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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO LAURA LIMA DA ROCHA DEISIANY SANTOS DA CRUZ RELATÓRIO TÉCNICO FINAL AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL MANAUS 2018 LAURA LIMA DA ROCHA DEISIANY SANTOS DA CRUZ RELATÓRIO TÉCNICO FINAL AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Trabalho apresentado ao curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Amazonas para obtenção de nota parcial na disciplina de Automação Industrial lecionada pelo Prof. André Cavalcante. MANAUS 2018 SUMÁRIO INTRODUÇÃO....................................................................................................4 Eletromecânica...................................................................................................5 Eletropneumática..............................................................................................13 Sensores...........................................................................................................30 Transdutores.....................................................................................................34 Comandos.........................................................................................................40 CONCLUSÃO...................................................................................................47 REFERÊNCIAS................................................................................................48 INTRODUÇÃO A palavra automação tem origem nas palavras gregas onde “auto” significa próprio e “matos” significa movimento. As duas palavras resultam em “movimentação sozinha”, o que define, em geral, o que é uma automação nas indústrias, as máquinas operando sozinhas. As soluções desenvolvidas para a automação industrial não se resumem em substituir o trabalho humano em atividades perigosas e exaustivas, mas sim trazer melhorias nos processos. Há diversos equipamentos utilizado na automação, no entanto, o controle lógico programável (CLP) é um dos mais importantes. Neste trabalho, será abordado diversos tópicos que se relacionam com o controle lógico programável para compreender os sistemas de automação e seu funcionamento. 2. Eletromecânica Para fabricar a maioria dos objetos do dia a dia é preciso usar uma combinação de conhecimentos da Eletrotécnica e da Mecânica, ou seja, a eletromecânica, é a responsável por transformar energia em movimento e vice-versa. É o ramo da ciência que se ocupa de sistemas e dispositivos que possuem em seus mecanismos componentes mecânicos e elétricos. Esses dispositivos eletromecânicos possuem a capacidade de transformar energia elétrica em energia mecânica ou mecânica em elétrica. Literalmente são utilizados na indústria sua presença é notada nos aparelhos elétricos do qual fazemos o uso diariamente. No século XVI o Inglês Willian Gilbert, foi o primeiro cientista a estudar sistematicamente os fenômenos eletromagnéticos e foi o que introduziu o termo eletricidade. O Alemão Otto Von Guericke que inventou o gerador eletrostático, um aparelho mecânico que gerava eletricidade eletroestática e durante o século XVIII foram idealizados vários aparelhos eletromecânicos precursores como o eletroscópio, de 1705 em diante apareceram várias outras invenções mecânicas como a lançadeira mecânica, o tear mecânico e a máquina a vapor que marcam o surgimento das modernas engenharias mecânica e industrial. Michael Faraday definiu a indução eletromagnética, no qual descobriu que uma corrente pode ser induzida em um arame fazendo-o mover-se sobre um campo elétrico. Baseados neste princípio, foi então que passaram a fabricar os motores elétricos e os dínamos. Mais tarde nas industriais as máquinas a vapor forma substituídas por máquinas elétricas, garantindo uma maior eficiência produtiva e, consequentemente, um maior desenvolvimento industrial. Em um processo industrial em que são manipulados fluidos, sejam líquidos, vapores ou gases, nelas contém uma válvula solenoide como dispositivo de automação ou de segurança, a escolha adequada de uma válvula permite economia, obter uma melhor performance e garantir uma vida útil longa para o sistema. Ribeiro (2001), afirma que “É um dispositivo usado para transladar sinais elétricos ON/OFF em movimentos mecânicos ON/OFF. Válvula é um dispositivo mecânico projetado para controlar a vazão de fluidos”. Os componentes básicos que formam o dispositivo citado anteriormente são: Válvula, contendo uma abertura com a posição de um disco ou haste para regular a vazão. Solenoide, que é o dispositivo eletromagnético com a bobina. A válvula é aberta ou fechada pelo movimento do núcleo, ou seja, quando a válvula está aberta a corrente é passada, e quando está fechada a corrente é interrompida. Quando há corrente passando pela bobina cria-se um campo magnético dentro do núcleo da bobina. Através deste campo magnético resultante que age na haste, empurrando-a para baixo contra a pressão da mola. A haste do solenoide tem uma projeção externa que é fixada ao equipamento mecânico a ser operado Figura 2.1: Válvula solenoide. Fonte: Ribeiro (2001) Tipos de válvulas São classificadas conforme o número de entradas e saídas de 2 vias, 3 vias, 4 vias ou 5 vias. Desde o ponto de vista funcional, podem ser monoestáveis ou biestáveis. Sendo que nas monoestáveis desenergizadas, o seu solenoide volta para uma posição estável, no caso das biestáveis contêm duas bobinas, uma para cada posição, e podem funcionar com pulsos de corrente. As válvulas de 2 vias monoestáveis que se fecham, quando desenergizadas, são denominadas normalmente fechadas, e quando ficam abertas, são chamadas de normalmente Abertas. As válvulas de 3 vias monoestáveis, há várias denominações segundo a forma de trabalhar. Normalmente fechadas e abertas, indo na mesma direção ou direções diferentes. São denominadas universais se as mesmas poderem operar de qualquer forma. Caso sejam de 3, 4 ou 5 vias podem ter 2 ou 3 posições; neste último caso, com uma posição estável e duas instáveis, com uma bobina para cada posição. As válvulas podem ser de ação direta, servo-operadas, ou uma combinação de ambas: as ancladas, através de sua forma de operar. Figura 2.2: Tipos de ação de válvulas. Fonte: Ribeiro (2001) Elementos de Contatos Os Elementos de contatos são dispositivos que servem para selecionar ou trocar a passagem de corrente elétrica, ou seja, possuem a função para abrir, fechar ou selecionar ramais de circuitos elétricos Os Contatos que possuem alta capacidade de comutação (trocar) nos quais são numerados por cifras simples, cuja as cifras que são feitas a marcação dos terminais de contatos é (1/2, 3/4,5/6, etc.). Os chamamos de contatos de carga, ou contatos principais. Os mesmos são aplicados em ramais de motores ou de carga, onde a intensidade de corrente e alta. Estes contatos de cargas normalmente abertos, funcionam de forma análoga aos interruptores, ou seja, quando acionados eles fecham o circuito permitindo passagem de corrente elétrica entre seus terminais, proporcionando assim o funcionamento das cargas. Contatos que são destinados para serem usados nos próprios comandos são chamados de contatos auxiliares. Eles suportam apenas correntes relativamente baixas, e por isso não podem ser aplicados em circuitos de carga. O primeiro dígito representa a numeração sequencial do contato, alguns contatores possuem até 4 contatos em seu corpo, podendo ainda em alguns modelos ser encaixado um bloco de contatos auxiliares. O Contato NA é chamado dessa maneira devido a função Normalmente Aberto (em inglês, Normaly Open). Os códigos de função para contatos auxiliares NA são 3 e 4, estes representados sempre no segundo digito. Figura 2.3: Simbologia contato NA. Fonte: Mundo Elétrica (2015). Acesso em: 26/08/18. Já o número 1, usado tanto na entrada como na saída, representa que neste componente (seja contator ou relé)está sendo usado o primeiro contato. O Contato NF tem essa denominação devido a abreviatura da função Normalmente Fechado (em inglês, Normaly Closed). Os códigos de função para contatos auxiliares NF são 1 e 2, estes representados sempre no segundo digito. Figura 2.4: Simbologia contato NF. Fonte: Mundo Elétrica (2015). Acesso em: 26/08/18. Comutadores O comutador é uma peça vital de todos os motores e geradores de corrente contínua. Os comutadores precisam de manutenção, pois apresentam indícios de dificuldades antes da ocorrência de defeitos, constitui grande vantagem para os encarregados de manutenção. A função dos comutadores é basicamente: Fornecer o contato elétrico deslizante indispensável entre as escovas fixas e a armadura em rotação; Atuar como chave de reversão. À medida que as pontas das bobinas da armadura passam pelas escovas, o comutador transfere-as de um circuito para outro, fazendo com que todas as bobinas sejam atravessadas por corrente elétrica, fluindo sempre na direção correta; Eles também conduzem à superfície das escovas a tensão total de operação da máquina. Processo de Curto-circuito por uma escova: A circulação da corrente através das escovas e dos enrolamentos da armadura de uma máquina de corrente contínua normalmente segue vários caminhos ao penetrar nos enrolamentos, vinda do comutador. Depois de circular pelos enrolamentos, esses caminhos juntam-se novamente e saem através da escova de saída. À medida que cada bobina passa por baixo da escova, a corrente circula em uma direção, quando em um lado da escova, e na direção oposta, quando no outro lado; assim, a corrente deve passar pelo valor zero, em seguida é invertida na fração de segundo que demora para a bobina passar por baixo da escova. Note que cada escova é bastante larga para alcançar duas lâminas adjacentes comutadoras e curto-circuitar a bobina do induzido durante um instante. Figura 2.5: Posições relativas dos polos principais, polos de comutação em curto circuito, onde a corrente está sendo invertida. Fonte: Ribeiro (2001). Figura 2.6: Conjunto de comutador em arco. Fonte: Ribeiro (2001). Relés O relé é uma chave comandada por uma bobina. Ele é uma chave porque ele liga-desliga um circuito elétrico, permitindo a passagem da corrente elétrica como o resultado do fechamento de contato ou impedindo a passagem da corrente durante o estado de contato aberto. Diferentemente da chave convencional que é acionada manualmente, o relé não necessita da intervenção humana direta para ser operado. O relé eletromecânico é um dispositivo que inicia a ação num circuito, em resposta a alguma mudança nas condições deste circuito ou de algum outro circuito. Os relés são para multiplicar as funções de chaveamento. Sob o ponto de vista de entrada-saída, o relé pode também ser considerado como amplificador e controlador. As suas principais características são: Controlar a corrente elétrica por meio de contatos que podem ser abertos ou fechados; os contatos apresentam altíssima resistência quando abertos e baixíssima resistência quando fechados; eles podem ter múltiplos contatos, com cada contato isolado eletricamente de todos os outros; A bobina de atuação usualmente é isolada completamente do circuito controlado; pode ser atuada por energia elétrica de características totalmente diferentes do circuito controlados. Figura 2.7: Bobina de relé eletromecânico. Fonte: Ribeiro (2001) Tipos de Relés Os relés podem ser acionados por ca e cc. Os relés eletromecânicos são disponíveis em variadas faixas de arranjos de contatos. Um relé semicondutor é muito usado como piloto para um relé eletromecânico. A isolação elétrica entre contatos deve ser muito elevada de modo que não haja vazamentos, mesmo com altas tensões. O relé eletromagnético é atuado por força eletromagnética, que é produzida por corrente elétrica fluindo através da bobina de espaçamento, a força de atração aumenta, fazendo o contato sair de A e ir para B. Relés temporizadores O relé temporizado é útil para provocar uma ação atrasada por um breve período após uma outra ação, em casos, onde o período de tempo é crítico. Os relés temporizados são similares aos outros relés de controle em que eles usam uma bobina para controlar a operação dos contatos. Podem ser classificados em relé de on-delay ou de off-delay. On-delay significa quando é energizada, depois de um determinado atraso os contatos mudam os estados e ainda quando a bobina é energizada no relé o contato continua aberto durante 10 segundos e depois fecha. Quando a bobina for desligada, o contato volta imediatamente para a posição NA (normalmente aberto). A operação do timer off-delay é oposta à do timer on-delay, quando a bobina do relé off-delay for energizada, o contato imediatamente muda para NF (normalmente fechado). Quando a bobina for desenergizada, porém, o contato permanece fechado por 10 segundos e depois abre. Relés contadores Assim como o contator, o relé é um componente eletromecânico, ou seja, ele conta com uma parte mecânica de contato e o acionamento ocorre através da corrente elétrica em uma bobina, ou seja, os dois além de possuir princípios básicos semelhantes, os dois auxiliam um ao outro, pois o relé recebe comandos advindos do contador. Aplicações Os motores de corrente contínua são concebidos com as mais modernas tecnologias de projeto, resultando em máquinas compactas e com excelentes propriedades dinâmicas, atendendo as mais diversas aplicações nas áreas de automação e controle de processos. Figura 2.8: Motor. Fonte: E-tec (2014). Acesso: 02/09/2018 Há centenas de relés diferentes e é usado para muitas funções de controle. Entre suas características mais importantes para uso em circuitos de controle estão: 1. operação remota; 2. operação lógica; 3. controle de alta tensão através de baixa tensão; 4. isolação entre circuito de controle e de chaveamento; Os relés podem ser usados para: Ligar e desligar correntes ou tensões em ambientes hostis, no espaço sideral ou em processos industriais onde a temperatura pode ser extremamente alta ou baixa e perigosa à saúde humana; Monitorar altas correntes e tensões de modo automático ou manual e em condições perigosas; Operar simultaneamente vários circuitos ou equipamentos em altas velocidades; Ligar e desligar equipamentos em sistemas lógicos de Intertravamento, só permitindo a operação de um equipamento quando algum evento tenha ocorrido; Proteger equipamentos de sobrecarga ou sob carga, quando a tensão, corrente, temperatura, pressão, vazão, nível ou qualquer outra variável do processo varie além dos limites máximos e mínimos estabelecidos; Evitar a aplicação de tensão por um determinado intervalo de tempo em sistema de proteção com purga ou pressurização o ou permitir que certos componentes se aqueçam antes de operar, através de atrasos predeterminados; Bloquear, sincronizar, variar taxas, detectar frequências, detectar diferenças de percentagens em aplicações especiais. 3. Eletropneumática A eletropneumática é combinação de duas grandezas, a elétrica e a pneumática, é o ramo da pneumática que utiliza a energia elétrica como fonte de energia para que seja feita o acionamento de válvulas direcionais, são compostas por as chamadas eletroválvulas e válvulas proporcionais, que faz a energização de sensores de posicionamento, pressostatatos e etc. A utilização de um sistema eletropneumático, são vantajosas em diversas situações que envolvam velocidade de transmissão, perdas, segurança, etc., mas os elementos pneumáticos mostram-se imprescindíveis dentro da cadeia de comando em função de seu tipo de construção, da segurança que apresentam e da velocidade de trabalho. Abaixo irá ser apresentado uma Cadeia de Comando e a comparação na utilização de componentes elétricos e pneumáticos. Pneumática Cadeia de Comando Eletropneumática Atuadores (cilindros) Elemento de Trabalho Atuadores (cilindros) Válvula Reguladora de Fluxo. Válvulade Escape Rápido Elemento Auxiliar (controle de velocidade) Válvula Reguladora de Fluxo. Válvula de Escape Rápido Válvula 5/2 vias; 3/2 vias (Piloto e mola) Elemento de Comando Válvula 5/2 vias; 3/2 vias (Solenoide) Válvula “E”, “OU” Temporizadora, Sequencial. Elemento Processador de Sina Contadores, Relés, Temporizadores. Botão, Fim de Curso. Elemento de Sinal Botão, Fim de Curso, Sensores Filtro +Regulador de Pressão +Lubrificador Fonte de Alimentação Fonte de Energia Elétrica 12 Vcc ou 24 Vcc 12, 24, 115 ou 230 V Tabela 3.1: Comparação na utilização elétricos e pneumáticos. Fonte: E-tec (2014). Acesso: 02/09/2018 Principais elementos de trabalho Os principais elementos de trabalho são destinados a ligar pontos de sinais elétricos, isto é, são os responsáveis pela passagem ou não de corrente elétrica, através destes pontos é feito a energização e desenergização de dois pontos. Os tipos mais comuns são: Botoeiras Push-Button – O mesmo só funciona quando pressionado. b) Botão de Retenção – também só é acionado quando o botão é pressionado, porém para que seja liberado, deve ser pressionado novamente. Figura 3.1: Botão Industrial desmontado. Fonte: E-tec (2014) Acesso:02/09/2018 c) Botão tipo cogumelo – quando pressionamos o botão, o mesmo permanece travado, e para destravá-lo deve-se girar o botão no sentido horário. São comuns nas chamadas chaves de emergência. Abaixo há uma demonstração de quando os circuitos estão acionados, ou seja, quando há passagem de corrente e que é chamado de NA (Normalmente Aberto), e quando não está havendo passagem de corrente é chamado de NF (Normalmente Fechado). Figura 3.2: Dois circuitos comutadores: um NA e um NF. Fonte: E-tec (2014) Acesso:02/09/2018 Detectores de limite mecânico Por meio destes dispositivos é possível a detecção de posições intermediárias e finais das hastes dos cilindros pneumáticos ou dos elementos mecânicos que estes acionam. Roletes são dispositivos que permitem a passagem de corrente, sendo que sua comutação se dá em qualquer sentido. Gatilhos são bem similares aos roletes, porém, o acionamento do gatilho só ocorre apenas em um sentido de movimento, e sua comutação é um pulso rápido. Detectores sem contato mecânico Funcionam como detectores de limite mecânico, tendo como principais características o não contato físico com a máquina e a alta velocidade de comutação. Sensores indutivos são instalados onde as chaves de fim-de-curso são inviáveis de colocar em uma máquina, também é utilizado onde há necessidade de um alto número de chaveamentos. Os sensores indutivos são constituídos por um circuito oscilador, um circuito de disparo e um circuito amplificador. Figura 3.3: Diagrama em blocos de um sensor indutivo. Fonte: E-tec (2014) Acesso:02/09/2018 Figura 3.4: Outros tipos de sensores indutivos. Fonte: E-tec (2014) Acesso:02/09/2018 Contato Reed São essenciais onde precisa-se de um alto número de ciclos de acionamento ou quando não há espaço para a montagem de chaves fim-de-curso ou sensores convencionais, o seu funcionamento baseia-se em um elemento muito conhecido na área de eletrônica, que é o reed-switch. Ele é constituído por dois contatos elétricos dentro de uma ampola de vidro com gás inerte, e esses contatos se fecham mediante a presença de um campo magnético. Os reed-switches são colocados no corpo de um cilindro pneumático, e o êmbolo do cilindro possui um anel pneumático que, ao passar pelo reed-switch, força-o a fechar os seus contatos provocando então a passagem da corrente elétrica por eles. Figura 3.5: Reed-Switch. Fonte: E-tec (2014) Acesso:02/09/2018 Bobina tipo solenoide Nada mais é do que um condutor enrolado em forma helicoidal. Quando uma corrente elétrica passa por esse condutor forma-se um campo magnético no interior do solenoide, com isso criam-se forças dentro do solenoide que servem para a movimentação de cargas ferrosas, dando origem a aplicações eletromecânicas (relés, solenoides). Figura 3.6: Válvula com acionamento através de solenoides (a). Diferenciação da bobina e do conector do solenoide (b). Fonte: E-tec (2014). Acesso:02/09/2018 Principais elementos de comando Existem várias formas e caminhos para se projetar um circuito eletropneumático. Sendo circuitos lógicos e binários, podemos adotar o mesmo conceito da eletrônica digital. Para isso, na lógica existem dois estados possíveis: “0” quando não há sinal; -“1” quando há sinal. Pode-se fazer qualquer lógica combinatória utilizando apenas três funções lógicas básicas: “E”; “OU”; “NÃO”. Função “E” Essa função se caracteriza por apresentar o nível lógico 1 na sua saída somente quando todas as suas entradas apresentarem nível lógico 1, como podemos ver pela sua tabela verdade da figura 3.7-a. Simbologia (figura 3.7-b). Circuito Pneumático Equivalente (figura 3.7-c). Circuito Elétrico Equivalente (figura 3.7-d). Figura 3.7: Lógica "E". Tabela verdade (a) símbolo eletrônico de uma Lógica "E" de 4 entradas (b), circuito pneumático equivalente (c) e circuito elétrico equivalente (d). Fonte: E-tec (2014). Acesso:02/09/2018. Função “OU” Essa função se caracteriza por apresentar o nível lógico 1 na sua saída quando alguma das suas entradas apresentar nível lógico 1, como podemos ver na sua tabela verdade da figura 3.8-a. Simbologia (figura 3.8-b). Circuito Pneumático Equivalente (figura 3.8-c). Circuito Elétrico Equivalente (figura 3.8-d). Figura 3.8: Lógica "OU". Tabela verdade (a), símbolo eletrônico de uma Lógica "OU" de 4 entradas (b), circuito pneumático equivalente (c) e circuito elétrico equivalente (d). Fonte: E-tec (2014) Acesso:02/09/2018 Função “NÃO” Função também conhecida como inversora, isto é, o sinal de saída é o sinal de entrada invertido, como se pode ver na sua tabela verdade da figura 3.9-a. Simbologia eletrônico (figura 3.9-b). Circuito pneumático equivalente (figura 3.9-c) e Circuito Elétrico Equivalente (figura 3.9-d). 3.9: Lógica "NÃO". Tabela verdade (a), símbolo eletrônico (b), circuito pneumático equivalente (c) e circuito elétrico equivalente (d). Fonte: E-tec (2014) Acesso:02/09/2018 Principais elementos de sinais Os componentes de entrada de sinais elétricos são aqueles que emitem informações ao circuito por meio de uma ação muscular, mecânica, elétrica, eletrônica ou combinação entre elas. Entre os elementos de entrada de sinais podemos citar as botoeiras, as chaves fim de curso, os sensores de proximidade e os pressostatos, entre outros, todos destinados a emitir sinais para energização ou desenergização do circuito ou parte dele. Alguns desses componentes são: Botoeiras As botoeiras são chaves elétricas acionadas manualmente que apresentam, geralmente, um contato aberto e outro fechado. De acordo com o tipo de sinal a ser enviado ao comando elétrico, às botoeiras são caracterizadas como pulsadoras ou com trava. Figura 3.10: Botão pulsador tipo cogumelo. Fonte: Bonacorso (1997) Figura 3.11: Botão liso tipo pulsador. Fonte: Bonacorso (1997) Figura 3.12: Botão giratório com trava. Fonte: Bonacorso (1997) Figura 3.13: Botão tipo cogumelo com trava (botão de emergência). Fonte: Bonacorso (1997) b) Chaves fim de curso As chaves fim de curso, assim como as botoeiras, são comutadores elétricos de entrada de sinais, só que acionados mecanicamente. As chaves fim de curso são, geralmente, posicionadas no decorrer do percurso de cabeçotes móveis de máquinas e equipamentos industriais, bem como das hastes de cilindros hidráulicos e ou pneumáticos. Figura 3.14: Chave fim de curso tipo rolete. Fonte: Bonacorso (1997) c) Sensores Para especificar um sensor deve-se conhecer o material do objeto a detectar. Os tipos de sensores mais comuns são: magnéticos, indutivos, capacitivos, ópticos, ultrassônicos, pneumáticos. Principais elementos de processamento de sinais São elementos que recebem os sinais emitidos pelos elementos de entrada,analisam estes sinais combinando-os entre si, para que a resposta seja a desejada pelo projetista. Entre os principais elementos de processamento de sinais estão: Relés: São dispositivos de manobra mecânica, acionada por eletromagnetismo. Seu funcionamento é bastante simples, energizando os terminais de sua bobina, cria-se um campo eletromagnético, atraindo sua parte móvel fechando ou abrindo seus contatos e permitindo ou interrompendo a passagem da corrente elétrica. Veja ilustração: Figura 3.15: Relé. Fonte: Fialho (2011) Contatores de potência: São como os relés, porém, construídos para grande potência. Seu funcionamento é bastante simples, energizando os terminais de sua bobina, cria-se um campo eletromagnético, atraindo sua parte móvel fechando seus contatos principais e permitindo a passagem da corrente elétrica. Os contatores também possuem contatos auxiliares que podem abrir ou fechar de acordo com a sua construção. Figura 3.16: Contatores, contato principal e auxiliares. Fonte: E-tec (2014). Acesso:02/09/2018 Relés temporizadores: São conhecidos somente como temporizadores, geralmente possuem um contato que comutará após um tempo, pré-ajustado pelo projetista. Os temporizadores podem ser com retardo na energização ou desenergização. Elementos de saída de sinais elétricos Os componentes de saída de sinais elétricos são aqueles que recebem as ordens processadas e enviadas pelo comando elétrico e, a partir delas, realizam o trabalho final esperado do circuito. Entre os muitos elementos de saída de sinais disponíveis no mercado, os que nos interessam mais diretamente são os sinalizadores luminosos e sonoros, bem como os solenoides aplicados no acionamento eletromagnético de válvulas hidráulicas e pneumáticas. Sinalizadores: A principal função dos sinalizadores é demonstrar o que acontece com o equipamento num determinado momento. Isso facilitará o entendimento da função de cada um desses equipamentos, ou seja, a sinalização é uma mensagem rápida que indica funcionamento. A sinalização pode ser de dois tipos: visual ou sonora. Visual: É obtida através de lâmpadas, sendo a sinalização mais usada dentro de industrias, devido ser de mais rápida visualização. Mas, deve-se atentar para o tipo de cor da sinalização, onde cada cor indica uma condição de operação. Sonoro: É feito por meios de buzinas ou campainhas são utilizadas para indicar início do ciclo de um equipamento ou indicar qualquer anomalia da máquina. Este tipo de sinalização é usado normalmente em locais onde não há ruídos e tem a função de chamar a atenção em uma emergência. Solenoide: são bobinas eletromagnéticas que, quando energizadas, geram um criam um campo eletromagnético capaz de atrair elementos com características ferrosas, comportando-se como um imã permanente. Simbologia dos elementos de trabalho A seguir será mostrada uma tabela com os símbolos usados dos elementos de trabalho: Tabela 3.2: Elementos de trabalho. Fonte: Fialho (2011) Figura 3.17: Simbologia dos elementos de comandos e retorno. Fonte: Fialho (2011) Tabela 3.3: Referência dos orifícios principais. Fonte: Fialho (2011) A Referência dos orifícios de pilotagem é baseada num princípio funcional. A referência expressa-se por dois números (12 - 14 ou 10). Indica a união dos orifícios principais seguida ao aparecimento do dito sinal. Sinal 12: estabelece a união dos orifícios 1 e 2. Sinal 14: estabelece a união dos orifícios 1 e 4. Sinal 10: interrompe a união entre 1 e 2 (caso dos 2/2 e 3/2). Tabela 3.4: Principais símbolos presentes. Fonte: Fialho (2011) Tabela 3.5: Válvulas de acionamento. Fonte: Fialho (2011) Tabela 3.6: Tratamentos do ar. Fonte: Fialho (2011) Tabela 3.7: Acessórios pneumáticos. Fonte: Fialho (2011) Tabela 3.8: Elementos de lógica pneumática. Fonte: Fialho (2011) Identificação de componentes São os elementos mecânicos que atuam por meio por meio de movimento lineares ou rotativos, transformam em energia pneumática a energia cinética gerada pelo ar pressurizado e em expansão, produzindo trabalho. Os atuadores pneumáticos são regidos por normas internacionais, tais como: ISO 6431 E 6432 (Internacional) DIN ISO 6431 e VDMA 24562 (Alemanha) NF E 49003.1 9 (França) UNI 20.290 (Itália) Estão classificados basicamente em duas famílias: Atuadores pneumáticos de simples efeito e atuadores pneumáticos de duplo efeito. Sua identificação de acordo com a norma é DIN/ISO 1929. Rede de ar-comprimido Segundo o autor Fialho (2011), a pneumática utiliza o ar como fonte de energia para o acionamento de seu automatismo, mas esse ar necessita ser colocado em determinadas condições apropriadas para sua utilização, são elas: a pressão adequada e qualidade (redução máxima de impurezas e umidade). Através dos compressores alcançamos a pressão adequada, no caso da qualidade, entretanto, é preciso de purgadores, secadores e filtros. Dois são os princípios que se fundamentam todas as espécies de compressores de uso industrial: volumétrico e dinâmico. Componentes de uma Rede de Ar Comprimido: Figura 3.18: Sistema de rede de ar comprimido. Fonte: Fialho (2011) Elementos de um circuito pneumático Um circuito pneumático é representado em forma gráfica, demonstrando a relação entre os componentes do comando, o que evidencia a operação do mesmo. O circuito é considerado um elemento de grande valor de manutenção para o homem, pois é através desse que se inicia o processo para a detecção de falhas no sistema. Os Elementos de circuitos são: Acionamento de potência: Cilindros, atuadores rotantes, com seus elementos de regulagem; Bloco de saída: Válvulas direcionais; Bloco de tratamento: Válvulas auxiliares, seletoras temporizadores; Bloco de entrada: Pulsadores, fim de curso, sensores; Bloco de energia: Filtros, reguladores, lubrificadores, válvulas deslizantes Figura 3.19: Exemplo de um circuito com cilindro simples ação com retorno por mola e acionamento direto por alavanca com válvula 3 vias e 2 posições. Fonte: PavanI (2010) 4. Sensores Segundo Roggia e Fuentes (2016), a função dos sensores na automação é “determinar as condições do sistema e obter os valores das variáveis físicas do ambiente a ser monitorado. ”. A partir disso, depreende-se que um sensor é nada mais do que um dispositivo que recebe e responde a algum sinal. Esse sinal deve ser produzido por algum tipo de “energia do ambiente (energia cinética, sonora, térmica, entre outras) ” (ROGGIA; FUENTES, 2016). Uma vez que o sensor capta algum sinal, “este é convertido em uma representação analógica ou digital. ” (NORTON, 1989). Em um projeto de automação, quando o dispositivo usa técnicas digitais, “sensibiliza o controlador que através de um contato seco, que corresponde a um sinal digital, disponibiliza na rede de comunicação essa informação que é utilizada para os mais diversos fins. ” (FILHO, 2006) Um exemplo de uso de sensores é no ar condicionado, que possui um sensor de temperatura que obtém as variáveis do ambiente constantemente. “Caso a temperatura ambiente fique acima do valor ajustado, o ar-condicionado aciona o compressor que por sua vez começa a jogar ar frio no ambiente. Conforme este ar frio ingresse no ambiente, este começa a se misturar com o ar que já estava lá, fazendo com que a temperatura comece a cair. A partir do momento em que o sensor detectar que a temperatura caiu abaixo de um determinado valor, o compressor é desligado. ” (OLIVEIRA, 2013) Existe uma grande variabilidade de sensores no mercado. E uma delas são os sensores de nível, sensores de presença, sensores ópticos e sensores de fim de curso. Mas, para efeito de compreensão de automação industrial, serão abordados a seguir somente os sensores de presença e sensores ópticos. Sensores indutivos Os sensores indutivos “detectam qualquer tipo de metal sem ter contato e seu funcionamento se baseia na geração de um campo magnético”. (ROGGIA; FUENTES, 2016) Segundo Filho (2006),o sensor indutivo possui um oscilador que opera em conjunto com uma bobina localizada na sua extremidade frontal, criando um campo magnético de elevada frequência, cujas linhas de campo se projetam fora, nas proximidades do dispositivo. Quando um material condutor se aproxima da extremidade frontal do sensor, é enlaçado pelas linhas de campo, provocando uma dispersão magnética que retira energia do circuito oscilante, reduzindo a amplitude de oscilação, o que é percebido pelo circuito eletrônico, gerando um impulso eletrico de comando. Figura 4.1: Sensor indutivo: diagrama do sensor a) e simbologia b). Fonte: (ROGGIA; FUENTES, 2016). Sensores Capacitivos Os sensores capacitivos oferecem uma solução aplicável para realizar a medida de líquidos, identificar composição de um material. No geral, detectam qualquer item que seja condutivo ou que tenha uma constante dielétrica diferente do ar, sem a necessidade de ter contato. Segundo Roggia e Fuentes (2016), seu princípio de funcionamento “baseia-se na geração de um campo elétrico por um oscilador controlado por capacitor. O capacitor é formado por duas placas metálicas montadas na face sensorial de forma a projetar o campo elétrico para fora do sensor. Quando um material se aproxima do sensor, o dielétrico do meio se altera, alterando a capacitância. Essa alteração aciona o estágio de saída”. Figura 4.2: Sensor capacitivo: representação da atuação a) e simbologia b). Fonte: (ROGGIA; FUENTES, 2016). Figura 4.3: Sensor capacitivo: Campo elétrico formado pelas placas. Fonte: (WANG, 2014) Sensores Magnéticos Os sensores magnéticos “podem ser ativados pela proximidade de um campo magnético produzido por um ímã, acionando um contato normalmente aberto na sua saída. ” (ROGGIA; FUENTES, 2016) Em um projeto de automação, uma forma usual de detectar se o acionamento dos atuadores foi executado é através dos sensores magnéticos instalados em posições estratégicas no corpo do cilindro. O êmbolo do cilindro possui características magnéticas que acionam pequenas micro chaves magnéticas instaladas em suas extremidades. (PAREDE; GOMES; HORTA, 2011) Figura 4.4: Sensor magnético: contatos abertos (a), contatos fechados (b) e simbologia (c). Fonte: (ROGGIA; FUENTES, 2016). Sensores ópticos Os sensores ópticos manipulam a luz para detectar a presença de um material acionador. Segundo Filho (2006), é um dispositivo que opera com feixe de luz infravermelha, sendo constituído por um emissor e um receptor. Quando se interrompe o feixe de luz, é ativado um solenoide que atua sobre um contato seco. O funcionamento do dispositivo é dado por “um emissor e um receptor de luz infravermelha, invisível ao olho humano. O emissor envia um feixe de luz através de um diodo emissor de luz e o receptor, composto por um fotodiodo ou foto transistor, é capaz de detectar o feixe emitido. ” (ROGGIA; FUENTES, 2016) Uma das formas de acionamento desse tipo de sensor é a por reflexão difusa. “Quando um objeto é posicionado em frente ao feixe de luz emitido, de maneira que é possível ser refletida ao receptor, o sensor é acionado. “. (ROGGIA; FUENTES, 2016) Figura 4.5: Sensor óptico por reflexão difusa: funcionamento (a), simbologia (b). Fonte: (ROGGIA; FUENTES, 2016). 5. Transdutores Roggia e Fuentes (2016), afirmam que “um sensor nem sempre tem as características elétricas necessárias para ser utilizado em um sistema de controle. Normalmente o sinal de saída deve ser manipulado e isso geralmente é realizado com um circuito de interface para produção de um sinal que possa ser lido pelo controlador. Quando este circuito está acoplado a um sensor, o dispositivo recebe o nome de transdutor. “ Segundo Seippel (1983), transdutor é um dispositivo que converte uma forma de energia ou quantidade física em outra. “Por exemplo, transdutores de pressão fornecem uma saída indicativa de pressão, transdutores de aceleração fornecem uma saída representativa de aceleração”. (NORTON, 1989) “O propósito do transdutor é detectar o signal phenomena. Há três tipos de signal phenomena. O primeiro é a radiação, onde o transdutor é capaz de detectar a emissão da radiação ou reagir a radiação. O segundo é o elétrico, onde envolve a detecção de um sinal elétrico como corrente ou voltagem. E o terceiro é sinal físico como massa ou volume. “. (SEIPPEL, 1983) Há duas áreas em que os transdutores são categorizados, e estas são: ativa ou passiva. Transdutores ativos são aqueles que geram uma voltagem ou corrente como resultado de uma forma de energia ou mudança de força. Os transdutores passivos mudam a sua propriedade quando está exposto a energia. Por exemplo, fotoresistores mudam a sua resistência quando são expostos a luz. (SEIPPEL, 1983) A saída de um transdutor pode ter a forma de voltagem elétrica, corrente ou também ser não-elétrico. Foto 5.1: Transdutor. Fonte: (SEIPPEL, 1983) Os exemplos mais comuns de transdutores são: Um microfone converte ondas sonoras em impulsos elétricos e um alto-falante converte impulsos elétricos em som; Uma célula solar converte luz em eletricidade; Um motor elétrico é um transdutor para conversão de eletricidade em energia mecânica; Um termopar quando é esquentado gera um sinal elétrico proporcional a quantidade de calor aplicada. Devido a essa ampla definição, há muitas variedades de transdutores que convertem diferentes tipos de energia. Alguns tipos desses dispositivos são os: Transdutores eletroquímicos, eletroacústicos, eletromagnéticos, eletroestáticos, eletromecânicos, fotoelétricos, termoelétricos e piezoeléctricos. Contato Seco Segundo Ribeiro (2001), ”os módulos de saída de contato seco permitem acionar uma carga na saída a partir de um contato seco fornecido por um relé ou chave. A vantagem deste módulo é a de que é possível manipular tanto cargas ca como cc. As aplicações vão desde chaveamento simples até multiplexação de sinais. “. Conversores A/D e D/A Conversor analógico para digital e digital para analógico são utilizados em CLPs que necessitam de um conversor A/D nas entradas e um conversor D/A nas saídas. De acordo com Parede, Gomes e Horta (2011), sinais analógicos de corrente e tensão são fornecidos para os módulos de entrada analógica, que, por meio de circuito (conversor A/D), converte esses sinais analógicos em uma informação digital. Esses sinais analógicos de entrada são inseridos no CLP na forma binária e armazenados em uma posição de memória para uso posterior. “O componente conversor A/D é um dispositivo codificador na medida em que converte uma amostra analógica em uma quantidade digital com um determinado número de bits. Essa conversão é feita em 12 ou 14 bits codificados em binário ou BCD. Os valores codificados são armazenados na memória RAM do módulo e posteriormente enviados para a CPU. O programa de controle do CLP pode configurar automaticamente as entradas analógicas para as faixas e forma de operação desejada automaticamente no caso de módulos com configuração através de software. “. (RIBEIRO, 2001) Parede, Gomes e Horta (2011) sustentam que “os módulos de saída analógica possuem um conversor digital-analógico (D/A) que recebe os valores numéricos na forma binária alocados nos registros do CLP e os converte em grandezas analógicas de tensão ou corrente proporcionais à informação digital e as envia para a saída. A resolução do conversor é de 12 ou 14 bits. Uma saída analógica tem como função fornecer sinal analógico para comandar atuadores analógicos. “. Foto 5.2: Diagrama de ligação para módulo analógico. Fonte: (PAREDE; GOMES; HORTA, 2011) Transdutores de Pressão Um transdutor de pressão é um dispositivo que responde a pressão líquida ou gasosa e converte essa pressão em uma variável elétrica que é proporcional a pressão aplicada. (SEIPPEL, 1983) A maioria desse tipo de transdutores são baseados nos seguintes métodos ou conceitos de transdução: capacitivo; indutivo, piezoelétrico; potenciométrico e strain gage. Esse dispositivo consiste, na maioria das vezes, em umdiafragma combinado com um componente elétrico que resulta em uma saída elétrica usando, por exemplo, princípios capacitivos, como fora dito anteriormente. (SEIPPEL, 1983) Figura 5.3: Dispositivos sensoriais de pressão. Fonte: (SEIPPEL, 1983) Transdutores de Temperatura Foto 5.4: Circuito-diagrama de um transdutor. Fonte: (WANG, 2014) Há três tipos de efeitos termoelétricos que geram eletricidade a partir da temperatura. O primeiro é o efeito Seeback, que é obtido através do aquecimento do fio de metal e gera uma corrente elétrica. O segundo é o efeito Peltier, onde os elétrons se movem do fio de cobre para fio de ferro e gera calor. Quando os elétrons se movem do fio de ferro para o de cobre a junção fica fria. E o último é o efeito Faraday, onde a resistência de certos materiais diminuem quando há o aumento de temperatura. (SEIPPEL, 1983) Existem dois tipos de transdutores comumente usados para medição de temperatura: termopares e detectores resistivos de temperatura (RTD). Qualquer dispositivo que seja usado, seu papel principal é monitorar o calor. (SEIPPEL, 1983) Termopares Esses dispositivos produzem uma mudança linear na voltagem (saída) quando há a variação de temperatura. O efeito termoelétrico que ocorre é o Seeback. Alguns termopares operam bem em altas temperaturas e outras operam melhor em temperaturas baixas. Alguns não estão sujeitos a corrosão, umidade ou oxidação enquanto outros podem ser contaminados se forem expostos a elementos específicos. (SEIPPEL, 1983) Alguns termopares não geram uma enorme quantidade de voltagem. Isso é um fator importante no momento de fazer a escolha, pois a variação de temperatura é que define a operação. (SEIPPEL, 1983) Detectores resistivos de temperatura (RTD) Esses dispositivos são feitos de metais. A resistência da maioria dos metais aumenta com o aumento de temperatura. Com isso, uma propriedade do RTD característica é a sua resistência elétrica como função da temperatura. (SEIPPEL, 1983) RTDs operam entre -400ºF até +1700ºF. Estes são mais eficientes do que outros sensores de temperatura pelo fato de que respondem mais linearmente a temperaturas. (SEIPPEL, 1983) Piezoeletricidade “Piezoeletricidade é o termo usado para descrever uma habilidade que certos materiais têm em desenvolver uma carga elétrica que é diretamente proporcional a estresse mecânico aplicado. ” (WEBSTER, 1999). Em outras palavras, quando um material cristalino é estressado, uma voltagem é produzida na superfície e essa é a habilidade em questão. “Alguns materiais cristalinos mostram comportamentos piezelétricos devido a sua única estrutura de cristal. ” (WEBSTER, 1999). Seippel (1983), afirma que cristais sintéticos ou naturais como quartz tem qualidades físicas especiais. De acordo com Seippel (1983), “material piezoelétrico tem outra qualidade que é o reverso de Piezoeletricidade. Essa outra qualidade é chamada de eletroestricção. Eletroestricção envolve a aplicação de um campo elétrico na substância do cristal. O campo elétrico altera o formato do cristal. ”. 6. Comandos “O controle e detecção dos movimentos são realizados por válvulas de comando e atuadores pneumáticos por meio de dispositivos e sensores elétricos. As válvulas, ao receberem impulso pneumático, mecânico ou elétrico, permitem que haja fluxo pressurizado para alimentar determinados elementos do automatismo. As válvulas de comando propriamente elétrico se diferenciam das pneumáticas apenas quanto a forma de acionamento. Sua comutação é obtida por meio de impulso elétrico originado por uma bobina CA ou CC. O acionamento das bobinas é feito a partir de chaves de partida e parada, interruptores, micro-switch, relés, pressostatos e sensores. “. (FIALHO, 2011) De acordo com Parede, Gomes e Horta (2011), as lógicas de acionamento utilizadas em comandos elétricos também são empregadas para o acionamento de solenoides, que, por sua vez, servem como pilotos em válvulas eletropneumáticas, assim como os sensores de fim de curso detectam o movimento dos atuadores. Entre os dispositivos e sensores elétricos, pode-se destacar o uso de controladores eletrônicos “inteligentes” (CLPs e computadores). Figura 6.1: Exemplo de acionadores de bobinas – Chaves sem retenção. Fonte: (FIALHO, 2011) “Para que o CLP possa interagir com sistemas de comandos eletropneumáticos, é necessário realizar uma simples adequação das grandezas manipuladas no painel elétrico com os padrões utilizados em suas interfaces. As botoeiras e chaves usadas em painéis de comandos elétricos convencionais continuam servindo a necessidade das entradas digitais do CLP, assim como os contatores continuam servindo como atuadores no acionamento de motores e carga de maior potência, uma vez que o CLP não tem por função o “chaveamento” de cargas de potência diretamente em suas interfaces. ”. (PAREDE; GOMES; HORTA, 2011) Comando Sequencial “Os comandos sequenciais são comandos de sistemas que produzem uma sequência predeterminada de ações, cuja passagem de uma para outra se dá em função do cumprimento de condições do prosseguimento. “. (FIALHO, 2011) Todo comando sequencial deve iniciar com a análise do sistema e das ações do comando desejado através de esquemas e da formulação verbal do problema, para em seguida sistematizas essas informações com alguma forma de representação gráfica. (FIALHO, 2011) É possivel representar o projeto de comando sequencial graficamente, possibilitando um entendimento do ciclo. As representações gráficas são as: diagrama trajeto-passo; diagrama de posicionamento dos atuadores; diagrama de atuação dos sensores; diagrama de comando dos atuadores; diagrama funcional. (FIALHO, 2011) A seguir será representado um caso de comando sequencial: “Um atuador duplex geminado em que as hastes possuem diferentes cursos (L1=/L2). Essa concepção permite quatro posicionamentos diferentes. A posição inicial, duas posições intermediarias e a posição final (...). Para essa configuração, tendo um dos cursos comprimento igual ao dobro do outro (L1=2L2), a posição intermediaria 1 corresponderá a 1/3 da soma dos cursos, (L1+L2), enquanto a posição intermediaria 2 corresponderá a 2/3 da soma. ” (FIALHO, 2011) Figura 6.2: Atuador duplex de hastes com cursos diferentes. Fonte: (FIALHO, 2011) Figura 6.3: Diagrama trajeto-passo. Fonte: (FIALHO, 2011) Cadeia Estacionária O uso do método da cadeia estacionária na resolução de comandos para uma sequência de movimentos permite resolver de uma maneira rápida e independente do tipo de sequência ser direta ou indireta. Este método é o mais indicado para resolver sequências indiretas, podendo ser utilizado em circuitos com válvulas tipo duplo e simples solenoide. A seguir irá ser criado um programa para a seguinte sequência de movimento utilizando o método da cadeia estacionária: A+ 2A+ 2A- A- Figura 6.4: Circuito pneumático com atuadores, válvulas e fins de curso. Fonte: Jorge Street – Instalações De Sistemas Hidráulicos E Pneumáticos II. Acesso em: 31/08/18. Figura 6.5: Sequência dos movimentos que deverão acionar os movimentos sequenciais. Fonte: Jorge Street – Instalações De Sistemas Hidráulicos E Pneumáticos II. Acesso em: 31/08/18. Figura 6.6: Diagrama. Fonte: Jorge Street – Instalações De Sistemas Hidráulicos E Pneumáticos II. Acesso em: 31/08/18. Figura 6.7: Estrutura básica do método da cadeia estacionária. Fonte: Jorge Street – Instalações De Sistemas Hidráulicos E Pneumáticos II. Acesso em: 31/08/18. Aplicações A seguir será mostrado um circuito eletropneumático e seu equivalente pneumático como uma aplicação simples de válvulas de comando elétrico. O objetivo é a utilização de um fim de curso tipo micro-switch que atuará sobre o solenoide SOL1 e um contato auxiliar (Partida) atuando sobre o SOL2. Descrição do caso: “Atuando sobre a chave Partida (chave impulso – NA), a válvula solenoide SOL2 sofre uma inversão momentânea e comuta a válvula VC para a posição da direita, permitindo assim a alimentação do atuador e o consequente movimentode expansão da haste. Ao final do seu curso, o batente na ponta da haste pressiona o micro-switch m que excita a válvula solenoide SOL1, provocando uma nova inversão da válvula de comando VC, e o atuador passa a ser alimentado em sua câmera frontal, retornando à sua posição inicial. “ (FIALHO, 2011) Figura 6.8: Comando repetitivo – circuito eletropneumático. Fonte: (FIALHO, 2011) Figura 6.9: Proposta de circuito elétrico de comando para o circuito eletropneumático. Fonte: (FIALHO, 2011) Figura 6.9: Comando repetitivo – solução pneumática. Fonte: (FIALHO, 2011) CONCLUSÃO A Automação Industrial, desde a evolução histórica quando foi estudado sobre os fenômenos eletromagnéticos, e feita suas primeiras criações baseada na eletricidade, é perceptível as mudanças que houveram, o quanto evoluímos e sua contribuição para os dias atuais. Apesar da velocidade com que evoluem as tecnologias aplicadas à automação, a automatização industrial é um progresso ainda lento, pois os custos para essas mudanças e inovações tecnológicas são muito altos, pois existem uma série de despesas que precisam ser custeadas para a mudança na tecnologia, mas sabemos que ainda haverá mais contribuição partindo dos princípios da automação que contribuirão pra o avanço da tecnologia. REFERÊNCIAS BONACORSO, Nelson; NOLL, Valdir. Automação Eletropneumática. 9. Ed. São Paulo: Érica, 1997. FIALHO, Arivelto. Automação Pneumática: Projetos, Dimensionamento e Análise de Circuitos. 7. Ed. São Paulo: Érica, 2011. 324p. FILHO, Mamede. Instalações Elétricas Industriais. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 2006. 932p. MATTEDE, H. Contatos em comandos Elétricos. Mundo Elétrica. Disponível em:<https://www.mundodaeletrica.com.br/quais-os-tipos-de-contatos-em-comandos-eletricos/>. Acesso em: 26/08/2018. NORTON, Harry. Handbook of Transducers. 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