Material NP2 PPIS 2018.2 UNIP
10 pág.

Material NP2 PPIS 2018.2 UNIP

Disciplina:Proteção Penal Inter Sociais27 materiais51 seguidores
Pré-visualização4 páginas
1

Professor(a): PAULO JOSÉ PEREIRA TRINDADE JÚNIOR
D I S C I P L I N A

Proteção Penal aos Interesses Sociais

DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA
Moeda Falsa (art.289, CPB):
Bem jurídico: a fé pública.
Sujeito ativo: qualquer pessoa (caput, §§1º, 2º e 4º), no §3º é o funcionário público
(art.327, caput e §1º, CPB) bem como aquele que exerça a função de diretor, gerente ou
fiscal de banco de emissão.
Sujeito passivo: o Estado, a coletividade e eventualmente, pode haver uma vítima
imediata.
Tipicidade objetiva:
“FALSIFICAR”: Imitar, reproduzir com fraude, passar por verdadeiro;
“FABRICANDO-A”: Pela sua contrafação, pela produção ex integro de uma cédula ou
moeda nova, falsa, que tenha aparência de verdadeira;
“ALTERANDO-A”: Modificar, transformar o já existente, para aumentar seu valor.
“IMPORTAR”: Introduzir no território nacional, trazer do exterior para o país. (§1º, forma
equiparada)
“EXPORTAR”: Fazer sair para outro país. (§1º, forma equiparada)
“ADQUIRIR”: Comprar ou receber de qualquer forma, onerosa ou gratuita. (§1º, forma
equiparada)
“VENDER”: Alienar mediante um preço, é a tradição onerosa do dinheiro falso. (§1º, forma
equiparada)
“TROCAR”: Permutar. (§1º, forma equiparada)
“CEDER”: Entregar, transferir a terceiro. (§1º, forma equiparada)
“EMPRESTAR”: Dar a coisa temporariamente, mediante promessa de restituição posterior.
(§1º, forma equiparada)
“GUARDAR”: Ter consigo sem ser, entretanto, o proprietário da coisa. (§1º, forma
equiparada)

 2

“INTRODUZIR NA CIRCULAÇÃO”: Pôr no meio circulante, como se fosse autêntica, a
moeda falsificada, isto é, transmiti-la, de qualquer forma, como moeda verdadeira. (§1º,
forma equiparada)
“FABRICAR”: Confeccionar, fazer ou formar a moeda, industrializá-la. (§3º, figura
qualificada)
“EMITIR”: Ato posterior à fabricação, é sua expedição para ser posta em circulação. (§3º,
figura qualificada)
“AUTORIZAR”: Manifestação formal de permissão do funcionário que tenha competência
para concedê-la em relação a fabricação ou emissão regular (§3º, figura qualificada)
“DESVIAR”: Mudar a direção, o destino. (§4º)
“FAZER CIRCULAR”: O agente retira o dinheiro do local onde se encontra e o põe em
circulação antecipadamente, de forma abusiva. (§4º)
Objeto material: É a moeda metálica ou papel-moeda.
Moeda metálica: É aquela cunhada em metal pelas autoridades monetárias de um país e
que nele com curso forçado.
Papel-moeda: É aquele emitido por órgão autorizado do governo e que também possui
curso legal.
Germes patogênicos: seres unicelulares (microorganismos) que produzem moléstias
infecciosas
Consumação: Consuma-se o delito com a falsificação da moeda, seja pela contrafação,
seja pela adulteração, sem que se faça necessária a efetiva colocação em circulação ou
ocorrência de qualquer outro resultado.
 Tipo subjetivo: dolo, não se exige dolo específico, nem se pune a forma culposa.
Figura Privilegiada (art.289, §2º): Quando o agente recebe de boa-fé a moeda falsa, e
após conhecer a falsidade, a restitui à circulação. Justifica-se a mitigação da sanção, em
primeiro lugar, porque o que impulsiona a conduta do sujeito não é propriamente a vontade
de lesar a fé pública, nem de locupletar-se, mas o desejo de evitar um prejuízo pecuniário,
transferindo-o a outra vítima, o que revela ação de mero criminoso de ocasião, que pratica
a infração penal em virtude de circunstâncias não criadas unicamente por ele; em segundo
lugar, porque não está, com sua ação, iniciando a circulação da moeda falsa, que já
ocorrera em momento precedente, mas tão-só dando-lhe continuidade, de modo que
também a magnitude da culpabilidade seja menor, se comparada às figuras precedentes
no §2º do art.289.
Ação penal: pública incondicionada.
Falsificação de Documento Público (art.297, CPB):
Bem jurídico: a fé pública, consistente na confiabilidade pertinentes aos documentos
públicos.
Sujeito ativo: qualquer pessoa.

 3

Sujeito passivo: o Estado, e eventualmente, quem for prejudicado.
Tipicidade objetiva:
“FALSIFICAR”: no todo (contrafação total, com formação global, por inteiro) ou em parte
(contrafação parcial, com acréscimo de dizeres, letras,etc) documento público.
“ALTERAR”: Modificar, adulterar dizeres, letras, etc.
Objeto material: É o documento público, verdadeiro ou não.
Consumação: Consuma-se o delito quando estão ultimadas a contrafação ou adulteração
do documento, independentemente de qualquer outro resultado posterior. Cuida-se de
delito de mera atividade e de perigo concreto. Assim, embora a consumação se dê
independentemente de qualquer resultado posterior, o falso deve ser idôneo a produzi-lo.
 Falsificação de documentos destinados a previdência social: Os §§3º e 4º do art.297,
tratam de formas de falsidade ideológica de documentos destinados à comprovação de
fatos ou relações jurídicas perante a previdência social.
 Causa de aumento de pena (art. 296, §1º): quando o sujeito ativo é funcionário público
(art.327, CPB) e praticar o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena da sexta
parte.
 Tipo subjetivo: dolo, não se exige dolo específico, nem se pune a forma culposa..
Ação penal: pública incondicionada.
Falsificação de Documento Particular (art.298, CPB):
Bem jurídico: a fé pública, expressamente na exigência de confiança nos documentos
particulares.
Sujeito ativo: qualquer pessoa.
Sujeito passivo: o Estado, a coletividade, e eventualmente, a pessoa lesada.
Tipicidade objetiva:
“FALSIFICAR”: no todo (contrafação total, com formação global, por inteiro) ou em parte
(contrafação parcial, com acréscimo de dizeres, letras,etc) documento particular.
“ALTERAR”: Modificar, adulterar dizeres, letras, etc.
Objeto material: É o documento particular, verdadeiro ou não.
Consumação: Consuma-se o delito com a falsificação ou a alteração. O momento
consumativo ocorre com a simples editio falsi, independentemente do uso ou de qualquer
efetivo dano subseqüente. Cuida-se de delito de mera atividade e de perigo concreto.

 4

 Falsificação de documentos destinados a previdência social: Os §§3º e 4º do art.297,
tratam de formas de falsidade ideológica de documentos destinados à comprovação de
fatos ou relações jurídicas perante a previdência social.
 Tipo subjetivo: dolo, não se exige dolo específico, nem se pune a forma culposa..
Ação penal: pública incondicionada.
Falsidade Ideológica (art.299, CPB):
Bem jurídico: a fé pública, referente a confiabilidade dos documentos públicos ou
particulares, no que toca a veracidade de seu teor
Sujeito ativo: qualquer pessoa.
Sujeito passivo: o Estado, a coletividade, e eventualmente, a pessoa lesada.
Tipicidade objetiva:
“OMITIR”: não dizer, não mencionar, em documento público ou particular, declaração quye
dele devia constar;
“INSERIR”: Introduzir – forma direta
“FAZER INSERIR”: forma indireta, no mesmo, declaração falsa ou diversa da que devia
ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a a verdade sobre
fato juridicamente relevante.
Objeto material: É o documento público ou particular.
Consumação: Consuma-se o delito, na forma de omissão, no momento em que o omitente
deveria incluir (ou declarar para que fosse incluída) a declaração sobre a qual silencia, por
ocasião da feitura do documento. Já na modalidade fazer inserir, consuma-se com o
lançamento da declaração mendaz do agente no documento pelo funcionário ou terceira
pessoa a quem incumbe elaborá-lo. Na modalidade inserir, tratando-se de falsidade
imediata, como o agente é o autor direto do documento, enquanto não completado e
aperfeiçoado este, poderá ele retirar o conteúdo medaz