metodologia 2
18 pág.

metodologia 2


DisciplinaProva Educação e Diversidade1.047 materiais2.054 seguidores
Pré-visualização5 páginas
METODOLOGIA DA 
PESQUISA
ETAPA 2
MÉTODOS CIENTÍFICOS
CENTRO UNIVERSITÁRIO
LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, nº 1.040, Bairro Benedito
89130-000 - INDAIAL/SC
www.uniasselvi.com.br
Curso Livre de Metodologia da Pesquisa
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Organização
Elisabeth Penzlien Tafner
Autora
Jeice Campregher
Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch
Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância
Prof.ª Francieli Stano Torres
Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância
Prof. Hermínio Kloch
Diagramação e Capa
Renan Willian Pacheco
Revisão
Harry Wiese
Ao final desta etapa, você será capaz de:
\u2022	 Compreender a ligação da história com a universidade atual.
\u2022	 Observar a escolha adequada do método.
\u2022	 Reconhecer elementos essenciais em diferentes métodos.
Esta etapa apresenta-se dividida em três tópicos que facilitam a compreensão 
do conteúdo. 
TÓPICO 1 \u2013 MÉTODOS CIENTÍFICOS: QUESTÕES GERAIS
TÓPICO 2 \u2013 ESCOLHA ADEQUADA DO MÉTODO
TÓPICO 3 \u2013 MÉTODOS: PERCURSOS LÓGICOS
2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Copyright © UNIASSELVI 2017. Todos os direitos reservados.
INTRODUÇÃO
Realizar uma investigação, de qualquer natureza, sugere alguns cuidados. O 
primeiro deles é escolher, passo a passo, os rumos da investigação. Para isso, os métodos 
e técnicas se tornam essenciais tendo em vista os objetivos da pesquisa. 
 
Estudar esses caminhos, as possibilidades mais utilizadas em sua área, explorar 
possibilidades, analisar caminhos trilhados por outras pesquisas, enfim, tudo isso amplia 
o olhar do pesquisador. Não se trata de copiar. É nessa exploração que o investigador 
começa a delinear possibilidades e lapidar interesses que, a princípio, podem ser somente 
uma curiosidade, um tema de interesse, um assunto que o provoca de alguma forma.
 
A presente unidade tem essa pretensão: apresentar alguns delineamentos 
possíveis à investigação. Antes disso, algumas questões gerais se fazem importantes. 
Voltar à história amplia a visão sobre o momento presente e aquilo que hoje se oferece 
à escolha. 
1 MÉTODOS CIENTÍFICOS: QUESTÕES GERAIS
Como foi visto na unidade anterior, no Brasil, as pesquisas são realizadas, 
essencialmente, nas universidades e centros de pesquisa. Estamos tão acostumados a 
pensar dessa forma \u2013 pesquisa se faz na universidade \u2013 que podemos considerar que 
sempre foi assim. Que as universidades sempre existiram, que estão sempre aí. Para 
desfazer esse senso comum, precisamos voltar e olhar um pouco a história.
O que entendemos hoje como universidade é uma construção. Foi sendo 
materializada e, ainda, em nosso país, foi sendo inspirada pelo surgimento de 
universidades em outras partes do mundo. Precisaremos voltar até a criação das 
primeiras \u201cuniversidades, nos séculos XII e XIII, na Idade Média, como a Universidade de 
Bolonha, criada em 1190, a Universidade de Oxford, fundada em 1214, e a Universidade 
de Paris, criada em 1215\u201d (PAULA, 2009, p. 71). Nesta origem, podemos ver forte relação 
com a Igreja \u2013 submetidas aos regulamentos e disciplina religiosa.
O surgimento das primeiras universidades, na virada dos séculos XII e XIII, é 
um momento capital da história cultural do Ocidente medieval [...]. Pode-se 
compreender que ela comportou, em relação à época precedente, elementos 
de continuidade e elementos de ruptura. Os primeiros devem ser buscados na 
localização urbana, no conteúdo dos ensinamentos, no papel social atribuído aos 
homens de saber. Os elementos de ruptura foram inicialmente de ordem insti-
tucional. Mesmo que se imponham aproximações entre o sistema universitário 
e outras formas contemporâneas de vida associativa e comunitária (confrarias, 
profissões, comunas), este sistema era, no entanto, no domínio das instituições 
educativas, totalmente novo e original, [...] o agrupamento dos mestres e/ou dos 
estudantes em comunidades autônomas reconhecidas e protegidas pelas mais 
altas autoridades leigas e religiosas daquele tempo, permitiu tanto progressos 
3
Copyright © UNIASSELVI 2017. Todos os direitos reservados.
METODOLOGIA DA PESQUISA
consideráveis no domínio dos métodos de trabalho intelectual e da difusão 
dos conhecimentos, quanto uma inserção muito mais efi ciente das pessoas de 
saber na sociedade da época (VERGER, 2001, p. 189-190, grifos nossos).
A proximidade com o poder oportunizava que os intelectuais tivessem uma vida 
de atuação política e cultural dentro das cidades. Com isso, ganhavam espaço para 
desenvolver o pensamento \u2013 em relação aos saberes sagrados ou fi losófi cos. 
Falando dessa forma, ainda parece bastante distante da universidade que 
conhecemos na atualidade \u2013 fundada na tríade ensino-pesquisa e extensão.
NOTA
Atualmente, a universidade brasileira tem amadurecido \u2013 tanto na teoria quanto na prática, na 
realização de projetos \u2013 na compreensão de seu papel na sociedade brasileira. Amparada em muitas 
discussões oportunizadas por teorias e por experiências, hoje compreende-se que há um elo entre ensino-
pesquisa-extensão. Por meio dessas três atividades, a universidade amplia sua inserção social. 
Caso centrasse suas atividades somente na pesquisa, esqueceria que a própria pesquisa necessita da 
sociedade para ser realizada \u2013 como poderá ser visto adiante, há pesquisas que se inserem, vão a campo, 
usam metodologias de observação para coletar dados. Em outras palavras, a universidade vai até os 
espaços sociais, as comunidades, extrai delas conhecimento e leva esse conhecimento para a forma de 
ensino \u2013 somente àqueles que ingressam e fazem parte daquela universidade. Sabemos que, atualmente, 
muitos podem fazer uma faculdade. Contudo, ainda é um grupo seleto, se considerarmos quantos seguem 
analfabetos, sem concluir o Ensino Fundamental ou Médio. 
Ao compreender que a pesquisa só existe pela sociedade \u2013 e em virtude de melhorar a sociedade \u2013, assim 
sendo, a universidade reduz as fronteiras por meio de atividades de extensão. Esta, podendo ser realizada 
de variadas formas: como projetos em que a comunidade é envolvida \u2013 descentralizando o conhecimento; 
levando-o ao maior número de pessoas possível. Nessa postura, entende-se que o conhecimento não é 
de um grupo \u2013 é um bem público (BOTOMÉ, 1996; NOGUEIRA, 2001).
Como vimos na origem das universidades, não percebemos ênfase em pesquisa. 
De que forma podemos, então, observar a origem daquilo que hoje entendemos como 
universidade, debruçada sobre investigações e em conhecimento científi co? Segundo 
Paula (2009, p. 72):
Da França e da Prússia emergiram, no início do século XIX, as primeiras 
universidades modernas e laicas: a napoleônica, para formar quadros para o 
Estado, e a de Berlim, com ênfase na integração entre ensino e pesquisa e na 
busca da autonomia intelectual.
Segundo Paula (2009), esses dois modelos infl uenciaram a formação universitária 
no Brasil. Do modelo francês, ainda segundo a autora, herdamos a formação 
profi ssionalizante, voltada para o mercado de trabalho. Do modelo alemão, a pretensão 
de uma formação humanística, geral, não pragmática, baseada no tripé francês: Filosofi a, 
Ciências e Letras. Assim vemos surgir os modelos que chegam ao Brasil, construindo 
aquilo que entendemos como universidade na atualidade. 
4 METODOLOGIA DA PESQUISA
Copyright © UNIASSELVI 2017. Todos os direitos reservados.
Na Unidade 1, destacamos o papel do francês René Descartes \u2013 nascido em 
31 de março de 1596 \u2013 na estruturação de métodos. O pensamento científico pode 
ser, portanto, relacionado a esse filósofo, que viu a necessidade de verificar, analisar, 
sintetizar e enumerar aquilo que se pretende entender. Contudo, como quase tudo 
na história, nada acontece instantaneamente. Descartes trouxe a sua visão e ela, 
aos poucos, consolidando-se e ligando-se ao que veio depois. Isso compreendemos 
ancorados em Foucault sobre a produção
Janete
Janete fez um comentário
Material incrível..muito bom
0 aprovações
Carregar mais