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Método científico:
A palavra método vem do grego méthodos, que quer dizer “caminho para chegar a um fim”. O método científico é definido como um conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. 
Elemento químico é toda substância que não pode ser decomposta em substâncias mais simples, ou seja, está em seu estado fundamental.
Essa definição foi dada por Boyle e se fundamenta na realização de experimentos e na interpretação de resultados. Esse processo ocorre para todas as leis já propostas até hoje, veja o que é preciso fazer para uma teoria ser aceita no mundo científico:
Observação: Não é preciso ser um cientista para ter este hábito: o de observar, todos nós fazemos isso o tempo inteiro. Uma observação pode ser feita a olho nu (simples) ou pode exigir a utilização de instrumentos mais avançados. Mas a diferença ao se estudar Ciências, é que as observações precisam ser precisas e cuidadosas, nos mínimos detalhes. 
Hipótese: É uma possível explicação para um fenômeno e também deve ser testada por um grande número de experimentos. Primeiramente, o pesquisador deve propor ideias lógicas ou suposições para explicar certos fenômenos e observações, e então desenvolver experimentos que testem essas hipóteses. Se confirmadas, as hipóteses podem gerar leis e teorias. 
Lei: Depois de constatado um fenômeno você poderá descrevê-lo em forma de enunciado, mas uma lei só pode ser formulada após certa quantidade de observações semelhantes. Uma lei tem a característica de descrever eventos que se manifestam de maneira invariável e uniforme. 
Teoria: Depois que a hipótese é testada por vários experimentos, ela pode dar origem a uma teoria ou modelo. Ex: Modelo atômico de Dalton, Teoria de Lavoisier. A teoria deve responder não só às questões iniciais e as que surgirem durante seu fundamento, mas deve permitir previsões sobre futuros experimentos que podem vir a modificá-la. Sendo assim, a teoria pode ser definida como sendo um modelo científico criado por meio de experimentos. “uma teoria é um conjunto de conceitos (constructos), definições e proposições relacionadas entre si, que apresentam uma visão sistemática de fenômenos especificando relações entre variáveis, com o objetivo de explicar e prever os fenômenos”. 
Funções da teoria:
As teorias são desenvolvidas para:
 EXPLICAR 
 Dizer o porquê 
 Como ocorre um fenômeno. 
 Quando 
 SISTEMATIZAR:
 Ou dar ordens para o conhecimento de um fenômeno ou uma realidade. 
 PREVISÃO: 
Fazer inferências sobre como manifestará ou ocorrerá o fenômeno dadas certas condições. 
Os pesquisadores utilizam na teoria os enfoques: 
Quantitativos: desde do início do estudo buscam uma teoria disponível para se fundamentarem. 
Qualitativo: concentram-se seu estudo sobre a situação, o trabalho de campo e as pessoas nele envolvidas.
Critérios comuns para avaliar uma teoria:
Capacidade de descrição, explicação e predição: Deve ser capaz de definir o fenômeno, suas características, componentes e condições. Deve aumentar a compreensão das causas do fenômeno através de evidências empíricas. Deve ser possível prever, pelo menos parcialmente, a manifestação futura do fenômeno. 
Consistência lógica: As proposições que compõem a teoria devem ser inter-relacionadas, mutuamente excludentes e não cair em contradições. 
Perspectiva: Refere-se ao nível de generalização. 
Frutificação (heurística): É a capacidade de uma teoria para gerar novas questões e descobertas (Inovação-Inventar). 
Parcimônia: Simples, fácil. 
Em suma, o Método Científico consiste em estudar um fenômeno da maneira mais racional possível, de modo a evitar enganos, sempre buscando evidências e provas para as ideias, conclusões e afirmações. É um conjunto de abordagens, técnicas e processos para formular e resolver problemas na aquisição do conhecimento.
Revisão da literatura e elaboração de Marco Teórico:
Fundamental em qualquer estudo. 
Será a base para as deduções e fontes das hipóteses em estudos quantitativos. 
Necessário nas pesquisas qualitativas, mas seu papel é diferente, visto que pode surgir:
após uma imersão no campo de investigação (processo indutivo);
paralelamente ao processo de pesquisa;
como último passo do processo de investigação. 
É um compêndio escrito de artigos, livros e outros documentos que descrevem o estado passado e atual do conhecimento sobre o problema que está sendo estudado. O marco teórico ajuda a documentar como a pesquisa acrescenta valor à literatura existente. Dá sustentação teórica para o tema de pesquisa. Consiste em analisar e expor as teorias, enfoques, pesquisas e antecedentes que se considerem válidos para um correto enquadramento do estudo.
Função: 
Ajudar a prevenir erros.
 Orientar o estudo. 
 Ampliar o horizonte.
 Inspirar novos estudos.
 Auxiliar no estabelecimento de hipóteses.
 Fornecer um marco de referência.
Etapas:
Revisão de literatura: A revisão de literatura consiste em identificar, obter e consultar a bibliografia e outros materiais que sejam úteis para os objetivos do estudo, do qual se deve extrair e recompilar a informação relevante e necessária sobre o problema de pesquisa.
Classificação dos três tipos básicos de fontes de informação:
Fontes primárias (diretas): Constituem as informações de “primeira mão” e é objetivo da pesquisa bibliográfica ou revisão de literatura. Exemplos: livros, antologias, artigos de periódicos, monografias, teses e dissertações, documentos oficiais, etc.
Fontes secundárias: São compilações, resumos e listas de referência publicadas nas fontes primárias.
Fontes terciárias: Documentos que reúnem informação de fontes secundárias (títulos de periódicos, nomes de eventos especializados, empresas, associações, institutos de pesquisas, relatórios governamentais etc.). São úteis para detectar fontes não documentais como organizações, associações ou institutos, órgãos de governo que realizem pesquisas).
Adoção de uma teoria ou desenvolvimento de uma perspectiva teórica ou de referência.
Processo:
Detectar a BIBLIOGRAFIA ADEQUADA.
Obter e consultar a bibliografia adequada.
Extração e compilação da informação de interesse da literatura 
Análise da perspectiva ou panorama e organização da informação.
Desenvolvimento do MARCO TEÓRICO.
Revela:
Teoria já completamente desenvolvida, com evidência empírica 
Várias teorias desenvolvidas sobre o assunto.
 Partes de teoria com base empírica
Instruções ainda não estudadas ou ideias vagamente relacionadas
Tipo de pesquisa: Exploratória, Descritiva, Correlacional ou Explicativa:
Pesquisas exploratórias
Estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado. Na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem: (a) levantamento bibliográfico; (b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; e (c) análise de exemplos que "estimulem a compreensão". (Selltiz et aI., 1967, p. 63).
Embora o planejamento da pesquisa exploratória seja bastante flexível, na maioria dos casos assume a forma de pesquisa bibliográfica ou de estudo de caso.
 Pesquisas descritivas
As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática.
Entre as pesquisas descritivas nas ciências sociais, salientam-se aquelas que têmpor objetivo estudar as características de um grupo: sua distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de saúde física e mental etc. Outras pesquisas deste tipo são as que se propõem a estudar o nível de atendimento dos órgãos públicos de uma comunidade, as condições de habitação de seus habitantes, o índice de criminalidade que aí se registra etc. São incluídas neste grupo as pesquisas que têm por objetivo levantar as opiniões, atitudes e crenças de uma população. Também são pesquisas descritivas aquelas que visam descobrir a existência de associações entre variáveis, como, por exemplo, as pesquisas eleitorais que indicam a relação entre preferência político-partidária e nível de rendimentos ou de escolaridade.
Algumas pesquisas descritivas vão além da simples identificação da existência de relações entre variáveis, e pretendem determinar a natureza dessa relação. Nesse caso, tem-se uma pesquisa descritiva que se aproxima da explicativa. Há, porém, pesquisas que, embora definidas como descritivas com base em seus objetivos, acabam servindo mais para proporcionar uma nova visão do problema, o que as aproxima das pesquisas exploratórias.
As pesquisas descritivas são, juntamente com as exploratórias, as que habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática. São também as mais solicitadas por organizações como instituições educacionais, empresas comerciais, partidos políticos etc. Geralmente assumem a forma de levantamento.
Pesquisas explicativas
Essas pesquisas têm como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Esse é o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. Por isso mesmo, é o tipo mais complexo e delicado, já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente.
Pode-se dizer que o conhecimento científico está assentado nos resultados oferecidos pelos estudos explicativos. Isso não significa, porém, que as pesquisas exploratórias e descritivas tenham menos valor, porque quase sempre constituem etapa prévia indispensável para que se possa obter explicações científicas. Uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação dos fatores que determinam um fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado.
As pesquisas explicativas nas ciências naturais valem-se quase exclusivamente do método experimental. Nas ciências sociais, a aplicação deste método reveste-se de muitas dificuldades, razão pela qual se recorre também a outros métodos, sobretudo ao observacional. Nem sempre se torna possível a realização de pesquisas rigidamente explicativas em ciências sociais, mas em algumas áreas, sobretudo da psicologia, as pesquisas revestem-se de elevado grau de controle, chegando mesmo a ser chamadas "quase experimentais". A maioria das pesquisas deste grupo pode ser classificada como experimentais e ex-post facto.
Pesquisa ex-post facto
A tradução literal da expressão ex-post facto é "a partir do fato passado". Isso significa que neste tipo de pesquisa o estudo foi realizado após a ocorrência de variações na variável dependente no curso natural dos acontecimentos.
O propósito básico desta pesquisa é o mesmo da pesquisa experimental: verificar a existência de relações entre variáveis. Seu planejamento também ocorre de forma bastante semelhante. A diferença mais importante entre as duas modalidades está em que na pesquisa ex-post facto o pesquisador não dispõe de controle sobre a variável independente, que constitui o fator presumível do fenômeno, porque ele já ocorreu. O que o pesquisador procura fazer neste tipo de pesquisa é identificar situações que se desenvolveram naturalmente e trabalhar sobre elas como se estivessem submetidas a controles.
Uma importante modalidade de pesquisa ex-post facto, muito utilizada nas ciências da saúde, é a pesquisa caso-controle. Esta é baseada na comparação entre duas amostras. A primeira é constituída por pessoas que apresentam determinada característica - casos - e a segunda é selecionada de forma tal que seja análoga à primeira em relação a todas as características, exceto a que constitui objeto da pesquisa. Por exemplo, numa pesquisa para verificar a associação entre toxoplasmose e debilidade mental, determinado número de crianças com diagnóstico de debilidade mental é submetido a teste sorológico com o intuito de inferir se tiveram ou não infecção prévia pelo Toxoplasma gondii. O mesmo exame é realizado em igual número de crianças sem debilidade mental, do mesmo sexo e idade, que funcionam como controle.
Apesar das semelhanças com a pesquisa experimental, o delineamento ex-post facto não garante que suas conclusões relativas a relações do tipo causa-efeito sejam totalmente seguras. O que geralmente se obtém nesta modalidade de delineamento é a constatação da existência de relação entre variáveis. Por isso é que essa pesquisa muitas vezes é denominada correlacional.
Estabelecer hipóteses, detectar e definir variáveis:
a) Quais são as variáveis?
As variáveis descrevem as car acterísticas do atributo a medir.
Num estudo descritivo bastará fazer a análise de forma isolada para cada variável: é a análise univariada.
Num estudo analítico as variáveis já estão enunciadas nas hipóteses e tentar-se-á verificar a associação ou não destas: é a análise bi ou multivariada.
É importante definir quais serão as nossas variáveis. A primeira definição é conceptual. Por exemplo, se quisermos saber quantos toxicodependentes existem numa população, temos primeiro que definir conceptualmente o que é, para o nosso estudo, ser "toxicodependente". Ser fumador é toxicodependente? Ou apenas os consumidores de drogas ilícitas o são?
Também aqui, quanto menor for o número de variáveis a estudar, maior a probabilidade de atingir os objectivos. Para um principiante, mais de 15 variáveis é perigoso...
b) Classifique cada variável segundo a sua escala de medição.
Agora passamos à definição operacional. Vamos supor que considerámos que um fumador era um toxicodependente. Há que ainda definir se consideramos que alguém que fuma um cigarro por semana também será considerado fumador, como outro que fuma um maço por dia. Ou seja, há que definir agora a escala de medição: por exemplo, vamos contar o número de cigarros por dia, ou apenas criamos dois grupos - fumadores/não fumadores?
Sumariamente, tendo em conta a escala de medição, poderemos classificar as variáveis da seguinte forma:
1- Variáveis qualitativas nominais, cujos valores não tem uma relação de ordem entre eles, por ex., o "Sexo" e "Raça". Para este tipo de variáveis, poder-se-á fazer o estudo das proporções e aplicar-se o Qui-quadrado.
2- Variáveis qualitativas ordinais, cujos valores não são métricos mas incluem relações de ordem. É o caso da variável "Peso" medida em 3 níveis (pouco pesados, pesados, muito pesados). Para este tipo de variáveis poder-se-á fazer tudo quanto é possível fazer-se para as variáveis nominais, mas também adicionalmente é possível estudar as medianas, quartis, modas, e aplicar o Kruskal-Wallis, a regressão logística e outros testes não paramétricos.
3- Variáveis quantitativas, cujos valores são medidos numa escala métrica, como por ex., a "Idade", ou o "Peso" medido em gramas. Para este tipo de variáveis poder-se-á fazer tudo quanto é possível fazer-se para as variáveis nominais e ordinais, mas também adicionalmente é possível estudar as médias, desvios-padrão, e aplicar o ANOVA, a correlação e regressão linear, etc.
Assim, é fundamental planearmos que tipo de variáveis queremos ter, para sabermos de antemão quais as provas estatísticas que poderemos aplicar. É evidente que as variáveis quantitativas são melhores que as meramente ordinais, e estas são melhores que as nominais, porque incluem mais informação e são susceptíveis de lhes serem aplicadas provas estatísticas mais potentes.
c) Como vamos proceder à medição da variável?
No casoda variável peso, será numa balança? Será sempre na mesma balança? Faremos 2 ou 3 pesagens e confiaremos na média? Será sem roupa ou com roupa? Confiaremos apenas no peso que o próprio nos refere? Colhemos o dado da ficha clínica? No caso da variável "Fumar", será através de um questionário, ou através de análise à saliva, etc.? E quem é que vai colher os dados - o próprio investigador ou outros indivíduos? Se for com um questionário, como é que as perguntas estão dispostas e em que condições vai ser aplicado o questionário?
Estas definições são extremamente importantes porque têm a ver com a qualidade da medição. Aqui põem-se problemas relacionados com a precisão ou repetibilidade e a validade ou exactidão do nosso método. Todos estes problemas podem traduzir-se em vieses de informação.
 
d) Posicione cada variável no desenho do estudo.
Quando se querem testar hipóteses, o que só é possível em estudos experimentais ou analíticos, é útil dividir as variáveis, segundo as nossas hipóteses de estudo, em:
– variáveis explicativas, ou de exposição, independentes ou preditoras
– variáveis resposta, ou resultado, ou dependentes
– variáveis interferentes
É muito importante fazer um desenho que clarifique a relação destas variáveis, por exemplo:
	Variável Exposição  -> Variável Resultado
↑
Variáveis Interferentes
Suponhamos que vamos fazer um estudo em que uma hipótese é: o "tempo prévio de consumo de cannabis" está associado ao "tempo de consumo de heroína". Neste caso, o "tempo de consumo de cannabis" será uma variável de exposição e o "tempo de consumo de heroína" a variável resultado. As variáveis interferentes poderão ser a idade e o sexo, o nível educacional, social, etc. Ou seja, em muitos casos, há variáveis que podem interferir e alterar a relação entre outras duas. É possível que um determinado subgrupo etário ou apenas um sexo tenha uma associação positiva entre a variável de exposição e a do resultado, enquanto o outro subgrupo tem uma associação negativa! Este é um dos problemas mais complexos da investigação, que vicia frequentemente as conclusões e que só se resolve cabalmente com a implementação de um desenho de estudo experimental.
Apesar de tudo, nos outros estudos é possível controlar razoavelmente o efeito das variáveis interferentes através da análise estratificada (uma análise independente para cada estrato da variável interferente, verificando seguidamente se há alteração dos resultados de um estrato para outro) e outras técnicas mais sofisticadas que o EpiInfo disponibiliza (Anexo 2 - Controlo das variáveis interferentes)

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