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FICHAMENTO 
 
O fichamento 
O fichamento não se constitui em um material publicável como um artigo ou uma 
resenha. Trata-se, na verdade, de um registro criado durante a fase 
de pesquisa bibliográfica para a realização de um dado estudo. Se o fichamento é bem 
feito, ele também viabiliza ao estudante a assimilação de conteúdos. Ele é um método 
de armazenar informações e consultar sobre obras lidas, podendo-se fazer fichamento 
de uma obra na íntegra ou apenas de um capítulo ou parte que for de interesse da pesquisa. 
Como o nome sugere, o fichamento é feito em fichas, como veremos mais adiante na 
exemplificação de seus diferentes tipos. 
Normalmente, se faz um fichamento de obras de modo a poder acessar mais rapidamente, 
no ato da escrita do texto em si, os conteúdos sobre o assunto pesquisado. Então, no 
fichamento, basicamente se registra a identificação completa da obra (autor, editora, 
título, tradutor, edição, cidade, etc.) e os principais pontos de seu conteúdo, de modo 
resumido. 
Tipos de fichamento: 
 
O fichamento de conteúdo (ou de resumo) se concentra no pensamento do(a) autor(a) 
da obra e no desenvolvimento lógico de suas ideias. Ele pode registrar não apenas o 
progresso dessas ideias no texto como também suas fundamentações, justificativas, 
exemplos, etc. Isso deve ser feito nas palavras do(a) autor(a) do fichamento (ou seja, 
você), que escreve com seus termos o que o(a) autor(a) da obra sob fichamento discute. 
Exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assunto: Os professores diante do saber: esboço de uma problemática do saber 
docente (p. 31-55). Capítulo 1. 
Fonte: TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 16. ed. 
Petrópolis: Editora Vozes, 2014. 
O trabalho do autor baseia-se em uma pesquisa sociológica desenvolvida desde o 
surgimento, nos anos 1980, da preocupação científica com os saberes dos professores. 
O autor divide o capítulo em três partes, sendo a primeira sobre a pluralidade do saber 
docente, a segunda sobre a importância do saber experiencial na visão dos próprios 
educadores, e a terceira trazendo conclusões preliminares. Tardif argumenta que o 
saber docente é composto pelos seguintes aspectos: os saberes de formação 
profissional, os saberes da disciplina em si, os saberes experienciais e os saberes 
curriculares da instituição escolar.(etc.) 
 
 
O fichamento de citações (ou de transcrição) consiste no registro de citações diretas da 
obra, observando-se absoluto rigor para anotar o trecho tal e qual consta no trabalho 
original, e marcando as aspas de início e fim da citação e sua página. Exemplo: 
Há também o fichamento bibliográfico, no qual são registrados os tópicos abordados e 
feitos comentários descritivos sobre a obra (diferente do fichamento de conteúdo, que 
apenas resume o pensamento do autor ou da autora). Em qualquer caso, a identificação 
completa da obra é fundamental para você não correr riscos de escrever informações 
imprecisas ou erradas, ou cometer, intencionalmente ou não, casos de plágio. 
Quando professores e professoras pedem para seus estudantes fazerem um fichamento, 
geralmente se referem aos tipos 
bibliográfico ou de conteúdo. Cabe ao aluno ou aluna seguir as instruções dadas por 
cada instrutor(a) 
 
Relato de experiência 
O relato de experiência é um texto que descreve precisamente uma dada experiência 
que possa contribuir de forma relevante para sua área de atuação (por exemplo, um 
curso novo ministrado sobre determinado assunto, um projeto profissional, etc.). Ele 
traz as motivações ou metodologias para as ações tomadas na situação e as 
considerações/impressões que a vivência trouxe àquele(a) que a viveu. O relato é 
feito de modo contextualizado, com objetividade e aporte teórico. Em outras 
palavras, não é uma narração emotiva e subjetiva, nem uma mera divagação pessoal 
e aleatória. 
 
Enquanto alguns defendem que nesse tipo de texto exista maior liberdade para 
descrever impressões e tecer considerações com uma linguagem mais pessoal, outros 
mantêm que, sendo um trabalho científico, ele deve manter a impessoalidade e 
seriedade (isto é, o não envolvimento emocional) que a academia requer. Dada essa 
dicotomia de pensamentos, recomendamos, na medida do possível, que você sempre 
verifique o tom dos relatos de experiência em sua área de atuação, nos periódicos 
em que gostaria de publicar, e também em anais de edições anteriores de eventos 
científicos dos quais você queira participar. 
 
 
http://www.escritaacademica.com

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