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DIREITO CONSTITUCIONAL

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Juan, argentino, 35 anos, dançarino profissional de tango, foi convidado para participar de conhecido reality show brasileiro, com danças de celebridades, convocado para ser o instrutor de famosa atriz brasileira. Nos bastidores do programa, Juan alega que teve violado seu direito fundamental à intimidade e consequentes danos à sua imagem, que foram divulgadas nas redes sociais, quando passava por uma crise de distonia, sendo alvo de gargalhadas e deboches. A distonia é uma doença que provoca movimentos involuntários e muita dor, costuma ser confundida com trejeitos nervosos. Dessa forma, após ser eliminado do programa, Juan ajuiza ação em face da emissora responsável pelo reality show.
Considerando o caso concreto, responda, de forma fundamentada, às seguintes indagações:
 É juridicamente viável reivindicar um direito fundamental, com previsão constitucional, em uma demanda movida contra particular?
R: Os direitos fundamentais são aqueles ligados à liberdade e à igualdade, os quais nascem da própria condição humana e encontram-se previstos no ordenamento constitucional. A eficácia horizontal dos direitos fundamentais zela da aplicação dos princípios constitucionais, visando a proteção da pessoa humana nas relações entre particulares, o qual decorre do reconhecimento de que as desigualdades se estendem além das relações Estado/particular, bem como aos próprios particulares, nas relações privadas. O fundamento do acima descrito, encontra-se no art. 5º, § 1º, da Constituição Federal de 1988, de acordo ao qual as normas que definem direitos fundamentais têm aplicação imediata. Diante do exposto, na redação da eficácia horizontal dos direitos fundamentais, aduz-se que é possível.
Em sede de defesa, poderia se argumentar que a norma constitucional, que resguarda o direito à intimidade, não pode ser alegada, uma vez que inexiste lei disciplinando o dispositivo constitucional?
R: O artigo 5º, § 1º, da Constituição Federal de 1988 traz o seguinte contexto:
§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
Dessa forma, como acima citado, nota-se que no rol da Carta Magna, ao que se trata dos direitos e garantias fundamentais, sua aplicação é imediata. Então, alude-se que não é possível atrelar tal norma no caso indagado, salvo, se a própria Constituição Federal taxativamente a fizer.