Material NP2 PPIS 2018.2 UNIP
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DisciplinaProteção Penal Inter Sociais18 materiais65 seguidores
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Professor(a): PAULO JOSÉ PEREIRA TRINDADE JÚNIOR 
D I S C I P L I N A 
Proteção Penal aos Interesses Sociais 
 
 
DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA 
 
Moeda Falsa (art.289, CPB): 
 
Bem jurídico: a fé pública. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa (caput, §§1º, 2º e 4º), no §3º é o funcionário público 
(art.327, caput e §1º, CPB) bem como aquele que exerça a função de diretor, gerente ou 
fiscal de banco de emissão. 
 
Sujeito passivo: o Estado, a coletividade e eventualmente, pode haver uma vítima 
imediata. 
 
Tipicidade objetiva: 
 
\u201cFALSIFICAR\u201d: Imitar, reproduzir com fraude, passar por verdadeiro; 
 
\u201cFABRICANDO-A\u201d: Pela sua contrafação, pela produção ex integro de uma cédula ou 
moeda nova, falsa, que tenha aparência de verdadeira; 
 
\u201cALTERANDO-A\u201d: Modificar, transformar o já existente, para aumentar seu valor. 
 
\u201cIMPORTAR\u201d: Introduzir no território nacional, trazer do exterior para o país. (§1º, forma 
equiparada) 
 
\u201cEXPORTAR\u201d: Fazer sair para outro país. (§1º, forma equiparada) 
 
\u201cADQUIRIR\u201d: Comprar ou receber de qualquer forma, onerosa ou gratuita. (§1º, forma 
equiparada) 
 
\u201cVENDER\u201d: Alienar mediante um preço, é a tradição onerosa do dinheiro falso. (§1º, forma 
equiparada) 
 
\u201cTROCAR\u201d: Permutar. (§1º, forma equiparada) 
 
\u201cCEDER\u201d: Entregar, transferir a terceiro. (§1º, forma equiparada) 
 
\u201cEMPRESTAR\u201d: Dar a coisa temporariamente, mediante promessa de restituição posterior. 
(§1º, forma equiparada) 
 
\u201cGUARDAR\u201d: Ter consigo sem ser, entretanto, o proprietário da coisa. (§1º, forma 
equiparada) 
 
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\u201cINTRODUZIR NA CIRCULAÇÃO\u201d: Pôr no meio circulante, como se fosse autêntica, a 
moeda falsificada, isto é, transmiti-la, de qualquer forma, como moeda verdadeira. (§1º, 
forma equiparada) 
 
\u201cFABRICAR\u201d: Confeccionar, fazer ou formar a moeda, industrializá-la. (§3º, figura 
qualificada) 
 
\u201cEMITIR\u201d: Ato posterior à fabricação, é sua expedição para ser posta em circulação. (§3º, 
figura qualificada) 
 
\u201cAUTORIZAR\u201d: Manifestação formal de permissão do funcionário que tenha competência 
para concedê-la em relação a fabricação ou emissão regular (§3º, figura qualificada) 
 
\u201cDESVIAR\u201d: Mudar a direção, o destino. (§4º) 
 
\u201cFAZER CIRCULAR\u201d: O agente retira o dinheiro do local onde se encontra e o põe em 
circulação antecipadamente, de forma abusiva. (§4º) 
 
Objeto material: É a moeda metálica ou papel-moeda. 
 
Moeda metálica: É aquela cunhada em metal pelas autoridades monetárias de um país e 
que nele com curso forçado. 
 
Papel-moeda: É aquele emitido por órgão autorizado do governo e que também possui 
curso legal. 
Germes patogênicos: seres unicelulares (microorganismos) que produzem moléstias 
infecciosas 
 
Consumação: Consuma-se o delito com a falsificação da moeda, seja pela contrafação, 
seja pela adulteração, sem que se faça necessária a efetiva colocação em circulação ou 
ocorrência de qualquer outro resultado. 
 
 Tipo subjetivo: dolo, não se exige dolo específico, nem se pune a forma culposa. 
 
Figura Privilegiada (art.289, §2º): Quando o agente recebe de boa-fé a moeda falsa, e 
após conhecer a falsidade, a restitui à circulação. Justifica-se a mitigação da sanção, em 
primeiro lugar, porque o que impulsiona a conduta do sujeito não é propriamente a vontade 
de lesar a fé pública, nem de locupletar-se, mas o desejo de evitar um prejuízo pecuniário, 
transferindo-o a outra vítima, o que revela ação de mero criminoso de ocasião, que pratica 
a infração penal em virtude de circunstâncias não criadas unicamente por ele; em segundo 
lugar, porque não está, com sua ação, iniciando a circulação da moeda falsa, que já 
ocorrera em momento precedente, mas tão-só dando-lhe continuidade, de modo que 
também a magnitude da culpabilidade seja menor, se comparada às figuras precedentes 
no §2º do art.289. 
 
Ação penal: pública incondicionada. 
 
Falsificação de Documento Público (art.297, CPB): 
 
Bem jurídico: a fé pública, consistente na confiabilidade pertinentes aos documentos 
públicos. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
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Sujeito passivo: o Estado, e eventualmente, quem for prejudicado. 
 
Tipicidade objetiva: 
 
\u201cFALSIFICAR\u201d: no todo (contrafação total, com formação global, por inteiro) ou em parte 
(contrafação parcial, com acréscimo de dizeres, letras,etc) documento público. 
 
\u201cALTERAR\u201d: Modificar, adulterar dizeres, letras, etc. 
 
Objeto material: É o documento público, verdadeiro ou não. 
 
Consumação: Consuma-se o delito quando estão ultimadas a contrafação ou adulteração 
do documento, independentemente de qualquer outro resultado posterior. Cuida-se de 
delito de mera atividade e de perigo concreto. Assim, embora a consumação se dê 
independentemente de qualquer resultado posterior, o falso deve ser idôneo a produzi-lo. 
 
 Falsificação de documentos destinados a previdência social: Os §§3º e 4º do art.297, 
tratam de formas de falsidade ideológica de documentos destinados à comprovação de 
fatos ou relações jurídicas perante a previdência social. 
 
 Causa de aumento de pena (art. 296, §1º): quando o sujeito ativo é funcionário público 
(art.327, CPB) e praticar o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena da sexta 
parte. 
 
 Tipo subjetivo: dolo, não se exige dolo específico, nem se pune a forma culposa.. 
 
Ação penal: pública incondicionada. 
 
 
Falsificação de Documento Particular (art.298, CPB): 
 
Bem jurídico: a fé pública, expressamente na exigência de confiança nos documentos 
particulares. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
 
Sujeito passivo: o Estado, a coletividade, e eventualmente, a pessoa lesada. 
 
Tipicidade objetiva: 
 
\u201cFALSIFICAR\u201d: no todo (contrafação total, com formação global, por inteiro) ou em parte 
(contrafação parcial, com acréscimo de dizeres, letras,etc) documento particular. 
 
\u201cALTERAR\u201d: Modificar, adulterar dizeres, letras, etc. 
 
Objeto material: É o documento particular, verdadeiro ou não. 
 
Consumação: Consuma-se o delito com a falsificação ou a alteração. O momento 
consumativo ocorre com a simples editio falsi, independentemente do uso ou de qualquer 
efetivo dano subseqüente. Cuida-se de delito de mera atividade e de perigo concreto. 
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 Falsificação de documentos destinados a previdência social: Os §§3º e 4º do art.297, 
tratam de formas de falsidade ideológica de documentos destinados à comprovação de 
fatos ou relações jurídicas perante a previdência social. 
 
 
 Tipo subjetivo: dolo, não se exige dolo específico, nem se pune a forma culposa.. 
 
Ação penal: pública incondicionada. 
 
Falsidade Ideológica (art.299, CPB): 
 
Bem jurídico: a fé pública, referente a confiabilidade dos documentos públicos ou 
particulares, no que toca a veracidade de seu teor 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
 
Sujeito passivo: o Estado, a coletividade, e eventualmente, a pessoa lesada. 
 
Tipicidade objetiva: 
 
\u201cOMITIR\u201d: não dizer, não mencionar, em documento público ou particular, declaração quye 
dele devia constar; 
 
\u201cINSERIR\u201d: Introduzir \u2013 forma direta 
 
\u201cFAZER INSERIR\u201d: forma indireta, no mesmo, declaração falsa ou diversa da que devia 
ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a a verdade sobre 
fato juridicamente relevante. 
 
Objeto material: É o documento público ou particular. 
 
Consumação: Consuma-se o delito, na forma de omissão, no momento em que o omitente 
deveria incluir (ou declarar para que fosse incluída) a declaração sobre a qual silencia, por 
ocasião da feitura do documento. Já na modalidade fazer inserir, consuma-se com o 
lançamento da declaração mendaz do agente no documento pelo funcionário ou terceira 
pessoa a quem incumbe elaborá-lo. Na modalidade inserir, tratando-se de falsidade 
imediata, como o agente é o autor direto do documento, enquanto não completado e 
aperfeiçoado este, poderá ele retirar o conteúdo medaz