Material NP1 PPIS 2018.2 UNIP
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DisciplinaProteção Penal Inter Sociais18 materiais65 seguidores
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Professor(a): PAULO JOSÉ PEREIRA TRINDADE JÚNIOR 
D I S C I P L I N A 
 Proteção Penal aos Interesses Sociais 
 
Crimes contra o Sentimento Religioso: 
 
Ultraje a Culto e Impedimento ou Pertubação de Ato a Ele Relativo (ART.208, 
CPB) 
 
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa. 
 
Sujeito Passivo: Qualquer pessoa (primeira parte) ou a coletividade, 
principalmente, mas também os que se sentirem diretamente atingidos (segunda 
e terceira partes) 
 
Objeto jurídico: É o sentimento religioso e a liberdade de culto e crença. 
 
Objeto material: É a pessoa (primeira parte), a cerimônia ou culto (segunda parte) 
ou ato ou objeto de culto (terceira parte). 
 
Elementos objetivos do tipo: 
 
\u201cESCARNECER\u201d- Zombar de alguém publicamente, por motivo de crença ou 
função religiosa (primeira figura) 
 
 \u201cIMPEDIR\u201d \u2013 Interromper ou obstar o prosseguimento; 
 
\u201cPERTUBAR\u201d \u2013 Estorvar ou atrapalhar cerimônia ou prática de culto (segunda 
figura); 
 
\u201cVILIPENDIAR\u201d \u2013 Humilhar , menoscabar ou desonrar publicamente ato ou objeto 
religioso. 
 
 
Elemento subjetivo do tipo específico: 
 
É a vontade de denegrir determinada religião, investindo contra quem segue, 
contra ato ou culto que a consagra ou contra objeto que a simboliza. 
 
Momento consumativo: Quando houver a prática da conduta, independente de 
resultado naturalístico. 
 
Causa de aumento de pena: 
 
Elevada em um terço, se houver emprego de violência,respondendo o agente 
pelo resultado desta. 
 
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Crimes contra o Respeito aos Mortos: 
 
Impedimento ou Pertubação de Cerimônia Funerária (ART.209, CPB) 
 
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa. 
 
Sujeito Passivo: É a coletividade (em primeiro plano), e em seguida aqueles que 
estiverem acompanhando o ato. 
 
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos. 
 
Objeto material: É o enterro ou a cerimônia funerária. 
 
Elementos objetivos do tipo: 
 
\u201cIMPEDIR\u201d - Interromper ou obstar o prosseguimento; 
 
\u201cPERTUBAR\u201d \u2013 Estorvar ou atrapalhar cerimônia funerária; 
 
Elemento subjetivo do tipo específico: É a vontade de ultrajar a memória do 
morto. 
 
 
Momento consumativo: Quando houver a prática da conduta, independente de 
resultado naturalístico. 
 
Causa de aumento de pena: 
 
Elevada em um terço, se houver emprego de violência,respondendo o agente 
pelo resultado desta. 
 
 
Violação de Sepultura (Art.210, CPB) 
 
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa. 
 
Sujeito Passivo: É a coletividade, em primeiro plano; secundariamente, pode-se 
incluir a família do morto. 
 
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos. 
 
Objeto material: É a sepultura ou urna funerária 
 
Elementos objetivos do tipo: 
 
\u201cVIOLAR\u201d \u2013 devassar ou invadir; 
 
\u201cPROFANAR\u201d \u2013 tratar cm irreverência ou macular sepultura ou urna funerária. 
 
 
 
 
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Elemento subjetivo do tipo específico: 
 
É a vontade de ultrajar a memória do morto no caso da conduta profanar. 
 
Momento consumativo: 
 
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico. 
 
Destruição,Subtração ou Ocultação de Cadáver (Art.211, CPB) 
 
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa. 
 
Sujeito Passivo: É a coletividade, em primeiro plano; secundariamente, pode-se 
incluir a família do morto. 
 
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos. 
 
Objeto material: É o cadáver ou parte dele. 
 
Elementos objetivos do tipo: 
 
\u201cDESTRUIR\u201d \u2013 Arruinar, aniquilar; 
 
\u201cSUBTRAIR\u201d \u2013 Fazer desaparecer ou retirar; 
 
\u201cOCULTAR\u201d \u2013 Esconder cadáver ou parte dele. 
 
Momento consumativo: 
 
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico. 
 
Vilipêndio a Cadáver (ART.212, CPB) 
 
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa. 
 
Sujeito Passivo: É a coletividade, em primeiro plano; secundariamente, pode-se 
incluir a família do morto. 
 
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos. 
 
Objeto material: É o cadáver ou suas cinzas. 
 
Elementos objetivos do tipo: 
 
\u201cVILIPENDIAR\u201d \u2013 Desprezar ou aviltar cadáver ou suas cinzas; 
 
Momento consumativo: 
 
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico. 
 
 
 
 
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Elementos objetivos do tipo: 
 
\u201cVILIPENDIAR\u201d \u2013 Desprezar ou aviltar cadáver ou suas cinzas; 
 
Momento consumativo: 
 
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico. 
 
Crimes contra a Paz Publica: 
 
Incitação ao crime 
Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime: 
Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa. 
 
Comentários 
- Bem jurídico: a paz pública \u2013 sentimento de tranqüilidade pública, a convicção 
de segurança social. 
- Sujeito ativo: qualquer pessoa (crime comum). 
- Sujeito passivo: a coletividade. 
 
- Tipicidade objetiva: instigar eficaz e seriamente, a prática de crime. Não é 
necessário que seja mencionado o nomem iuris do delito, estando excluídas as 
contravenções e os fatos imorais, além dos crimes culposos. 
 
- Se a pessoa é incitada à prostituição haverá o crime do art. 228; se instigada ao 
suicídio, o do art. 122, CP. 
- Incitação genérica não caracteriza o crime, vez que ineficaz e inidônea. Ex.: 
incitação à prática de roubos, homicídios etc. 
- Pode visar à prática delituosa tanto no presente quanto no futuro. Ex. \u201cquando 
melhorar de saúde você deverá matar\u201d; \u201cse esta crise continuar, as pessoas serão 
constrangidas a roubar!\u201d 
- A publicidade do ato é elemento do tipo, sendo necessária sua percepção por 
um número indeterminado de pessoas \u2013 delito de perigo comum e abstrato. 
- A publicidade pode ser feita por meio de gestos, palavras (discursos, p. ex.), 
escritos, desenhos, teatro, transmissão radiofônica, por meio do próprio silêncio, 
pela Internet. Se a incitação não for pública, não ofenderá a paz pública. 
- Tipo subjetivo: dolo, consistente na vontade livre e consciente de incitar... 
 
- Consumação: com a simples incitação, desde que perceptível por um número 
indefinido de pessoas \u2013 delito de mera conduta. 
- Não é preciso que o delito incitado tenha sido efetivamente praticado. 
- Tentativa: admissível na forma escrita. Ex.: o cartaz já foi escrito mas as 
pessoas não o lêem por circunstâncias alheias à vontade do agente. 
- Poderá haver concurso material de crimes se o delito incitado vier a se 
concretizar e a relação de causalidade vier a ser demonstrada. O agente 
instigador responderá como co-autor. 
- Se a publicação se der por meio da imprensa, incidirá no art. 19, caput e § 1º da 
Lei 5.250/67. 
- Ver arts. 1º e 3º da Lei 2.889/56.1 
 
1 Art. 1º Quem, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal: 
a) matar membros do grupo; 
b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; 
 
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- Ver art. 23 da Lei 7.170/83 \u2013 Lei de Segurança Nacional. 
- Art. 20 da Lei 7.716/89 \u2013 Lei que define crimes de preconceito e discriminação. 
- Art. 33, § 2º, Lei 11.343/06 \u2013 Lei Antidrogas. 
 
- Ação penal: pública incondicionada. Cabem a suspensão condicional do 
processo e a transação penal. 
 
 
Apologia de crime ou criminoso 
Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime: 
Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa. 
 
Comentários 
- Bem jurídico: a paz pública \u2013 sentimento de tranqüilidade pública, a convicção 
de segurança social. 
- Sujeito ativo: qualquer pessoa (crime comum). 
- Sujeito passivo: a coletividade. 
 
- Tipicidade objetiva: Fazer apologia, publicamente... 
 - Apologia: encômio, elogio, louvor, defesa, aprovação, exaltação etc. Aqui, 
significa exprimir um juízo positivo de valor em relação a um comportamento que 
a lei prevê como crime, ou em relação ao autor do crime.