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História e Fundamentos da Fisioterapia

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científico para suas ações. Preocupa-se com a comunidade menos favorecida e carente para ações de intervenção de saúde.
A cada dia, cada vez mais, a Fisioterapia se solidifica e cria raízes através de uma base científica, firmando-se como Ciência, expandido-se na busca do oferecimento de uma atenção à saúde com qualidade e dignidade, caracterizando um novo perfil profissional nessa área de conhecimento humano, o qual se destaca, hoje, em termos de atuação e interesse.
Exemplo
O Fisioterapeuta tem buscado e ocupado seu espaço profissional junto a creches, hospitais, centros de terapia intensiva, ambulatórios, clínicas geriátricas, entidades de crianças excepcionais, clínicas especializadas, centros desportivos, clubes, postos de saúde, centros médicos, associações de pessoas portadoras de necessidades especiais, empresas, linhas de produção e instituições de ensino.
História e fundamentos da Fisioterapia / Aula 3 - Formação profissional – Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Fisioterapia
Introdução
Nessa aula iremos discutir a formação do profissional fisioterapeuta. Como é feita essa formação? Sobre que bases ela é feita? Qual é o profissional que queremos formar? E qual o profissional que o mercado espera receber? O mercado vem mudando nos últimos anos e atualmente, além do conhecimento, se fazem necessárias competências e habilidades para sua entrada e manutenção no mercado de trabalho.
E isso vem presente nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação de Fisioterapia, que são normas obrigatórias para a formação do fisioterapeuta. Elas orientam o planejamento curricular dos cursos de Fisioterapia, fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
Junto a isso existe um Projeto Pedagógico de Curso que é organizado pelos seus professores e outros profissionais para direcionamento do seu curso, da estrutura curricular do seu curso e todo o processo de aprendizagem ao qual você irá passar.
Então, vamos entender um pouco mais sobre isso e nos preparar para o mercado de trabalho.
Ele está ávido por profissionais fisioterapeutas competentes!
Competências e habilidades de um fisioterapeuta para o mercado de trabalho
Você sabe quais são as diferenças entre conhecimento, competências e habilidades.
Vejamos a definição de cada um desses conceitos a seguir:
Conhecimento
É o saber teórico. O conhecimento, em geral, está presente apenas na mente do profissional. O grande desafio dos indivíduos é transformar o conhecimento tácito, implícito, em conhecimento explicito e conseguir aplica-lo no seu cotidiano. O saber fazer deve ser conhecido, isso é vital para sobrevivência de um profissional no mercado de trabalho
Competência
É o “saber fazer”. O ideal seria a junção de conhecimento e competência, mas essa combinação nem sempre é uma realidade. Muitas vezes quem tem o conhecimento não tem competência para executar. A competência, em regra, depende de prática, treino, erros e acertos. Por isso, a importância da pesquisa junto ao seu curso, das aulas práticas, do estágio, onde se aprende a aplicar o conhecimento.
Habilidade
Está ligada à ação. Não adianta ter conhecimento e competência e não ter habilidade - atitude. Atitude é querer fazer. Muitos profissionais estão poucos dispostos a ter atitudes de mudança. Sabem que se algumas coisas mudassem, o resultado final seria melhor. Mas para que mudar o que de certa forma está dando certo? Essa atitude é necessária para ocorrer à mudança. Atitudes são necessárias para se mudar paradigmas.
Conhecimento se adquire estudando e competência e habilidade vêm com a prática. O grande problema que eu vejo é a falta de atitude, algo meio místico, algo que vem no DNA da pessoa, difícil de ser adquirido, difícil de ser aprendido. Está relacionado a valores, a condutas éticas. Observe que eu disse difícil e não impossível. Só que para ter atitude é necessário “atitude”. Está relacionada a tomadas de decisão, a gestão do processo, a liderança e principalmente a “aprender a aprender”, ou seja, uma educação continuada.
Considerando-se que a graduação dura somente alguns anos, enquanto a atividade profissional pode permanecer por décadas e que os conhecimentos e competências vão se transformando velozmente, torna-se essencial pensar em uma formação de um profissional ativo e apto a aprender a aprender. Segundo Fernandes e colaboradores (2003, p.392-395),
o aprender a aprender na formação dos profissionais de saúde deve compreender o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a conviver e o aprender a ser, garantindo a integralidade da atenção à saúde com qualidade, eficiência e resolutividade.
Temos que pensar em uma formação de profissionais não somente “fisioterapeutas”, mas como sujeitos sociais com competências éticas, políticas e técnicas e dotados de conhecimento, raciocínio, crítica, responsabilidade e sensibilidade para as questões da vida e da sociedade, capacitando-os para intervirem em contextos de incertezas e várias complexidades.
Vamos pensar um pouco...
O PERCENTUAL DE PESSOAS COM CURSO SUPERIOR COMPLETO SUBIU DE 4,4% PARA 7,9%
Na análise da população de 10 anos ou mais por nível de instrução, de 2000 para 2010, o percentual de pessoas sem instrução ou com o fundamental incompleto caiu de 65,1% para 50,2%, enquanto o de pessoas com pelo menos o curso superior completo aumentou de 4,4% para 7,9%. Houve avanços em todas as grandes regiões (IBGE, 2010).
Isso significa que vocês, que estão cursando um curso superior são uma minoria na sociedade brasileira. Não chegam a 10%. E por isso, eu sempre afirmo para os meus alunos, que eles têm uma grande responsabilidade social por aqueles 90% de indivíduos que ficaram extra muro desse espaço universitário.
Então, devem ter conhecimento (raciocínio, visão crítica), competências (intervenções e tomadas de decisões) e habilidades (responsabilidade e sensibilidade) para intervirem junto a sociedade, Serem capazes de promover educação e cuidados para a saúde nos três níveis de complexidade – atenção básica, média complexidade e alta complexidade.
Projeto pedagógico do curso de fisioterapia
O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) tem dupla dimensão:
orienta a formação do profissional fisioterapeuta;
conduz a uma formação profissional comprometida e responsável.
Ele deve manter-se em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecidas pelo Ministério da Educação e para atender as demandas acadêmicas relacionadas à formação do profissional fisioterapeuta desejado.
A atualização do Projeto Pedagógico do Curso de Fisioterapia da Estácio é o resultado do trabalho coletivo do Colegiado e do NDE (Núcleo Docente Estruturante) e tem como bases:
no DECRETO LEI n°938 de 13 de outubro de 1969 - DOU nº 197 de 14/10/1969, que regulamenta a profissão de Fisioterapeuta, que já tivemos o oportunidade de citar;
na proposta de Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação em Fisioterapia– Resolução CNE/CES 4, de 19 de fevereiro de 2002, homologada em 07 de dezembro de 2001 pelo Ministério da Educação – MEC, que veremos a seguir;
na Resolução CNE n°4, homologada em de 6 de abril de 2009, que fixa a carga horária mínima do curso em 4 mil horas, no período de 5 anos para integralização – por isso seu curso é oferecido em 10 semestres;
nos resultados das avaliações internas (Avaliação Institucional) e externas (ENADE e visita in loco) do Curso de Graduação em Fisioterapia.
Diretrizes curriculares nacionais para o ensino de graduação em fisioterapia (CNS, 2002)
Para essa formação tão ampla, que estamos falando, há conteúdos essenciais para o Curso de Graduação em Fisioterapia. Eles devem estar relacionados com todo o processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade.
Esses conteúdos devem contemplar:
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I - Ciências Biológicas e da Saúde – incluem-se os conteúdos (teóricos e práticos) de base moleculares e celulares dos processos normais e alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos,

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