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Choque Hipovolêmico

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Assegurar acessos intravenosos para administração de líquidos e medicamentos prescritos;
O enfermeiro deve estar capacitado para administrar epinefrina por via subcutânea ou intramuscular caso o paciente desenvolva reação anafilática durante a administração de medicamentos em domicílio;
Durante as choque anafilático manter vias aéreas previas, realizar hidratação e adotar posição de trendelenburg para favorecer o retorno venoso.
Tratamento
O tratamento para o choque anafilático deve ser feito o mais depressa possível no pronto-socorro ou em um hospital, com a injeção de adrenalina subcutânea e o uso de uma máscara de oxigênio para ajudar na respiração.
Nos casos mais graves, em que o inchaço da garganta impede a passagem do ar para os pulmões, é necessário realizar uma cricotireodostomia, que é um procedimento cirúrgico para fazer um corte na garganta e manter a respiração, de forma a evitar alterações cerebrais graves.
Após o tratamento pode ser necessário que o paciente fique algumas horas internado no hospital para observar todos os sinais e sintomas, evitando que o choque anafilático volte a surgi.
CHOQUE NEOROGÊNICO
Esse tipo de choque é decorrente de uma lesão medular; levando à perda do tônus simpático, interrompendo o estímulo vasomotor ocasionando intensa vasodilatação periférica e, subsequente, uma diminuição do retorno venoso com queda do débito cardíaco.
Etiologia
A principal causa de choque neurogênico é o acontecimento de lesões na coluna, devido a pancadas fortes nas costas ou acidentes de trânsito, por exemplo. 
No entanto, a utilização de uma técnica incorreta para fazer anestesia peridural no hospital ou o uso de algumas drogas ou medicamentos que afetam o sistema nervoso também podem ser causas de choque neurogênico.
Sinais e sintomas deste tipo de choque incluem
Os dois primeiros sintomas mais importantes do choque neurogênico são a diminuição rápida da pressão arterial e o abrandamento do batimento cardíaco. No entanto, também são frequentes outros sinais como:
Diminuição da temperatura corporal, abaixo de 35,5ºC;
Respiração rápida e superficial;
Pele fria e azulada;
Tonturas e sensação de desmaio;
Excesso de suor;
Dor no peito.
OBS: A gravidade dos sintomas normalmente aumenta de acordo com a lesão que levou ao surgimento do choque, sendo que, no caso de leões na coluna, quanto mais alta, mais severos poderão ser os sintomas.
Cuidados de Enfermagem
Imobilizar cuidadosamente o paciente para evitar uma lesão maior na medula.
Observar as funções cardiovasculares e neurológicas do paciente.
Elevar os pés da cama para minimizar o acúmulo de sangue nas pernas.
Observar sinais de choque em pacientes submetidos a anestesia espinhal ou epidural.
Monitorizar quanto a sinais de sangramento interno.
Prevenir formação de trombos.
Instalar monitor cardíaco.
Avaliar padrão respiratório.
Administrar medicação prescrita ou de acordo com o protocolo da instituição.
Colher material para exames laboratoriais.
Avaliar o estado de consciência.
Aferir sinais vitais.
Caso necessário auxiliar na intubação e ligar ventilador mecânico.
Demais cuidado como higienização e mudança de decúbito
Tratamento
O tratamento para o choque neurogênico deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações graves que colocam a vida em risco. Dessa forma, o tratamento pode ser iniciado imediatamente no pronto-socorro, mas depois precisa ser continuado na UTI para manter uma avaliação constante dos sinais vitais. Algumas formas de tratamento incluem:
Imobilização: é usada nos casos em que acontece uma lesão na coluna, de forma a evitar que se agrave com os movimentos;
Uso de soro diretamente na veia: permite aumentar a quantidade de líquidos no corpo e regular a pressão arterial;
Administração de atropina: um remédio que aumenta os batimentos cardíacos, caso o coração tenha sido afetado;
Uso de epinefrina ou efedrina: juntamente com o soro, ajudam a regular a pressão arterial;
Uso de corticoides, como metilprednisolona: ajudam a diminuir as complicações de lesões neurolôgicas.
Além disso, se tiver acontecido um acidente, também pode ser necessária uma cirurgia para corrigir as lesões provocadas.
Dessa forma, o tratamento pode durar entre 1 semana até vários meses, dependendo do tipo de lesão e da gravidade da situação. Após estabilização dos sinais vitais e recuperação do choque, geralmente é necessário fazer sessões de fisioterapia para recuperar alguma da força muscular ou para se adaptar à realização das atividades diárias.
Conclusão
O choque é um distúrbio caracterizado pela oxigenação inadequada dos órgãos e tecidos. Este distúrbio não é causado somente por causa clínica mas de uma doença ou de causa preexistente. Por exemplo o infarto agudo do miocárdio pode levar ao choque cardiogênico.
O passo inicial na abordagem do choque é reconhecer sua presença, seu diagnóstico é feito exclusivamente através do exame físico, que deve ser dirigido aos sinais vitais, ou seja, à freqüência cardíaca, freqüência respiratória, perfusão cutânea e pressão do pulso; nenhum teste laboratorial identifica imediatamente o choque. A determinação do hematócrito ou de concentração da hemoglobina por exemplo, não diagnostica perdas sangüíneas agudamente.
O segundo passo na abordagem do choque é identificar sua provável etiologia, ou seja, identificar o tipo de choque; se é devido a perda de sangue apresentando componente de hipovolemia, chamado de choque hemorrágico, ou se é devido a causas não hemorrágicas como choque cardiogênico, choque neurogênico ou choque séptico.
Referencias
https://pt.slideshare.net/AmandaBrasil4/fwae-avaliao-unidade-4
. https://www.tuasaude.com/choque-cardiogenico/
http://dicionario.sensagent.com/taquisfigmia/pt-pt/
http://www.enfermagemesquematizada.com.br/choque-cardiogenico/
http://enfpatologias.blogspot.com/2016/04/choque-septico.html
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/choque-septico