A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
60 pág.
História e Fundamentos da Fisioterapia

Pré-visualização | Página 5 de 16

sistemas e aparelhos; disciplinas que são oferecidas no início do curso.
II - Ciências Sociais e Humanas – abrange o estudo do homem e de suas relações sociais, do processo saúde-doença, contemplando a integração dos aspectos psicossociais, culturais, filosóficos, antropológicos e epidemiológicos norteados pelos princípios éticos.
III - Conhecimentos Biotecnológicos - abrange conhecimentos que favorecem o acompanhamento dos avanços biotecnológicos das ações fisioterapêuticas que permitam incorporar as inovações tecnológicas inerentes a pesquisa e a prática clínica fisioterapêutica
IV - Conhecimentos Fisioterapêuticos - compreende a aquisição de amplos conhecimentos na área de formação específica da Fisioterapia: a fundamentação, a história, a ética e os aspectos filosóficos e metodológicos da Fisioterapia e seus diferentes níveis de intervenção. Desde a avaliação até as prescrições preventivas e terapêuticas. Essas disciplinas são oferecidas respeitando a complexidade, até serem finalizadas com a carga horária de estágio, que sempre respeita 20% da carga horária total do curso.
As Diretrizes se preocupam também com a formação do egresso – o formando em fisioterapia. Veja o que ela determina como aluno formando:
Que seja um fisioterapeuta generalista - capacitado para atuar em todos os níveis de atenção à saúde –para atuar em diferentes áreas e segmentos, desde o nascimento até a morte, nos diversos sistemas e órgãos do corpo humano (neuro-locomotor, cardiorrespiratório, uroginecológico, dermatofuncional, dentre outros); em ações da saúde coletiva, em programas e projetos de saúde pública, nas ações básicas em saúde, na área de vigilância sanitária e no campo de fisioterapia do trabalho, como também na prescrição, desenvolvimento, tratamento e recuperação de disfunções;
Que seja um fisioterapeuta crítico e reflexivo, com base no rigor científico e intelectual – um fisioterapeuta que pauta suas ações em avaliações com fechamento de diagnóstico cinesiológico-funcional, prognóstico, prescrição, indução do tratamento, reavaliação e alta do paciente/cliente com base científica, tendo o hábito de leitura de artigos de qualidade para praticar a fisioterapia baseada em evidências;
Que seja um fisioterapeuta humanista, com visão ampla e global, respeitando os princípios éticos/bioéticos, e culturais do indivíduo e da coletividade – tendo um visão biopsicossocial do indivíduo, respeitando seu meio, sua cultura, suas escolhas.
E ainda traz preocupações com as competências e habilidades desse profissional:
	Atenção à saúde:
os profissionais de saúde, dentro de seu âmbito profissional, devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo.
Tomada de decisões:
o trabalho dos profissionais de saúde deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, eficácia e custo-efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos devem possuir competências e habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas.
Comunicação:
os profissionais de saúde devem ser acessíveis, pois comunicação “é se fazer entender” e devem manter a confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com outros profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação envolve comunicação verbal, não verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de, pelo menos, uma língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e informação.
Liderança:
no trabalho em equipe multiprofissional, os profissionais de saúde deverão estar aptos a assumirem posições de liderança, sempre tendo em vista o bem estar da comunidade. A liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz.
Administração e gerenciamento:
os profissionais devem estar aptos a tomar iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho, dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe de saúde.
Educação permanente:
os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os profissionais de saúde devem aprender a aprender e ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja beneficio mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profissional, a formação e a cooperação através de redes nacionais e internacionais.
Educação permanente O Curso de Graduação em Fisioterapia deverá também, contemplar atividades complementares. São mecanismos de aproveitamento de conhecimentos. O aluno no decorrer do curso adquire conhecimentos amplos através palestras, estudos e práticas independentes presenciais e/ou a distância, monitorias e estágios; programas de iniciação científica; programas de extensão; estudos complementares e cursos realizados em outras áreas afins. Pois como afirmamos no início da aula ele deve ser preparado para promover transformações sociais, certo? Finalizando, como afirma Barros (2003): O Fisioterapeuta de hoje já não guarda semelhanças com seu nascedouro de “técnico de reabilitação” da década de 50. Esta evolução foi conquistada pela profissão, no campo legal e científico, através da competência e amadurecimento da categoria profissional. O Fisioterapeuta deixou de ser um “profissional da reabilitação” para tornar-se um profissional de saúde, atuante na promoção, desenvolvimento, prevenção, tratamento e recuperação da saúde. E é através da formação desse profissional que se adquire capacidade e conhecimentos para a solução de problemas do seu dia-a-dia, com tomada de decisões, estabelecendo relações entre cultura, sociedade, saúde, ética e educação. Nesse sentido, é fundamental o total domínio de conteúdos e metodologias, em níveis crescentes de complexidade e fundamentados sempre no diálogo entre as transformações sociais e as do mundo do trabalho.
História e fundamentos da Fisioterapia / Aula 4 - Legislação na fisioterapia
Introdução
Os preceitos e ordenamentos jurídicos são influentes nas categorias profissionais e responsáveis pela organização do exercício da profissão. Isso quer dizer que o sucesso ou o fracasso do profissional também é dependente dos regulamentos jurídicos que o cercam. Por isso, é essencial para o fisioterapeuta o conhecimento sobre sua legislação e sobre a interferência desta em suas ações.
É importante relacionar o profissional que queremos formar com as bases políticas da profissão. Isso reflete na sua presença e no respeito junto à equipe interdisciplinar. Um fisioterapeuta deve ter conhecimento e ser cumpridor das leis, das políticas públicas de educação e saúde.
Deve, também, distinguir os saberes de sua área (Fisioterapia) dos saberes das demais. Nossas legislações vão possibilitando as especializações e as ações cada vez mais abrangentes junto à sociedade.
O Decreto-Lei 938/69 – legitimando a profissão
	O Decreto-Lei 938/69, de 13 de outubro de 1969, legitimou a profissão de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no país. E por que as duas profissões foram legitimadas juntas? Devido a sua criação, que ocorreu na mesma época, em 1957.
Podemos ter uma atenção especial para os Artigos 1º e 2º desse Decreto-Lei. Eles garantem pleno exercício profissional pelo fisioterapeuta, estabelecendo sua formação em nível superior. Incorpora, também, em seu Artigo 12, o fisioterapeuta numa nova situação em que seria considerado um profissional liberal:
	
	“É assegurado o exercício das profissões de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, observado o disposto no presente”.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.