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História e Fundamentos da Fisioterapia

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(Art. 1º)
”O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, diplomados por escolas e cursos reconhecidos, são profissionais de nível superior”. (Art. 2º)
“O Grupo da Confederação Nacional das Profissões Liberais, constante do Quadro de Atividades e Profissões, anexo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943, é acrescido das categorias profissionais de fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, ....”. (Art. 12º)
Leitura
<http://www.coffito.org.br/site/index.php/15-geral/558-decreto-lei-n-938-de-13-de-outubro-de-1969.html>
Já em relação ao estabelecimento dos atos privativos do fisioterapeuta, o referido Decreto-Lei afirma:
“É atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicos com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente”. (Art. 3º).
Encontramos duas questões que merecem reflexão:
- Primeira questão: se o trecho “É atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicos...” for encarado ao “pé da letra”, poderíamos entender que o fisioterapeuta teria a garantia, a partir do Decreto-Lei, de ser o único responsável por tal execução, certo?
- Segunda questão: refere-se às ações privativas do fisioterapeuta, descritas no trecho “... restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente”. Aqui, o documento aponta para uma particularidade que, desde os primeiros estudos sobre a Fisioterapia, encontra-se arraigada e diretamente relacionada à profissão – a associação com a reabilitação. O que acabou reforçando uma concepção de que o trabalho do fisioterapeuta estaria restrito aos níveis de atenção à saúde na qual a capacidade física das pessoas já estivesse comprometida. Tais ações remetem a uma prática de saúde restrita à doença. Isso dificulta a percepção da sociedade para as práticas voltadas à prevenção e à promoção da saúde, em que a Fisioterapia também atua.
COFFITO e CREFITOs
Esse Decreto-Lei criou o COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e os CREFITOs (Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional).
A criação do COFFITO (1975), formado pelos próprios fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais deu poder de baixar atos e normas orientadores do exercício profissional e, assim, a autonomia das profissões estava garantida. Isso foi muito relevante para a profissão!
A Fisioterapia se desenvolveu, criou corpo enquanto profissão, ampliando de forma significativa a sua participação no cenário da saúde.
Identifique, junto ao site do COFFITO, o CREFITO de sua região e acompanhe os eventos e projetos.
Leitura
<http://www.coffito.org.br/site/index.php/crefitos/enderecos-crefitos-coffito.html>
RESOLUÇÃO COFFITO 8
	O Conselho tem como uma de suas incumbências exercer função normativa, e emitiu, em fevereiro de 1978, a Resolução COFFITO nº 08, aprovando as normas para habilitação ao exercício da profissão de fisioterapeuta.
A Resolução COFFITO 8 apresenta um forte caráter burocrático. É extensa e traz informações valiosas quanto a documentos necessários para o exercício profissional da fisioterapia. Ela organiza:
Direito à inscrição e à franquia profissional;
Processamento da habilitação no CREFFITO;
Documentos de identidade profissional;
Transferência e baixa do vínculo de habilitação;
Registro do consultório;
Publicidade profissional;
Obrigações pecuniárias e débitos.
	
	Reflete o movimento da saúde então vigente, pois definiu como atos desse profissional “planejar, programar, ordenar, coordenar, executar e supervisionar métodos e técnicas fisioterápicos que visem à saúde nos níveis de prevenção primária, secundária e terciária”. Em relação ao Decreto-Lei nº 938/69, a Resolução COFFITO nº 08/78 ampliou consideravelmente o campo de atuação do fisioterapeuta, tanto em relação aos níveis de assistência (prevenção primária, secundária e terciária) quanto em relação ao foco da atenção, passando a apreender a saúde do indivíduo como um todo e não mais apenas no que diz respeito à sua capacidade física. Começa-se a enxergar um ser humano global, um ser biopsicossocial.
Art. 7º. Constituem condições indispensáveis para o exercício das profissõesde fisioterapeuta e terapeuta ocupacional:
I - Formação profissional de nível superior em curso oficial ou reconhecido, de instituição de ensino autorizada nos termos da lei;
II - Vinculação, pela inscrição ou pela franquia profissional de que tratam os artigos 12 e 18, ao Conselho regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO) com jurisdição na área do exercício da atividade profissional. Resolução COFFITO 80
A Resolução COFFITO 80 buscou ampliar as atribuições do fisioterapeuta expressas na Resolução nº 08/78. Procurou adequar a Fisioterapia ao novo momento do cenário sanitário brasileiro. Muito mais do que tratar e reabilitar, o fisioterapeuta, a partir da Resolução COFFITO nº 80/87, tem o encargo de agir na direção do desenvolvimento das potencialidades funcionais do indivíduo para exercer suas atividades laborativas e da vida diária. Veja o que diz:
	“A fisioterapia é uma ciência aplicada, cujo objeto de estudos é o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas suas alterações patológicas, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, com objetivos de preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de órgão, sistema ou função.”
	
	O Artigo 3º tem a preocupação de valorizar a avaliação fisioterapêutica. Ele afirma que o:
“...Fisioterapeuta é profissional competente para buscar todas as informações que julgar necessárias no acompanhamento evolutivo do tratamento do paciente sob sua responsabilidade...”.
Possibilitando a recorrência a outros profissionais da Equipe de Saúde, para solicitação de laudos técnicos especializados. Os fisioterapeutas podem, então, solicitar exames complementares para fechamento do seu “Diagnóstico Cinesiológico Funcional”.
A diferença entre diagnósticos
Você pode observar que o diagnóstico do fisioterapeuta é muito diferente do diagnóstico do médico, por exemplo. Ele sempre estará relacionado à cinesia – perda do movimento –, à perda da função de órgãos e sistemas do corpo humano.
Exemplo
O paciente tem o diagnóstico médico de tendinite patelar, ou seja, um processo inflamatório no tendão patelar. O fisioterapeuta deverá investigar qual função está comprometida para levar à tendinite. O paciente pode ter um ilíaco (osso do quadril) posteriorizado em decorrência de encurtamento dos músculos isquitibiais (músculos posteriores da coxa) sobrecarregando o tendão patelar e produzindo a tendinite. O fisioterapeuta diagnostica a função ou o movimento que causou o diagnóstico ou a funçãoque ficou comprometida. É um olhar muito diferente do olhar dos outros profissionais, por isso a sua importância dentro da equipe.
Link
Veja os diagnósticos cinesiológicos funcionais na página do COFFITO.
A importância da anamnese para um diagnóstico preciso
Por meio de uma avaliação fisioterapêutica, baseada em uma anamnese – coleta de dados do paciente – com o levantamento da queixa principal e com a execução de exames clínicos funcionais (inspeção, palpação e testes específicos), podemos fechar nosso diagnóstico.
O fisioterapeuta pode solicitar exames complementares que possam auxiliar no diagnóstico cinesiológico funcional. Sejam eles: o eletrodiagnóstico para estudos da curva I/T, reobase, acomodação e cronaxia e os estudos funcionais pulmonares, incluindo ventilometria, manovacuometria, dinamometria computadorizada e ergometria. Lembrando que o diagnóstico dado por nós não interfere nos diagnósticos dados por outros profissionais (OLIVEIRA, 1997).
Delegação de funções é proibido
Já o artigo 4º traz uma proibição ao fisioterapeuta de atribuir ou delegar funções de sua exclusividade e competência para profissionais não habilitados ao exercício profissional da Fisioterapia. Ou seja, quem avalia, prescreve e trata

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