anamnese cardiaca

anamnese cardiaca

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ANAMNESE DO SISTEMA CARDIOVASCULAR
Elaine Gonçalves
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ANAMNESE
Diagnóstico Clínico em 74-90% dos casos
Qualidade da informação
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ANAMNESE \u2013pontos importantes
Observar sintomas que mais comumente levam a suspeita de doença cardiovascular
Incluir dados relativos a história familiar, antecedentes pessoais, ocupacionais, hábitos de vida
Fatores de risco para doença cardiovascular (HAS, tabagismo, dislipidemia, DM, menopausa, uso de ACHO, história familiar de DAC)
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SINTOMAS FUNDAMENTAIS DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES
Dispnéia
Dor torácica
Palpitações
Edema
Tosse
Cianose
Hemoptise
Fadiga
Síncope
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DISPNÉIA
Manifestação subjetiva ou objetiva de desconforto ou esforço para respirar.
 
Tipos: 
		 Dispnéia de esforço
 		 Dispnéia paroxística noturna
		 Ortopnéia
		 Dispnéia de repouso 
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ABORDAGEM DO PACIENTE COM DISPNÉIA
Que grau de atividade é necessário para desencadear os sintomas?
Evolução dos sintomas e impacto nas atividades habituais do paciente
Pneumopatia associada?
Dispnéia \u201csuspirosa\u201d
Achados do exame físico
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Dispnéia \u2013 Diagnóstico diferencial
Cardiopatias associadas a aumento de pressão no território capilar pulmonar
Pneumopatias: DPOC, bronquite crônica, enfisema, fibrose pulmonar intersticial
Doenças crônicas: anemia, hiper ou hipotireoidismo, obesidade, descondicionamento físico
Início súbito: embolia pulmonar, pneumotórax, edema agudo de pulmão, obstrução aguda de vias aéreas
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Dor Torácica
Importância:
 Dilema Clínico
 Sintoma mais freqüente associado a angina pectoris
 Inúmeras possibilidades diagnósticas
 Propedêutica armada (racionalizar recursos diagnósticos e terapêuticos)
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 DOR TORÁCICA
 Priorizar anamnese e exame clínico
 Elementos essenciais na história:
 Caracteres semiológicos da dor: localização, tipo, irradiação, duração, fatores desencadeantes, fatores agravantes, fatores atenuantes e sintomas associados
 Fatores de risco presentes
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DOR TORÁCICA TÍPICA DE ISQUEMIA MIOCÁRDICA
Caracter: aperto, peso, angústia, abafamento, sufocação
Localização: precórdio, retroesternal, hemitórax esquerdo, epigástrio.
Irradiação: MMSS, região cervical, mandíbula e arcada dentária inferior, epigástrio, dorso (região interescapular)
Duração: geralmente menor que 5 min. Podendo estender-se até 20 min.
Sintomas associados: dispnéia , sudorese, palidez, náuseas, vômitos, mal-estar geral
Fatores precipitantes: esforços físicos, tensão emocional, período pós-prandial, frio.
Fatores de melhora: repouso, nitrato sublingual (resposta em menos de 10 min.)
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Diagnóstico diferencial de dor torácica
1 \u2013 Causas cardiovasculares 
 Angina estável
 Estenose valvar aórtica
 Cardiomiopatia hipertrófica
Prolapso de valva mmitral
2 \u2013 Causas gastrointestinais
 Espasmo esofágico
 Refluxo gastroesofágico
3- Doenças degenerativas da coluna cervical e torácica
 Costocondite (Síndrome de Tietze)
4- Herpes Zóster
5 \u2013 Causas pleuropulmonares
 Pleurite
 Pneumonia
 
 Úlcera péptica
 Pancreatite aguda
 Colecistopatia
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EDEMA
Acúmulo de líquido no espaço intersticial por aumento da pressão hidrostática.
Características: Mole, depressível , indolor, frio, vespertino
Localização: MMII em pacientes que deambulam, sacral nos pacientes acamados, generalizado (anasarca) em pacientes com ICC severa. 
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ABORDAGEM DO PACIENTE COM EDEMA
Anamnese \u2013 questionamentos importantes:
 - Quando começou?
 - Uni ou bilateral?
 - Presença de dor associada?
 - Remite do dia para a noite?
 - História de dispnéia de esforço ou ortopnéia?
 - História de nefropatia ou doença hepática?
 - Mudança de peso, hábitos intestinais ou apetite?
 - Uso de algum medicamento? 
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ABORDAGEM DO PACIENTE COM EDEMA
QUEIXAS FREQUENTES:
 - Anel e/ou sapatos apertados
 - Ganho de peso
 - Acorda \u201cinchado\u201d
 - \u201cPernas gordas\u201d
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ABORDAGEM DO PACIENTE COM EDEMA
Reconhecimento clínico do edema:
 - Intumescimento das partes atingidas
 - Tendência ao arredondamento das formas
 - Perda do pregueamento cutâneo
 - Pele brilhante, fina 
 - Hiperemia e calor (infecciosos)
 - Formação de cacifo
 
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PALPITAÇÕES
PALPITAÇÕES: Percepção incômoda dos batimentos cardíacos ( Alteração da regularidade, aumento da intensidade dos batimentos e/ou aumento da sua frequência)
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ABORDAGEM DO PACIENTE COM PALPITAÇÕES
Frequência das crises/ fatores desencadeantes
Avaliar idade, atividade física e condições emocionais do paciente
Há cardiopatia associada?
Há Fatores estimulantes? (fumo, distúrbio tireoideano, uso de estimulantes e anfetaminas, cardiotônicos) 
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Palpitações 
Condições Clínicas associadas:
-Ansiedade ou reações de pânico
-Hipertonia vagal
-Excesso de catecolaminas
-Taquicardias ventriculares ou supraventriculares associadas a reflexos vasovagais
-Manifestação de insuficiência cardíaca
-Manifestação de arritmia ventricular grave \u2013 Síncope ou pré-síncope associadas. 
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Síncope: 
Alteração importante no ritmo cardíaco ( comprometimento do sistema de condução do estímulo cardíaco) ou oscilação transitória na pressão arterial.
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Abordagem do paciente com Síncope
Houve realmente alteração do nível de consciência relacionada à queda?
Quais circunstâncias precederam o evento? Posição/ atividade/ fatores precipitantes
Como é o início do evento?
Como o evento termina?
Antecedentes: história familiar de morte súbita, doença cardíaca estrutural, doença neurológica, doenças metabólicas, uso de medicações, frequência dos episódios 
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HEMOPTISE
Expectoração de sangue, puro ou associado a secreções, pela tosse
Expectoração espumosa ou rósea:EAP ou insuficiência ventricular esquerda
 
Secreção \u201ccor de tijolo\u201d: pneumonia
Raios de sangue com muco: bronquites ou tumores endobrônquicos
Hemoptise volumosa: ruptura de vasos brônquicos