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A Vida na Sarjeta - Theodore Dalrymple 
 
Prefácio - Thomas Sowell 
Ele começa dizendo que antigamente ser pobre significava não ter o que 
comer nem o que vestir. Hoje os pobres nos EUA normalmente são obesos e 
seus crimes são para conseguir artigos de luxo. Eles tem boa parte dos 
entretenimentos que a classe mais alta tem. Sowell cita que no livro, os 
crimes que ocorrem, por mais que sejam de brancos contra brancos, são 
parecidos com os que acontecem nos guetos americanos, onde os 
intelectuais defendem os criminosos como vítimas sociais de ações do 
homem branco no passado. Ele cita que ao fugir do vitimismo, pobres tem a 
oportunidade de sair dessa vida “de gado”, onde suas necessidades são 
supridas pelo governo, os deixando ter uma vida sem pretensões. 
 
Introdução: os pobres de hoje em dia tem uma vida que seria invejada por 
qualquer imperador romano, mas mesmo assim sua existência é miserável. 
Algumas possibilidades para isso são levantadas, como genética, pobreza e 
o estado. Esses são argumentos normalmente utilizados pelos intelectuais 
para a criação de vítimas sociais, mas estão estruturalmente errados, se 
a genética fosse um problema, índios e negros não teriam chegado a ser 
milionários nos EUA, se a pobreza criasse um círculo vicioso, estaríamos 
até hoje sendo caçadores-coletores, uma época em que todos eram 
igualmente pobres. E se o estado fosse o grande culpado por trás de tudo, 
várias sociedades que tiveram estados pesados não teriam se desenvolvido. 
Então, o autor argumenta que o grande problema por trás de uma vida 
miserável está no campo das ideias. As pessoas se percebem afetadas por 
condições como drogas ou sexo e se entregam a isso sem lutar. A 
consequência para a sociedade é pesada, por exemplo, índices maiores de 
violência, abusos físicos e sexuais de padrastos, etc. Para esses 
indivíduos é mais fácil se entregar a suas compulsões, tendo em vista que 
isso lhes dá alguma vantagem prazerosa, afinal de contas o estado lhes 
trata como vítima e lhes abraça no "estado de bem estar social, do que 
ter consciência de sua limitação humana e lutar contra seus vícios. Se 
entregam a ignorância, por ser mais simples e pelo estado apoiá-la. Nas 
escolas a gramática é apresentada como algo que deve apenas lhe servir 
para comunicar, não importando os erros. Atitudes como a citada 
anteriormente cria uma geração que não sabe diferenciar cultura de lixo. 
Não dando valor a conhecimentos passados, transformando às mentes popular 
como gurus do conhecimento. 
 
Parte 1 – Realidade Sombria 
Cap 1 – E a Faca Entrou 
 
Os bandidos, em geral se veem como vítimas. Tendem a colocar a culpa no 
acaso, no seu passado, nas vítimas que se colocam em situação de perigo, 
e nas autoridades que não o pararam. A psicologia barata está servindo de 
muleta para os bandidos, Dalrymple cita uma série de pacientes que a 
usaram como desculpa. Os vícios também são usados para colocar os 
próprios bandidos como vítimas, sendo que para determinadas situações, 
como a ação da justiça, o vício não seria tão forte. Os bandidos citam 
que o "verdadeiro eu" não é aquele que comete os crimes, mas quando 
perguntados se valeria a pena serem colocados numa prisão, fazerem cursos 
ou outras atividades construtivas para sair desse descontrole, eles são 
contrários. Alguns motivos são levantados para o apoio da sociedade a 
esses comportamentos dos bandidos, um é o grande eleitorado progressista 
e outro são os profissionais públicos que dependem da existência de 
bandidos para se perpetuarem em seus cargos. Historiadores sociais citam 
que o crime é visto como um problema moral desde seculos atrás, um 
pensamento muito falho, tendo em vista que naquela época a pobreza era 
generalizada e a única forma de se conseguir comida em alguns casos era 
roubando, diferente de hoje em dia, pois, na Inglaterra, poucas pessoas 
passam fome, os pobres têm cerca de 50% a mais de tempo de vida do que os 
nobres na época citada pelos historiadores. E por fim, esses bandidos por 
vezes se veem como heróis sociais, porque tem imputado em suas mentes que 
a propriedade privada é sempre um roubo, então eles fazem justiça 
roubando de ricos. 
 
Cap 2 - Adeus, Mundo Cruel 
Dalrymple cita que todo anos mais de 1200 pessoas dão entrada em seu 
hospital por tentarem suicídio, no decorrer do capitulo ele cita os 
pacientes e seus motivos, que em geral estão associados com desestrutura 
familiar, ressentimento do estado ou pais e descontrole perante ao vício, 
seja em drogas ou sexo. Um exemplo chama a atenção, da garota de 18 anos 
que apanhou de um namorado ciumento, ela pergunta ao médico o que deve 
fazer, e ele diz que o namorado continuará a tratá-la mal, e ela não terá 
sido uma vítima, e sim uma coautora da própria desgraça, principalmente 
depois dos conselhos dele e de seus próximos. Ela argumenta que ama o 
namorado violento e ele encerra a conversa. As tentativas de suicídio nem 
sempre foram tão frustradas, principalmente na época em que, na 
Inglaterra, isso era um crime. Percebe-se que esse tipo de atitude 
cresceu acompanhado de ideologias como freudianismo, marxismo e 
recentemente sociobiologismo, que tira da responsabilidade da mente 
consciência os problemas do ser humano (curiosamente não mantendo uma 
carga genética "racista"). Observou-se que em períodos em que as pessoas 
não estavam centradas em si mesmas, como na Guerra do Golfo, essas 
tentativas diminuíram. Cita que em países com uma economia desgraçada, 
onde a luta pela sobrevivência é uma vitória, as pessoas não cometem 
suicídio, mas em países com o programa de bem-estar social, que as torna 
um gado mantido pelo estado, isso ocorre e aumenta com o passar do tempo. 
Como não sobrou nenhum sentido para essas pessoas, elas o buscam em 
relacionamentos e entretenimento. Entretenimento simples mantido pela 
televisão, as levando a acreditar numa vida de glamour e aceitação que 
nunca terão e relacionamentos conturbados sem estrutura financeira, 
legal, social, ética ou emocional, tornando as pessoas vítimas de seus 
parceiros e de seus próprios caprichos. Sendo o hospital um lugar 
afetuoso, sua imaturidade autoinfligida tem porto seguro ali. 
 
Cap 3 - Leitor, são Marido e Mulher... Infelizmente 
O multiculturalismo é pregado pelos intelectuais, acreditando que todas 
as culturas podem viver em harmonia, com uma organização feita de cima 
para baixo. No consultório do autor ele vê as consequências do 
multiculturalismo de baixo para cima. Ele cita várias experiências de 
famílias muçulmanas em que as filhas não tem o mesmo apreço por suas 
tradições como os pais. Essa dicotomia leva a sérios episódios de 
violência e sonhos tolhidos. Os pais não querem que suas filhas tenham o 
mesmo futuro "vazio" das jovens inglesas, e para não ficarem malvistos 
pela comunidade, cometem atrocidades com as próprias filhas. O autor cita 
que essas mesmas culturas têm elementos muito únicos e interessantes, 
porém, algumas das suas atitudes não podem ser aceitadas jurídica ou 
filosoficamente pelo mundo secular e conclui que os imigrantes que 
fizeram bem a Inglaterra o fizeram adicionando, não subtraindo atitudes 
seculares importantes. 
 
Cap 4 - Um Amor de Valentão 
Neste capítulo o autor cita exemplos de mulheres que sofreram violência 
em seus relacionamentos e explica os motivos. Um exemplo marcante foi da 
garota de 17 anos que apanhou de um namorado, o médico tenta alertar 
sobre a ladeira de pobreza e violência que ela está dizendo, e o dialogo 
mostra um pouco do perigo do politicamente correto na vida das pessoas. 
Ela cita que sabe se cuidar, mas quando o médico diz que homens são mais 
fortes e no que se refere em violência eles tem vantagem, ela acusa o 
médico de ser sexista. As próprias enfermeiras que trabalham com ele, por 
vezes, acabam se tornando vítimas de homens violentos, o que é um fato 
curioso, pois elas,em geral, tem estudo, e também tem experiência de 
cuidar de recorrentes vítimas dessa violência. Quando o médico cita que 
esse tipo de homem violento tem um padrão estético e que normalmente suas 
atitudes não mudam, ele sofre críticas das enfermeiras. Como se o erro de 
criticar um homem se conhecê-lo a fundo fosse pior que o erro de se 
relacionar com um homem que vai espancá-la. Muitos autores do século XX 
argumentaram que a liberação sexual daria frutos positivos, pois 
aumentaria a liberdade do individuo, e que essa repressão estava por trás 
de todos os grandes problemas. Essas dicas foram seguidas, mas não 
mudaram o fato de que as pessoas ainda são ciumentas, e essas duas 
vontades excludentes - ter alguém só para si e querer ter todas as 
pessoas para si - tornaram os relacionamentos na Inglaterra muito 
violentos. Um argumento é que a violência entre casais sempre houve, 
porém, os motivos e a frequência hoje em dia são diferentes. Um motivo 
para isso é que os homens que tratam as mulheres com violência acreditam 
que o comportamento que eles tem, de trair a própria mulher, pode ocorrer 
pelo lado do seu cônjuge. Então, toda essa insegurança por parte dos 
homens os leva a agir com violência para com as mulheres, porque assim 
eles sentem que tem mais controle sobre todos os aspectos da vida das 
mesmas. As mulheres por sua vez, como veem de famílias desestruturadas, 
acabam acreditando que agressividade é a única sensação que um homem pode 
demonstrar quando realmente gosta de uma mulher, então aceitam a 
violência, por vezes argumentando que é melhor ter uma violência 
conhecida de um homem que desejam do que sofrer de homens desconhecidos. 
Em geral, não é a violência que leva uma mulher a se separar de um homem 
agressivo, mas sim quando percebem que essa violência não retratada 
fidelidade por parte dos homens. Quando elas descobrem que os mesmos as 
traem, ai sim elas buscam a separação. Os homens, quando percebem que não 
conseguiram manter suas mulheres, e essas mesmas por vezes os trocam 
novamente por homens violentos, estes homens acabam mantendo o ciclo de 
violência com a próxima parceira, dessa vez com ainda mais violência, 
para que seu único motivo de autoestima, sua mulher, dessa vez não fuja. 
No fim, Dalrymple argumenta que a liberação sexual proposta pelos 
intelectuais para a existência de um mundo melhor, mostrou-se ser uma 
chave para a desestruturação de famílias, que por consequência manteve a 
subclasse dos pobres numa situação econômica ainda pior. 
 
Cap 5, 6 e 7 - Dói, logo Existo 
Os dois próximos capítulos resumidos aqui se tratam de atitudes que 
ocorrem, geralmente na juventude: tatuagens e ida a festas. O terceiro 
capitulo tenta racionalizar o porque da importância desses duas coisas ao 
indicar a falta de educação da população inglesa. O autor começa 
brincando, dizendo que acredita existir um vírus que entra na corrente 
sanguínea das pessoas através das tatuagens que as faz querer cometer 
crimes, porque, além do cigarro, não existe um vinculo tão grande com a 
criminalidade como as tatuagens: cerca de 90% dos presos na Inglaterra as 
tem. Boa parte delas tem mensagens violentas, algumas contam a historia 
de romances efêmeros. Boa parte desses tatuados fez a autotatuagem. Por 
vezes, são símbolos do crime, o que leva a dificuldade desses indivíduos 
arrumarem emprego. Boa parte dos tatuados, ao atingirem certa idade, ou 
até mesmo profissionais da área, se arrependem de cobrirem tanto o corpo 
com essa tinta. Observa-se que esse fenômeno artístico cresceu das 
camadas mais baixas da sociedade para cima. Tendo em vista a ascendência 
de pessoas na classe média a esse fenômeno, e o posterior arrependimento, 
surgiu um novo mercado lucrativo: remoção de tatuagens. Porém este é um 
procedimento caro, então a maior parcela das pessoas que se tatuagem não 
podem utilizá-lo, no entanto, o estado inglês paga alguns tratamentos 
quando essas tatuagens alteram psicologicamente as pessoas. Muitos 
indivíduos se mutilam para tirar do seu corpo essas mercas, criam 
verdadeiras fissuras quanto a própria aparência, resultado de uma vida 
focada em si mesmo. O autor brinca, para concluir, que por vezes pensou 
que seria produtivo o estado pagar para que dentro dos presídios 
existirem clinicas de remoção de tatuagem, o que por consequência levaria 
os indivíduos presos terem alguma chance de arrumar emprego ao saírem de 
lá, porém, como toda ação do estado tem uma reação absurda, o autor 
acredita que muitos cometeriam crimes para poder entrar nos presídios e 
tirar suas tatuagens, já que esse é um procedimento tão caro, o que 
aumentaria o índice de ligação entre tatuagens e crimes. 
 
Cap 6 - Festa e Ameaça 
Os ingleses gastavam em 1995, em média, 27 horas por semana na frente de 
suas televisões. Essa não era uma atitude exclusiva das classes mais 
baixas da população, em seu hospital Dalrymple percebia a necessidade de 
suas enfermeiras com esse programas. Muitas vezes ele ia em casas de 
pessoas a beira da morte e mesmo assim não largavam suas televisões. O 
capítulo continua com sua experiencia em uma balada. Como se fosse o 
Santo Graal da vida dos jovens, eles esperam o sábado e suas diversões a 
noite, normalmente regada de violência e overdoses. A segurança é feita 
por membros de gangues, e os jovens que ali estão claramente não 
conseguem ter qualquer sociabilização naquele ambiente, vão dançam e se 
drogam para esquecer de suas vidas pequenas. Quanto ele pergunta a 
pacientes em seus hospitais porque se drogam tanto em festas e porque 
vivem tanto em função disso a resposta é só uma: a única coisa que 
importa é a diversão, baladas, todo resto não presta. 
 
Cap 7 - Não Queremos Nenhuma Educação 
A educação e inteligencia nunca foi vista com bons olhos pelos ingleses. 
Seus pacientes não tem o básico de educação em gramática e matemática 
para ter uma vida independente. Por não terem nenhuma consciência 
histórica, devido a falta de educação, vivem num "eterno presente", onde 
as únicas referencia de comparação são os astros na mídia, que em geral, 
não tem vida muito admiráveis ou no mínimo copiáveis. Gramaticamente, não 
tem qualquer correção, e isso também não é promovido pelos pedagogos, 
porque ser corrigido acaba por destruir a autoestima das crianças, de 
acordo com esses profissionais. Um comportamento como esse, da negação da 
importância da gramatica, acaba por ajudar a sucatear a importância da 
educação na vida das pessoas. Os professores terem não poderem corrigir 
esses erros, ou ter um limite para isso, torna os problemas gramaticais 
para algumas pessoas algo como condições meteorológicas inevitáveis, e 
para outras uma amostra de como o mundo é injusto por não aceitaram sua 
forma de se expressar. Por consequência, os pais das crianças, que 
tiveram uma educação parecida, não aprendem a importância da correção, 
acabam educando mal seus filhos, as corrigindo apenas por alteração das 
próprias sensações, e não por causa de erro de seus filhos. Isso gera uma 
sociedade refém dos próprios egos. Na escola, não aprendem as coisas na 
base da dificuldade, e sim com brincadeiras. Vivem em função da sensação. 
O autor cita que lá pelos seus 20 anos, seus pacientes percebem que algo 
falta em suas vidas, perguntam a ele e ele cita Bacon: "Mau centro das 
ações humanas é a própria pessoa", ou seja, eles estão tão absurdos em 
seus próprios interesses, não vendo nada além deles mesmos, não se 
interessando por nada. A única forma que esses indivíduos tinham de se 
interessar por outras coisas era através da educação. Sua concentração 
não foi aprimorada, eles não tem prazer ou capacidade nenhuma de se 
interessar por qualquer coisa que lhes é apresentada como barreira, então 
vivem na mesmice superficial de seus egos. Depois de certa idade fica 
complicado aprender qualquer coisa, principalmente concentração. O que 
vailimitar a vida desses indivíduos, inclusive sua ascensão social. 
Quando lhes é perguntado sobre a importância de estudo para a obtenção de 
emprego, muitos usam a Falacia da Soma de Zero para explicar sua pobreza, 
algo propagado pela mídia mas fundamentalmente errado. No fim, essa 
subclasse de ignorantes promove sua miséria intelectual justamente para 
argumentar que a sociedade é a vilã por trás da sua falta de 
oportunidades. Acabam por se ver como vítimas, viciados, ou seja, não 
podem fazer nada por si mesmas, e sentem a paz dessa "falta e escolha", 
assim, dependendo do estado, mais uma vez. Então, nas palavras do autor: 
"O valor redentor da educação destrói todo o cenário de faz de conta; não 
é de admirar que tais pessoas não queiram ser educadas." 
 
Cap 8 - É Chique Ser Grosseiro 
As aspirações culturais foram invertidas. Hoje observamos pessoas de 
renda alta buscando comportamentos iguais as das classes mais baixas. 
Sinais como linguagem de gueto, tatuagens, piercings e comportamento 
violento marcam esse fenômeno. Também a falta de apreço por alta cultura, 
de acordo com intelectuais e a mídia, não existe cultura melhor ou 
melhor, só popular e impopular, e sendo todas elas iguais, as "piores" 
são "melhores" porque são populares. Um reflexo do marxismo, como diz o 
autor: "as classes altas e médias são más; o que era tradicionalmente 
considerado alta cultura não é mais senão algo usado para esconder o jugo 
das classes média e alta sobre a classe trabalhadora; a classe 
trabalhadora é a única cuja dicção, cultura modos e gostos são 
verdadeiros e autênticos, pois são valorados por si mesmos e não como um 
meio de manter a hierarquia social". Atitudes como essa chegaram até a 
membros próximos da monarquia como Tony Blair, curiosamente a primeira-
ministra Margaret Thatcher que veio de camadas mais baixas da sociedade 
inglesa, prezava pela linguagem culta. Atitudes antissociais são 
observadas em vários setores do entretenimento inglês, mas principalmente 
no futebol, curiosamente os que assistem e fazem essas atitudes em 
estádios tem dinheiro. Quando perguntado o porque de suas atitudes 
sociais, eles responde que é para enterrar as frustrações, independente 
de que isso seja grosseiro e antissocial, por vezes violento. Dalrymple 
conclui que esse é um fenômeno fruto do relativismo da academia, não 
existe pior ou melhor, então, urinar numa porta ou num mictório tem o 
mesmo peso ético,s endo um mais prático e confortável que o outro, 
justamente esse é o "melhor", não concordar com isso é um argumento 
burgues. Se a alta cultura fosse escrita exclusivamente para os ricos, 
não teríamos obras populares como as de Newton, Shakespeare, etc. 
Observa-se a hipocrisia dos ricos ingleses que, querem manter 
marxistamente seus filhos na baixa cultura, porem, contratando 
professores particulares para "eventuais problemas". Consequência desse 
relativismo: aspirações tolhidas, afinal, toda cultura é igual. 
 
Cap 9 - O Coração de um Mundo sem Coração 
Capitulo destinado a um parecer geral sobre as igrejas na Inglaterra. 
Cita que a igreja anglicana se secularizou demais, propondo bizarrices 
como Jesus Homo e propagação da Teologia da Libertação. A Inglaterra 
continua religiosa, talvez pessoas buscando algum sentido numa vida sem 
significado, tentando fugir de um niilismo por vezes auto-violento. 
Mostra a reunião de comunidades de imigrantes, que buscam a redenção de 
uma vida problemática, a fuga da violência sofrida e feita pelos próprios 
filhos. Num trecho ele mostra a fala de um mulher, dizendo que "todos 
somos pecadores", afirmando a própria culpa nos problemas que sofrem, ou 
seja, sendo humana, não um gado vítima da ação do estado, racismo, 
policia, etc. Tentando achar sentido num mundo violento, uma busca por 
ordem justamente devido aos problemas "mundanos". Cita um movimento 
curioso chamado "Jesus Army" uma comunidade religiosa que busca o total 
controle do individuo. Normalmente são ex-drogados que "receberam uma 
chance" devido a essa comunidade, colocando-os a viver no mesmo lugar e 
arrumando trabalho para seus membros. Porém, o líder não deixa que seus 
membros tenham qualquer prazer fora os da igreja, e também não podem usar 
com liberdade o dinheiro que recebem: "dessa maneira, a insignificância 
da existência antes do culto era substituída pela igualmente deprimente e 
profunda insignificância dos desejos e ações mais triviais". Sendo 
impossibilitados de manter uma vida fora da igreja, acabam escravos dessa 
comunidade para sempre. 
 
Cap 10 - Jogos de Azar 
Fala sobre o problema de jogos na Inglaterra. Cita que não existe esforço 
para ganhar dinheiro na loteria, por isso é a forma de enriquecimento 
mais aceita. Bingos são comunidades confortáveis para idosos. E corridas 
de cavalo tornam os diferentes em iguais, mas destroem famílias pelo 
vício no jogo. 
 
Cap 11 - Escolhendo o Fracasso 
Retrata o comportamento de filhos de imigrantes indianos, mostrando a 
importância da própria escolha na mudança de vida, como diz o próprio 
autor: "É a mente, e não a sociedade, que forja as algemas que mantêm as 
pessoas presas aos seus infortúnios". Cita que essa mobilidade social as 
vezes é negativa e outras positivas, muitos filhos de imigrantes estão se 
tornando médicos e até ficando milionários, enquanto outros seguem um 
caminho igual a subclasse branca, tanto em seus comportamentos estéticos 
como nos autodestrutivos, comportamento aplaudido pelos intelectuais 
marxistas, considerando isso como uma luta de classe. Os marxistas tentam 
explicar essa tendencia a subclasse dizendo que é causado por 
preconceitos e pobreza, mas se o fosse a pobreza não permitiria que os 
filhos de mesmos pais ficassem ricos, e se fosse o preconceito as outras 
comunidades (muçulmanos, sihks, etc) teriam a mesma estatística de 
problema, não é o caso. Alguns desses garotos acabam se tornando vítimas, 
não da sociedade ou da pobreza, mas das próprias escolhas baseadas numa 
mídia que glamourisa o lixo cultural, mostrando que a realidade das 
camadas pobres e criminosas é sempre mais "real" que a da burguesia que 
leva a uma vida rica. Quando perguntados o porque dessas atitudes, a 
resposta é a mesma que em qualquer outro lugar: "o sistema é complicado", 
ou desculpas mais pessoas como traumas pessoas, como se todos que perdem 
uma namorada ou parentes tivessem usado crack. Como diz o autor, colocar 
a desculpa de nossas atitudes como uma resposta sincera estímulos ruins 
que vem da sociedade "nos concede carta branca para comportamo-nos como 
desejarmos. Dessa maneira, sentimo-nos bem ao agir mal". Talvez falte 
alguma sensibilidade dos pais desses indianos, ao os obrigarem a seguir 
uma cultura longe de ser secularizada, mas se tornar escravo das escolhas 
dos outros nos distancia de uma real humanidade. O autor conclui que esse 
surgimento da subclasse indiana não é devido a a formas de opressão 
teorizadas por engenheiros sociais marxistas, mas sim devido ao conteúdo 
daquilo que esses jovens pensam, e por consequência o curso das suas 
vidas. 
 
Cap 12 - Livres para Escolher 
Este capítulo e o próximo estão destinados a crítica do Estado de Bem-
Estar Social (EBES) e suas consequências. Moradores de rua por vezes 
acabam doentes e mortos aos olhos de todas as pessoas, por que as mesmas 
não fazem algo para ajudar. O EBES pode ser uma resposta. Boa parte 
desses indivíduos que largaram suas casas para morar na rua não são 
doentes e esquizofrênicos, estão por pura opção, por vezes esses 
indivíduos sofrem as sequelas de suas escolhas e chegam no hospital, 
recebem tratamento, mas, mesmo assim, escolhem o caminho das ruas. O 
individuo é livre para tomar essa atitude, mas porque nós, como 
contribuintes do estado, temos que pagar por sua escolha ao bancarmos 
hospitais públicos, abrigos e toda a caríssima burocracia por trás disso?Cap 13 - O Que é Pobreza? 
O EBES surgiu como uma ação do governo para diminuir a pobreza. Mas o 
conceito de pobreza mudou com o passar do tempo. Há cerca de 100 anos, 
famílias por vezes não tinham o que comer na Inglaterra, isso mudou com o 
advento do capitalismo. Porém o conceito de pobreza permanece, pois 
existem pessoas mais ricas do que outras. Essa desigualdade não pode ser 
considerada pobreza, mas o é, e as consequências disso abatem a alma 
dessas pessoas. Esses indivíduos pobres são menos saudáveis que os ricos 
não pelos motivos de antigamente (desnutrição ou falta de auxilio médico) 
e sim por suas escolhas: fumar, beber, junk food, etc. O maior motivo de 
mortalidade dos 15 aos 44 na subclasse é suicídio, fruto do ambiente 
desestruturado da família que esses jovens e adultos vivem. Dalrymple 
cita que alguns colegas médicos, vindo de países extremamente pobres vão 
trabalhar em seu hospital e os mesmos ficam estarrecidos com a situação 
do país quando vivem por bastante tempo na Inglaterra. No começo o EBES 
parece ser o ápice da sociedade, mas com o passar do tempo percebe que 
justamente devido ao EBES as pessoas se tornaram ingratas, mesmo aquelas 
que tiveram suas vidas salvas por esses médicos. Dalrymple cita uma 
situação vivida por ele e um colega, a historia de uma mulher que estava 
no terceiro filho de pai diferente, e este terceiro homem a batia muito, 
mesmo nesse cenário e com toda a consciência da situação essa mulher 
continuou com o sujeito e engravidou dele. Quando perguntando se era uma 
boa ideia ter relações sexuais com o sujeito ela respondeu: - É 
complicado doutor. Ás vezes a vida acaba sendo assim. Sua casa foi 
destruída, mas em vezes de pensar nos motivos por trás da atitude 
violenta que o rapaz teve para fazê-lo, só tinha em mente que o Serviço 
de Habitação iria pagar os custos. E essa não foi a primeira vez, e por 
todas as vezes esse mesmo serviço bancou os frutos das suas escolhas 
erradas. A resposta do médico do país pobre a essa situação foi incrível. 
Perguntando se ele poderia definir a situação dessa mulher como pobreza, 
ele, um homem que veio de um país realmente pobre disse: 
 
Cap 14 - Os Chiqueiros Fazem os Porcos? 
Capítulo destinado a arquitetura inglesa, que mudou muito depois da 2WW, 
a arte vitoriana foi substituída por prédios normais, casas sem nenhum 
adorno. O autor argumenta que essa forma desleixada, sem alma de se fazer 
obras, ajudou a transformar a mente das pessoas, que não mais se 
preocupam em cuidar e manter os locais e os bens. Pessoas morando no meio 
do lixo, sujando toda a cidade são atitudes normais. Quando questionado 
sobre isso um arquiteto perguntou: Os chiqueiros fazem os porcos ou o 
contrário? Para o autor existe uma relação dialética. 
 
Cap 15 - Perdidos no Gueto 
Pessoas muito inteligente por vezes tem o sério problema de nascer em 
comunidades pobres. Acontece que essas pessoas, devido a seus próprios 
esforços, conseguem imaginar um mundo que é maior que seus problemas 
diários e as limitações que os próprios vizinhos as impõe. Os 
professores, em geral, não buscam apresentar a essas crianças, realidades 
diferente das que elas vivem, pois isso seria uma traição da classe 
pobre. Ser educado não é mais uma palavra de valor na Inglaterra. As 
pessoas, ao passar do tempo, começam a perceber que a vida sem esforço e 
sem motivos maiores que vivem em comunidades de baixa rendas, 
influenciadas pela mídia e pagas pelo EBES, é algo pequeno, mas não 
conseguem apontar o motivo dessa ausência existencial. "Essa ausência vem 
a ser a falta de qualquer assunto que ocupe suas mentes e seja diferente 
do fluxo diário de suas existências". Por vezes as crianças com aptidão 
na escola acabam tendo que repetir seus conteúdos por terminarem mais 
cedo, afinal os professores nivelam por baixo, deixando esses alunos 
inteligentes a merce de suas atitudes, é mais valido um problema do que o 
tédio para eles. Os exemplos citados pelo autor mostram que pessoas 
inteligente e esforçadas são vistas como idiotas pelos colegas, que as 
maltratam, e o estado não faz nada por elas, pelo contrário, tendo em 
vista que o mínimo esforço é recompensado com um emprego regular na 
Inglaterra, elas deixam de ser beneficiarias do EBES, agora, um individuo 
que usa drogas, rouba, ou tem muitos filhos, acaba por ter preferência ao 
receber auxilio do estado. O divertimento virou a buscam principal da 
vida da maioria das pessoas, o diagnostico é o tédio. Nunca ter usado a 
inteligencia para nada é o motivo. E a consequência é essa mesma 
inteligencia ser voltada contra eles na construção de problemas 
autoinfligidos. Em nenhum momento imaginaram que a educação que receberam 
faria qualquer diferença na vida deles caso não a tivessem recebido. 
Criam relação com o sexo oposto por capricho. Tem filhos para preencher 
vazio emocional conduzindo-os a uma vida como as suas. Sentimentos nobres 
como bondade e coragem seguem a mesma sina de ser vista como propriedade 
idiota pela grande maioria dos Inglês. No fim, percebe-se que isso é 
fruto da perda da hierarquia de valores, como tudo tem o mesmo valor, é 
mais fácil ser ignorante do que inteligente, baixa cultura do que a alta. 
Esses sentimentos acabam morrendo. 
 
Cap 16 - E Assim, Morrem ao Nosso Redor Todos os Dias 
Em 1999 a garotinha Anna morreu, devido a abusos de sua tutora, Kouao, 
uma imigrante da Costa do Marfim. Esta mulher recebeu todos os auxílios 
do EBES inglês, justamente com seu parceiro muçulmano. Ela por sinal 
buscava crianças de seus parentes na Costa do Marfim, pois assim ficaria 
mais fácil conseguir esses auxílios. Anna sofreu muitos abusos dessa 
mulher, mas todas as vezes que ia no hospital ou que recebia visitas dos 
agentes sociais, Koauo citava que os problemas não eram causados por ela, 
e sim por uma crise de sarna. No fim essa garotinha sofreu, de acordo com 
os especialistas, os piores abusos já vistos. No julgamento o parceiro de 
Kouao admitiu o crime, mas ela se apoiava na Bíblia negando tudo. Quando 
o caso caiu na mídia, a principal ideia por trás das falhas da polícia, 
médicos e assistentes sociais foi a falta de recursos, ou seja, mais 
estado e mais dinheiro para seus servidores foram propostos. Porém o real 
problema foi ignorado pelo esquerdismo do Guardian, a paranoia sobre o 
racismo. A assistente social era negra, e seria um erro um negro acusar 
outro de maus tratos, como no exemplo do artigo sobre a corrupção no 
Zimbábue, onde os amigos negros do autor disseram que tudo era verdade, 
mas ele não deveria tê-lo publicado porque expunha a roupa suja da África 
para o olhar racista dos europeus (como se todo branco fosse racista). O 
policial não fez nada pelo simples medo de ser acusado de racista. O 
médico concordou com um diagnostico da assassina justamente pelo mesmo 
motivo. No fim, o que, na visão dos intelectuais, era algo bom, ou seja, 
o controle de pensamento por uma ideologia, acabou se tornando o motivo 
por trás do assassinato de uma criança. O mesmo aconteceu com o próprio 
autor do livro, que foi indicado para continuar o tratamento de um jovem 
negro que tinha problemas psiquiátricos, o outro médico parou de tratá-lo 
porque foi ameaçado por um facão em uma de suas visitas. Esse jovem 
expulsou a própria mãe de casa, a pessoa que havia comprado a casa. Os 
agentes sociais ajudavam apenas o jovem, pois a mãe "tinha condições de 
se manter". Ele teve que ser internado, e quando o autor propôs de manter 
esse jovem na ala psiquiátrica, seu irmão disse que só havia feito essa 
escolha por motivos racistas, e disseram que acusariam ele de racismo se 
continuasse com esse diagnostico. No fim, erroneamente na visão do 
próprio autor, ele concordou com o irmão e com a mãe que foi manipulada, 
alguns meses após isso o garoto se matou. Enquanto essa idiotice 
continuar, negros achando que todos os brancos são racistase brancos 
achando que todos os negros irão os acusá-los de racismo, casos como os 
exemplificados aqui irão continuar. 
 
Parte 2 - Teoria ainda mais sombria 
Cap 17 - O Ímpeto de Não Emitir Juízo 
Uma mãe solteira foi agredida e deu entrada no hospital. Seu filho tinha 
que ficar com alguém, a proposta dela era em algum serviço social, porém 
os assistentes disseram que tinham que ficar com o pai, ela citou que ele 
não era um homem bom para isso, mas os assistentes disseram que era 
errado fazer esse juízo de valor e que ela sofreria sanções se 
continuasse com isso, a criança foi para o pai biológico, ele a torturou 
e matou. A sociedade inglesa acredita que não imitar juízo de valor é um 
atributo extremamente positivo, talvez o único atributo que seja 
realmente importante. Quem não o faz é preconceituoso. Vemos que essa 
atitude pode ser muito destrutiva. Esses assistentes social por vezes 
tentam ser muito racionais, afinal, tendo ela perdido seu filho devido a 
esse assassinato, não precisava mais do auxilio social, então acabou na 
casa de um viciado em heroína que a tentou estuprar. Por sua vez ela era 
consciente dos problemas que se envolver com aquele assassino 
acarretaria. Essa consciência a salvou pois, depois de perceber o estrago 
em sua vida devido a isso, assumiu a responsabilidade, saindo da zona de 
conforto de vitimismo, não se envolveu mais com homens violentos e 
conseguiu fazer uma faculdade, dando material para sua inteligência se 
desenvolver e saindo do vácuo existencial. Dalrymple argumenta que uma 
das missões de um médico é evitar a dor em seus pacientes, ora, seria 
importante então os mesmos advertirem seus pacientes sobre os males desse 
vácuo existencial em suas vidas, mas fazê-lo seria ir contra a ideia 
politicamente correta que não existe bom ou ruim, só diferente, ou seja, 
essa falta de alta cultura trocada pelas diversões de festas,sexo e 
televisão deveriam ser o suficiente para eles. Por sinal os parceiros 
dessas mulheres que sofrem violência normalmente são conhecidos em festas 
e o relacionamento logo surge devido a atração sexual "irresistível". 
Nada mais ocupa suas cabeças além disso, então é como se essa atração 
fosse o ápice da existência. Quando perguntadas quais são seus 
interesses, eles não saberiam dizer nada além disso, não se esforçaram na 
escola, afinal o contrário seria "burrice" aos olhos do colega, sendo que 
a vida já é tão dura e o esforço nunca os tiraria dessa situação, 
argumento perpetrado pelos dependentes do estado. Acabam em 
relacionamentos sem interesses em comum, e esse tédio acaba por gerar 
violência e separação. Elas os amam mas por vezes não suportam a 
violência, são escravas do próprio vitimismo, uma zona de conforto delas 
à opinião publica. A conclusão do autor é que é errado e cruel suspender 
o juízo, não manifestar é na melhor das hipóteses indiferença, tendo em 
vista todas essas situações observada. Sendo nos diferentes de gado, 
temos poder sobre nosso futuro, mas por vezes isso só nos é mostrado 
quando pessoas tem coragem de ignorar esses juízos de valor, afinal de 
contas, as coisas não são apenas diferentes uma das outras, mas melhores 
ou piores, a escolha da melhor pode ser dura, mas evitaria os exemplos 
mostrados aqui. 
 
Cap 18 - Qual é a Causa do Crime? 
Nova Zelândia era uma das ex-colonias da Inglaterra com melhores 
condições de vida e muita segurança, isso começou a mudar recentemente. O 
autor argumenta que o EBES é a causa, com a demonização dos 
encarceramentos feita pelos criminologistas. Estatísticas maquiadas dão 
peso a afirmação desses intelectuais que vivem do crime cometido por 
outros. Tendo em vista que a ilha era muito pacifica, anos atrás um crime 
chamou a atenção das pessoas, de um casal de lésbicas que matou a mãe. Na 
época elas foram presas e mal vistas pela sociedade. Porém o tempo passou 
e os intelectuais hoje, justamente numa época de muita violência da Nova 
Zelândia, afirmam que elas não eram mais que vítimas, que agiram como 
qualquer adolescente da idade delas pensa em agir, pois tiveram seu 
romance tolhido, já que a mãe assassinada não permitiria que as duas 
ficassem juntas tentando levar sua filha para outro país junto com ela. 
Para os intelectuais as sensações humanas são hidráulicas, caso você não 
as solte, elas se libertaram causando problemas. Nada mais errado pois 
não existe comprovação que liberar sensações lhe deixa mais calmo ou 
confortável, pelo contrário. E também existe muita diferença entre 
eventuais pensamentos criminosos e colocá-los em prática. Se a repressão 
fosse realmente uma causa para crimes, esperar-se-ia que ao diminuí-la, 
os crimes diminuiriam, e aconteceu exatamente o contrário na Nova 
Zelândia e em todo o mundo. Talvez a visão dos criminologistas, de que o 
crime não é a ação de um individuo mas sim um vetor de forças abstratas 
tenham causado isso, tendo em vista que ações das pessoas em determinado 
momento do tempo normalmente tem uma relação dicotômica com os objetos de 
estudo dos intelectuais. O exemplo da "síndrome da mulher espancada" 
mostra um pouco da incoerência de criar castas de pessoas que não tem 
culpa de suas ações, porque caso essas mulheres não sejam responsáveis 
pelo assassinato de seus agressores, os seus agressores também não são, 
justamente por terem sido "vítimas" de uma outra ação da sociedade. Além 
disso essas mulheres são as próprias causadoras, na esmagadora maioria 
das vezes, dos seus problemas, pois decidem continuar a ficar com esse 
tipo de homem que inevitavelmente não muda, para poder se manter na 
situação de conforto de vítimas, dizem que os homens também são vítimas 
de instintos incontroláveis, mas quando perguntado se eles fariam as 
atitudes de 4 paredes na frente da policia, elas tem a plena certeza que 
eles se controlariam. Num dos casos citados pelo autor a mulher fez todos 
esses procedimentos padrão de mães solteiras que escolhem o próprio 
sofrimento mas depois matou o homem, pediu ajuda a uma amiga para 
esconder o corpo, e hoje, na Nova Zelândia, é vista como heroína por 
feministas, por ter lutado contra o homem que lhe fazia mal, como se não 
houvesse outra escolha, como por exemplo não ter voltado com ele 
recursivas vezes depois dele a ter agredido. Os intelectuais promovem a 
ideia que os tribunais não tem preceitos filosóficos, agem a partir de 
classe e preconceito, essa demonização ajuda a ignorar o básico, que eles 
são feitos para parar a ação criminosa. Para os intelectuais o próprio 
crime não é antiético, apenas uma atitude que todas as pessoas normais 
tomam algum momento em suas vidas, e por vezes uma recuperação de 
dinheiro roubado pela sociedade. Os únicos crimes que não caem nas garras 
do politicamente correto são os sexuais, nas palavras do autor: O abuso 
sexual é o crime que escapa da compreensão tolerante e do perdão de tais 
progressistas, por ser um crime cuja suposta infiltração em todas as 
idades expõe como hipócritas todas as pretensões de decência e moralidade 
de uma sociedade burguesa e deixa igualmente claro que qualquer um de 
nós, nas mãos de um terapeuta suficiente inteligente, poderá descobrir a 
própria vitimização secreta, que nos absolverá de qualquer 
responsabilidade pela vida e por nossas ações. A menos que seja cometido 
por um homossexual, como demonstrado no caso citado pelo autor. 
 
Cap 19 - Como os Criminologistas Fomentam o Crime 
Uma síntese dos motivos dos crimes expostos no capitulo anterior. Tendo 
em vista que certos crimes são vistos como normais e a cultura da não-
punição continuada, os crimes "pequenos" estão se tornando cada vez 
maiores. Todo prisão é injusta porque as pessoas que são presas fizeram o 
mesmo que as pessoas que não são presas, só tiveram o azar de ser pegas 
ou devido ao preconceito mesmo. Psiquiatras são os maiores defensores de 
bandidos hoje em dia, utilizando-se dessesargumentos sofistas. 
Argumentam que cometer crimes é um estado natural das crianças, e em 
certa medida é, por isso que os país tem que educar, e não acreditar que 
quando uma criança ou adolescente comete crime seja um ato normal. É na 
educação que domamos "a horda de bárbaros" que surgem sempre que nascem. 
Por vezes os criminologistas defende que é uma atitude natural tendo em 
vista a sociedade burguesa, que um homem busque roubar algo que é 
instigado a ter, ou seja, a culpa é da sociedade que promove essa busca, 
não do ladrão. Outro ponto abordado é uma visão genética do crime, de que 
as pessoas são levadas por processos naturais a cometê-los, se isso fosse 
verdade o crime não teria aumentado tanto independente do "aumento de 
genes" em todos os lugares do mundo. Também é curioso como esses mesmos 
bandidos dizem que os médicos tem que curá-los de seu "vício" no crime, 
ou seja, a culpa dos próximos crimes não é deles próprios, e sim da 
sociedade que não os ajudou, e por consequência a prisão, por não ser um 
centro de recuperação, é vista como uma grande perda de tempo e dinheiro. 
 
Cap 20 - Policiais no País das Maravilhas 
O crime na Inglaterra aumentou e chegou em lugares que não existia, muito 
se deve ao fato de que os policias mudaram a sua forma de agir para 
agradar os progressistas esquerdistas, essa atitude tem muitas 
consequências ruins. A policia é odiada pelos esquerdistas porque ela é o 
fruto de uma utopia impossível. Por vezes a policia errava, por exemplo, 
prendendo pessoas que não cometeram crimes, mas era um erro a cada mil 
pessoas que deveriam realmente estar presas. Porém, agora a atitude da 
policia é não prender pessoas que tem problemas psiquiátrico, justamente 
pessoas que ninguém quer solta na sociedade, devido aos perigos que podem 
fazer. Curiosamente, quando indivíduos fazem qualquer atitude contra esse 
tipo de gente, esses sim sofrem sanções da policia. Ou seja, ela se 
vendeu a esquerda, atitude que tira a confiança das pessoas nessa 
instituição, e também imbuí a possibilidade de cometer crimes, afinal de 
contas não serão vistos como criminosos. 
 
Cap 21 - Intolerância Zero 
Policias sempre foram odiados pelo pobre, mas hoje são odiados pelos 
ricos também, e o principal motivo para isso é a "empatia" dos ricos. 
Sendo assim, espera-se pelos intelectuais que uma ação menos incisiva da 
policia seria bom para os pobres. Um erro demonstrado pelo autor, 
observado diariamente no seu hospital. Atitudes como espancamento da 
própria mulher em publico, por exemplo, não foi autuado pela policia como 
um crime. O mesmo para a classe mais alta, como no exemplo da sua colega 
vendedora de joias que foi roubada, o bandido preso mas não houve a 
procura pelas joias. Por vezes o argumento da policia é que não adianta 
prender, pois a justiça irá dar uma sentença pequena em comparação com o 
problema dos crimes, mas isso não significa que seria melhor deixar os 
bandidos soltos. Há também o medo das pessoas a terem uma vida livre 
sendo que esses indivíduos estão nas ruas, e os criminosos com histórico 
psiquiátrico são o melhor exemplo de como a impossibilidade imposta pela 
própria policia a autuá-los pode ser perigoso. 
 
Cap 22 - Ver não é crer 
As pessoas não suportam a realidade, porém, ou talvez por consequências, 
necessitam de uma dose gigantescas de irrealidade. Isso colabora na 
facilidade de ideias utópicas, entretanto a consequência disso para o 
todo é perigosa, como demonstrado em todo o livro. Dalrymple cita que por 
vezes seus semelhantes, que não são da subclasse econômica inglesa, os 
pergunta se as histórias que ele cita são "invenções". Esses mesmos 
indivíduos são os que observam os problemas mais desnecessários da 
sociedade, como a pena de morte nos EUA, sendo que no seu próprio país, a 
Inglaterra, a situação está extremamente pior. Estando essas pessoas 
longe de vários desses problemas sociais, por vezes pensam, ou querem 
acreditar, que tais problemas não existem. Enquanto a água não bate na 
bunda, as ideologias se sustentam. Por vezes o autor é convidado para 
dizer o que vê nessas subclasses para pessoas mais abastadas, ao dizer 
ele normalmente é visto como alguém "esnobe", quando perguntado então se 
essas mesmas pessoas que o acusam de esnobista gostariam de ver essas 
atitudes nos locais que frequentam, eles não tem resposta. Os argumentos 
ditos pela intelligentsia para minimizar os problemas são três: negação 
absoluta baseado em dados estatísticos errados, comparação errada nos 
mesmos moldes e uma vez que os fatos sejam admitidos coativamente pelo 
acúmulo de provas, o significado moral é negado ou pervertido. E a 
verdade por trás de ideias realmente falhas ainda estarem em voga é a 
vaidade dos intelectuais em não admitirem que elas estão erradas. Para os 
mesmos as consequências podem não ser tão duras, mas as subclasses são as 
primeiras a sofrer, as que mais sofrem e que mantêm a situação por 
gerações.

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