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APOSTILA DIR. CONSTITUCIONAL II   PROF. RENATA VELO

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(Estados e Municípios). 
 
 
- Iniciativa dos Tribunais do Poder Judiciário: 
 
- Iniciativa do STF: Estatuto da Magistratura por lei complementar. 
 
- A cada Tribunal cabe a iniciativa de lei sobre: 
a) Alteração do número de membros dos tribunais inferiores; 
b) Criação, extinção de cargos e remuneração de seus servidores e membros; 
c) Criação e extinção dos tribunais inferiores; 
d) Organização judiciária. 
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- Iniciativa da lei de organização do MP: 
- Iniciativa de lei complementar de organização do MP é concorrente entre o PGR 
e o PR. 
- Estadual: PGJ e Gov. 
- Distrito Federal: PGR e PR. 
- Tribunal de Contas não se aplica: iniciativa do Próprio TC. 
 
 
- Iniciativa das leis de organização dos Tribunais de Contas: 
- TC não está contemplado no rol de legitimados do art. 61 da CF, mas o 
entendimento é de que ele tem a iniciativa para a sua lei orgânica. 
- Também para a organização do MP junto ao TC. 
-Também dos Estados, DF e M onde houver. 
 
- Emenda parlamentar em projetos de iniciativa reservada: 
- Cabível Emenda parlamentar desde que: 
a) Pertinência temática com o projeto original, 
b) Não implique aumento de despesas ao projeto original. 
 
- Exceções (emendas a projetos orçamentários): 166, § 3º e 4º da CF. 
 
 
- Vício de iniciativa e sanção: 
- Não sana. 
 
2) Fase constitutiva: 
 
- Duas atuações distintas: 
a) Atuação legislativa: o projeto de lei será apresentado, discutido e votado nas 
duas casas do CN. 
b) Manifestação do Chefe do Executivo: por sanção ou veto. 
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- Se o PL for aprovado no Legislativo e vetado pelo Executivo teremos ainda a 
apreciação do veto pelo CN (veto será apreciado em 30 dias e só pode ser rejeitado 
pelo CN em sessão conjunta por maioria absoluta de Deputados e Senadores em 
escrutínio secreto: artigo 66, § 4º da CF: alterado pela Emenda 76 de novembro de 
2013). 
 
- Abolição da aprovação por decurso do prazo: 
 
- Não há mais no legislativo a aprovação do PL por decurso do prazo, mas só no 
executivo. 
 
- Atuação prévia das comissões. 
- Tanto na casa iniciadora quanto na revisora é submetido à apreciação de duas 
comissões distintas: 
a) Comissão temática: encarregada de examinar aspectos materiais: 
- Pode apresentar emendas ou apenas emitir um parecer que será somente 
opinativo e pode ser a favor ou contra. 
 
b) Comissão de Finanças e Tributação: quando a matéria envolver aspectos 
orçamentários e financeiros. 
 
c) Comissão de Constituição e Justiça: encarregada de analisar aspectos de 
constitucionalidade: 
- Aqui o parecer é terminativo se contra o projeto será rejeitado. 
 
- Ordem hoje: primeiro a temática (melhor). 
 
- As comissões temáticas poderão além de emitir parecer também votar o 
projeto de lei se no Regimento interno tiver esta previsão (chamada de delegação 
interna corporis): artigo 58, § 2º, I da CF. 
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OBS: exemplo no RICD diz que não podem ser votado nas comissões Projetos de: 
lei complementar, código, iniciativa popular etc. 
 
- Isso se não houver interposição de recurso de um décimo da casa ( hipótese 
em que será inviável a votação pela comissão temática, sendo esta transferida 
para o Plenário da casa). 
 
- Se o Regimento nada disser após exame prévio pelas comissões temáticas vai 
para o plenário para ser discutido e votado. 
 
- Voto pode ser ostensivo ou secreto: depende do Regimento interno. 
 
 
- Deliberação plenária: 
- Na casa legislativa será o projeto votado e aprovado por: 
a) Maioria simples ou relativa (art. 47 da CF): se presentes a maioria absoluta 
dos membros da casa: se Lei Ordinária. 
- Temos: 513 deputados federais: 257 DF presentes. Se houver 300 por exemplo e 
metade mais um votarem pela aprovação será aprovado uma lei ordinária. 
 
b) Maioria absoluta: art. 69 da CF: se Lei Complementar. 
 
- Na casa iniciadora o projeto poderá ser aprovado ou rejeitado. 
 
- Se aprovado será encaminhado a outra para revisão. E se rejeitado será arquivado 
aplicando-se a irrepetibilidade: ou seja, a matéria só poderá ser objeto de novo 
projeto na mesma sessão legislativa mediante proposta da maioria absoluta dos 
membros de qualquer das casas do CN (artigo 67 da CF). 
 
- Na casa revisora após a tramitação regimental: comissões, discussão e 
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votação: uma das três hipóteses poderá ocorrer: 
 
a) Aprovação sem emendas: vai para o Poder Executivo. 
 
b) Não aprovação: arquivado e aplica-se a irrepetibilidade (matéria só será objeto 
de novo projeto na mesma sessão legislativa por proposta da maioria absoluta dos 
membros do CN. (art. 67 da CF). 
 
c) aprovação com emendas: O PL volta a casa iniciadora para que aprecie 
exclusivamente as emendas: 
 
C1) Se as emendas forem aceitas: O projeto com as emendas é enviado ao 
executivo, 
 
C2) Se as emendas forem rejeitadas: O projeto é encaminhado ao executivo sem 
as emendas. 
 
- Sobre as emendas: 
- Podem ser de mérito: 
a) aditivas: acrescenta algo da proposição, 
b) supressiva: retira algo da proposição, 
c) modificativa: altera algo da proposição. 
 
- Emenda: de redação: Estas não precisam retornar a casa iniciadora. 
 
 
- No Poder Executivo pode ocorrer o seguinte: 
 
a) Sanção expressa: O chefe do executivo concorda com o texto e formaliza o ato 
de sanção no prazo de 15 dias úteis contados do recebimento. 
 
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b) Sanção tácita: O chefe do executivo deixa transcorrer o prazo de 15 dias úteis 
contados do ato de recebimento do projeto. 
 
c) Veto: No prazo de 15 dias úteis do recebimento. Comunicando ao Presidente do 
SF no prazo de 48 horas os motivos do veto. 
 
- Sanção não impede que a lei seja impugnada pelo chefe do executivo perante o 
poder judiciário. 
 
- Independem de sanção: demais atos normativos que não as leis ordinárias e 
complementares: emendas constitucionais, leis delegadas, decretos legislativos e 
resoluções. 
 
- Veto pode ser: 
a) Jurídico: veto decorrente de inconstitucionalidade formal ou material; 
b) Político: veto decorrente de contrariedade ao interesse público. 
 
- O veto pode ainda ser: 
a) Total: Incidir sobre todo o projeto de lei; 
b) Parcial: Quando houver recusa à sanção de apenas alguns dos dispositivos do 
projeto de lei. 
 
Note: O veto parcial sofre uma relevante restrição: artigo 66, § 2º da CF: O veto 
só pode abranger texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea. 
 
- Quando o veto é parcial a parte que não foi vetada pode ser imediatamente 
promulgada e publicada e a parte vetada segue para manifestação do CN para 
apreciação do veto em 30 dias: maioria absoluta em voto secreto. (66, § 4º da CF). 
 
- Irrepetibilidade: artigo 67 da CF. 
 
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3) Fase complementar: 
 
- Promulgação: ato solene que atesta a existência da lei. Incide sobre a lei pronta. 
- A atribuição para promulgar a lei é do chefe do executivo. 
- Quando há sanção expressa pelo PR a sanção e a promulgação ocorrem ao 
mesmo tempo, embora dois atos distintos. 
- Quando há sanção tácita ou rejeição do veto pelo CN o PR em 48 horas a 
promulgará e se não o fizer caberá ao Presidente do SF em igual prazo e se não o 
fizer cabe ao Vice-Presidente do Senado. 
 
- Publicação: não há prazo previsto na CF para publicação da lei. 
 
 
Caso concreto: 
 
Câmara de Vereadores da Cidade aprovou lei que torna obrigatório a prestação do 
serviço militar por 3 anos, antiga reivindicação do “Movimento Cidade Segura”, 
sediado naquela localidade. Uma vez encaminhada para o gabinete do Prefeito ele 
alega estar em dúvida quanto à sua constitucionalidade e a obrigatoriedade de sua 
aplicação. Chama a Procuradoria Geral do Município para um parecer.