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Manual de Inventário Hidroelétrico de Bacias Hidrográficas edição Ministério de Minas e Energia 2007

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b) Trajetória histórica do grupo.
– Aspectos Demográfi cos:
a) Tamanho e densidade demográfi ca.
b) Avaliação dos índices de perdas demográfi cas.
– Aspectos Etno-Ecológicos:
a) Valores e crenças.
b) Sítios sagrados.
c) Valores que orientam a relação índio/natureza (etno-ecológico).
d) Tamanho, natureza e construção histórica do território.
e) Avaliação dos índices de perda de território.
f ) Patrimônio geomorfológico.
g) Formas de apropriação dos recursos naturais (minerais, solo, hídricos 
e fl orestais).
h) Potencial de sustentabilidade do território para a reprodução social 
do grupo.
– Condições Materiais de Sobrevivência:
a) Dinâmica socioeconômica da região interétnica.
b) Relações de integração com o mercado.
c) Condição legal do território.
d) Condicionantes ambientais do território (áreas de várzea – dinâmica 
das cheias, áreas de erosão, aptidão agrícola, compartimentação do 
relevo).
– Organização Social, Cultural e Política:
a) Formas religiosas e suas relações com a sociedade envolvente.
b) unidade étnica.
c) Formas de relação com outros grupos.
d) Filiação linguística.
e) Eixos de solidariedade recíproca/eixos de rivalidade.
f ) Formas e natureza do contato com a sociedade envolvente 
(relacionamento interétnico).
– Anuário Estatístico do Brasil (IBGE).
– Terras indígenas – Informações 
disponíveis na Diretoria Fundiária 
(FUNAI).
– Instituto Socioambiental (ISA).
– Instituto de Pesquisas Antropológicas 
do Rio de Janeiro (IPARJ).
– Estudos e Teses Acadêmicas.
– Pesquisa direta.
– SEPPIR.
– INCRA.
– MDS.
– MDA.
– Fundação Cultural Palmares/ 
Ministério da Cultura.
– Movimento Negro Unifi cado.
– IBAMA, INPRA, MMA.
128 MME | Ministério de Minas e Energia
 CAPÍTULO 4 | ESTUDOS PRELIMINARES
4.4 FORMULAÇÃO DAS ALTERNATIVAS DE 
DIVISÃO DE QUEDAS
Com base nos dados levantados e estudos realizados nos itens 4.1, 4.2 e no diagnóstico socioambiental 
do item 4.3, devem ser reavaliados os locais de barramento já identifi cados e as alternativas de divisão 
de queda formuladas preliminarmente no item 3.4. Nesta fase, devido à evolução dos estudos, poderão 
ser acrescentados ou eliminados locais barráveis e/ou alternativas de divisão de queda.
A escolha da altura dos barramentos deverá ser compatível com as características topográfi cas, geológicas 
e socioambientais de cada local, infl uenciando também na concepção de locais barráveis à montante.
Embora as alternativas de divisão de queda devam procurar aproveitar a totalidade da queda disponível, é 
importante desde esta fase, identifi car, com base nos estudos realizados e no diagnóstico socioambiental, 
as restrições que difi cultam ou encarecem o aproveitamento do trecho:
Cidades, vilas ou outras concentrações de população.
Sítios de reconhecida importância para o patrimônio cultural.
Áreas industriais e/ou com outras atividades econômicas importantes. 
Jazidas e/ou lavras minerais de alto valor e/ou importância estratégica.
Terras indígenas e terras ocupadas por remanescentes de quilombos. 
Unidades de conservação.
Áreas com monumentos de importância histórica e/ou cultural.
Áreas de importância ambiental como matas primárias e refúgio vegetacional ou área de reprodução 
de espécies raras.
Caso alguma alternativa inclua uma transposição de águas entre sub-bacias, deverá ser feita uma ava-
liação com extrema cautela, uma vez que implica impactos socioambientais tanto na sub-bacia forne-
cedora como na sub-bacia receptora. Estes impactos deverão ser avaliados com cuidado nesta fase, para 
confi rmar a vantagem ou desvantagem dessa possibilidade.
De modo geral, as alternativas de divisão de queda deverão procurar incluir reservatórios de regulariza-
ção nos trechos mais a montante da bacia para que venham a benefi ciar os aproveitamentos a jusante, 
aumentando o conteúdo energético da alternativa. A formação de reservatórios de regularização deverá 
ser cuidadosamente avaliada para cada bacia estudada. O benefício gerado por esses reservatórios será 
quantifi cado pelos estudos energéticos.
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CAPÍTULO 4 | ESTUDOS PRELIMINARES
4.5 FICHA TÉCNICA DOS APROVEITAMENTOS
Para cada local barrável, deverá ser preenchida a fi cha técnica do aproveitamento com as informações e 
os dados pertinentes, de acordo com a fase de estudos, conforme modelo apresentado no Anexo E.
130 MME | Ministério de Minas e Energia
 CAPÍTULO 4 | ESTUDOS PRELIMINARES
4.6 ESTUDOS ENERGÉTICOS
Nos Estudos Preliminares, os Estudos Energéticos têm como objetivo a avaliação das possibilidades 
de geração de cada aproveitamento inventariado e dos seus benefícios energéticos para o sistema de 
referência considerado, visando o pré-dimensionamento das principais características dos reservatórios, 
conjuntos turbinas-geradores e avaliações de competitividade econômica de aproveitamentos e de al-
ternativas de divisão de queda como um todo.
Ao se estabelecerem os diversos projetos de um estudo de inventário, não estão ainda defi nidas as 
características dos conjuntos turbinas-geradores, sendo então necessários procedimentos de avaliação 
energética aproximados. Estes procedimentos, descritos a seguir (itens 4.6.1 a 4.6.6), têm como base 
apenas coefi cientes de rendimento e tipos de turbinas, e supõem ainda o aproveitamento energético de 
toda a produção hídrica natural da bacia durante o período crítico do sistema de referência acrescida 
dos volumes úteis, descontando-se as perdas por evaporação. Entretanto, na operação real do sistema, 
as limitações dos conjuntos turbina-gerador e das capacidades de armazenamento dos projetos impli-
carão vertimentos não aproveitáveis energeticamente. Desta forma, os valores de energia calculados 
através destes procedimentos simplifi cados são preliminares, devendo-se repetir as avaliações através 
dos estudos de simulação, na fase de Estudos Finais, conforme descrito no item 5.3.2. 
Como nos Estudos Preliminares o nível de informações sobre a hidrologia e a topografi a da bacia é 
preliminar, pode-se considerar, nesta fase, apenas o uso dos procedimentos simplifi cados. Desta forma, 
as retiradas líquidas de água referentes aos usos múltiplos e os volumes alocados para controle de cheias, 
provenientes do cenário construído para a bacia, podem não ser considerados. Entretanto, devem ser 
considerados nos casos onde a sua participação na defi nição/avaliação energética das alternativas de 
divisão de queda seja extremamente signifi cativa. 
A metodologia descrita neste item considera o caso mais complexo, onde os usos múltiplos da água são 
considerados, porém, sua adaptação para o caso mais simples é imediata. Esta metodologia está imple-
mentada no sistema SINV, recomendando-se sua utilização para a realização dos estudos energéticos.
4.6.1 Energia Firme de um Aproveitamento
A energia fi rme de cada usina pode ser calculada nos Estudos Preliminares pela seguinte expressão:
 i i iE f 0,0088 H lm Q lm= × × (4.6.1.01)
onde:
Efi Energia fi rme do aproveitamento i, em MW médios;
Hlmi Queda líquida média do aproveitamento i, em metros;
Qlmi Descarga líquida média do período crítico do aproveitamento i, em m
3/s;
0,0088 Coefi ciente correspondente ao produto da massa específi ca da água (1.000kg/m3), pelos rendimentos da 
turbina (0,93) e do gerador (0,97), pela aceleração da gravidade (9,81m/s2) e pelo fator 10-6 que permite 
expressar a energia em MW médios.
Para a determinação dos valores de Hlmi e Qlmi é necessário conhecer, para cada aproveitamento, os 
parâmetros a seguir listados:
Nível de água máximo normal (NAmxni): Corresponde ao máximo nível de água do reservatório 
em operação normal. Para reservatórios com alocação de volume de espera, considera-se como nível 
máximo normal o nível correspondente ao volume máximo do reservatório descontado da média dos 
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MME | Ministério