Resumo Lição 19   Argumentação
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Resumo Lição 19 Argumentação

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RESUMO LIÇÃO 19
ARGUMENTAÇÃO
Ato de comunicação não é fazer saber, mas fazer crer.
Comunicar não é transmitir informações, mas agir sobre o outro.
Diferença entre comunicação recebida e comunicação assumida.
Há uma diferença bem marcada entre comunicação recebida e comunicação assumida. 
Como comunicar é agir sobre o outro, quando se comunica não se visa somente a que o receptor receba e compreenda a mensagem, mas também a que a aceite, ou seja, a que creia nela e a que faça o que nela se propõe.
Comunicar não é, pois, somente um fazer saber, mas também um fazer crer e um fazer-fazer. A aceitação depende de uma série de fatores: emoções, sentimentos, valores, ideologia, visão de mundo, convicções políticas etc.
Persuadir \u2013 Levar a assumir o que foi comunicado.
A persuasão é então o ato de levar o outro a aceitar o que está sendo dito, pois só quando ele o fizer a comunicação será eficaz.
Argumentar \u2013 Utilizar meios para persuadir.
Em geral, pensa-se que argumentar é extrair conclusões lógicas de premissas colocadas anteriormente, como no silogismo. No entanto, podemos convencer uma pessoa de alguma coisa com raciocínios que não são logicamente demonstráveis, mas que são plausíveis. 
Dois tipos de argumentação:
Com o que é necessariamente certo;
Com o que é possível, provável, plausível.
Argumento \u2013 Qualquer procedimento linguístico que visa a persuadir.
Todos os textos são, assumidamente ou não, argumentativos.
Todo texto é argumentativo, porque todos são, de certa maneira, persuasivos. 
Alguns se apresentam explicitamente como discursos persuasivos e outros se colocam como discursos de busca e comunicação do conhecimento.
Aqueles usam mais a argumentação em sentido lato; estes estão mais comprometidos com raciocínios lógicos em sentido estrito.
Alguns tipos de argumentos:
Argumento de autoridade;
É a citação de autores renomados, autoridades num certo domínio do saber, numa área da atividade humana, para corroborar uma tese, um ponto de vista. O uso de citações, de um lado, cria a imagem de que o falante conhece bem o assunto que está discutindo, porque já leu o que sobre ele pensaram outros autores; de outro, torna os autores citados fiadores da veracidade de um dado ponto de vista.
Argumento baseado no consenso;
As matemáticas trabalham com axiomas, que são proposições evidentes por si mesmas e, portanto, indemonstráveis: o todo é maior do que a parte; duas quantidades iguais a uma terceira são iguais entre si, etc. Outras ciências trabalham também com máximas e proposições aceitas como verdadeiras, numa certa época, e que, portanto, prescindem de demonstração, a menos que o objetivo de um texto seja demonstrá-las. Podem-se usar, pois, essas proposições evidentes por si ou universalmente aceitas, para efeitos de argumentação.
Argumento baseado em provas concretas;
As opiniões pessoais expressam apreciações, pontos de vista, julgamentos, que exprimem aprovação ou desaprovação.
Os dados apresentados devem ser pertinentes, suficientes, adequados, fidedignos.
Argumentos com base em raciocínios lógicos;
Diz respeito às próprias relações entre proposições e não à adequação entre proposições e provas.
Argumento da competência linguística.
Em muitas situações de comunicação (discurso político, religioso, pedagógico etc.) deve-se usar a variante culta da língua. O modo de dizer dá confiabilidade ao que se diz. Utilizar também um vocabulário adequado à situação de interlocução dá credibilidade às informações veiculadas.
A teoria da comunicação diz que, para haver um ato comunicativo, é preciso que seis fatores intervenham:
Emissor (Aquele que produz a mensagem);
Receptor (Aquele a quem a mensagem é transmitida);
Mensagem (Elemento material, por exemplo, um conjunto de sons, que veicula um conjunto de informações);
Código (sistema linguístico, por exemplo, uma língua, ou seja, conjunto de regras que permite produzir uma mensagem);
Canal (conjunto de meios sensoriais ou materiais pelos quais a mensagem é transmitida, por exemplo, o canal auditivo, o telefone);
Referente (situação a que a mensagem remete). 
Estratégias Argumentativas
Uma estratégia persuasiva baseada no emissor é aquela que o credencia para um dado tipo de comunicação.
A estratégia baseada no receptor é aquela que cria imagens favoráveis daquele a quem se deseja persuadir.
A estratégia baseada no referente é aquela que cita provas concretas, dados da situação, estatísticas, experimentos, dados da realidade, conhecimento do mundo. 
A estratégia baseada na mensagem é aquela que procura convencer com base na construção rigorosamente concatenada do texto ou na articulação textual bem feita.
A estratégia baseada no código é aquela que busca explorar as oposições linguísticas, os significados antigos das palavras, as virtualidades da língua.
A estratégia baseada no canal é aquela que valoriza o veículo transmissor.
Bibliografia
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de texto: Leitura e redação. 4. ed. São Paulo: Ática, 1999. 416 p. : il ISBN 85-08-05987-6.