lateral) – 
percussão da face POSTERIOR (paciente SENTADO!!!) → na percussão lateral, é necessário que o pct 
coloque as MÃOS NA CABEÇA – percutir sempre nos ESPAÇOS INTERCOSTAIS 
a. Roteiro – Anterior (cima→baixo) → Laterais → Posterior / Sempre comparar lados homólogos 
b. Sons – Hemitórax D – ao nível da 4 costela, linha hemiclavicular, som submaciço → 5º e 6º som 
maciço // Hemitórax E – na borda esternal esquerda, depois paralelamente até atingir a Linha 
Hemiclavicular E 
 
4) Ausculta – nunca por cima da roupa – preferencialmente o pct SENTADO – induzir a INSPIRAÇÃO e 
EXPIRAÇÃO forçada → “Puxe o ar bem forte pelo nariz e solte pela boca” 
a. Murmúrio Vesicular – resultante da turbulência do ar com as bifurcações brônquicas – não é CTE em 
todo o tórax 
b. Sons normais - Som traqueal; Som brônquico; Murmúrio vesicular e Som broncovesicular 
c. Sons anormais - Descontínuos: estertores finos e grossos; Contínuos: roncos, sibilos e estridor 
Atrito pleural 
d. Sons vocais - Broncofonia, egofonia, pectorilóquia fônica e afônica.