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Disciplina:<strong>matemática</strong>36 materiais
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Direito Previdenciário (Prof. Ali Jaha) p/ INSS - Técnico de Seguro Social - Com
videoaulas - 2016

Professor: Ali Mohamad Jaha

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 Direito Previdenciário p/ INSS (Técnico)
5.ª Turma ? 2015/2016 (PÓS-EDITAL)
Teoria e Questões Comentadas
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Tema: Reformas Constitucionais da Previdência Social.
Assuntos Abordados: Normas Constitucionais e Legais atinentes a
Inativações e Pensões dos Militares e Servidores Públicos Civis:
Emenda Constitucional n.º 20/1998, Emenda Constitucional n.º
41/2003 e Emenda Constitucional n.º 47/2005: Alterações, Regras
de Transição e Direito Intertemporal.
Sumário.
Sumário. ......................................................................................... 1

Saudações Iniciais. ........................................................................... 1

01. Introdução Histórica, Objetivos e Princípios. ................................... 1

02. A Análise das Alterações ao Texto Constitucional. ............................ 4

03. As Regras para concessão de Aposentadoria nos Regimes Próprios. . 26

04. Resumex da Aula. ..................................................................... 38

05. Questões Comentadas. .............................................................. 42

06. Questões Sem Comentários. ....................................................... 57

07. Gabarito das Questões. .............................................................. 61

Saudações Iniciais.

Olá Concurseiro! Tudo bem com você?

Vamos continuar o nosso curso de Direito Previdenciário p/ INSS
(Técnico) ± 5.ª Turma ± 2015/2016 (PÓS-EDITAL)?

Não vamos perder tempo! Bons estudos! =)

01. Introdução Histórica, Objetivos e Princípios.

Em meados da década de 90, exatamente no ano de 1995, entrou em
pauta a realização de uma reforma no sistema previdenciário brasileiro
como parte de um conjunto de reformas estruturais para controlar os gastos
públicos no país. Optou-se então por resolver a questão pelo lado das
despesas.

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Havia duas opções de reforma: uma mais radical, com a
institucionalização de um regime de capitalização, a exemplo do que foi
feito em outros países latino-americanos que passavam por problemas
semelhantes; e outra, escolhida pelo governo brasileiro, com mudanças de
algumas regras no sistema existente.

Após três anos de discussão, foi publicada no apagar das luzes de

1998, a primeira das três Emendas constitucionais a tratar da Reforma
Previdenciária Brasileira, a famigerada Emenda Constitucional n.º
20/1998, que é considerada a mais abrangente das Emendas, pois dela
originaram-se 14 artigos constitucionais cujas redações foram criadas ou
alteradas pela referida Emenda.

As alterações supracitadas mais visíveis ocorreram no âmbito dos

Direitos Trabalhistas (Art. 7.º), da Administração Pública (Art. 37), do
Regime Próprio de Previdência Social (Art. 40), da Seguridade Social (Art.
194 e Art. 195), do Regime Geral de Previdência Social (Art. 201) e da
Previdência Complementar (Art. 202).

Em suma, tal Emenda operou inúmeras alterações profundas nos

três pilares previdenciários pátrios: Regime Geral de Previdência Social
(RGPS), Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e Previdência
Complementar.

Com isso, podemos notar que o principal intuito desse ato foi

enrijecer a concessão de benefícios previdenciários, postergar o momento
da aposentadoria, acabar com a paridade entre ativos e inativos para os
novos servidores e, em última análise, equilibrar as contas públicas
garantindo o equilíbrio financeiro e atuarial de todo o sistema previdenciário
pátrio.

Algum tempo depois, ao final do ano de 2003 veio ao mundo a
Emenda Constitucional n.º 41/2003, a segunda referente à Reforma
Previdenciária Brasileira. Essa, praticamente se preocupou em incluir e
alterar inúmeros dispositivos ao Art. 40 da CF/1988, que trata do RPPS dos
servidores. Trouxe a previsão de um Regime de Previdência Complementar
aos servidores públicos, que veio a ser instituído apenas em 2012 na esfera
federal, com o advento da Lei n.º 12.618/2012, que instituiu a Fundação
de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (FUNPRESP).

Além disso, a EC n.º 41/03 impôs a contribuição para o sistema

previdenciário por parte dos servidores públicos inativos (aposentados),

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em disparidade do que ocorre no RGPS, onde os trabalhadores inativos da
iniciativa privada não contribuem para o respectivo regime.

Em outras palavras, o servidor público, quando na inatividade, terá

descontado de seu benefício, valores referentes à contribuição
previdenciária, o que não ocorre com inativos (aposentados) do Regime
Geral de Previdência.

Em suma, essa Emenda de 2003 trabalhou com o RPPS, de forma a

deixa-lo menos interessante aos futuros servidores, pois enrijeceu ainda
mais as normas trazidas pela EC n.º 20/1998. Além disso, foi a responsável
pelo arcabouço constitucional da Previdência complementar no serviço
público, o qual limita a aposentadoria ao teto do RGPS, reduzindo os valores
de pensão para os dependentes dos servidores.

Em meados de 2005 foi publicada a terceira e menor Emenda da

reforma, a Emenda Constitucional n.º 47/2005, que praticamente veio
fazer alguns ajustes às mudanças operadas pela EC n.º 41/2003. Trouxe
consigo a possibilidade de concessão de uma aposentadoria diferenciada
aos servidores portadores de deficiência que exerçam atividade de risco ou
atividades prejudicais a saúde.

Por sua vez, além do supracitado, abrandou o valor de contribuição

para os servidores aposentados e pensionistas portadores de doença
incapacitante. Quanto ao RGPS, institucionalizou o Sistema Especial de
Inclusão Previdenciária (SEIP), para atender aos trabalhadores de baixa
renda e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao
trabalho doméstico.

De forma geral, essa terceira Emenda veio abrandar as rígidas regras

trazidas pelas duas Emendas anteriores, às camadas mais necessitadas da
sociedade: portadores de deficiência, portadores de doenças incapacitantes
e pessoas de baixa renda.

Para alguns autores, temos, em tese, que estudar a Emenda

Constitucional n.º 70/2012. No entanto, tal Emenda apenas inclui um
novo artigo à EC n.º 41/2003, e prevê a revisão das aposentadorias e
pensões concedidas a partir de 01/01/2004 para os servidores públicos
(RPPS). Como pode ser observado, não traz nenhuma alteração significativa
no texto constitucional. Por tal razão, considero apenas três as Emendas
sobre a Reforma Previdenciária Brasileira. =)

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