NFPSS   TRF5   PARTE IV
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NFPSS TRF5 PARTE IV

Disciplina:<strong>matemática</strong>36 materiais
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PRINCÍPIOS MAIS COBRADOS EM PROVAS

PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

É o modelo que procura coadunar os aspectos ambiental, econômico
e social, buscando um ponto de equilíbrio entre a utilização dos
recursos naturais, o crescimento econômico e a equidade social.

PRINCÍPIO DO DIREITO HUMANO FUNDAMENTAL
Estabelece a proteção ao meio ambiente como Direito Humano
Fundamental indispensável à manutenção da dignidade humana, vida,
e progresso da sociedade.

PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO
Assegura ao cidadão o direito à informação e a participação na
elaboração das políticas públicas ambientais

PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO
É aplicado nos casos em que os impactos ambientais já são
conhecidos. Trabalha com a certeza da ocorrência do dano.

PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO

Diz respeito à ausência de certezas científicas. É aplicado nos casos em
que o conhecimento científico não pode oferecer respostas
conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos.

Neste, há risco incerto ou duvidoso.

PRINCÍPIO DO POLUIDOR-PAGADOR

Deve o poluidor responder pelos custos sociais da poluição causada
por sua atividade impactante, devendo-se agregar esse valor ao custo
produtivo da sua atividade, para evitar que se privatizem o lucro e se
socializem os prejuízos.

Possui viés preventivo e repressivo, ao mesmo tempo em que
promove o ressarcimento do dano ambiental, também visa evitá-lo. É
necessário que haja poluição para a sua incidência!

PRINCÍPIO DO USUÁRIO-PAGADOR
Estabelece que todos aqueles que se utilizarem de recursos naturais
devem pagar por sua utilização, mesmo que não haja poluição.

PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO OU DA GESTÃO Assegura ao cidadão o direito à informação e a participação na
elaboração das políticas públicas ambientais, de modo que devem ser

1
Por Rafael Arruda.

2

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DIREITO AMBIENTAL1

1. Direito ambiental. Conceito. Objeto. Princípios fundamentais .

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COMUNITÁRIA assegurados os mecanismos judiciais, legislativos e administrativos

que efetivam o princípio. Dessa forma, a população deve ser inserida
em questões ambientais.

PRINCÍPIO DA COOPERAÇÃO ENTRE OS POVOS

Tendo em vista que o meio ambiente não conhece fronteiras políticas,
sendo a terra um grande ecossistema, a única forma de
preservá-la é a cooperação entre as nações, mormente por meio
dos tratados internacionais, para se ter uma tutela global ambiental.

PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA

PROPRIEDADE

a função social da propriedade rural é atendida quando há
aproveitamento racional e adequado; utilização adequada dos
recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;
observação das disposições que regulam as relações de trabalho;
exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e
trabalhadores. É o princípio que justifica serem as obrigações
ambientais. propter rem.

PRINCÍPIO DA INFORMAÇÃO

Toda informação sobre o meio ambiente é pública. Visa assegurar a
eficácia do princípio da participação. É necessária a devida publicidade
das questões ambientais, sob pena de impossibilidade de atuação do
princípio democrático. O art. 5º, XXXIII da Constituição Federal e a Lei
12.527/11, garantem o acesso à informação de forma ampla,
incluindo aquela que diz respeito ao meio ambiente.

PRINCÍPIO DO PROTETOR-RECEBEDOR

O agente público ou privado que protege um bem natural em
benefício da comunidade deve receber uma compensação financeira
como incentivo pelo serviço de proteção ambiental prestado. Pode ser
considerado o avesso do conhecido princípio do usuário-pagador.

PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO RETROCESSO

ECOLÓGICO

Sendo o meio ambiente ecologicamente equilibrado um direito
fundamental, as garantias de proteção ambiental já conquistadas não
podem retroagir. São inadmissíveis recuos de salvaguarda ambiental
para níveis abaixo dos já positivados. A principal consequência deste
princípio é obstar medidas legislativas e executivas que operem
retrocesso em relação ao direito ambiental. Segundo o STJ, esse
princípio busca estabelecer “um piso mínimo de proteção ambiental,
para além do qual devem rumar as futuras medidas normativas de
tutela, impondo limites a impulsos revisionistas da legislação”.

PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE COMUM, MAS

DIFERENCIADA

Todas as nações são responsáveis pelo controle da poluição e a busca
da sustentabilidade, mas os países mais poluidores deverão
adotar as medidas mais drásticas.

PRINCÍPIO DA GESTÃO AMBIENTAL

DESCENTRALIZADA, DEMOCRÁTICA E EFICIENTE

As competências ambientais são repartidas por todos os entes
federativos, que deverão cooperar harmonicamente na sua eficiente
realização, contando com o apoio da sociedade, que deverá participar
ativamente da gestão ambiental.

 Atenção para os artigos mais importantes sobre o tema:

3

2. O direito ambiental como direito econômico. A natureza econômica das normas de direito ambiental

Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem
por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os
seguintes princípios:

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I - soberania nacional;

II - propriedade privada;

III - função social da propriedade;

IV - livre concorrência;

V - defesa do consumidor;

VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto
ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;

VII - redução das desigualdades regionais e sociais;

VIII - busca do pleno emprego;

IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e
que tenham sua sede e administração no País.

TÉCNICAS DE DIREÇÃO DO MERCADO

AÇÃO POR ABSORÇÃO ATUAÇÃO POR
PARTICIPAÇÃO

ATUAÇÃO DO ESTADO SOBRE
O DOMÍNIO ECONÔMICO

Nenhum agente econômico
privado compete com o Poder
Estatal.

Ex.: Monopólio.

O Poder Estatal compete, em
igualdade de condições, com
agente econômico privado ou
atua em parceria com o setor
privado.

Ex.: Empresa pública e
Sociedade de economia
mista.

O Poder Estatal regula o
processo de produção, por
meio da atividade legislativa,
impondo conduta a serem
observadas pelos agentes
econômicos (chamada de
INTERVENÇÃO ESTATAL).

Ex.: norma antitruste.

Desempenha diretamente as
funções:

a) Sem interesse de
empresários;

b) Desenvolvidas pelo

Estado em razão do
interesse nacional.

 Duas modalidades:

a) INTERVENÇÃO POR
DIREÇÃO: o Estado
atua por meio de
normas cogentes,

devendo ser
observado pelos
sujeitos da atividade